Agora, Correa

A caçada aos líderes latino-americanos que ousaram afrontar os interesses do império. Primeiro, Lula. Depois, Cristina. Agora, Rafael Correa é caçado como um animal perigoso pelos Moros e Dallagnóis.
É guerra contra a dignidade e a libertação da América Latina. Os Dallagnóis do Ecuador pedem a prisão de Correa.

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Flagra: pesquisa eleitoral “Poder360” é um embuste!

Eis que o tal Fernando Rodrigues, dono do site (de direita) Poder360, que há décadas vive de (supostamente) “analisar” pesquisas eleitorais, hoje revela – sem querer – que não entende nada de… estatística.
Mais que isso: deixa claro que não aprendeu com a “tia” no primário, sequer, regra de três!
Ai, essa “meritocracia” (à brasileira)…
E, depois, “analfabeto” é o Lula, hein!

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Ao contrário de Getúlio, Lula mostra que está vivo e faz carta para chamar o povo às ruas

O Brasil tem a sua própria lógica na política e, exatamente por isso, nele a lógica da repetição da história pode transcender tanto à tragédia, como à farsa, ambas vaticinadas por Karl Marx. Getúlio Vargas escreveu uma carta que levou o povo às ruas após a sua morte. Lula repete o mesmo gesto, mas para corrigir um dos únicos erros de Getúlio, o erro de não usar o seu poder de líder para convocar o povo numa reação contra os avanços dos inimigos do Brasil e dos brasileiros.

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Lula “pinta-se para guerra” com Judiciário: uma no cravo, outra na ferradura

Em nada surpreendeu o tom da carta de Lula, lida nesta tarde pela sua porta-voz, a Senadora – e Presidente do PT – Gleisi Hoffmann, na reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília. Nela, o ex-Presidente veio “pintado para a guerra” com o Judiciário, com especial ênfase reservada para o (com) STF (com tudo).
Com sinais contraditórios, ora prestigiando o interlocutor do Golpe no PT, Fernando Haddad, ora acenando com o enfrentamento da “farsa” (apud Lula!), o ex-Presidente empurra a decisão mais para frente. O sindicalista não fecha portas. Ainda.
De forma que, até lá, uma no cravo, outra na ferradura. Depois do sinal forte da semana passada, de ter finalmente cedido e constituído Haddad como “seu advogado”, portanto com franco acesso à carceragem, era a vez de mostrar os dentes para o Golpe. E que dentes.

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Felix Fischer – O Himmler da Lava Jato, dono da “Câmara de Gás” do STJ (Parte I)

O dono da “Câmara de Gás” do STJ da quinta turma é alemão. Calma! Este texto não fala sobre a turma do SS, mas da versão tupiniquim dela, que – de tão intocável que é – ficou conhecida como a “câmara de gás” do Felix Fischer. É este alemão de Hamburgo, naturalizado brasileiro, relator da Lava Jato, quem decide o destino dos seus réus. Um dissimulado que faz o papel de “durão” para justificar a fama de “implacável”, mas que é apenas uma das peças desta justiça carcomida pela corrupção que caracteriza o poder judiciário do Brasil.

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Anistia Geral para pacificar o Brasil e gerar empregos: Parte 3 de “MDB e a governabilidade”

Manuel López Obrador propõe a anistia para acabar com a Guerra às drogas no México. O povo mexicano sabiamente aprovou essa iniciativa através da massiva votação que ele recebeu ontem.
Todos sabemos que o impeachment foi um golpe. Todos sabemos quem participou e a responsabilidade de cada um. Toda a classe política brasileira participou. Toda classe judiciária brasileira participou. Todos os órgãos de controle participaram. Todos os sindicatos empresariais participaram. A maioria dos partidos, incluindo o maior partido do país.
Alguém acha que é possível punir toda essa gente pelo crime de golpear a democracia?
Se algo acontecer à saúde de Lula, os responsáveis por esse crime acabarão sendo caçados, primeiro pelo povo, depois pelos próprios mentores do golpe, na busca de um bode expiatório que acalme o povo.
Melhor unir o país em torno de um líder conciliador e que sabe que a vingança não é mais importante do que as crianças na escola e os pais construindo um futuro melhor para todos.

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O “Efeito Lúcifer” Hard Core à brasileira

O fato do exercício do Poder não levar em consideração o Outro e desumanizá-lo é potencializado pela nossa Justiça ser uma Instituição montada a partir da escravidão, moldada por três séculos de ódio bruto ao escravo, que se perpetua em sua versão moderna, no ódio ao pobre. Dessa forma, o papel do juiz e do promotor que detêm o Poder sobre a vida e a liberdade de outras pessoas, tende a se tornar ainda mais perverso, pois são eles as autoridades responsáveis por julgar e acusar gente pobre, em sua maioria por crimes patrimoniais não violentos, mas que são associadas a uma condição secular de não cidadania e que previamente não são reconhecidas com o mínimo de dignidade e igualdade.

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A voz do povo e o desespero dos coadjuvantes

Lula é o representante ideal para praticamente metade dos brasileiros, 40% nas pesquisas. A quem interessaria que fosse ele (Lula) a ser sacrificado e excluído das urnas? Aceitar essa barbárie é um atentado contra a democracia. Apoiar, legitimar e aceitar que Lula siga preso e perca seus direitos políticos, impedindo milhões de brasileiros de votar nele, é um ato de guerra. Uma guerra contra o povo.

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A saída da crise ao alcance da mão, Parte 3: Coincidência ou curto circuito divino nos jornais?

É só escrever sobre um determinado aspecto do mundo neoliberal que “coincidências” aparecem, ou seria sincronicidade?
Em “A saída da crise ao alcance da mão, Parte 1: Ciclo político, democracia e bilionários”, salientamos os comentários de Kalecki sobre as razões da grande importância que os Tubarões do mercado, também chamados bilionários, dão ao “estado de confiança empresarial”. Sincronicamente, logo depois que publicamos, o PIG, a grande imprensa, publica um artigo demonstrando essa teoria.

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“Bem me quer, mal me quer”: como Lula – e o Golpe – usam Fernando Haddad

É evidente que na política, que vive de sinais, não há ingênuos. Portanto, todas as partes envolvidas bem sabiam como os articuladores do Plano B – dentro do PT e no Golpe (i.e., aqueles ostensivamente no Golpe) – explorariam a visita de Haddad a Lula – apenas a segunda em quase 3 meses (!) de prisão; bem como a concessão – “concessão”! – a Haddad da prerrogativa de “visitar” o ex-Presidente, agora a qualquer tempo, na qualidade de seu “advogado”.
Lula deu sinais – verdadeiros? – de que ainda está aberto à negociação. E de que, a depender da conjuntura e dos termos do “acordo global” atingido, segue existindo a possibilidade de o Golpe lograr indicar o candidato “do PT”. A “metamorfose ambulante” Lula retomaria, dessa forma, a velha tática de soltar – como “seus” – diversos cavalos, concorrentes entre si, num mesmo páreo. Para, ao final, escolher aquele que se viabilizar. E renegar o(s) derrotado(s).
No caso atual, os “cavalos” mais discerníveis seriam (i) a composição com o Golpe, via Haddad, e (ii) a confrontação total, melando a farsa eleitoral com a não substituição do seu nome como o candidato do PT. Nessa última hipótese, assim como no caso da indicação de Haddad para ser “o coordenador do programa de governo”, a proximidade terá servido para manter o “inimigo” por perto, sob vigilância.

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Não há 5ª coluna no Kremlin?! Examine melhor.

Depois de Medvedev ter sido renomeado para o mesmo posto e com ele todo seu governo, apenas levemente recauchutado, a opinião pública na Rússia e em todo o mundo dividiu-se sobre se aí haveria bom sinal de continuidade e unidade na liderança russa, ou se seria confirmação de que, sim, haveria uma 5ª coluna dentro do Kremlin que, ao mesmo tempo em que impõe ao povo russo políticas neoliberais e pró-ocidente, trabalha contra o presidente Putin. Hoje quero dar uma olhada rápida no que está acontecendo, porque creio que a política exterior russa continua controlada predominantemente pelo que chamo de “Eurasianos Soberanistas”, e porque, para detectar as atividades dos “Integracionistas Atlanticistas”, é preciso examinar o que está acontecendo dentro da Rússia.

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Dois caminhos pós 2008: liberalismo X desenvolvimentismo

Uma década após a Crise Mundial de 2008, ainda vemos reflexos mundiais. Por um lado, uma que exclui: baixo crescimento econômico, desemprego, concentração de renda, crise dos imigrantes, descontentamento sociais e fortalecimento da direita política. Por outro lado, outra inclusiva: um projeto de desenvolvimento econômico e logístico que se espalha por regiões do globo! Acreditamos que isso acontece por escolhas da economia política: liberalismo X desenvolvimentismo!

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“Globosfera” comenta a Globo – Blogosfera comenta política (e blogs de política)

Existe um clima de guerra nos bastidores da política e da justiça. A elite brasileira, finalmente, percebeu que “era feliz e não sabia”. O Duplo Expresso segue atento aos movimentos daqueles que, com o apoio da Globo, ignoram os verdadeiros fatos políticos. Como não trabalhamos com a realidade paralela da Globo, temos antecipado e revelado os acontecimentos que justificam o nosso slogan “A verdade chega primeiro”.

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Golpe (transnacional): é “com Bolsonaro, com tudo”

Está se copiando no Brasil um modelo já testado nos EUA, onde Trump é um bufão e quem governa mesmo é o Deep State.
Possivelmente, inclusive, a fórmula foi montada lá fora. Se bobear a estratégia de Bolsonaro está vindo exatamente desse mesmo lugar, que há alguns anos vem atuando no Brasil.
A via de entrada deles no jogo político no Brasil foi o Judiciário, mais especificamente feita sob o controle do TRF-4/ Moro.
Não é surpresa, portanto, que esses “operadores locais” – militares e Judiciário – estejam se aproximando.

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Em defesa de dar um jeito na Suprema Corte* 

Com a Suprema Corte na 3ª-feira confirmando a decisão de Trump de banir muçulmanos (Suprema Corte EUA, SCOTUS); na 4ª-feira atacando os sindicatos de funcionários públicos; e com o anúncio feito pelo juiz Anthony Kennedy, de que se aposenta, é tempo de trazer outra vez para o topo da agenda uma ideia marginal: ‘superlotar’ a Suprema Corte. 


O apoio da maioria conservadora ao trumpismo e sua obcecada oposição a qualquer projeto progressista implica que, na atual formação, a Suprema Corte funcionará como barreira que bloqueará qualquer agenda de qualquer presidente e Congresso que tenham qualquer tendência de esquerda, mesmo que levíssima. Esse tipo de barreira tem de ser enfrentada e confrontada com firmeza.



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Extra! Dilma acaba de renunciar à Presidência (!) – detonando Referendo Revogatório (do Lula)

Em saindo candidata nestas eleições ao Senado, Dilma reconhece – de fato e de direito – não ser mais Presidente do Brasil. Assim, avaliza tacitamente a legalidade da sua destituição. Foi “golpe” ou não foi, Dilma?
Pela obrigação legal de desimcompatibilização, determinando a exoneração de cargos do Executivo para concorrer ao Legislativo até 6 meses antes da eleição, isso significa que Dilma Rousseff renunciou – pelo menos a partir de março deste ano – à pretensão de ser a Presidente do Brasil no atual mandato.
Interessante notar, ademais, que – “honesta, sem nada a temer e orgulhosa do seu legado de combate à corrupção” – não deixa de buscar, no Brasil da Lava Jato, a proteção do foro por prerrogativa de função. A mesma proteção que negou a Lula não o indicando para o Ministério logo após a sua segunda posse, ainda em janeiro de 2015.

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Fachin, o “Molechin” da vez

Molechin, ou melhor!, Fachin, quer “plantar” algo que não consta no pedido da defesa de Lula para “fazer as vezes do TSE”, antecipando um impedimento de Lula na corrida eleitoral 2018. Uma jogada de malandro que deve ser repudiada pelos amantes do direito e da justiça.

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Decisão de Lewandowski revigora a resistência

Impressiona como um único gesto nacionalista conseguiu reacender a resistência em defesa da soberania nacional e das empresas estatais.
Neste texto, enviado com exclusividade para o Duplo Expresso, a Diretora do Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal (STIU-DF) Fabíola Latino Antezana comenta a decisão do Ministro do STF, Ricardo Lewandowski. Para Fabíola, “a decisão do ministro Lewandowski é uma trava no processo de privatização desenfreado que está ocorrendo nas empresas estatais.”

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Irã e Venezuela: Vanguarda de um novo mundo? 

Venezuela é estado campeão em democracia, em eleições democráticas, como ficou provado duas vezes nos últimos 12 meses, e mais de uma dúzia de vezes desde 1999. Pouco importa que o ocidente lunático não queira ver – simplesmente porque o ocidente (EUA e seus paus mandados e os vassalos europeus) não pode tolerar que um país socialista prospere – e tão próximo da fronteira do império e, como se fosse pouco, país riquíssimo em recursos naturais, como petróleo e minerais. O sucesso econômico da Venezuela poderia disparar ondas de choque “de esquerda” sobre a população norte-americana, zumbificada e bestializada, com fragmentos que ricocheteariam diretamente contra a Europa de olhos bem vendados.



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Jogo de espelhos: quem, de fato, mantém Lula preso?

Impossível compreender o não julgamento do recurso de Lula na terça sem levar em conta as pressões de bastidores para que Lula aceitasse prisão domiciliar e/ ou desistir da candidatura.
Por um motivo ou outro, nenhum Ministro do STF trabalha, de verdade, para ter Lula solto e candidato em 2018. Quanto mais cedo isso for exposto, maiores as chances de – com a cartada do impasse político com eventual radicalização – força-los a isso.
O que ocorre é uma partida de pôquer. A exposição cabal de “bons e maus policiais” – ao fim e ao cabo todos eles “policiais” que tentam por meios diversos quebrar o “custodiado” – demonstraria a Lula que ele não tem nada a perder em um enfrentamento frontal com o Judiciário. E, grosso modo, com o Golpe.

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A saída da crise ao alcance da mão, Parte 2: o emprego e “o Grande Banco”

O fim da Guerra Fria com a queda do Muro de Berlim, o avanço e barateamento das telecomunicações reforçou a força política liberal agora autodenominada de “neoliberal” e se espalhou pelo mundo o avanço da gestão privada sobre os bens e serviços do Estado privatizando-os e evidentemente aumentando a concentração do capital e oligopolizando os mercados.
Mas a desregulamentação dos setores públicos e as privatizações geraram grandes fracassos empresariais e crises sequenciais até a grande de 2008.

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Gol de Lewandowski mantém Brasil vivo na disputa contra o “Resto do Mundo”

Este golaço de Lewandowski é de uma ousadia que somente um “Ricardão” pode ter. Enquanto o Regime Temer estava escancarado para ser penetrado pelo “vice-Deus” Mike Pense, Lewandowski escondeu o viagra e deixou o recado na porta: “pode até dar, mas tem antes que pedir a mão ao papai Congresso”.
Em outras palavras, a venda de ações de empresas públicas, sociedades de economia mista ou de suas subsidiárias ou controladas exige prévia autorização legislativa, sempre que se cuide de alienar o controle acionário. “Ricardão” fechou o puteiro!

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Depois de fracassar no Iraque, na Síria, no Líbano e no Iêmen, Arábia Saudita tenta uma “vitória” na Palestina

A Arábia Saudita está à procura de uma “vitória” depois de repetidas derrotas de sua política exterior no Oriente Médio.
Só restou aos sauditas um último “dossiê” que ainda podem tentar promover: é a vez da Palestina.


A mídia israelense Maariv comentou um encontro secreto entre o príncipe coroado saudita Mohammad Bin Salman e o primeiro-ministro de Israel Benyamin Netanyahu no Palácio Real da Jordânia, em Aman, semana passada. A notícia foi ‘vazada’ para os jornais – no típico estilo israelense para fugir de qualquer responsabilidade direta.

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“Perón/73”: novo golpe do “Plano B” para furar olho de Lula

Para o Plano B, metade do trabalho segue sendo inculcar nas bases (i) a possibilidade de não votar em Lula; e (ii) não mais se insurgir contra isso, participando regularmente da “eleição” (sic).
Pois é aí que entra a sua terceira encarnação: essa história de voto “condicionado”, (alegadamente) repetindo a operação “Perón-Cámpora 1973” na Argentina. Ou seja, com o “compromisso” de o Plano B, logo após vencer a eleição, “indultar” (sic) Lula e convocar novas eleições. Para que, aí, o ex-Presidente finalmente voltasse ao poder.
Mas há várias maneiras – “involuntárias” – de frustrar tal “promessa”. Primeiro, perdendo a eleição. Nesse caso, ainda chegar-se-á ao cúmulo de creditar tal derrota a… Lula (!). Em ganhando, surgem alguns “pequenos” – e mui convenientes – obstáculos: o Vice, o Congresso e o… STF!
E assim, com Lula preso e impedido de ser votado, a Globo e o TSE estariam livres para anunciar, mais uma vez, a tal “festa da democracia” na noite de 7 de outubro próximo.
Conclusão: quem fala em Lula no poder adiando – para depois da eleição – a inarredável confrontação com a máquina golpista no Judiciário mente. Isso porque, depois da eleição, teremos perdido justamente a nossa única arma: o sequestro da mesma – com o tema “Lula” – e o poder de retirar-lhe a legitimidade com a exclusão – UNILATERAL – do ex-Presidente do pleito.

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Guerra comercial China x EUA se intensifica na sucessão presidencial brasileira

O governo chinês tem que alimentar mais de 2 bilhões de habitantes e precisa de fontes seguras de abastecimento.
Ficar na mão dos americanos, para os chineses, nem pensar.
Por isso, joga com vara de dois bicos:
1 – pressiona o agronegócio e o setor mineral a apoiar eleições livres para todos, para ter amigo disputando eleição e
2 – amplia outros mercados, como na África, de onde os chineses possam comprar, pagando metade do frete, relativamente, ao Brasil etc.
O recado chinês chegou aos políticos conservadores do Centro Oeste brasileiro: de que lado vocês estão?

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O que vai tirar Lula da prisão

A pressão política chinesa que iniciou com a taxação dos frangos e agora deve avançar para o setor de minérios tem revelado o tamanho da burrada de “dormir com o inimigo”, praticada pelos empresários que ganhavam com a China e optaram por apoiar quem quer vê-los pelas costas: os EUA.

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A saída da crise ao alcance da mão, Parte 1: Ciclo político, democracia e bilionários

É do liberalismo a afirmação, que deixados livres e sem a interferência do Estado, os empresários levariam a Economia ao Pleno Emprego, por mais que governos liberais como Temer e FHC mostrem o contrário.
Os liberais alegam que o déficit público tiraria a Economia do seu equilíbrio e produziria inflação. Em “Liberalismo: ‘fake news’ ou ‘bad news’?” mostramos que a assertiva não resistiu, por exemplo, às 2 grandes crises de 1929 e de 2008, quando a presença do Estado salvou o capitalismo de um final apocalíptico.

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União Europeia: sumário da decomposição 

O gesto de Matteo Salvini no caso do navio Aquarius, aprovemos ou desaprovemos, provocou uma importante cesura. Demonstrou que um país podia ignorar e ignorou as regras da União Europeia. Ao mesmo tempo demonstrou que não existe «soberania europeia», esse mito tão caro a Emmanuel Macron, mas existe… a soberania italiana.
O gesto dos italianos terá consequências. Primeiro, contribui para novamente dar aos italianos alguma confiança no próprio governo e nas capacidades da Itália. É evento importante, num momento em que outros enfrentamentos aproximam-se, principalmente sobre a questão econômica. Mas o gesto do governo italiano é também importante para os outros países da União Europeia. Porque, se a Itália pode recuperar a própria soberania, pode também, num momento de crise, decidir que o país fixa a agenda dos problemas a resolver e que tipo de solução lhes dar – o que é uma definição de soberania –, lição que outros países não esquecerão.

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Manchetômetro: e se o PIG já tiver gastado todos os cartuchos contra Lula?

E se Lula estiver tocando a estratégia de “terra arrasada”, recuando e esperando o momento certo, o tal “inverno russo”, para lançar uma contra-ofensiva “em cima da hora”? Enquanto Lula está preso, não tem manchete. O que vemos? Essa estratégia de “mais um recurso”, “mais uma negativa”. Nesse meio tempo o que se vê é o aumento substantivo da imagem de Lula perseguido, da justiça seletiva, de Moro ganhando prêmios vestido com seu black-tie nessa festa aristocrata, e, ainda por cima, os outros candidatos se matando entre si enquanto Lula permanece intacto. Mas essa reversão de imagem (Lula X Moro, detectada, aliás na última pesquisa Ipsos/Estadão), só ocorre porque Lula está preso e silenciado. Tenho a impressão que nesse momento, quanto mais alguém fala, pior fica. E todos aqueles que estão falando muito estão sujeitos a perder.

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