Duplo Expresso 14/nov/2018

Destaques:
– O presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC, monto doutor pela Universidade Autônoma Nacional do México – UNAM Nildo Ouriques e o advogado Samuel Gomes comentam: “Basta! A crítica é a nossa companheira!”
– A arquiteta, mestra em Engenharia Civil e doutora em Administração de Empresas Patrícia Vauquier fala sobre: “Empunhar a bandeira que importa”
– Romulus Maya e Carlos Krebs fazem a análise da conjuntura política.

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Duplo Expresso 13/nov/2018

Destaques:
– O cientista político Felipe Quintas comenta: “”Patrimonialismo corporativo e o fim do “populismo” no Brasil golpeado”
– A socióloga Thais Moya fala sobre: “Bolsonaro é “gente como a gente”? – Apontamentos sobre como um capitão fracassado se tornou um “mito” popular”
– Romulus Maya e Carlos Krebs fazem a análise da conjuntura política.

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Preparem-se para o Gaza-samba

A partir da provocação feita pelo The saker, enviada em forma de trovão da matéria da Russian Today que mostrava ao mundo uma dupla de brasileiros fuleiros fazendo pose de sionistas, Pepe Escobar chafurda no pântano tropical e comenta com seu olhar acurado o que representa este desejo de alinhamento sionista-cristão.

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Duplo Expresso 12/nov/2018

Destaques:
– O especialista em Minas e Energia, PhD em Engenharia na área do petróleo, Paulo César Ribeiro Lima comenta: “Educação e Saúde perdem 50% dos recursos do regime de partilha de produção do Pré-Sal”
– A Economista, doutora em Políticas Públicas e mestre em Planejamento e Desenvolvimento Econômico Ceci Juruá fala sobre: “Soberania nacional frente aos resultados eleitorais”
– O jurista Luiz Moreira comenta: “Eleições majoritárias, esquerda identitária e sistema de justiça”
– Romulus Maya e Carlos Krebs fazem a análise da conjuntura política.

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O PLS 209/2015, o BRASDUTO e o Fundo Social

Este artigo trata do Substitutivo ao Projeto de Lei nº 209, de 2015. Este PLS (não confundindo com o PSL…) é um verdadeiro assalto ao Fundo Social. Esse Substitutivo representa um corte brutal de metade dos recursos oriundos das receitas previstas na comercialização do petróleo e do gás natural da União destinadas às áreas de educação e saúde. A quem serve isso? Quem serve-se disso?

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Análise: “Frente Democrática” – entre o sonho e a realidade

Desperdiçar apoios, bem como gestos de aparente “magnanimidade”, “desprendimento” e “respeito ao povo e à democracia” não é bom para um governo prestes a enfrentar tantas dificuldades. Especialmente porque atender o Nordeste, e seus governadores vermelhos, é relativamente muito barato em termos orçamentários. Além disso, será que o novo governo vai desperdiçar também uma chance de dividir sua oposição?

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#LulaVivo – por que devemos seguir lutando pelo “cara”

Tenho plena consciência das melhoras sociais e econômicas que testemunhei na sociedade como um todo durante o período de governo dos presidentes Lula e Dilma. Também sei que mais de 60% da população brasileira pensa como eu e queria o presidente Lula de volta em 2018. E por isso temos que lutar pela vida e pela libertação do presidente Lula, pois é ele quem representa os anseios de todos nós, brasileiros.

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“E Bolsonaro ganhou”: como João Paulo II – e Ratzinger – pariram Malafaia e Macedo

“Quer entender o que aconteceu na chamada “ascensão evangélica” nos últimos 20 anos e como retornar o diálogo de esquerda com evangélicos? Em alguns minutos farei um esboço breve.”
Publicamos, a seguir, mais uma importante reflexão proposta por um expressonauta. Desta vez, um que assina “Filósofo da Colina”. E que reage à segunda parte do Duplo Expresso da última terça-feira (“nerd”). Nela, a sociólogo Thais Moya discorreu sobre o tema “Evangélicos: o que são, de onde vieram, o que querem e para onde vão nos levar”.

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O Brasil é grande demais para um sistema de votação tão frágil

A festinha hacker na cobertura do homem mais poderoso do Brasil, será suficiente para que o TSE se curve ao povo, de onde todo o poder emana e em nome de quem será exercido?
Ou será necessário um levante armado com os fuzis do Bolsonaro? Ou será que o Bolsonaro, agora eleito, mudou de ideia quanto à imprestabilidade do escrutínio exclusivamente eletrônico – logo, secreto – dos votos?
Quem viver, verá.

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2018: “A Coalizão do Caos” | A fala de Felipe Quintas

A transcricão da fala de Felipe Quintas apresenta como os financistas, as forças armadas (FFAA), a Lava-Jato e evangélicos (ou uma parte expressiva de todos esses), fazem parte dessa grande coalizão que, no final das contas, está levando o Brasil ao caos. As forças que estão no governo Bolsonaro já estavam no governo Temer, e estão aí na política desde o impeachment. E todos ou foram aliados de governos do PT, ou foram favorecidos pelos governos do PT – como no caso da Lava-Jato –, ou então começaram como aliados do governo do PT mas progressivamente, por uma série de razões, se descolaram e tornaram-se oposição a eles.

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O Mercado Precisa Explicar

O mercado criou empresas de investimento, poderosos fundos de aplicação, coletando desde fortunas de famílias, lucro de traficantes, subornos de dirigentes privados e públicos, salários de magistrados e barnabés, e, se for possível, as esmolas caridosamente dadas, para estes trilionários, em dólares, fundos de investimentos.

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Como a pequeno-burguesia petista jogou os militares – e o Brasil – no colo dos EUA

O “expressonauta” O.G.M. é acadêmico de exatas que conhece o PT desde o seu nascimento. E que vem observando, desde então, as implicações políticas da tensão ideológica existente entre, de um lado, os elementos sindicais do partido – capitaneados por Lula, é claro – e, do outro, os pequeno-burgueses. A seguir, ele explica como o desequilíbrio nessa soma de vetores a partir do governo Dilma seria DETERMINANTE para o fim, de fato, do Estado nacional brasileiro (a partir de 2016).
Partindo dos comentários do antropólogo Piero Leirner sobre o posicionamento dos militares brasileiros na quadra atual, OGM faz um belo apanhado de como a moralidade pequeno-burguesa de boa parte do PT – e da esquerda brasileira em geral –, bem como a sua proximidade (inclusive pecuniária) com a China, contribuiu de forma decisiva para o estranhamento dos militares com relação ao partido. E mais: também com relação aos próprios chineses.

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Duplo Expresso 8/nov/2018

Destaques:
– O escritor, sociólogo e analista internacional Lejeune Mirhan comenta: “Novas e velhas ordens internacionais: para onde vai o Brasil de Bolsonaro?”
– O Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães comenta a atualidade política do Brasil e do mundo.
– Romulus Maya e Patrícia Vauquier fazem a análise da conjuntura política.

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Bolsonaro, terrorismo e petismo jurídico

Na entrevista da Professora Maud Chirio há prognóstico sombrio sobre a democracia brasileira, em particular sobre o que será o governo Bolsonaro.
A Professora Chirio chega a projetar que MST e MTST serão declarados, já em janeiro de 2019, organizações terroristas e que haverá interdição do PT.
O que a Professora Maud Chirio não disse, entretanto, é como Bolsonaro declarará terroristas o MST e o MTST, ou seja, quais seriam os instrumentos jurídicos que permitirão a Bolsonaro criminalizar os movimentos sociais.

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Duplo Expresso 6/nov/2018

Destaques:
– O cientista político Felipe Quintas comenta: “A Coalizão do Caos: a articulação entre financistas, Lava-Jato, militares e evangélicos para desmontar o país”
– A socióloga Thais Moya fala sobre: “Evangélicos: o que são, de onde vieram, o que querem e para onde vão nos levar?”
– Romulus Maya e Patrícia Vauquier fazem a análise da conjuntura política.

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A Autocracia Genocida de Witzel

No Rio de Janeiro, o governador eleito, Wilson Witzel, solicitou uma pesquisa às tropas das polícias do Estado que apresente o número de atiradores de elite a disposição para trabalhar no que ele chamou de “abate de criminosos”. Wilson Witzel pretende autorizar a policia a assassinar pessoas nas favelas que estejam portando fuzis, sem que os policiais respondam penalmente por homicídio, mas enquadrados na legítima defesa, resgatando a proposta de segurança pública feita pelo presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, que é “metralhar a favela inteira”.

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Segundo turno das eleições de 2018 e a legitimação do fascismo no Brasil

Dizer que esperávamos a vitória do fascismo nas eleições seria um erro. Muito ao contrário. Estávamos confiantes na virada, como apontavam todos os institutos de pesquisa, com a queda de Bolsonaro e a subida de Fernando Haddad. No entanto, a legitimação do fascista veio pelas urnas. Neste primeiro artigo sobre eleições, pretendo apenas apresentar dados numéricos sobre o resultado em si nas eleições presidenciais. Comentar sobre um tema que tenho introduzido na Sociologia que é a relação com a representatividade do eleito/a no conjunto dos eleitores inscritos. Ao final, algumas breves conclusões, tecendo comentários específicos sobre as formas de como um fascista ascende ao poder.

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Projeto de Lei da cessão onerosa pode causar grandes prejuízos ao Brasil

Pode ser votado no Senado Federal, na terça-feira, dia 6 de novembro de 2018, requerimento de urgência para votar o Projeto de Lei da Câmara – PLC nº 78, de 2018, que altera a Lei nº 12.276/2010 e viabiliza a licitação dos excedentes da cessão onerosa. Aprovada a urgência, a proposição não tramitará por nenhuma comissão de mérito do Senado, a exemplo do que já ocorreu na Câmara dos Deputados.
A Lei nº 12.276/2010 autorizou a União a ceder onerosamente à Petrobras o exercício das atividades de pesquisa e lavra de petróleo e gás natural em áreas não concedidas localizadas no Pré-Sal. A estatal tem a titularidade dos volumes de petróleo e gás cedidos pela União, sendo o exercício das atividades de pesquisa e lavra realizado apenas pela Petrobras, por sua exclusiva conta e risco, nos termos do Contrato de Cessão Onerosa.

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As diferenças entre Ciro e Haddad

As diferenças entre Ciro Gomes e Fernando Haddad podem ser sintetizadas em suas opiniões sobre a criminalização da política promovida por alguns dos membros do Judiciário.
Ciro sempre condenou a criminalização da política, referindo-se à necessidade de respeito à divisão dos poderes como retorno às respectivas atribuições, como retorno às “caixinhas”.
Bem, já Haddad não se limitou a elogiar Joaquim Barbosa, mas reiterou que ele, caso eleito, seria seu conselheiro. Ora, o que tornou Joaquim Barbosa célebre foi sua atuação contra quadros dirigentes de seu partido, inaugurando a narrativa segundo a qual seria o PT “organização criminosa”.

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Democracia e Ditaduras No Cardápio Eleitoral

No Brasil, já fragilizado pelas ações do Governo Temer e pelas ações parlamentares e da própria Dilma Rousseff, em seu segundo e incompleto mandato, com reservas em dólares estadunidenses, que deverão ser desvalorizadas no curso da crise, com qualquer dos dois grupos no comando da Nação, só poderá naufragar. Antevejo ondas de desempregados e saques e violência urbana aumentando. Uma insegurança de toda ordem: pessoal, patrimonial, jurídica, econômica e social. Pois, como ficou óbvio, nenhum dos litigantes no campo do Bolsonário tem projeto para a Pátria Brasileira.

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Duplo Expresso 5/nov/2018

Destaques:
– O especialista em Minas e Energia, PhD em Engenharia na área do petróleo, Paulo César Ribeiro Lima fala sobre a cessão onerosa de campos do Pré-Sal
– A Economista, doutora em Políticas Públicas e mestre em Planejamento e Desenvolvimento Econômico Ceci Juruá comenta: “Que tal revisitar as ferrovias? E constatar que sabemos pouco sobre elas”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Tensão entre Generais e “empreendedores” de Bolsonaro? – a semana em análise

No Brasil atual, os insights do antropólogo Piero Leirner, professor da UFSCar, tornaram-se incontornáveis para quem quer decifrar o subtexto do noticiário político, especialmente quando esse tangencia a lógica e o ethos militares. Aliás, não apenas para quem está dentro do Brasil, como atesta citação do analista de política internacional Pepe Escobar, em artigo seu recente.
Por isso, além de termos Leirner comentando no Duplo Expresso de Domingo logo mais, juntamente com o jurista Luiz Moreira, reunimos a seguir alguns apontamentos do antropólogo diante das ações – e reações – nesta primeira semana pós-resultado eleitoral.

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SamaathayDE – Driblando a democracia

Três recortes das participações da dobradinha Sama* + João de Athayde** no Duplo Expresso épico da sexta-feira 02 de novembro de 2018, onde a dupla começou debatendo sobre o documentário “Fake America Great Again” (Driblando a democracia), mas depois seguiu discutindo as consequências do uso de metadados e nossas informações para quem deseja manipular a forma como vemos a realidade.

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Brasil no Mundo Também Não É Pauta Eleitoral

A infelicidade brasileira é a elite que se acostumou pelos 400 anos de escravismo legal e pelo tempo restante, desde seu descobrimento, pelo escravismo não oficial, a não respeitar os pobres e, dentre estes, os negros. No País em que a maioria absoluta da população é formada de negros e mestiços de negros e de índios.

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A estreia do articulista Henrique Matthiesen, novo colunista do Duplo Expresso

Nada é mais importante, para a cúpula do partido da estrela, do que o seu projeto hegemônico e sua soberba com as forças progressistas.
Messiânicos, conjecturam ser uma organização casta, portadora da salvação nacional e da verdade absoluta no campo da esquerda.
Cobram, inadvertidamente, o que são incapazes de praticar; afinal, para alguns iluminados do ABC, eles são as gêneses da história, a reencarnação da virtude, e desta forma, aqueles que não entendem isso são condenados à rotulação de traidores e indignos de coexistir no debate nacional

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Painel (ilustríssimo) debate consequências de Bolsonaro

No último domingo, ao vivo durante a apuração da votação no segundo turno da “eleição” (?) presidencial, os apresentadores do Duplo Expresso Wellington Calasans, Romulus Maya e Carlos Krebs receberam para debate – no calor dos acontecimentos – o cientista político Felipe Quintas, a socióloga Thaís Moya, a comentarista de assuntos jurídicos Maria Eduarda Freire, o antropólogo João de Athayde, o artista visual e ativista Sama, o politólogo e analista internacional Eduardo Jorge Vior, a arquiteta Patrícia Vauquier, o advogado Samuel Gomes e o convidado especial Senador Roberto Requião.

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Um guia prático nacionalista para o momento pós-eleitoral

O momento pós-eleitoral virou uma lavanderia. A melhor forma de autocrítica é andar para a frente em direção um objetivo definido, ainda que com o retrovisor sempre disponível. Lanterna na popa, mas olho na bússola. A bússola é o projeto nacional. Autocrítica para a ação é autocrítica na ação. Mãos em atividade construtiva mais que lábios ansiosos e estressados.
Não é que o passado não conte. Conta muito. As ações passadas são o critério legitimador da ação presente. A isso se dá o nome de coerência.

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