Churchill, a luta contra o inimigo maior e uma cláusula pétrea

Em meio à Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill, então Primeiro Ministro do Reino Unido, não hesitou um instante em apoiar Stalin e a União Soviética, quando a Rússia foi invadida pela Alemanha, durante a Operação Barbarossa.

Churchill, é bom lembrar, tinha verdadeira ojeriza ao comunismo. Algo reiterado no discurso transmitido pela BBC, em 22 de junho de 1941, no qual informava à população britânica da invasão alemã e explicava os motivos que o levaram a apoiar a Rússia:
“Não há ninguém que tenha sido um oponente mais constante do comunismo do que tenho sido nos últimos vinte e cinco anos. Não negarei uma palavra sequer do que disse a respeito disso. Mas tudo isso vira pó ante o espetáculo que agora se descortina.”[1]

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Um Golpe bem britânico – e outro bem brasileiro

“A Very British Coup” (Um Golpe Bem Britânico) de Chris Mullin, um ex-político inglês do Partido Trabalhista, foi originalmente publicado em 1982. Mais tarde, o livro foi transformado numa minissérie homônima, inicialmente transmitida pelo canal inglês Channel 4, em 1988. Além de ter sido exibida em mais de 30 países, a minissérie foi premiadíssima, conquistando alguns prêmios BAFTA e um Emmy.

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Danse 1159

Um pouco mais de um minuto de dança com Nadia Vadori-Gauthier, em sua homenagem pessoal à Marielle Franco. Paris, 17mar2018.

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A verdade vencerá – O povo sabe por que me condenam

Lula consegue espaços onde se acreditava não haver mais um centímetro. Caminha de um lado pro outro no palco como se falasse sozinho, com ele mesmo, ensimesmado. Ao mesmo tempo, fala com intimidade, com cada um que estava ali para assisti-lo com o alerta da esperança.

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Muito Prazer, Sra. Marion Mahony Griffin!

Quando entrei na Faculdade de Arquitetura no final dos anos 80, as meninas já representavam dois terços dos novos alunos no curso da Federal do Rio Grande do Sul. Provavelmente esta fosse uma tendência em outras unidades, não sei. Acontece que esta maioria era quase invisível na relação professor-aluno. Demorei muito tempo para perceber que, independente de meu trabalho ser bom ou não, eu sempre era ouvido. Mas quantas colegas sofriam da audição seletiva dos professores? Quantas teriam que ter um trabalho espetacular para chegarem a merecer uma observação? Isso era explícito e, ao mesmo tempo, um comportamento aceito. Algo normalizado…

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A Percepção da Verdade

Para Boudrillard, “o simulacro nunca é o que esconde a verdade; é a verdade que esconde o que não há. O simulacro é verdade.” Roteiros cinematográficos transportados do universo teatral para a tela são muito comuns. Alguns, inclusive, são apresentados como se estivéssemos na plateia de um teatro, e não nas poltronas de uma sala de cinema, ou no conforto do sofá da sala. Entretanto, este tipo de filme pode exigir um grau maior de atenção para quem assiste. O que dizer então da percepção da verdade na Arquitetura, se ela não está firmada na realidade, mas na ficção do que a sociedade pretende para ela?

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Qualquer lugar deveria ser um Jardim de Rosas

Na primeira parte publicada, procurei fazer um pequeno paralelo entre políticas habitacionais implementadas no mesmo ano de 1964 na Suécia (Miljonprogrammet – Programa do Milhão) e no Brasil (BNH/SFH – Banco Nacional de Habitação / Sistema Financeiro de Habitação). Usei dois conjuntos habitacionais daquela época para isso: o distrito de Rosengård, em Malmö (SWE) e o bairro Cidade 2000, em Fortaleza (BRA). Hoje vamos retroceder um pouco mais no tempo para poder avançar mais adiante, passando pelos conjuntos do IAPI (Porto Alegre) e Pedregulho (Rio de Janeiro), além de alguns exemplos internacionais contemporâneos.

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Quando Rosengård não é um Jardim de Rosas

Art. 6º da Constituição Federal (dos Direitos Sociais): “São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”. Qualquer pessoa precisa de um teto. Eu, você que está lendo, e principalmente aqueles a quem este texto não alcança. Com base nessa premissa pretendo apresentar um breve comparativo de um modelo local com aquele que se observa no Brasil. Serão duas partes, começando neste texto por uma visão mais crítica em relação aos dois modelos. Em um próximo, vamos expor um pensamento de como poderia ser diferente.

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