Frente Ampla Contra o Fascismo: a arma contra invasões, infiltrações e a ditadura de toga

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

É hora de barrar o fascismo que tem sua sustentação na ditadura de toga, financiada por interesses estrangeiros. A criação de uma “Frente Ampla Contra o Fascismo”, proposta aqui no Duplo Expresso pelo intelectual Jessé Souza, deve unir políticos de todos os partidos e ideologias. Longe de ser uma operação para salvar Temer, é preciso devolver ao povo o direito de escolher os seus representantes.

O breu que caracteriza a prática de alguns setores da justiça neste período de estado de exceção vivido no Brasil tem como “mascote” o Ministério Público (MP). O poder deste órgão – propagado como “independência” – é fruto de erros políticos, mas principalmente de chantagens contra os próprios políticos e do forte lobby praticado em todas as esferas representativas.

Entre sabotagens e ameaças, o MP tenta criminalizar a política e os políticos. Para isso, cria um ambiente fascista onde concurseiros bem treinados definem o futuro do Brasil e dos brasileiros, mas muito afastados do pacto social. Assim, entre invasões e exploração dos seus reféns (políticos e agentes públicos ameaçados por dossiês), temos hoje uma ditadura de toga avançando rapidamente sobre a política dia após dia.

Visivelmente comprometido com os interesses dos EUA e do capital financeiro internacional, o Ministério Público atenta outra vez contra a instituição Presidência da República. A merecida erosão de Temer não pode ser usada como pretexto para que os reféns do MP na política enfraqueçam ainda mais a já agonizante democracia.

E para ratificar o uso da palavra “infiltrações” no título deste texto, temos como exemplo concreto o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP) que já anunciou o pedido de impeachment de Temer. Este senador, que sequer consegue disfarçar o seu papel de assessor de imprensa do MP, é o mesmo que sabotara a aprovada Lei Cancellier na Comissão de Constituição e Justiça (que combate o abuso de autoridade). Por conta própria, ele substituiu criminosamente os relatórios no trajeto entre a sala da comissão e a mesa da Câmara dos Deputados. Randolfe trabalha incansavelmente contra a democracia e é “emprenhado” pela imprensa sempre que favorece o MP.

Com o fiasco imposto pelo STF ao plano internacional de ter Lula preso em segunda instância, flagrantemente diagnosticado através da “coincidência” das agendas do TRF-4 e da entrevista de Moro na TV, assistimos agora ao avanço do ministro Barroso – o grande derrotado no STF no episódio que esvaziou o plano de prisão de Lula – contra Temer. O providencial apoio recebido por este pretenso “Jah”*, via Globo, MP e seu assessor de imprensa no senado, Randolfe, denunciam a existência de um complô para nomear Maia à presidência e impedir a realização de eleições livres.

Política se faz com o cérebro e não com o estômago. O discurso vazio de “combate à corrupção” já não convence mais a massa de desempregados, e expõe as vísceras dos “crimes legais” da ditadura de toga. O povo não pode ser excluído da construção do próprio destino e da reconstrução do Brasil.

Se tudo isso que estás lendo parece confuso, recorra à máxima de Brizola: Se é bom para a Globo é ruim para o Brasil, e vice-versa”.

Nunca uma única tacada poderia ter tanta utilidade. Acertando Barroso, caem Globo, MP e Lava Jato, os verdadeiros norte-americanos que agem contra o Brasil e brasileiros. É hora de agirmos todos pela própria sobrevivência. Ladrões e honestos vivos na mesma trincheira, pois a desunião agora será sinônimo de morte coletiva. Das diferenças tratemos depois, pois neste momento é “melhor escapar fedendo do que morrer cheiroso”.

 

* Jah é a versão abreviada de Yahuah ou Yahwah, Yahweh, Jeová – o nome do Deus Altíssimo.

 

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