Por que a Rússia não revida quando atacada?

A enlouquecedora paciência dos russos… Em flagrante violação de acordos dos quais a Rússia e países da OTAN são signatários, a OTAN expandiu-se diretamente até a fronteira da Rússia, e recentemente converteu os pequenos estados do Báltico – Estônia, Letônia e Lituânia – numa espécie de cercadinho para bebês militares, onde se pôs a fazer manobras militares ao lado das fronteiras russas, estacionando lá milhares de soldados e pondo-se a treiná-los para… atacar a Rússia.
A Rússia protestou, mas continuou a comercializar com todos os países envolvidos. Em especial, continuou a fornecer energia elétrica aos países do Báltico e a usar os portos de lá como via de saída de seus produtos.

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Até um cego vê! Leonardo Lobo sabe que o povo está acordado

Para Leonardo Lobo, as manifestações de 2013 foram motivadas por interesses alheios aos do Brasil e dos brasileiros e a classe média, pensando ser rica, foi usada como isca. Além disso, as recentes manifestações dos caminhoneiros e petroleiros foram um sinal de que o povo acordou e que a reprovação ao neoliberalismo, imposto a partir do golpe, tende a ser crescente.

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Liberalismo: “fake news” ou “bad news”?

O Estado, por ter a prerrogativa de captador de rendas, emissor de meio circulante, além de indutor e criador de rendas pela sua capacidade de investir ou induzir investimentos, é sempre eficaz no longo prazo e fundamental na solução dos riscos sistêmicos. É conhecida sua atuação anticíclica nas crises capitalistas, sendo exemplos expressivos “a queima de café” por Vargas e o “New Deal” de Roosevelt.
Na crise de 2008, a intervenção do Estado – resgatando da quebra em série os grandes bancos privados – salva o mundo do colapso financeiro especulativo. Ou seja, mais uma vez o Estado (“mínimo”?), como em 1929, intervém, reduzindo a tese do liberalismo/neoliberalismo, novamente, a uma “fake news”.

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Duplo Expresso apresenta “o carro do futuro”

Entre os projetos visitados, o destaque vai para “o carro do futuro”, que utiliza energia elétrica e não tem motorista. Uma inovação tecnológica que foi tema do comentário do nosso colunista Gustavo Galvão há pouco mais de um mês, no programa matinal que deu nome a esta página.

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“Bolsa desaba e dólar dispara” – como Globonews e CBN criaram o “coxinha”

Você lembrará deste texto quando vir um “coxinha” analfabeto político (e econômico) arrancando os cabelos hoje porque “o dólar disparou” e “a bolsa desabou” depois do anúncio da demissão de Pedro Parente.
É impressionante como essas rádios de noticia 24h são “para yuppies”: todas têm “colunista de vinhos”; “investimentos no mercado financeiro”; “alta gastronomia”; “viagens”; “empreendedorismo e startups”; “fitness” (sim: em inglês!); “comportamento (descolado)”; etc. Não é à toa que a classe média brasileira – ouvindo isso 24h por dia (no carro, na sala de espera do dentista, no táxi…) – passou a se achar “empreendedor”, “investidor”, “sofisticado”. “Muito diferente do povão, né… fala sério!”
O que eles não veem é que não valem o que eles pensam que valem “em dólar”. O valor deles é diretamente proporcional ao da economia brasileira. Eles não são “tradable”. Não podem ser exportados: só o Brasil os compra “pelo valor de face”.

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Duplo Expresso 1/jun/2018

Destaques:
– O advogado Rubens Rodrigues Francisco fala sobre: “Multa ao Sindipetro – A Justiça do Trabalho”
– O politólogo e analista internacional Eduardo Jorge Vior comenta: “Greve de Caminhoneiros: lições que o Brasil pode tirar da Argentina”
– O professor titular de Direito Público da Faculdade de Direito da UnB e pré-candidato do PT ao Senado em Brasília Marcelo Neves fala sobre: “Parlamentarismo: desnudando o novo golpe de Cármen Lúcia”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Diário do Irã:
 Preparando-se para guerra econômica total

No instante em que se põe o pé nas ruas de Mashhad, se é envolto pelo ar perfumado de açafrão, uma brisa leve que vem da montanha: ali se está no coração da Antiga Rota da Seda e da Nova Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE).


Para leste, a fronteira afegã esta apenas a três horas de distância por uma excelente estrada. Para norte, a fronteira do Turcomenistão está a menos de quatro horas. A noroeste, o Mar Cáspio. Ao sul o Oceano Índico e o porto de Chabahar, entrada para a versão indiana das Rotas da Seda. A ferrovia Teerã-Mashhad está sendo construída pelos chineses.



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“Direito ao ponto” #9 – Sequestro da (nossa!) Soberania Popular

Nesta semana, Maria Eduarda Freire trata da soberania popular, fundamento do Estado – democrático – de direito, nos termos da Constituição de 1988. A criminalização da política, em tempos de Lava Jato, é a tática adotada pela Finança – por meio da mídia – para alienar o povo do seu poder sobre decisões de Estado. Para tanto, a mídia, a boca do capital financeiro, reforça o complexo de vira-latas: “entreguemos tudo para os EUA pois, diferentemente de nós, eles são honestos, capazes e trabalhadores”;“privatize-se tudo para acabar com a roubalheira (dos nossos representantes… eleitos!)”.

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Duplo Expresso 31/mai/2018

Destaques:
– O Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães comenta a atualidade política do Brasil e do mundo.
– O sociólogo, escritor e analista internacional Lejeune Mirhan comenta: “”O Líbano como fiel da balança na geopolítica do Oriente Médio”
– A jornalista Niobe Cunha fala sobre: “O real não está no início nem no fim. Ele se mostra pra gente é no meio da travessia”
– Romulus Maya e Carlos Krebs fazem a análise da conjuntura política.

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A esquerda capenga precisa correr para não perder o povo de vista. Lula já tem a muleta MDB

Onde entra o MDB nisso? Ora, Lula, mesmo preso, é visto pela maioria esmagadora (nunca é demais lembrar que nos votos válidos teria mais de 65% se as eleições fossem hoje) como o único político capaz de tirar o Brasil do caos em que está. O apoio aos militares é uma comparação com o Brasil com Temer e não o Brasil de Lula, os militares sabem disso. Por isso, não vão entrar em mais uma roubada, alimentada pela insanidade fascista. O MDB não vai dar um tiro no escuro.

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Duplo Expresso 30/5/2018

Destaques:
– O advogado Samuel Gomes e a auditora fiscal do trabalho com atuação junto à categoria dos caminhoneiros, Jacqueline Carrijo comentam: “O Estatuto é ‘do’ ou ‘para’ caminhoneiros?”
– A arquiteta mestra em Engenharia Civil, doutoranda em Administração de Empresas Patrícia Vauquier fala sobre: “Por que a Lava Jato destruiu as construtoras brasileiras”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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A salvação está nos abrigos nucleares

Um passeio desde a “cidade sob o gelo” (abandonada há mais de 50 anos nos confins da Groenlândia) até as filas de caminhões e pessoas – parados nas estradas e caixas de supermercados do Brasil. A relação entre abrigos e nucleares e a compulsão por rolos de papel higiênico como ponto de partida para discutirmos a história que é, ao invés daquela que querem contar como seria.

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Duplo Expresso 29/mai/2018

Destaques:
– O especialista em Minas e Energia, PHD em Engenharia na área do petróleo, Paulo César Ribeiro Lima comenta: “Importação e carga nas refinarias: confusão entre causa e efeito”
– O economista Luiz Gonzaga Belluzzo fala sobre: “A política de preço dos combustíveis”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Importação e carga processada nas refinarias: confusão entre causa e efeito

A importação de combustíveis é efeito da política de preços da Petrobras, que tem vendido combustíveis a preços superiores ao do mercado internacional.
Importa ressaltar que a exportação de derivados exige uma logística mais complexa do que para a exportação de petróleo. Assim, houve grande aumento da exportação de petróleo pela Petrobras, proporcionalmente maior que o aumento da produção nacional de petróleo.

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Alerta: Carmen Lúcia é resposta do Golpe para queda de Temer

Por incrível que pareça, a queda de Temer – se caísse sozinho – seria pior para a resistência democrática do que a sua manutenção com o seu atual estado de debilidade. Dessa forma, a luta tem que ser contra o Golpe, como um todo. Com especial ênfase no seu programa econômico, financista e entreguista. Programa esse cuja aplicação levou a, entre outras coisas, a atual conflagração com os caminhoneiros.
A “fulanização” da crise na pessoa de Temer pode levar o comando transnacional do Golpe a, caso as coisas piorem ainda mais, simplesmente apertar o botão “ejetar”. E manda-lo para os ares. Mas, aí, quem de fato cairia de paraquedas seria Carmen Lúcia. E na Presidência da República! Isso significaria que o Judiciário e a Globo assumiriam o comando do país diretamente, sem sequer a mediação da ala direita da política – muitas vezes, para nosso benefício, disruptiva, com seguidos curtos-circuitos (vide “JBS” e a prisão dos “operadores” de Temer, p.e.).
Notem: essa ala direita – ao contrário do comando transnacional do Golpe – vai, ela também, precisar de votos – da “plebe” – em outubro próximo.
Em suma, é “abaixo o Golpe”/ “Brasil soberano”/ “Lula livre”. E não “Fora, (só) Temer”!

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Urgente: Greve dos Professores!

Os professores não podem perder tempo. A greve dos motoristas deve começar a perder a força na segunda-feira, porque os motoristas precisam trabalhar para sustentar suas famílias e o Brasil precisa comer. Se os professores já se mobilizarem hoje para grandes manifestações na segunda, o Golpe não resistirá.

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Qual o verdadeiro interesse dos EUA com a “desnuclearização” da Coreia do Norte?

Há aqui uma verdade que não pode ser escamoteada: os EUA querem ter o monopólio das armas nucleares e com isso poder dominar o mundo usando meios de persuasão com os seus aliados, nomeadamente UE, Israel e Arábia Saudita. Esses meios de persuasão têm a ver com embargos econômicos, tornando insustentável as economias dos “países alvo” de forma a pararem o desenvolvimento do programa nuclear.

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A necessidade de estudo da guerra híbrida que assolou o Brasil na última década.

O Brasil nos últimos anos esteve em guerra. Provavelmente você leitor deste artigo venha a discordar ou nunca leu nenhuma notícia sobre as bombas que foram jogadas nessa nação pacífica (subserviente na geopolítica, mas tecnocrata e perversa com sua população).
Sem disparar nenhuma bala, essa guerra foi eficaz, destruíram a economia, a indústria, as instituições, o psicológico da população e o clima democrático.

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Duplo Expresso 28/5/2018

Destaques:
– João Vicente Goulart comenta: “A precarização do trabalho vai gerar explosão de greves no Brasil”
– O arquiteto e comentarista de design e empatia Carlos Krebs fala sobre: “A classe média brasileira só precisa de um abrigo nuclear com estoque de papel higiênico para ser feliz”
– O doutor em Economia Gustavo Galvão comenta: “A geopolítica da greve dos caminhoneiros”

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Duplo Expresso de Domingo 27/mai/2018

Temos no Programa Duplo Expresso deste domingo, 27/05, os seguintes destaques:
– O jurista Luiz Moreira e o advogado Samuel Gomes comentam: “A democracia interditada pelos tribunais”
– Wellington Calasans e Romulus Maya comentam a atualidade política.

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Caminhão de intervenções: a geleia ideológica dos caminhoneiros e os militares

O discurso mais à direita, de caminhoneiros clamando por “intervenção militar”, vem de áreas com grande contingente do Exército, acompanhado de um conjunto de institutos e associações que juntam principalmente professores, advogados e militares dessa Força. Note-se que a Marinha e a Aeronáutica não andam distribuindo tuítes à vontade por aí, como faz o Comandante do Exército. Não é difícil perceber por que a capilaridade que isso tudo gera vai de encontro e passa a andar de mãos dadas com o setor Agro – e agora com a adesão do setor Trans. Aliás, hoje não há dois setores mais dependentes um do outro que esses.
Essas coincidências se casam com uma noção ancestral de que, enfim, o Estado deve se resumir à segurança. “Contra os impostos altos e a roubalheira”. Trata-se de trocar a ideia de que o Estado possui o monopólio da violência legítima pela ideia de que o monopólio da violência legítima possui o Estado!
Às favas com a ideia de um domínio nacional sobre a cadeia do Petróleo, da Engenharia Pesada, da Energia, do Setor Nuclear, etc. Basta – apenas – descer o pau em “comunista” (sic). E, é claro, cobrar pouco dos ricos pelo serviço.

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O papel da jurisdição constitucional na consolidação do Brasil como colônia dos EUA

No governo, o petismo jurídico tratou de consolidar essa dominação, com a promulgação de legislações que culminaram com a prisão do Presidente Lula.
Desse modo, estão equivocadas tanto as considerações que pleiteiam o retorno ao constitucionalismo inaugurado em 1988, quanto os que propugnam, com as operações existentes com o golpe à Dilma Rousseff, pela existência de estado de exceção.

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O que “até um cego vê” no Brasil da hipocrisia que “funciona normalmente”

Criar limonada do limão, fazer espinhos florescerem… Não é para qualquer um. Quem poderia falar um pouco disso é mais novo comentarista do Duplo Expresso, Leonardo Lobo. Notem bem: foi ele próprio, que não enxerga, quem escolheu para nome do seu comentário semanal (coisas que) “até um cego vê”.
Sim, um “cego”. E não um “deficiente visual”. Ou, mais eufemisticamente ainda (para quem?), uma “pessoa portadora de necessidades especiais”. Demorou, mas finalmente saímos do excesso do politicamente correto discursivo dos anos 1980 e 90 que, com tais floreios, preocupava-se mais em não ferir suscetibilidades das pessoas “normais” (sic) do que propriamente a daqueles que tal excesso visava a “descrever” (mas não tanto assim que chocasse, não é mesmo?).

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Greve quase espontânea paralisa a economia brasileira

Para grande surpresa dos meios políticos brasileiros, a primeira greve geral bem sucedida, desde os governos reacionários e tucanos dos anos 1990, é uma greve quase espontânea, por adesão e solidariedade inconsciente, porém objetiva dos trabalhadores.
Objetiva solidariedade – todos ganham muito pouco, renda não suficiente para sustentar uma família, péssimas condições de trabalho, total insegurança em matéria de assistência à saúde do trabalhador e sua família.

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Tropas nas ruas para impedir a demissão de Moro e Parente, meros sabujos dos EUA

Para o regozijo de Moro, Parente e Globo, as petroleiras estadunidenses começaram a exportar diesel e gasolina em volumes inéditos. Enquanto Parente destruía as refinarias da PETROBRAS, os EUA mais que dobraram a exportação de derivados para o Brasil. Como no Brasil Colônia, exportamos matéria-prima (petróleo) e importamos produtos acabados (derivados).

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