Tropas nas ruas para impedir a demissão de Moro e Parente, meros sabujos dos EUA

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

Está cada vez mais claro “que os malfeitores da vida pública querem que continuemos a omitir-nos da política”, afirmaria Bertolt Brecht ao chegar hoje no Brasil e perceber que a nossa sociedade é dominada por células podres em todas as instituições.

Por terem excluído o povo de todas as decisões, tentam agora, desesperadamente, concluir a destruição total do país através do aprofundamento do golpe. “É preciso proteger Moro e Parente”, gritam como se estivessem a declarar amor aos EUA. Mesmo cientes de que ambos são apenas cães, facilmente substituíveis, na matilha de sabujos.

Não falemos em “acionistas” ou “mercado financeiro”. É preciso facilitar a compreensão dos menos avisados que ainda seguem o manual de distorções e mentiras da Globo. É preciso incomodar e denunciar quem verdadeiramente lidera a invasão das forças estrangeiras no Brasil: os EUA. Moro e Parente já estão desmoralizados e nus, por isso é preciso protegê-los até que seja cravado o último prego no caixão do nosso país. Se for necessário, serão sacrificados e substituídos por novos sabujos.

Derrubar Temer, levar o risível Maia à Presidência e anular as eleições é o que resta de sobrevida para que este festival de canalhice contra o nosso povo resista mais alguns meses. Sem projeto para o Brasil e para os brasileiros, políticos sem voto, militares emprenhados por falsas pesquisas, imprensa e justiça mergulhadas na descrença seguem cumprindo ordens dos seus patrões norte-americanos.

Do lado do povo, cresce o gosto pelas greves e sabotagens contra poderes carcomidos, ocupados por uma matilha de sabujos do caçador Tio Sam. Foi o que restou aos desempregados ou semi-escravizados que lutam pelo mínimo de dignidade. Isso não reduz a existência e potencial de revolta dos excluídos que somam aos milhões de abandonados divididos entre a miséria contabilizada e a miséria ignorada. Todos animais que agem agora pelo instinto da sobrevivência.

Tentaram, sem êxito, destruir a imagem de Lula e humilha-lo através de uma prisão praticada por uma quadrilha que vende delações, liderada por Sérgio Moro. Sem candidatos da direita, a matilha de sabujos tentou planos B, F.H. + C, etc. Todos fadados ao fracasso. O máximo que produziram foi um fascista que bate continência para a bandeira norte-americana e afirma que a Amazônia deve ser entregue porque os brasileiros são incompetentes.

Para o pós-guerra tentam manter o esquema suprapartidário de fraude na totalização dos votos e ignoram que os países mais avançados do planeta rejeitam esta urna eletrônica que não permite ser auditada. É o esquema “La garantía soy yo!” do TSE que organiza, realiza, fiscaliza e julga quem pode ou não ser candidato. Tudo devidamente denunciado pelo nosso colunista Samuel Gomes numa audiência pública interativa, realizada no Senado Federal.

Sem o menor pudor, agora o exército vai às ruas para cumprir a missão de destruir o próprio povo e a própria Nação. Liderado por criminosos lesa-pátria, pedem respaldo a um governo corrupto para o cumprimento da vergonhosa tarefa de oprimir quem paga os seus salários e que clama pelo direito ao trabalho e ao sustento da família. Queriam os inimigos externos e internos que o verdadeiro brasileiro, o povo, seguisse “deitado eternamente em berço esplêndido”.

A greve dos caminhoneiros apenas escancara que Moro e Parente destruíram quase tudo o que tínhamos. Amparados pelos EUA, ambos foram fiéis seguidores do manual de destruição escrito por este país pirata de petróleo. Primeiro, Moro com a Lava Jato destruiu o emprego e as empreiteiras e levou Temer ao poder. Em seguida, Parente assumiu a PETROBRAS, o nosso maior patrimônio, para defender interesses das petroleiras estrangeiras, principalmente dos EUA.

Imediatamente, Parente iniciou uma insana e criminosa venda de tudo o que era possível da PETROBRAS a preço de xepa no fim de feira. Como um demolidor, vendeu gasodutos, plataformas, empresas, fábricas, reservas de petróleo e agora as refinarias. Globo e Militares ignoraram tudo isso e seguiam no entretenimento de “defender a Lava Jato para o combate à corrupção”.

Para eles, corrupção virou sinônimo de nacionalistas, vide os casos do Almirante Othon Pinheiro e de Lula, não por coincidência, ambos “Luis da Silva”, como “da Silva” são todos os brasileiros abandonados pela insanidade do “Estado Mínimo”, mais um engodo tirado da cartola da Globo para iludir os analfabetos políticos que sonham em “subir na vida” através da meritocracia. Tudo isso numa sociedade onde apenas uma casta acumula todos os privilégios e, em muitos casos, até luxo com o dinheiro público.

Enquanto Moro comandava o criminoso entretenimento da Lava Jato, Parente seguia a praticar absurdos, como o de mudar a política de preços do combustível e coloca-lo acima do preço internacional, além de aumentar toda vez que o dólar ou petróleo sofrem reajustes. Os pobres de direita só passaram a entender que o “livre mercado” é uma falácia quando se viram obrigados a pagar dez reais por um litro de gasolina, no desespero de quem encontra água no deserto.

Para o regozijo de Moro, Parente e Globo, as petroleiras estadunidenses começaram a exportar diesel e gasolina em volumes inéditos. Enquanto Parente destruía as refinarias da PETROBRAS, os EUA mais que dobraram a exportação de derivados para o Brasil. Como no Brasil Colônia, exportamos matéria-prima (petróleo) e importamos produtos acabados (derivados).

Cúmplices da entrega das nossa riquezas e escravidão do nosso povo, os militares que calavam diante dos crimes lesa-pátria e permitiam a destruição da nossa soberania, numa espécie de rendição antecipada, agora, ostentam em vídeos espalhados na internet e na imprensa comparsa os tanques e armas obsoletos que serão usados para “a manutenção da ordem”, enquanto protegem os verdadeiros baderneiros que seguem o desmonte do país e do estado social.

Moro forjou um crime e prendeu Lula. A “esquerda” apressou o passo para jogar Lula aos leões e traiu os cidadãos que nas quatro últimas eleições rejeitaram o neoliberalismo. Como na política não existe vácuo, esta esquerda pelega pagará o preço da traição. O caos só terá fim se Lula voltar ao poder, como quer a maioria esmagadora da sociedade. A nova esquerda surgirá no aprofundamento desta greve, com a entrada dos petroleiros, bancários e todos os outros setores ameaçados.

É preciso parar o país para impedir a destruição total. Temos que impedir que firmas como a de advogados que Parente contratou com o dinheiro da PETROBRAS, pagando dezenas de milhões, sigam a debochar dos brasileiros através da promoção de prêmios e festas de gala para Moro, em Nova York, para celebrar a prisão de Lula e destruição do Brasil e do seu povo.

Se a greve dos caminhoneiros foi um plano para a queda de Temer e aprofundamento do golpe, erraram na avaliação do cenário atual. Não há mais espaço para novos “vinte centavos”. Diferente de 2013, quando havia pleno emprego, inflação baixa e perspectiva de futuro, hoje os brasileiros querem apenas o Brasil de Lula de volta. Com o anúncio da greve dos petroleiros, outras classes tendem a ampliar esta resistência e inserir a liberdade de Lula na pauta de negociação.

Para a nossa sorte, fica congelado temporariamente o debate eleitoral que vinha sendo feito para que Lula fosse esquecido na cadeia. Se Maia chegar ao poder, impedindo a realização de eleições, o caos será aprofundado e a anarquia destruirá cada criminoso lesa-pátria. Mentem aqueles que dizem que “o povo brasileiro é pacífico”. Animais com fome agem por instinto. Aos EUA e sua matilha de sabujos restou a negociação com Lula.

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.