A marca “Haddad” e a busca pelo sucesso: “não é Bolsonaro” ou “é Lula (e além!)”?

A campanha de Haddad parece seguir script escrito para ela pelos marqueteiros de… Bolsonaro (!)
A nova aposta, em “Haddad não é Bolsonaro”, significa desistir de mostrar “quem é o melhor”, para focar no “quem é o pior”.
A posição que trouxe Haddad até aqui é: “Haddad é Lula”, “o Brasil feliz de novo”. O fato de essa posição não ter levado ainda a uma posição majoritária não significa nem que ela venha a ser necessariamente bem-sucedida nem que não será. A grande questão é que essa posição não pode ser alterada sem grandes custos e grandes perdas no curto prazo. Se cuspir no prato que está comendo, ou seja, se mudar muito de posição, os eleitores que lhe rejeitam continuarão rejeitando, os indecisos tendem a ter mais dúvidas e seus eleitores podem diminuir a motivação em fazer campanha.
Perder com honra pode muitas vezes ser melhor do que ganhar com desonra. Mas certamente é melhor do que o pior dos mundos: perder com desonra.

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Duplo Expresso 9/out/2018

Destaques:
– O cientista político Felipe Quintas comenta: “Perspectivas para o segundo turno e possíveis consequências do resultado final (seja qual for)”
– O doutor em Economia Gustavo Galvão fala sobre a atualidade da economia nacional e internacional.
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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99%, UNÍ-VOS! IV – Nem a escassez, nem o excesso, mas o exato!

Há um discurso repetido dia e noite pelo 1% através de sua voz – a mídia corporativa: “O país não pode gastar além daquilo que possui; temos que pensar no orçamento da Nação como quem trata o orçamento doméstico.” Não! Aceitar isso é praticar um autericídio contra a possibilidade de diminuirmos nossas desigualdades através de um ciclo virtuoso. Precisamos conscientizar-nos que só as práticas desenvolvimentistas, com a presença de um Estado Funcional, levarão nossa Sociedade a servir-se da Economia, e não o modelo atual, onde a Economia nos faz de gato e sapato. Vamos fazer uma aposta? Devolvam-nos o BNDES/PETROBRAS/PRÉ-SAL e vejam se não seguiremos como um foguete rumo ao pleno emprego, cidadania e bem-estar social!

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99%, UNÍ-VOS! III – Os Dez Anos da Crise de 2008

Não se deixe levar pelas sucessivas mensagens veiculadas na mídia corporativa sobre a nobreza do austerícidio praticado pelo Ocidente. Isso serve apenas para que nós – os 99% – continuemos a engordar aquele 1% sob um discurso de que o baixo crescimento é parte de um “novo normal  secular” depois de passados dez anos da crise global de 2008. Nada disso! Vamos romper essas ideias olhando o formato de desenvolvimento impulsionado e conduzido pela mão estatal no Oriente, e como isso tem produzido resultados muito mais relevantes do que aqueles observados nos meridianos de cá da esfera terrestre.

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Duplo Expresso 2/out/2018

Destaques:
– O cientista político Felipe Quintas comenta: “A eleição não encerra o golpe”
– O doutor em Economia Gustavo Galvão fala sobre: “A geopolítica da próxima grande crise global”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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99%, UNÍ-VOS! II – O setor financeiro quer os recursos da Previdência (Parte III de III)

Este é o encerramento da série “99%, UNÍ-VOS II”. os autores questionam a tese vendida pelo Mercado que somente o investimento em fundos de capitalização privados garantirão o sucesso da previdência… pública. Será que o sistema financeiro não quer apenas mais uma polpuda fatia dos recursos públicos para transformar os direitos garantidos em (qui)mera expectativas de direito? Leia e permaneça atento ao cardápio que os candidatos estão oferecendo nestas eleições presidenciais, porque ou viveremos sob o domínio do medo imposto por um teto de gastos que atende os interesses do 1%, ou retomaremos o projeto de desenvolvimento nacional para levar ao poder os 99%. Escolha!

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99%, UNÍ-VOS! II – Não temos dinheiro para investir (Parte II de III)

Se é tão fácil fazer investimento público, por que o governo não o faz? Porque ele está há 35 anos dominado pela lógica liberal (desde o acordo com o FMI) de perseguir o equilíbrio fiscal e, ao consolidar o “rentismo” desnecessário, os 1% que dominam as finanças e o Governo não querem altas taxas de crescimento. Uma Economia crescendo forte desfaz-se da dívida pública e do “rentismo”, e isso tiraria o poder político e o ganha-pão seguro dos 1%! Não?

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PRÉ-SAL: De ‘Inviável’ em 2007 a ‘Queridinho’ em 2018!

O PRÉ-SAL , na época da descoberta de Lula/Guilherme Estrella/Petrobras, era dito como delírio, devaneio, mico, imprestável, impensável, inviável por estar a 7 km de profundidade e ter custos mais altos que o “promissor shale gás”.
Verdade???
Agora na época da doação, é super cobiçado pelo seu enorme potencial, custos baixos e alta produtividade.
“Inocentemente” nós os BRASILEIROS, em 2008, achávamos que junto com o acordo institucional BNDES/TESOURO estávamos rumo a Soberania/Pleno Emprego e Cidadania.

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99%, UNÍ-VOS! II – A Previdência “quebrada” (Parte I de III)

O discurso oficialista do atual Governo repercute os interesses financistas, alegando que para o ajuste das suas contas, há necessidade de corte dos gastos públicos essenciais. O fazem como oportunidade para tentar implantar “reformas” que atingem diretamente os direitos dos assalariados, tais como: a trabalhista e a previdenciária! Medidas como estas não só alongam a crise e o desalento, como induz a perdas de direitos consolidados.
Nesse texto analisaremos um caso particular – a Previdência Social. Aproveitando a crise conjuntural, o setor financeiro avança para tentar capturar os recursos previdenciários para aplicá-los sob o regime de capitalização, em benefício próprio, ops…, corrigindo, “em benefício dos velhinhos e desvalidos”!

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Duplo Expresso 28/ago/2018

Destaques:
– O arquiteto e comentarista de Design e Empatia Carlos Krebs comenta: “A realidade fantástica do OVONI – Oligarquias Velhas Onerando Novos Incautos”
– O doutor em Economia Gustavo Galvão fala sobre: “A Nova Grande Crise: Europa torna economia global instável e estraga a Pax Americana”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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A Nova Grande Crise – Parte I: Europa torna economia global instável e estraga a Pax Americana

Um dos diagnósticos principais sobre as causas da Grande Depressão é que o colapso do crédito externo e os consequentes ataques cambiais generalizados na periferia (incluindo a maior parte da Europa nessa periferia) fizeram todas as economias mundiais se fecharem às importações e, portanto, acabou com o mercado para as exportações de manufatura dos países industrializados, especialmente EUA, gerando ainda mais perda de emprego nos países desenvolvidos. O comércio mundial atingiu níveis mínimos que só foram recuperados décadas depois. Porém, sem reservas cambiais para fazer importações, muitos países, como Brasil de Vargas, aproveitaram esse período para iniciar seu processo de industrialização, derrubando novamente as exportações de manufaturas do mundo desenvolvido.

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Duplo Expresso 21/ago/2018

Destaques:
– O especialista em Minas e Energia, PhD em Engenharia na área do petróleo, Paulo César Ribeiro Lima comenta: “A Petrobras, o setor petroquímico e a Braskem”
– O Doutor em Economia Gustavo Galvão fala sobre: “Turquia, Argentina, Venezuela, a era dos ataques às moedas do terceiro mundo e o uso irresponsável de reservas”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Terremoto na Turquia pode mudar o mundo?

A aproximação recente da Turquia em relação à Rússia é a verdadeira causa do fim do guarda chuva de proteção financeira que protegeu a Turquia por décadas de ataques cambiais e em especial Erdogan. Erdogan prometeu não recuar, e, ao contrário, fortalecer os laços com a Rússia, China e Irã.
Quem vencerá essa queda de braço?

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Duplo Expresso 14/ago/2018

Destaques:
– O especialista em Minas e Energia, PhD em Engenharia na área do petróleo, Paulo César Ribeiro Lima comenta: “Pré-sal: Regime Temer também erra. Ainda podemos reverter”
– O doutor em Economia Gustavo Galvão fala sobre: “Crise econômica da Turquia”
– Romulus Maya e Carlos Krebs fazem a análise da conjuntura política.

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Avaliação do primeiro debate da Band

Fiquei impressionado com a pobreza do debate. Isso só fez destoar a ausência forçada e ilegal do ex-presidente Lula. A lei eleitoral obriga que haja igualdade entre os candidatos na cobertura da imprensa e nos debates que ela promove.
Não podemos nem culpar os candidatos pela miséria do debate, porque essa pobreza é culpa da limitação do modelo escolhido pela Band. Um minuto e pouco para responder e 45 segundos para réplica e tréplica é tempo insuficiente para desenvolver qualquer ideia, por mais simples que seja.
O máximo que se consegue fazer é obrigar os candidatos a repetir frases decoradas e preparadas pelos seus marqueteiros para caber em uma janela de poucos segundos.

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Entrega do Pré-sal e redução de danos – Emendas ao PLC 78/2018

O comentarista de Minas e Energia do Duplo Expresso, Paulo César Ribeiro Lima (Paulão), apresentou no programa de hoje destaques elaborados por ele e pelo nosso comentarista de economia Gustavo Galvão, tentando conter os danos do PLC 78/2018 que entrega o filé mignon do pré-sal.
Além dos destaques, assista ao vídeo com o comentário no Duplo Expresso de hoje.

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A grande disputa geopolítica do século XXI: mobilidade, meio ambiente e inteligência artificial – Série em 10 artigos

Dada a velocidade da expansão chinesa nos carros elétricos, pode-se esperar que a indústria automobilística vigente estará decadente em menos de 12 anos. Muitos sucumbirão em razão da depreciação de seus ativos. Os governos, mais uma vez, salvarão suas marcas e Campeões Nacionais, para salvar o seu próprio futuro. Enquanto se adaptam ao carro elétrico e aos asiáticos, muitos campeões serão estatais, para-estatais ou simplesmente viverão à custa do Estado. O governo americano, francês, japonês e inglês já anunciaram pesados subsídios à pesquisa. A indústria automobilista vive uma grande corrida em busca do Santo Graal elétrico. Há quem preveja que 86% das vendas de automóveis em 2030 será de carros elétrico.

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Uma Ponte para o Futuro na Era da Pós-Verdade: uma análise sob a ótica do desenvolvimento econômico – Parte V

Que fique claro, extremamente claro, que fortes interesses externos e seus aliados internos, entenderam que a “Ponte do nosso Presente” consolidada em 2009, seria o caminho para a consolidação definitiva do Desenvolvimento Nacional Soberano! Ou seja, o que muitos brasileiros não perceberam: que a Petrobras (desenvolvendo o Pré-sal, soluciona nossa histórica dependência de divisas) e o BNDES (financiando, em moeda nacional, nosso desenvolvimento interno) um em cada lado da Ponte do nosso Presente, garantem a nossa Autonomia!

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A grande disputa geopolítica do século XXI: mobilidade, meio ambiente e inteligência artificial – Parte 9

A grande depressão dos anos 30 só foi superada pela Segunda Guerra Mundial que, ao destruir grande volume de capital, restabelecer as bases de cooperação econômica no ocidente e criar um enorme conjunto de novas tecnologias preparou o terreno para uma reconstrução que viabilizou o crescimento contínuo por 25 anos.
Felizmente o mundo hoje não tem mais a mesma propensão à guerra. Esperamos ao menos…
A solução da crise então passa por um aumento constante dos gastos e déficit público ou por uma revolução tecnológica radical que destrua boa parte da capacidade produtiva mundial e abra espaço para um grande volume de investimentos privados.

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Plano de Haddad mata os alicerces estruturais do lulismo

O Duplo Expresso promove o debate aberto e franco. Neste post, damos destaque às observações do nosso comentarista, o Doutor em economia Gustavo Galvão, sobre pontos importantes que foram ignorados ou equivocados nas diretrizes anunciadas na última sexta-feira (20 de julho). Leia os posts recentes e tente construir com a nossa equipe soluções para que possamos evitar novos erros.

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Uma Ponte para o Futuro na Era da Pós-Verdade: uma análise sob a ótica do desenvolvimento econômico – Parte IV

Assistimos, então, desde 2015, e mais fortemente após a vitória dos liberais, a “pós-verdade” ou o discurso ortodoxo do “Estado Inchado” provocando ineficiências econômicas. Paradoxalmente a insatisfação de parte da população contra a presidente Dilma é quando ela coloca um Ministro da Fazenda “austero”, vindo do setor financeiro, com a promessa de “sanear a desordem das contas públicas”, e administra um receituário ortodoxo que provoca desemprego & inflação!

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A grande disputa geopolítica do século XXI: mobilidade, meio ambiente e inteligência artificial – Parte 8: Guerra ambiental e crise: China, Ocidente e Brasil

Disputas geopolíticas, desemprego, baixos salários e estagnação fazem com que os governos optem pela adoção de políticas protecionistas.
Se isso acontecer, haverá uma segunda onda de crise, porque poucos países podem substituir rapidamente suas importações e o protecionismo implicará em aumento de preços e redução global da produção. Em termos globais, o protecionismo pode ajudar muito pouco na recuperação, porque o que um país ganha em superávit comercial é o que o outro perde.
As únicas formas do mundo se manter em crescimento são aumentando ainda mais o déficit público ou uma revolução tecnológica radical que deprecie imediatamente boa parte da capacidade produtiva no planeta.

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Uma Ponte para o Futuro na Era da Pós-Verdade: uma análise sob a ótica do desenvolvimento econômico – Parte III

Desde 1983 – ano do default e do acordo com o FMI -, raríssimas vezes ocorreram Déficits Públicos Primários, exceto em alguns poucos anos e em 35 anos o Estado é superavitário na média e em termos líquidos.

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A grande disputa geopolítica do século XXI: mobilidade, meio ambiente e inteligência artificial – Parte 7: Europa industrial e a nova crise global

A crise do euro permitiu que a Alemanha impusesse seu modelo de desenvolvimento baseado em exportações ao resto da Europa. Dessa forma, o continente dependerá do crescimento das exportações para não voltar à recessão. Mas as suas exportações terão muita dificuldade em continuar crescendo, pois estão muito concentradas nos setores em que a China está apostando para manter o crescimento histórico de suas exportações, em particular a metal-mecânica.

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Já era o Pacto Nacional antes das eleições: Parte 5 de “MDB e governabilidade”

Infelizmente, parece que não haverá nenhum pacto político para viabilizar a eleição do Lula. Apesar da elite do setor empresarial e das lideranças políticas regionais e nacionais desejarem isso. Não é só o Lula que está sequestrado, todos os setores políticos e sociais estão sequestrados na mão de falsos radicais lutando entre si em razão de falsos problemas e falsos dilemas.
Os pactos nacionais não podem incluir todos os setores da sociedade. Se fazem isso, não podem funcionar. Um pacto nacional tem que unir uma espécie de maioria ou conjunto de forças que tenha poder suficiente para conduzir e liderar a sociedade sem grandes contestações.

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Uma Ponte para o Futuro na Era da Pós-Verdade: uma análise sob a ótica do desenvolvimento econômico – Parte II

“Rentismo” provoca juros altos e dívida pública elevada, totalmente sem necessidade, criando desigualdade, baixo crescimento e aumento de impostos.
Veremos dentro da ótica heterodoxa e desenvolvimentista as razões do baixo crescimento brasileiro. Para tanto recorreremos à história mais ou menos recente definiremos um marco: antes e depois do Acordo com o FMI de 1983.
Evidente que “rentismo”, diferente dos outros países em desenvolvimento, foi uma característica especialmente nossa, foi muito bem “desenvolvido” pelo sistema financeiro brasileiro. “Rentismo”, como alertava Keynes, é razão de baixo crescimento e provoca subemprego, concentração e desigualdade de renda.

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