“Acho que poder-se-ia dizer que a analogia agora é dupla entre Haddad(presente)-Macron e entre Haddad(futuro)-Hollande.
Se eu me senti traída (rsrsrs), imagine as bases do PS francês. E o resultado foi o que deu, [Hollande, com 4% de intenções de voto sequer pode se reapresentar à sua sucessão, não disputando a reeleição e] nem mesmo com o candidato do PS [Benoît Hamon], que ganhou as primárias [contra toda a máquina partidária e a grande mídia] por ter uma posição mais à esquerda no Partido (digo isto no contexto do quadro do partido), houve como recuperar o desastre feito.
Mas, eu também acho que não se precisa ir à França e ao PS para saber o que acontece quando as bases se sentem traídas: acho que o PT teve um gostinho disso quando Dilma, ao adotar medidas neoliberais na condução da economia, provocou um sentimento de traição entre os seus eleitores, o que de certa forma ajudou e muito o sucesso (rápido) do golpe, já que parte das bases não mais se sentia representada por seu governo”.
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