O estranho caso do jornalista – tucano – que virou ídolo petista

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso
Publicado 5/mar/2018 – 17:31
Atualizado 8/mar/2018 – 9:00 – Paulo Pimenta – Líder da bancada do PT na Câmara! – é o mandante da tentativa – vã – de assassinato da reputação de Romulus Maya, com o “dossiê” fajuto.
O que terá oferecido a Luis Nassif para esse destruir a própria credibilidade? Aliás, ela sempre esteve à venda?
Na hipótese de “cooptação por inteligência estrangeira”, será que o Deputado Paulo Pimenta bateu – ele – a carteira e grita “pega ladrão”?

Surpreendo-me com a informação de que uma publicação feita por Luis Nassif teria quebrado acordo para o uso de pseudônimo por mim. Familiares – que sempre se opuseram ao meu ativismo político – entram em contato, em pânico. A bomba: o artigo expõe meu nome completo e algumas passagens da minha biografia profissional e acadêmica. Por tabela, expôs toda a minha família a retaliações no Brasil. Seja pela Lava Jato, seja por seus patrocinadores estrangeiros, seja por células na esquerda brasileira cooptadas pelos primeiros.

Difícil manter o sangue frio quando as pessoas que mais se ama no mundo são expostas a risco por decisão alheia à vontade delas – e contra a qual se bateram ao máximo de suas capacidades.

A esse propósito, ironicamente, o desmentido a Nassif está registrado no seu próprio site. Ora, foi Nassif quem fez o convite para que hospedasse, no seu GGN, um Blog meu. Fez isso depois de ler – e apreciar – comentários que fiz em seus artigos. Tanto gostou, que prontamente transformou esses pequenos textos – sem sequer me consultar – em artigos autônomos. E republicou-os – ele mesmo – no seu site.

Vejam por si mesmos:

Inclusive este, em coautoria com o próprio:

*

Constate-se, portanto, a primeira mentira:

*

Não há nenhum trabalho de investigação jornalística por trás das informações que Nassif publica. O que há, apenas, é a quebra do compromisso que assumira comigo: publicaria, sim, em seu site, desde que sob pseudônimo. A preocupação, por óbvio, era a exposição de meus parentes, que vivem todos no Brasil.

Atentem para a troca de e-mails com Nassif e sua irmã, que ocupa papel administrativo em seu site, sobre a abertura do Blog, por sugestão dele, em abril de 2016:

Como disse, por óbvio, Luis Nassif sempre conheceu a minha identidade. Atentem para o nome vinculado ao endereço de email acima, por exemplo. Para além disso, Nassif era desde então contato meu no LinkedIn. Tinha acesso, portanto, a toda a minha trajetória profissional e acadêmica.

Na realidade, diversos jornalistas, articulistas e membros de governos sempre souberam meu nome verdadeiro (e a minha trajetória profissional e acadêmica):

*

Traindo-se, Nassif chegou a usar a foto no meu perfil no LinkedIn para ilustrar o seu texto:

Ou seja, não houve nenhum trabalho investigativo por parte dele. O que houve foi o descumprimento de um acordo para a preservação da minha identidade, aproveitando-se de informação privilegiada: Nassif é o dono do Blog, que me convidou. I.e., sob a condição do uso do pseudônimo!

Mas isso não é tudo.

A falta de ética de Luis Nassif está registrada em seu próprio site. Lá publiquei mensagem que mandara, havia pouco, para o próprio Nassif por email. Relatava nela a angústia da minha família – em especial do meu pai – com o meu ativismo político.

Ao email, republicado no próprio GGN (!):

Relato Pessoal: como com Ministros/STF, para nós questionamentos também começam em casa
ROMULUS

SEX, 15/04/2016 – 14:04
ATUALIZADO EM 16/04/2016 – 02:41

(Reproduzo abaixo mensagem enviada ao Luis Nassif, que tão bem me acolheu em seu blog, desde o momento em que resolvi ser mais ativo na luta atual. Obrigado, Nassif)

************

Dureza, Nassif.

Meu pai há dias tem apelado para que eu pare de escrever. Diz que teme que eu nunca mais arranje emprego no Brasil, que eu destrua minha carreira, etc.

Se é assim com um simples advogado que posta em um blog, que nem no Brasil vive, o que não sofrerá um Min. do STF?

Sempre mando meus posts pra ele, em particular. Lá em casa sempre foi um “pega pra capar”. Minha mãe brizolista histórica e meu pai tucano. Cresci vendo e ouvindo embates sobre política que não raro chegavam aos gritos e portas batidas. Certamente essa politização precoce em muito influiu – benza, Deus – na pessoa que sou hoje.

Meu pai, muito envergonhadamente diga-se em seu “favor”, apoia o golpe (na linha “instituições estão funcionando normalmente”… aff…) e inclusive postou foto no Facebook naquela última passeata pró-golpe em Copacabana.

Por isso tenho sempre marcado ele nos meus posts. Temos um dialogo franco, mas ele é incapaz de dizer o mínimo que eu quero ouvir: “é um golpe sim, mas eu o apoio”. Como filho só quero a sua sinceridade, não o convencer.

O constrangimento dele aumentou muito ultimamente, registro. Nos primeiros posts ele sempre retorquia na linha “instituições estão funcionando normalmente”. De uns 15 dias para cá (penso que desde que Moro vazou os áudios Dilma/Lula) não fala mais nada. Eu o marco nas publicações e ele nada responde.

Só manda apelos cada vez mais frequentes pelo whatsapp pedindo que eu pare des escrever, “como preocupação de pai que ama e se preocupa com o futuro de seu filho”. Ele é sincero e sua preocupação me comove.

Mas felizmente estou muito bem aqui na Suíça. Quantos no Brasil não estarão tão confortáveis para expressar publicamente suas visões? De forma que, gozando da liberdade dos Alpes, não pretendo parar de escrever, não.

Hoje me emocionei um pouco.

Conversava com pessoas próximas que temiam como eu me sentiria se no final desse tudo errado, já que estava “tão engajado”. E eu falei: pois é justamente estar engajado agora que me permitirá me sentir menos mal depois, caso o pior ocorra.

Eu fiz a minha parte (mínima que seja) e não me omiti. Emocionei-me fazendo um paralelo (muito inadequado, é verdade, pela dimensão diferente dos sacrifícios pessoais) entre aqueles que se levantaram contra o arbítrio em 70 e nós, que o fazemos hoje em 2016.

Pensava eu com olhos marejados ao responder a esses que se preocupavam comigo:

– talvez a jovem Dilma Roussef, tivesse nascido como eu nos anos 80, estivesse hoje louca da vida gritando em um blog ou em tweets e mais tweets.

Ela certamente pagou – e está pagando agora – um preço muito maior do que eu jamais irei pagar. E tem a minha TOTAL solidariedade, apesar de qualquer crítica que eu eventualmente lhe dirija.

Apesar do caráter pessoal dessa mensagem, vou eu tomar a iniciativa – agora tão corriqueira – de “vazá-la” eu mesmo no meu blog. Pode fazer o mesmo se quiser.

Creio que muitos que frequentam o seu blog hão de se sentir assim também. E da mesma forma devem estar enfrentando questionamentos em casa de quem os ama.

Abraço e vamos em frente.

Não vai ter golpe. No pasarán.

*

Passemos à fake news produzida por Luis Nassif. Como toda mentira bem contada, misturam-se verdades com conclusões e ilações mentirosas. Ou seja, pratica-se a falácia. Não poderia ser diferente com quem até hoje não tentou reparar os danos que sofreu a suíço-brasileira Roberta Luchsinger, a vítima anterior da tentativa de assassinato de reputação por parte de Nassif. O “crime” dela? Doar R$ 500 mil – depois dobrados para R$ 1 milhão – à causa da defesa do Presidente Lula.

Rebater as falsas conclusões de Nassif não é nada complicado. Passemos, portanto, à tarefa:

O estranho caso do advogado internacional que virou blogueiro

DOM, 04/03/2018 – 23:57
ATUALIZADO EM 05/03/2018 – 00:53

Luis Nassif

De repente, como surgido do nada, um perfil de Facebook, de nome Romulus Maia, tornou-se ativista das redes sociais e uma figura controvertida, com manifestações confusas, agressivas, culminando com ataques pesados contra duas das principais lideranças da oposição.

[“Do nada”?
Foi você, Nassif, conforme os prints acima, que me “inventou” na internet!
Evidente que é o maior arrependimento da sua vida profissional, já que o expus no caso Eduardo Cunha.
Mas se for para mentir, certifique-se, ao menos, de que não haja provas da mentira de tão fácil acesso  – e ainda por cima no seu próprio site!]

Afinal, quem é a pessoa? Apresenta-se como Romulus Maia. Diz que Maia é nome da sua cachorrinha. Diz que mora na Suíça e é advogado internacionalista. Desafiado, mostrou sua carteirinha da OAB-RJ com tarjas em todos os campos em que pudesse ser identificado.

[Sim, Nassif.
Como você bem sabia, sempre busquei preservar meus familiares.
Você os condenou a retaliações que sequer posso antecipar]

Em princípio julguei ser apenas uma dessas pirações de Internet, fruto da falta de discernimento de lideranças de esquerda, dispostas a encher a bola de qualquer pessoa que lhes traga visibilidade, sem perguntar quem é e o que quer.

[“Piração”, se houve, foi partilhada entre nós, não?
Afinal, foi você – e não “liderança de esquerda” – o meu “pai” na internet!]

Atribuí os factoides criados, os falsos escândalos, a algum temperamento borderline, que tende a se potencializar nas libações da Internet.

[Nassif segue tática de guerra híbrida, concertada com Pimenta, Wadih, Miguel do Rosário e outros, chamada de gaslighting.

Modalidade de argumento ad hominem, busca-se nele interditar o debate de fundo sobre determinada matéria atacando a credibilidade da pessoa do emissor.
No caso do gaslighting, tenta-se pintá-lo como “louco”]

Mas havia método na loucura, que se tornou mais claro quando passou a investir pesadamente contra os deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous e contra blogs de oposição.

[Sim, o tal “método”: cutuquei todas as figuras que, por um motivo ou outro, são “influenciáveis” pelos interesses de Eduardo Cunha. Isso inclui os dois deputados e, também, o próprio Nassif, condenado a pagar pesadas indenizações ao ex-Deputado na Justiça do RJ]

Aí levantou-se uma lebre que levou o caso a outro patamar, acima das quizílias de blogs e redes sociais.

As pesquisas revelaram um perfil surpreendente.

O advogado que preparou Angola para a Trafigura.

No artigo “Como a Lava Jato beneficiou a principal concorrente do Brasil na África”, mostramos como foi a entrada da Trafigura em Angola e o oceano de corrupção instalado no governo local. Apenas um dos laranjas do presidente acumulou fortuna estimada em US$ 1 bilhão.

A entrada da Trafigura foi precedida pelo trabalho dos chamados “formadores”, consultores que foram ao país preparar a opinião pública para os novos tempos. Esse trabalho prévio dos “formadores” foi essencial para as etapas seguintes, que transformaram Angola na mais corrupta república da África.

Um desses “formadores” era justamente o jovem advogado Rômulo Brillo.  Em 21 de julho de 2011 foi vender as maravilhas do capital internacional para Angola no seminário “Investimento direto confere estabilidade ao país”.

[Profissional bem conceituado, fui contratado pela UNCTAD – braço da ONU para comércio e desenvolvimento – para dar treinamento, na modalidade virtual e também presencial, à elite do funcionalismo público dos países africanos lusófonos. Quem é da área bem sabe que a UNCTAD, com o critério 1 país, 1 voto, do sistema geral da ONU, é local onde os países em desenvolvimento se fazem ouvir razoavelmente. O Ex-Ministro Rubens Ricupero foi, inclusive, seu Diretor-Geral anos atrás. Como resultado do projeto, passei 1 semana em Luanda, na experiência profissional mais gratificante que tive até ali na minha trajetória. Sentia que o que fazia daquela vez, de fato, poderia contribuir para o desenvolvimento de um país com o qual todo brasileiro tem – ou deveria ter – ligações histórico-afetivas.

Foi na volta de Luanda, ao chegar à Suíça, que decidi: ao concluir o doutorado no centro mais renomado em comércio internacional, investimento e desenvolvimento, nunca mais voltaria a trabalhar para grandes bancas de advocacia, como fizera até a minha saída do Brasil. Isso porque dinheiro nenhum nunca me deu o grau de realização que senti em Angola.

E, no caminho, houve o Golpe. Ansioso por estar longe e não poder ir para as ruas, tomei as trincheiras virtuais. Meus comentários em artigos do Nassif chamaram a sua atenção e o resto é História, como se vê nos prints reproduzidos no início da postagem.

Satisfação parecida à de Angola só senti ao começar a travar, de corpo e alma, o combate ao Golpe, publicando os artigos e vendo, pouco a pouco, o seu impacto crescer. Primeiro no GGN, depois (de desentendimentos com Nassif) em meu blog pessoal e, mais recentemente, ao lado do (leal) Wellington Calasans, no Duplo Expresso]

Seu nome real é Rômulo Soares Brillo de Carvalho.  Formou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2006. Fez pós-graduação lato sensu em Direito do Comércio Internacional em 2008. Tornou-se, desde então, um estudioso das relações entre capital internacional e países, procurando formas de blindar o capital internacional dos humores dos governos nacionais.

[É justamente o contrário: o treinamento era intitulado “como prevenir controvérsias investidor-Estado”, enfatizando mecanismo regulatórios de aprimoramento da governança para melhor manejar o risco de criação de passivos legais em disputas com investidores estrangeiros.
No caso, Angola preparava-se para celebrar tratados bilaterais de proteção de investimentos. Fui designado para ir lá treinar, entre outros, os negociadores. Isso para que não fossem engambelados por americanos/ europeus/ chineses nas respectivas negociações.
Note: tudo em nível Estado-Estado.
Não há que se falar em “capital internacional” na fase de negociação de tratados!
O que Nassif pegou foi o print de uma matéria de divulgação na imprensa local.
Não a escrevi.
Não o editei.
Muito menos escolhi seu título.
À pegar informação oficial da página da UNCTAD, Nassif preferiu pegar print de uma matéria qualquer.
Lembra Sergio Moro usando reportagem do Globo em sua sentença condenando – injustamente – o Presidente Lula.

Do site da UNCTAD – ONU:
(em cache no Google)

]

Em Angola, o “formador” Rômulo Brillo explicou o seguinte:

“sublinhou o momento atual do país ser importante para a economia angolana, pois, depois de conquistada a estabilidade, o Governo está a negociar e a celebrar tratados internacionais com parceiros econômicos e está a reformar e promulgar leis internas que versam sobre regulação do investimento estrangeiro”.

Referiu que o investimento estrangeiro é importante para a estratégia de desenvolvimento de qualquer país e fundamental para Angola no seu objetivo de diversificar a economia.

Por isso, disse, ” tivemos oportunidade de estudar a importância desses investimentos e também a complexidade e os problemas que podem gerar, desenvolvemos técnicas de melhor governação e de prevenção de controvérsias para que o país possa desfrutar dos benefícios desses regimes internacionais e ao mesmo tempo poupar os seus recursos“, sublinhou”.

[Exato. Caso tivesse se atido às aspas, com boa-fé, o subtítulo a seguir não poderia constar do texto]

O advogado do capital multinacional

Antes disso, no campo acadêmico, seus estudos se concentraram especificamente em discutir as melhores maneiras de evitar abusos dos estados nacionais contra o investimento externo.

Ainda na Faculdade de Direito, mereceu agradecimento especial de Marilda Rosaldo de Sá Ribeiro, por sua contribuição ao livro “Direito dos Investimentos e Petróleo”, cuja preocupação maior era sobre a insegurança jurídica para investimentos de longo prazo em petróleo e gás.

“Pretendemos neste artigo focalizar a renovação do interesse na regulação internacional dos investimentos no Direito Internacional Contemporâneo e a relevância do tema para os estudos sobre o petróleo e o gás. Os investimentos na indústria do petróleo, pela duração e risco envolvidos, são um paradigma das intempéries a que se sujeitam os investimentos diretos, de longo prazo, mais vulneráveis às oscilações e mudanças introduzidas pelos países hospedeiros em suas políticas”.

[Errado novamente. Confunde, deliberadamente ou não, duas coisas distintas: um simples artigo, “Direito dos investimentos e petróleo” (2009) com livro publicado 5 anos (!) depois: “Direito internacional dos investimentos” (2014).
Sobre o artigo: já estava na Espanha, fazendo meu segundo mestrado à época. Num favor à minha orientadora, concordei em fazer a primeira revisão da minuta de artigo preparada por bolsistas de graduação e mestrandos. Não sou autor do artigo ou sequer coautor, de forma que não influí em nada no seu conteúdo para além da edição. O agradecimento público é fruto da generosidade da Profa. Marilda Rosado – maior autoridade no Brasil em direito do petróleo.

Livro: mais tarde – 5 anos depois! – a Profa. Marilda me convidou para participar de obra coletiva que organizou, reunindo autores brasileiros e estrangeiros: “Direito Internacional dos Investimentos“. Nele, contribuí com um capítulo que resumia a minha dissertação, defendida 3 anos antes na UERJ. O título é revelador da falácia de Luis Nassif ao designar-me de “o advogado do capital multinacional”:

Converse com a (também minha ex-Professora) Vera Thorstensen, da FGV-SP, a quem você conhece, Nassif.

Pergunte à ela se países centrais e multinacionais preferem “alternativas” ao (viciado) sistema de arbitragem investidor-Estado, que controlam com a captura ideológica e profissional (honorários) da pequeníssima comunidade de potenciais árbitros.
O nível de leviandade na “apuração” e na “checagem” choca.
Ainda mais para alguém com tantas décadas de jornalismo]

Com um ano de formado, participou de audiência pública da ANP (Agência Nacional de Petróleo), como advogado da Leite, Tosto e Barros Associados, com preocupações sobre medidas judiciais na 9º rodada do pré-sal.

[A Rodada anterior, a oitava, havia sido paralisada por liminares em duas ações populares. Se bem me recordo, uma no Rio e outra em Brasília. As duas foram derrubadas dias depois.
O Presidente Lula resolveu o dilema “jurídico-político” arbitrando que o que fora licitado antes das liminares serem concedidas valeria. O que havia sido licitado depois, não.
No episódio, houve grande desgaste de imagem para o governo e para a ANP.
Minha pergunta na audiência pública da Rodada seguinte foi singela:
“Gostaria de saber quais foram os cuidados da ANP e de sua Procuradoria para evitar medidas judiciais contra a 9ª Rodada. Houve alguma aproximação com membros do Judiciário para clarificar eventuais questionamentos e, assim, evitar que tais medidas sejam acolhidas? Obrigado”.
Atento, perguntei o que todo advogado diligente deveria perguntar.
O que há de mais nisso, fora a má-fé do jornalista?]

Em 2011 terminou seu mestrado sobre “O segundo tempo do regime internacional de investimento: a nova geração de tratados e a prevenção de controvérsias investidor-Estado”.

O livro defende o direito internacional, sobrepondo-se aos nacionais, e discute maneiras de evitar conflitos com os tribunais internacionais focados em direitos humanos e meio ambiente.

[Nassif sequer leu a tese!
Ela não foi publicada em livro!
Nunca defendi a sobreposição do direito internacional ao direito nacional. Senão por diversas outras, pela simples razão de que o direito brasileiro não admitiria tal subordinação!
Anote: o Brasil adota o chamado “monismo moderado”. Leis ordinárias e tratados internacionais gozam do mesmo status hierárquico. Prevalece, em caso de conflito, a norma mais recente.
Nassif deveria ter consultado um advogado antes de escrever tamanha bobagem.
Mais uma vez: choca a leviandade da “apuração” e da “checagem”.]

A ida para o WTI

Depois da UERJ, passou por universidades em Barcelona e foi parar na World Trade Institute (WTI).

Segundo seu site, trata-se de “uma instituição acadêmica líder dedicada ao ensino e pesquisa focada no comércio internacional e regulação de investimentos e globalização econômica e sustentabilidade. Como centro de excelência na Universidade de Berna com foco internacional e interdisciplinar, exploramos as interconexões entre os campos do direito, da economia e da ciência política”.

O diretor-gerente do WTI é Joseph François, diretor interino de economia da Comissão do Comércio Internacional dos Estados Unidos.

François criou laços diretos entre o WTI e o Yale Center for the Study of Globalization, cuja missão maior é “de entender a globalização e as instituições e políticas necessárias para aprimorá-la como uma força para o bem”. O centro participou do Comitê Zedillo, em homenagem ao presidente mexicano Ernesto Zedillo, que assinou o tratado da ALCA com os Estados Unidos.

Rômulo Brillo tem sete papers no WTI. Junto com Katja Gehne  em março passado lançou o pequeno livro “Cláusulas de Estabilização Internacional. Lei do Investiment: além do equilíbrio”.

[A tradução do título do artigo que escrevi em parceria com Katja Gehne, respeitada jurista alemã da área de direitos humanos e sustentabilidade, está errada.

Mais: meu vínculo profissional com o Instituto terminou em 2013. À minha época, o Diretor era uma das maiores referências do direito internacional do comércio, o suíço Thomas Cottier. Foi membro de diversos painéis da OMC e negociou, pela Suíça, a Rodada do Uruguai. Tenho o imenso orgulho de ter Cottier como orientador do meu PhD.

 

Joseph Francois chegou ao WTI anos depois da minha partida. Nunca sequer cruzei com ele lá!

Mais grave ainda: a tentativa tosca de demonização de um instituto público (parte da Universidade de Berna) – de excelência, referência mundial – não resiste a quem não é leviano ou mal intencionado. Pesquise a lista de brasileiros notáveis que nele dão ou deram aula no programa de pós-graduação. Um deles Nassif bem conhece: a grande Vera Thorstensen, hoje na FGV-SP, aguerrida combatente da luta contra as distorções no comércio internacional fruto da manipulação no câmbio das diversas moedas. Patriota, foi o cérebro da Missão brasileira na OMC por décadas – Missão essa que, sob a coordenação de Vera, tantas vitórias importantes trouxe ao país.

Vera deu aulas no WTI. “Logo”, seguindo o salto “lógico” do Nassif, Vera seria, ela também, uma “infiltrada” (!) Justo ela, orientada no seu doutorado por Bresser Pereira!

Por ter dado aula no WTI, Nassif sugere mandar a ABIN monitorar a Profa. Vera?

Repito: trata-se, simplesmente, do centro mais renomado – no mundo – na nossa área de especialização!

E é público!

Não paguei nada de tuition fee pelo PhD!]

Em 2010, concorrendo pela Universidade de Barcelona foi o 4º colocado no concurso Foreign Direct Investment International Arbitration Moot, no King’s College. FOI considerado resultado excepcional, pois era a primeira vez que a Universidade concorria.

[Novamente, “apuração” e “checagem” ou nas coxas ou mal intencionadas. A competição de que participei ocorreu na Pepperdine University, na Califórnia.

Obrigado pelo registro do meu desempenho e premiação, Nassif. Para destaca-lo ainda mais, você poderia ter acrescentado, além disso, que era o único não nativo em inglês entre os premiados (!). Legal, não?

E os seus leitores quiseram encher a minha bola também, olha só:

]

Esse sucesso deve tê-lo ajudado a se tornar um “formador” em Angola, atuando como batedor da Trafigura, e a passar a integrar os quadros do WTI.

[Nassif, você será processado. Como disse, fui a Angola em missão para treinar negociadores do Ministério das Relações Exteriores – MiREx – para que não fossem engambelados por europeus, americanos e chineses. Fui contratado, para tanto, pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento – UNCTAD. Ou seja, a ONU!
Nunca trabalhei para a Trafigura!
Ou qualquer outra empresa suíça!
Ou trading!
Nunca sequer encontrei ou falei ao telefone com qualquer funcionário da Trafigura!

Responda, Nassif: você baseia isso no simples fato de essa empresa ser sediada na Suíça?!

Em cidade diferente da que vivo?

Na verdade, do outro lado do país?

Ora, por que não escolheu o UBS?

Ou o Credit Suisse?

Ou a Nestlé?

Ou …?

Francamente!]

A missão da WTI é clara, de ser da linha de frente da globalização:

Nós recrutamos estudantes, pesquisadores, professores e funcionários de todo o mundo, criando uma cultura diversificada e ambiente estimulante. 
(…). A WTI coopera estreitamente e compartilha suas instalações com o Instituto de Direito Econômico Europeu e Internacional.

Pretendemos moldar a política pública para que a governança econômica internacional gere benefícios tangíveis para a sociedade

Nós nos esforçamos para ser a principal instituição acadêmica mundial de estudos, ensino e pesquisa no comércio internacional e regulação de investimentos e globalização econômica e sustentabilidade.

[Como a partir do texto acima Nassif tirou as suas conclusões se explica, apenas, por má-fé ou falta de domínio do inglês. Novamente: vamos mandar a ABIN monitorar a grande brasileira Vera Thorstensen também?]

A preocupação maior é a segurança dos investimentos e, para tanto, a consagração de tribunais internacionais de conciliação, em lugar das justiças nacionais:

“Os capítulos de investimento começaram a ser incluídos em certos acordos de comércio preferencial (PTAs) seguindo o exemplo de NAFTA incorporando proteção de investimento em Cadeias de Valor Global (GVCs). É notável que a maioria dos AIIs permite que investidores estrangeiros desafiem ações governamentais fora dos tribunais locais, usando provisões de solução de conflito entre investidores e estados (ISDS) para desencadear arbitragens vinculativas do Estado investidor.

[Sempre fui contrário ao avanço desse tipo de tribunal. Sempre defendi a conveniência de preservar a soberania dos países, estipulando métodos de solução de controvérsias locais.

Na verdade, usava justamente o caso único do Brasil para ilustrar a desnecessidade de celebrar tais tratados para atrair investimento estrangeiro – como propalam seus entusiastas dos EUA e UE. O Brasil era a única grande economia a não ser parte de nenhum tratado dessa natureza. E, ainda assim, figurava quase sempre entre os 5 países que mais recebem investimento estrangeiro direto. Era a contraprova que refutava a “teoria” que tentavam vender a países em desenvolvimento incautos.

Era esse o objeto da minha tese: explicar como o Brasil conseguia tal feito. O propósito era, justamente, exportar esse know-how para outros países em desenvolvimento, para que não caíssem vítima do canto da sereia dos tratados bilaterais de proteção de investimento leoninos.

Bastava procurar, caso houvesse boa-fé:

Sim, com muito empenho, estudei por anos fora do Brasil – e sempre como bolsista por desempenho acadêmico. Meus pais nunca precisaram me ajudar aqui na Europa. Mais importante de tudo, nunca me deixei doutrinar. Sou – e sempre serei – um brasileiro que ama a sua terra e a sua gente. E não a esquece em favor de “novas amizades”, deslumbramento, cooptação.

Nesses anos, convivi com entusiastas da globalização, mas também com seus críticos. O ambiente do WTI sempre foi ideologica e geograficamente plural. Lá há pesquisadores americanos, chineses, russos, iranianos e… opa: brasileiros!]

Uma de suas grandes preocupações é, justamente, com o avanço dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e seus impactos sobre os países europeus.

[De onde esse “jabuti” foi tirado? Indecente.
O Instituto recebe todos os anos inúmeros funcionários do MofCom, o Ministério chinês de Comércio (exterior) para formação, seja em cursos de atualização de curta duração, seja no seu programa de mestrado. Aliás, assim como recebe funcionários do MDIC – o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio brasileiro.

]

Em 2013, Rômulo Brillo voltou a participar de um Seminário, na Segunda Conferência da Rede Africana de Direito Econômico Internacional.

Participou também do livro “International Economic Law and African Development”.

[Sim, sabe o que fui passar aos nossos irmãos africanos?
O exemplo “subversivo” do Brasil, que não cedia a pressões dos países centrais:

A grande interrogação

E aí se volta à questão inicial.

A WTI tem especial interesse em estudar os mercados globais de commodities, já que a Suíça se transformou em um grande centro. A maior multinacional suíça de commodities é justamente a Trafigura, que é parceira da WTI em inúmeros projetos, como o The Commodity Sector and Related Governance Challenges from a Sustainable Development Perspective: The Example of Switzerland – Current Research Gaps.

[Minha bolsa foi paga pelo Estado: Swiss National Fund, no programa NCCR-trade regulation (Swiss National Centre for Competence in Reserach). Pergunte à Profa. Vera Thorstensen o prestígio de ser um dos poucos selecionados para tanto. O único brasileiro.

Os links que você apresenta são da Trafigura. E nenhum deles traz qualquer referência ao WTI!

Pergunto-me: como terá conseguido dormir Nassif esta noite??

Em tempo: mesmo que houvesse parceria do WTI com a Trafigura – desconheço – o que isso provaria?

Mais: o WTI ter ou não alguma parceria com a Trafigura – coisa de que nunca ouvi falar (e que você não prova com esses links!) – traria qual implicação para mim exatamente?

Seria extrapolável à Profa. Vera tembém?

E aos diversos mestrandos brasileiros do MDIC que por lá passaram?

Nos seus tempos de editor da Revista Veja, Nassif, você se confundia com os seus patrocinadores?]

Conforme denunciamos na série sobre a “delação premiada”, até agora a Lava Jato poupou de maneira suspeita a Trafigura, maior multinacional suíça e envolvida até o pescoço no escândalo da Petrobras. Mas o inquérito permanece no ar, como um ectoplasma assombrando uma das maiores máquinas de corrupção do planeta, a empresa que conquistou Angola, passando a controlar não apenas a exploração, como a importação e a venda de combustíveis.

Enquanto o inquérito não for arquivado, ou a Lava Jato for desmontada, há um perigo latente para a Trafigura, já que a exposição de sua corrupção com a Petrobras afetaria seus negócios globalmente.

Por que um jovem e promissor advogado, um estudioso das questões internacionais, um membro da WTI, um “formador” que ajudou a desbravar países como Angola para a Trafigura

[De novo: prepare a carteira – você será processado]

perderia tempo tentando se transformar em agitador político pelas redes sociais e investindo contra blogs e lideranças políticas que estão na linha de frente da resistência?

[Apenas quem tem ideais firmes, como tantos outros militantes nas redes, compreenderia.

Por outro lado, alguém que foi de tucano-raiz a “petista de última hora”, instantaneamente, no virar da noite de 31/12/2002 para o dia 1/1/2003, com a mudança de comando nas verbas da SECOM, certamente não o compreenderia.

Só mesmo alguém de mal disfarçada alma tucana poderia chamar de “perda de tempo” a militância – gratuita mas onerosa – pela defesa da soberania do Brasil e da sua população pobre.

Não meça outras pessoas pela sua régua]

Todo seu tempo é dedicado ao blog e aos ataques, criando factoides, às vezes alguns fatos reais, mas sempre com uma ansiedade incompreensível para implodir a Lava Jato, a ponto de atacar parlamentares e blogs que não compactuem com sua pressa e com suas teorias.

[Sim, tenho imensa ansiedade para acabar com a Lava Jato.
Sabe por quê?
Simplesmente porque sou um patriota!
Mais: o trabalho do Duplo Expresso expondo os crimes da Lava Jato é elogiado por políticos nacionalistas e até mesmo pela defesa de Lula.

O que Nassif tem feito ultimamente para contribuir nessa luta?]

É possível que a agressividade e ansiedade do blogueiro tenha um fundo emocional. É possível que não.

[De novo: gaslighting. Tática de guerra híbrida. Prefiro não especular sobre quem vem dando consultoria de estratégia de comunicação, nesta pesada mas vã tentativa de assassinato de reputação, ao quarteto Paulo Pimenta/ Wadih Damous/ Luis Nassif/ Miguel do Rosário.

Será alguém a soldo da Trafigura?
(ironia)]

Mas certamente ele não deixará seu público sem respostas satisfatórias para essas indagações.

[Não mesmo!

Aliás, não tenho “público”, Nassif. Tenho – ou melhor: faço parte de – uma rede. Que constrói, coletivamente, o seu saber. E que se tornou, em menos de 2 meses!, uma importante frente na batalha contra os inimigos da soberania brasileira.

Depois das minhas respostas, com provas para cada alegação (em vez de links que nada tem a ver!), façamos uma inversão agora, Nassif:

Sei que a fonte não foi Tacla Duran. O próprio nos confirmou isso. Na verdade, Tacla avaliou que a fonte do GGN e de Wadih seria a mesma de Fausto Macedo, jornalista do Estadão próximo à Lava Jato. Afinal, na mesma data ele também publicou o documento-álibi de Moro:

Aliás, Tacla não poderia ser a fonte, logicamente, porque não teria como ter em sua posse aviso de notificação – frustrada! – enviado pela Justiça da Espanha ao Ministério da Justiça brasileiro! Óbvio: tal aviso consigna, justamente, que Tacla Duran não fora encontrado pelo oficial de jusitça espanhol!

Na verdade, essa é mais uma fraude processual de Sergio Moro. O juiz colocara na Carta Rogatória que enviara à Espanha o endereço incompleto ou errado. Tudo isso, tão somente, para na volta ter em seu poder exatamente o documento que os deputados e Nassif empenharam-se, sobremaneira, para disseminar na semana passada.

Qual seja, o álibi (!) forjado (!) de Moro para “justificar” não ter ouvido, até aqui, Tacla Duran. E, assim, poder seguir chamando-o, falsamente, de “foragido”.

Todo esse esforço de contrainformação por parte dos deputados e Blogs aliados visava, tão somente, confundir a opinião pública! Querendo fazer crer que o documento-bomba publicado pelo Duplo Expresso “não era nada demais”.

Sabe quem discorda dessa mentira afirmada e reafirmada pelo quarteto Pimenta/ Wadih/ Nassif/ Rosário?

O ex-Ministro da Justiça Eugenio Aragão. Foi ao programa no dia seguinte registrar a enorme importância do documento que obtivemos – depois de 3 meses correndo atrás do mesmo!

 

Além, é claro, do Dr. Zanin, que prontamente nos parabenizou pelo “belo trabalho”.

A pergunta que perturba:

– Por que os Deputados Wadih Damous e Paulo Pimenta – bem como esses Blogs aliados – tanto temem o documento do Duplo Expresso?

A ponto de romperem todos os escrúpulos e tentar – com mentiras grosseiras, como vemos aqui – assassinar a reputação de quem o publicou?

Há alguém pressionando para que partissem em ação tão atabalhoada, denotando desespero?

Se sim, quem?

A tabelinha Moro/ Eduardo Cunha de novo?

Em síntese, o documento do Duplo Expresso colocaria Sergio Moro na cadeia, cautelarmente. Hoje. Já o documento dos deputados e de Nassif soltaria, imediatamente, o juiz do cárcere! É essa a “singela” diferença entre ambos!

Por fim, pergunta simples de responder – ou não:

– O documento que os Deputados e Nassif tanto se esforçaram para divulgar e fazer crer que era o mesmo do Duplo Expresso foi encaminhado ao juiz Sergio Moro por homem alinhado a si no Ministério da Justiça (golpista), o delegado da PF paranaense Isalino Antonio Giacomet Junior. Na verdade, são cúmplices: ambos orquestraram a fraude da “Carta Rogatória” fake, com o endereço incorreto de Tacla Duran, expedida com o único propósito de voltar sem resposta. E, assim, servir de álibi – forjado – do juiz.

– Se tal documento foi enviado por alguém alinhado a Moro ao próprio, como pode ter chegado às mãos dos Deputados?

– E às de Nassif?

– Quem foi a fonte?

– O homem de Moro no Ministério da Justiça?

– Ou o próprio juiz paranaense, Sergio Moro?

Responda ao seu “público”, Nassif.

E complemente explicando por que se aliou aos deputados na manobra diversionista – desesperada – de tentar dinamitar o Duplo Expresso e o documento que publicamos tão logo esse foi pro ar, no dia 26/fev/2018, às 16:52?

 

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P.S.: já entrei em contato com os colegas da UNCTAD/ ONU solicitando que expeçam documento comprovando o objetivo – cosmopolita, humanista! – da minha ida a Angola.

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A recompensa que não tem preço:

Jovem funcionária do Ministério do Comércio angolano, Lélia foi minha melhor aluna na experiência que mudou a minha vida. Convidei-a para vir a Suíça para congresso que organizei, meses depois. Infelizmente, à época, não houve verba para que pudesse fazer o deslocamento.

Quem sabe o “jornalista” Luis Nassif, o Líder da Bancada do PT na Câmara (!) e o ex-Presidente da OAB-RJ (!), que organizou a Comissão Estadual da Verdade (!), não se solidarizam e contribuem na próxima vez?

Aviso – segue mais ironia:

Assim, não precisaria cruzar o território suíço para pedir financiamento a, por exemplo, uma Trafigura da vida, não é mesmo, Nassif?

 

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P.P.S.: os autores da farsa inescrupulosa do dia:

  • (i) Luis Nassif: a principal voz (!) na comunicação em linha, i.e., oportunisticamente, com os governos do PT (2003-2016);
  • (ii) Wadih Damous: a principal referência jurídica (!) da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara; e
  • (iii) Paulo Pimenta: o Líder da Bancada do PT na Casa do Povo  (!)
    Partido esse, o PT, em quem depositamos nossas últimas (!) esperanças para o decisivo ano de 2018.

Em vista disso, alguma dúvida de por que houve Golpe?

E de por que o Duplo Expresso seguirá o seu trabalho?

Apesar do nível da vileza dos ataques que vimos sofrendo, com mais intensidade, desde a publicação do documento que vira o jogo?

 

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P.P.P.S.: sei que não adianta, mas peço perdão aos meus familiares, angustiados desde ontem à noite. Nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer. Se pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo. Mas, certamente, nunca teria me aproximado de Luis Nassif.

Em tempo: alguém que sempre se pintou como o “Dom Quixote” que alegadamente investiria contra movimentos de linchamento na opinião pública, como a Escola Base e o Bar Bodega. Como vemos, faltou apenas combinar com a realidade, não?

Mais:

– Será concedido direito de resposta no site dele, o GGN?

– Com o mesmo destaque dado à fake news que produziu com par-la-men-ta-res?

Processo judicial para tanto certamente haverá, além do pedido da indenização cabível, bem como da exigência de retratação pública.

Apesar de todo o custo pessoal – que vai além de mim – creio que o saldo geral do conflito aberto, apesar de dolorido para todos nas esquerdas, séra ao fim e ao cabo positivo. Penso que, à força, dará início a algo que há tanto adiávamos: um processo de depuração. De quem é quem.

– Começando pela Liderança (supostamente) do PT na Câmara.

– E pelo jornalista-símbolo da blogosfera simpática ao PT – i.e., enquanto esse era governo, bem entendido.

Quem, afinal, está mais para “Cabo Anselmo” nessa história toda?

Pobre Brasil!

Que fase!

O esquema é forte!

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Por fim, não nos deixemos enredar pelo diversionismo deles:

Em vez de seguir discutindo sobre mim ou sobre Nassif, que tal falarmos do documento que tanto terror lhes infunde??

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ATUALIZAÇÃO 8/mar/2018 – 9:00 – Nassif despertou interesse renovado pela minha vida acadêmica: obrigado!

Pergunta: quem será o “doutor” – de Curitiba! – que correu para ver meu perfil na rede social de acadêmicos academia.edu, depois da minha exposição por Luis Nassif?

Mais grave: quem será – em PORTO ALEGRE! – que fez várias visitas ao perfil ANTES da publicação do artigo “de Nassif” (?)?

Sim, sei que quem está por trás desse dossiê fake e alugou a pena de Luis Nassif foi o Deputado Paulo Pimenta. Desde antes da publicação essas “informações” – fajutas – já circulavam em grupos oficiais do PT no Whatsapp, disseminadas por pessoas ligadas ao Deputado, quando não o próprio.

Para que se tenha a exata noção da estatura do LÍDER do PT na Câmara (!):

GRAVE! – no desespero, Paulo Pimenta fabrica “alerta russo” sobre “plano da CIA” (!) visando Gleisi, Lindbergh e Requião!

(todos esses entrevistados do Duplo Expresso – ah-rá!)

Faz isso apenas para amarrar aos nomes desses combativos senadores, todos eles do primeiro time da política nacional, àqueles que verdadeiramente estão na berlinda: os deles!

Deputado, isso é uma denúncia gravíssima!

É necessário publicar, com urgência, ao menos uma página, que seja, desse tal “informe russo” (!)

Afinal, grupos de militantes no Whatsapp não parecem ser o local adequado para a consecução de tão sofisticada “operação de contra-inteligência”!

Imagina se o Vladimir Putin descobre?

Mais: o Sr. certamente já terá encaminhado – a esta altura – tal grave denúncia à Procuradora Geral da República, certo?

Do contrário, estará prevaricando!

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Em tempo: só mesmo o desespero – péssimo conselheiro – para levar alguém a indicar “vínculo com a CIA” de um programa que tem como comentarista, todas as quintas-feiras, o Embaixador SAMUEL PINHEIRO GUIMARÃES (!)

Responda, Deputado:

– Foi o Embaixador Samuel, finalmente, cooptado por Washington?

Será ele o meu contato na CIA??

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Ou será o contrário?

Na hipótese de cooptação por inteligência estrangeira, será que o Deputado Paulo Pimenta bateu – ele – a carteira e grita “pega ladrão”?

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.