Plano B: a degola de Lula combinada por “amigos” com o STF (e o fim do Brasil)

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso
Publicado 5/ago/2018 – 15:42
Atualizado 6/ago/2018 – 9:38

  • EM SÍNTESE:
    (1) Advogados da vítima trocando notinhas com os algozes na Folha de S. Paulo, para plantar álibis recíprocos…
  • (2) Deputados do PT que acertam com Sergio Moro e Eduardo Cunha a exclusão de depoimento que ajudaria Lula de Relatório de CPMI…
  • (3) Fernando Haddad a ponto de ser sagrado Plano B. Isso, com a sua derrota para Geraldo Alckmin já estando acertada. Tendo como álibi, inclusive, a sua debilidade política. E, como garantidor, a fraude na totalização dos votos.
  • Diante de tudo isso que vai acima, podem esperar tudo do Duplo Expresso…
    – … menos compactuar com essa farsa!
  • Pior:
    – Para horror dos conspiradores, dentro e fora do Brasil, seguiremos aqui dizendo quem é quem.

*

Os últimos dias estão sendo desalentadores para quem nutria esperanças de derrotar o Golpe em 2018. Especialmente para aqueles que alocavam suas esperanças na liderança de Lula e na sua capacidade de mobilização. O Golpe move-se para nos retirar nosso maior ativo político, o ex-Presidente, de forma definitiva (talvez até física). Todos sabemos, até pela inconfidência de Romero Jucá, que o Golpe é “com Supremo, com tudo”. É apenas a extensão desse “com tudo” que resta determinar, com a definição cada vez mais próxima. Questão de dias no máximo. Talvez horas.

Tal qual a amaldiçoada Cassandra, desde 2016 temos arrancado nossos cabelos ao prever – sem nenhuma necessidade de intervenção divina, registre-se – o passo a passo do Golpe, que é gradual (creeping coup d’etat). Tal qual a princesa troiana, gritamos, rasgamos as vestes, mas somos obrigados a ver tudo ir se concretizando conforme o vaticínio, sem que uma vírgula sequer seja alterada.

Cassandra previu, inclusive, a forma violenta com que seria assassinada. Da mesma forma, antevemos aqui o fim reservado para o (outrora) “grande Brasil”. Ao menos enquanto Estado nacional de fato: destruição definitiva da soberania nacional e inviabilização irreversível de um projeto de desenvolvimento autônomo, com a desnacionalização completa das riquezas naturais, a consolidação da reprimarização da economia e o fim dos direitos sociais.

O rentismo nacional, no qual entra o “alto clero” do sistema de justiça, vive de extrair rendas dos setores produtivos: capital e trabalho. Cooptado pelo ideário financista, globalista, o Judiciário deu um golpe demofóbico no soberania popular, acabando com o ancestral “perigo” do “um homem, um voto”. Através do sistema de Justiça, cooptado, a Finança transnacional passa a poder controlar todo o processo político.

A premissa da democracia liberal representativa, que promoveu alguma institucionalização da luta de classes, exauriu-se no Brasil atual. Não mais existe a necessidade de tolerar-se uma oposição dócil, institucional – no caso o PT, com riscos de às vezes virar governo, quando se pode assumir o controle pleno da vida política “nacional” por meio de 3 poderes não eleitos (e cooptáveis): Judiciário/ Mídia/ braço local dos “Mercados”.

(e, quiçá, Forças Armadas ainda)

Dessa forma, a Finança transnacional logra, via lawfare, escolher:

(i) quem pode ser candidato (“ficha limpa”/ “improbidade administrativa”/ prisão);

(ii) quem (e como) pode fazer campanha – sem ser acossado por Ministério Público Eleitoral/ Justiça Eleitoral;

(iii) quem pode e quem não pode ser financiado de verdade, com o bom e velho caixa 2 (que já está rolando);

(iv) quem vai ser roubado com fraude na totalização dos votos;

(v) quem pode tomar posse (aprovação de contas de campanha/ ações de impugnação de rivais por “abuso do poder político e econômico”);

(vi) quem (e como) pode governar – sem ser acossado por “órgãos (literalmente) de controle” (e.g., TCU), STF e (ameaça de) impeachment.

Notem: diante de tal controle não mais existe, sequer, a necessidade de a Finança transnacional tolerar o alto “custo de operação” ($$$) das velhas oligarquias regionais (PMDB e demais), com os seus caros “pedágios” e “privilégios cartoriais” – em nível local e nacional. Todos eles rentistas, a velha oligarquia vive há 500 anos de extrair o seu “pedágio cartorial” do(s) imperialismo(s) de turno. Portugueses, holandeses, ingleses, americanos… chineses?

Esse “pedágio” ao fim e ao cabo termina por sair daquilo que a Finança transnacional poderia auferir por completo, caso não houvesse mais intermediários. Ora, se já não há mais necessidade das velhas oligarquias como agente de tamponamento do progresso das lutas social e nacionalista dentro dos poderes políticos, posto que eles passam a ser controlado via parceria Judiciário/ Mídia/ inteligência americana, não há mais por que a Finança transnacional arcar com o alto custo de operação desses – velhos – “donos do poder”.

Virão, d’além-mar, os novos!

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Ilustração: Romero Jucá
Depois da eliminação do pensamento de esquerda/ nacionalista enquanto força política viável em eleição majoritária nacional, passa a ser proibitivo o alto custo de operação de, por exemplo, um Romero Jucá. Alguém cujo patrimônio verdadeiro suspeitasse que ultrapasse 3 bilhões. Sim, ouve-se exatamente isso nos bastidores da política: 3 bilhões estariam escondidos atrás daquele bigode.

Oriundos, em grande medida, do alegado controle das operações de contrabando das ultra valorizadas “terras raras” na Região Norte (entre outras coisas). Com o que supriria, clandestinamente, o estrangeiro. As raposas da política creditam a essa suposta proximidade com os gringos, justamente, o fato de Romero Jucá bocejar cada vez que PGR e STF fingem ir atrás dele.

Os chefes de fora – ainda! – não deixam.

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– Jucá, Maluf é você amanhã, meu filho! Acorda!

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Mas voltemos a manifestação mais recente da síndrome de Cassandra do Duplo Expresso…

E à primeira parte do título deste artigo:
“Plano B: a degola de Lula combinada por ‘amigos’ com o STF (e o fim do Brasil)

No dia 16 de julho publicamos artigo que, rompendo um tabu, criticava – deste lado do espectro político – a defesa “técnica” de Lula. Registramos ali o que outros só diziam à boca pequena: o tamanho da barbeiragem que os advogados fizeram ao vincular o novo pedido de liberdade de Lula à sua pretensão de ser candidato a Presidente neste ano.

Ora, para decidir se dão ou não a liminar pedida pelos advogados, os Ministros têm de examinar se há urgência. Essa existiria, apenas, se Lula pudesse concorrer. Portanto, de maneira inexplicável, a defesa deu a oportunidade para que o STF afirme – antecipadamente (antes mesmo do TSE), numa “questão prejudicial” – que Lula está, sim, inelegível.

E, de quebra, ainda negarão o pedido de liberdade, é claro!

Magistral!

Para eles, do STF (e do Golpe)…

Não para os advogados…

Ou será…

Hmmm…

Bem… ficamos a saber – via notinha plantada na Folha de S. Paulo na última quinta-feira (2/ago/2018) – que a defesa estava “avaliando” (ainda??) desistir desse recurso, desastroso:

Saudamos a notícia no mesmo dia:

Pois eis que ontem, o (suposto) outro lado, o STF, usa a mesma Folha de S. Paulo para dizer que não vai adiantar mais desistir:

Essa troca de notinhas, coordenada, no mesmo veículo visa ao que, exatamente?

Plantar álibis?

Para a defesa poder dizer que até considerava desistir, mas que soube – pela mesma Folha – que não adiantava mais?

Ou para que todos fiquemos desde já “informados” de que, mesmo que haja desistência, ela não se concretizará devido à “maldade dos golpistas no STF”?

“Exclusiva deles”?

E não porque a defesa deixou tudo, providencialmente, para o último minuto?

Ou seja, para a semana ‘X’?

*

Tudo muito esquisito…

Só quem sabe a resposta a essas indagações é o veículo – comum, vejam só – usado pelo “algoz” e pela “vítima”: a Folha de S. Paulo.

*

Outra notícia da maior relevância neste fim de semana foi a publicação do relatório de uma comissão da Interpol explicando por que atendera ao pleito do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran para que fosse retirado do “alerta vermelho”, aquele que determina a sua captura internacional.

A Interpol, agência de investigação internacional, tirou o advogado Rodrigo Tacla Duran da lista de procurados internacionais do órgão. A pedido da defesa, a agência suspendeu o alerta vermelho que existia em seu nome desde setembro de 2016 a pedido da Justiça brasileira. A defesa de Tacla Duran colocou em xeque a imparcialidade do juiz Sérgio Moro para julgar o caso. O argumento foi o fato de o juiz ter citado o advogado durante o programa Roda Viva, da TV Cultura.

Tacla Duran apresentou três argumentos à Interpol para justificar seu pedido para que o alerta vermelho em seu nome fosse retirado: seu caso havia sido em parte transferido do Brasil para a Espanha, os direitos a um devido processo legal no Brasil não teriam sido cumpridos e, para completar, a Espanha rejeitou sua extradição ao País.

De acordo com a Interpol, Tacla Duran apresentou “evidências, que eram facilmente verificáveis por meio de uma pesquisa de fontes abertas”, de que Moro “falou publicamente sobre ele durante uma entrevista” sobre o caso colocando em suspeição a imparcialidade do juiz da Lava Jato em Curitiba.

“A Comissão então considerou que as alegações apresentadas (por Tacla Duran) que, diante do comportamento do juiz responsável por presidir sobre seu caso no Brasil, dúvidas suficientes têm sido colocadas sobre o fato de uma violação do Artigo 2 da Constituição da Interpol pode ter existido”, apontou a agência em documento obtido pelo Estado. O artigo 2 se refere à necessidade de que a instituição promova a cooperação entre as polícias de diferentes países, sempre que a Declaração Universal de Direitos Humanos seja respeitada.

O caso faz referência à entrevista concedida por Moro ao Roda Viva, da TV Cultura, em 27 de março. Foragido na Espanha, Duran acusou Moro de receber valores indevidos através de um amigo para favorecer delatores da operação. Na entrevista ao Roda Viva, o juiz diz acreditar que é apenas uma tentativa de afastá-lo do caso.

Desde julho, a Comissão de Controle da Interpol avalia o caso. O Estado apurou que, depois de uma avaliação e consultas às autoridades de Brasil e Espanha, a comissão indicou que os elementos apresentados por Tacla Duran eram de fato “novidades” que teriam de ser considerados. De acordo com a agência, tais dados poderiam ter levado a Interpol a uma “diferente conclusão” sobre o suspeito.

A decisão não significa que a Interpol questiona o sistema judicial brasileiro. Mas aponta que precisaria avaliar cada caso antes de manter o nome do advogado na lista. “A Comissão nota que as garantias de acesso à Justiça, assim como os princípios tratamento igual diante da lei, imparcialidade do Judiciário e direitos fundamentais, como a defesa completa e contraditório estão de fato enraizados na Constituição Federal Brasileira e no sistema legal do país”.

A agência, portanto, estabeleceu que os dados sobre Tacla Duran devem ser “deletados dos arquivos da Interpol”. A entidade também lembrou que a Justiça espanhola “não solicitou que um alerta seja mantido”.

(…)

Discordamos frontalmente da interpretação do – bom – jornalista Jamil Chade ao afirmar no texto que “a decisão não significa que a Interpol questiona o sistema judicial brasileiro”. Ora, o item com mais peso – inclusive político – no documento obtido por ele é justamente o item de número 56, que não teve destaque na matéria.

Vamos ao seu conteúdo:

“A Comissão (investigativa da Interpol) também levou em conta (para chegar à decisão de suspender o alerta internacional de captura que tinha Tacla Durán como alvo) que nenhuma investigação formal parece estar em curso (no Brasil) com relação às acusações feitas por (Tacla Durán) durante o depoimento que prestou ao Congresso Nacional brasileiro (um na CPMI da JBS em novembro de 2017; e outro na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em junho de 2018), apesar do fato de já fazer meses desde que uma representação formal baseada nas suas alegações foi apresentada por deputados à (Porcuradoria Geral da República)”.

Se isso não é questionamento ao sistema judicial brasileiro, o que será?

A esse propósito, cumpre registrar que os deputados a que o relatório da Interpol faz referência foram os mesmos que costuraram acordo com emissários de Eduardo Cunha – então clandestino em Brasília – para, em acerto prévio com a mulher de Sergio Moro fechado na véspera do depoimento de Tacla Duran, retirar toda e qualquer referência ao mesmo do Relatório Final da CPMI da JBS.

O Duplo Expresso foi o único veículo a denunciar tal acordo (16/dez/2017). E foi exatamente por isso que, apesar de não termos então mencionado a participação no mesmo de dois deputados do PT, Wadih Damous e Paulo Pimenta, viramos alvo da sabotagem de bastidores por parte de ambos. Sabíamos demais. Sobre isso e sobre outros esqueletos no armário.

A princípio, apenas nos afastamos dos deputados. E escolhemos permanecer discretos sobre os motivos que nos levaram a isso, pelo bem da luta por Lula. No entanto, diante da escalada do nível de assédio que ambos dirigiam a Senadores, Deputados e respectivos gabinetes para que todos esses se afastassem o quanto antes do Duplo Expresso, caracterizado por eles a partir de 22/fev/2018 como “golpistas que tentavam usar documento falso para tirar a credibilidade da defesa de Lula”, após termos publicado justamente documento que provava, de forma definitiva, o crime de fraude processual por parte de Sergio Moro, fomos forçados a tomar a difícil decisão de levar a público tudo o que vinha ocorrendo.

Não nos arrependemos da decisão tomada: era morrer calado, difamados à boca pequena pela máquina do Líder do PT na Câmara e pelo seu (su-plen-te de) Sancho Pança, ou lutar pela sobrevivência. Mais do que pela nossa reputação individual, por este espaço de liberdade editorial, à salvo da perseguição da máfia instalada no Judiciário brasileiro. Com o fundamental apoio da comunidade Duplo Expresso – e dos fatos, que sempre acabam vindo à tona – vencemos a batalha épica entre Davi e Golias.

(Muito obrigado!)

Resistimos todos. E pudemos ir à forra ao registrar o tiro que saiu pela culatra dos mesmos deputados, meses depois. Tendo tido sucesso em “operar” Tacla Durán uma primeira vez, em novembro de 2017, na CPMI da JBS, tentaram repetir a dose convocando-o novamente para depoimento, desta vez na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Tacla Durán, que provavelmente já tinha articulado essa frente de ataque à Lava Jato na Interpol, usou a oportunidade para reforçar seus argumentos. Fez muito bem.

No entanto, resolveu dar o troco, com um tapa com luva de pelica na cara dos deputados que o tinham “operado” em novembro:

– Mencionou – diante de ambos – o Dossiê Banestado/ Dario Messer, bem como atestou a procedência do documento que fora publicado pelo Duplo Expresso, alvo de ataques da dupla, ao descrever a sua oitiva secreta na Espanha requerida pela Lava Jato (objeto do documento).

Com rabo tão preso que nele não passa sequer sinal de celular, os dois Deputados tiveram que fingir não ouvir o nome “Dario Messer”. Trata-se do rei dos doleiros do Brasil, caracterizado por gente do meio como nada menos que um “Banco Central paralelo”.

E, é claro, tampouco se interessaram pela oitiva secreta, fruto do documento revelado pelo Duplo Expresso. Ou pela sua implicação mais óbvia: ele prova, de maneira irrefutável, crime de Sergio Moro – o de fraude processual. O que justificaria, além do pedido de seu afastamento dos processos, até mesmo outro visando à sua prisão cautelar, imediata.

Vejam o constrangimento que Tacla Duran impôs a esses dois malandros, que tentavam “operá-lo” pela segunda vez:

Deixou ambos nus.

Acabou por colocar, à vista de todos, os tais rabos onde não passa sinal nem de 3G nem de 4G!

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EM SÍNTESE
Advogados da vítima trocando notinhas com os algozes na Folha de S. Paulo, para plantar álibis recíprocos…

Deputados do PT que acertam com Sergio Moro e Eduardo Cunha a exclusão de depoimento que ajudaria Lula de Relatório de CPMI…

Fernando Haddad a ponto de ser sagrado Plano B. Com a sua derrota para Geraldo Alckmin já estando acertada. Tendo como álibi, inclusive, a sua debilidade política. E, como garantidor, a fraude na totalização dos votos.

Sim, Haddad… ele que era um morto político depois de ter humilhante 14% de votos contra João Dória na disputa pela sua reeleição. E jogando em casa. Poderá agora atender aos interesses dos seus colegas de INSPER, o instituto paulistano da alta finança, ao retirar-nos, de uma tacada só, não apenas (i) a narrativa de que vivemos um Golpe, posto que Alckmin será “legitimado pelas urnas (fraudadas)”; como (ii) a possibilidade de resgate de um projeto nacional, já que não haverá mais um Estado-nação, soberano, de fato. Restará apenas a formalidade.

Isso porque daqui a 8 anos, durante os quais o PT de Haddad (e não mais de Lula) assistirá a tudo como oposição consentida, não mais haverá Brasil. Haverá, isto sim, como dissemos, a destruição definitiva da soberania nacional e a inviabilização – irreversível – de um projeto de desenvolvimento autônomo, com a desnacionalização completa das riquezas naturais, a consolidação da reprimarização da economia e o fim dos direitos sociais.

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Diante de tudo isso que vai acima, podem esperar tudo do Duplo Expresso…

– … menos compactuar com essa farsa!

Pior:

– Para horror dos conspiradores, dentro e fora do Brasil, seguiremos aqui dizendo quem é quem.

Notem o conflito de interesse: “advogado de Lula”, Haddad, que herdará a candidatura (conforme o combinado com o STF), é o principal beneficiário da derrota desse seu “cliente”!

– Um projeto de Macron tupiniquim, a quem falta o carisma, a articulação e o talento do original.

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Bem…

Cada um tem o “Júpiter” que merece, né?

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Ah, Brasil…

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ATUALIZAÇÃO 20:13 – Evidentemente, esse foi o tema de debate no Duplo Expresso deste domingo:

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Destaques selecionados pelo (caríssimo) Frei Adelmo:

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DEBATE:

Bolsonaro parece já ter acertado a entrega da eleição a Alckmin, ainda no primeiro turno.

(ver “Fraude: Bolsonaro já vendeu vaga no segundo turno a Alckmin?” (3/abr/2018))

Essa parte podre do PT só aceitaria fazer parte da farsa se pudesse manter a tal “hegemonia na esquerda”. Se não passasse sequer para o segundo turno, não haveria como. A esquerda sofreria atomização diante do fiasco e possivelmente surgiriam novas forças, fora do “esquema”. Isso não convém sequer à direita.

Isso casa com o relato – não contestado até hoje – feito pelo Nassif a respeito do que ouviu dos estrategistas do Plano B no PT. A ideia é exatamente essa: chegar ao segundo turno com a transferência de votos de Lula, manter assim a “hegemonia na esquerda” e então ser derrotado por Alckmin. Print do relato disponível aqui. Ou seja, o Golpe e a sua oposição consentida.

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Aécio pediu a recontagem dos votos, justamente, porque teria contratado o esquema de fraude pra ganhar. Mas os contratados subestimaram a vantagem que Dilma ia abrir no Nordeste. Aí Aécio acabou perdendo, por uma “margem pequena”. Ele ficou em dúvida e pediu a tal “recontagem”. Talvez pra dar a chance de os defraudadores corrigirem o seu “erro”. Mas a máfia não aceitou recontar, pois levantaria muitas suspeitas e a impressão do voto tornar-se-ia inevitável no futuro.

Note: a fraude principal não é na urna. É na totalização, nos TREs e no TSE.

Links:

(1) “Fraude eleitoral: partes da máfia, STF e PGR fazem confissão ao mentirem para negar impressão do voto” (7/jun/2018)

(2) “Fraude: Bolsonaro já vendeu vaga no segundo turno a Alckmin?” (3/ago/2018)

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ATUALIZAÇÃO 22:02 – “Mascarado”

E a “Central do Plano B” vai à loucura…

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ATUALIZAÇÃO 6/ago/2018 – Evidentemente, esse também foi o tema do Duplo Expresso de hoje:

Drops:

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Integralidade:

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.