Sem surpresas, “PT Judicial” encaminha Lula para forca e empurra Haddad como “de esquerda”

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

Lula e o povo estão fora do pleito eleitoral 2018. É a vitória dos invasores, representada internamente no partido por Zé Cardozo, com a providencial caneta de Dilma Rousseff. A vitória da invasão da justiça na política para destruir a soberania popular, única possibilidade de resistência à destruição da soberania nacional. Haddad é o advogado de Lula e será substituto de Lula se fizer o que a defesa de Lula fez até aqui: perder! Tudo desenhado!

Como um condenado que conta os dias no corredor da morte, Lula vê o seu legado sem dono no partido que um dia foi a sua própria encarnação. Agora, como um busto em praça pública, servirá apenas de amuleto para que os seus traidores se lambuzem com fotos ou qualquer prova de amizade com aquele que degolaram. É a derrota da política, a vitória da traição e da ditadura da toga, construída pelos EUA para destruir o Brasil e escravizar o nosso povo.

Haddad, aquele que dá carteirada – “sou advogado!” – e estufa o peito para dizer que a justiça está certa ao condenar Lula sem provas e prendê-lo para que ele, Haddad seja o seu substituto. “O problema é jurídico. Não político. Sou advogado!” É este o representante da esquerda que os invasores permitiram existir no Brasil. O subproduto do terceiro escalão dos bancos.

Quem ama o Brasil e “não desiste nunca” precisa respirar, beber água, se refazer e planejar o país com ambições menores para os próximos trinta anos. Serão décadas de decadência, miséria e submissão. Estas eleições representariam o único caminho para impedir a total entrega do Brasil. Agora é tentar limpar a própria esquerda, varrer os traidores e voltar às bases para plantar novas sementes. Não será nada fácil, mas é o único caminho.

Eleitores de esquerda não terão opções nas urnas. Sem um candidato que defenda o referendo revogatório e a democratização da comunicação social, estaremos somente a dar legitimidade a uma armação com atores canalhas do nosso país, vendidos ou rendidos aos EUA e ao capital financeiro internacional. A manutenção das políticas do Regime Temer e do monopólio da Globo é incompatível com ser “de esquerda”.

Desvendada a farsa, tragicamente antecipada aqui no Duplo Expresso, a possibilidade real de termos mais um FH (Fernando Haddad) + C (Canalha) na corrida presidencial, vamos consumar a nova sina do vice no Brasil. Depois de Temer, teremos Haddad como o vice que é algoz para assumir o primeiro posto.

Este pseudo intelectual uspiano, sem nenhum carisma, vaselina, deslocado das bases, que conseguiu perder para Dória, não é combativo, é pesado e desgastado por ter sido desmascarado antes mesmo de começar o espetáculo. Ao consumar a chapa Haddad/Manuela, a maioria esmagadora dos eleitores de esquerda do Brasil, os nordestinos, estará órfã.

Com esta definição antecipada com Haddad querendo ser Lula, foi tirado o véu e revelada a face da que todos já conheciam, mas – por uma estranha conveniência – não tinham coragem de confessar: que a noiva não era virgem. O efeito psicológico nas massas será devastador. Com Lula preso, nesta situação, e o PT colocando em prática o seu plano B, tudo o que o povo queria nas urnas deixa de existir.

Este vácuo que ficará, sobretudo no Nordeste, com Haddad e Manuela (a chapa Sul/Sul) terá como único aspecto positivo a necessidade do surgimento de uma esquerda de verdade. Não nessa eleição, já montada pelo TSE, STF, Globo e EUA para a manutenção do Regime Temer, inclusive com a chapa dos sonhos de Alckmin (Haddad/Manuela), mas a partir do agravamento de todas as crises.

Sabotar os próximos governos e todas as demais estruturas é o sonho ideal, mas em grande maioria o nível de consciência política do eleitor ainda é muito baixo. O certo é que não temos representantes de esquerda no Brasil. A política foi destruída e a soberania popular será explorada para dar legitimidade a uma farsa vaticinada por todos os que estavam preocupados com juízes Pop Star e o estupro contra a Constituição, transmitido e celebrado ao vivo pela TV.

O esforço dos hipócritas (da direita e da esquerda) será o de provar que “as instituições estão funcionando normalmente”. É o que resta à direita para não sair das urnas para um presídio. É o que colhe a “esquerda plim plim” por não ter entendido que lutar por Lula seria o único caminho para o recomeço. O Brasil como país virou um sonho distante. Sem povo não há democracia.

Acha o nosso trabalho importante? Reforce a nossa causa em apenas 2 segundos: apoie a sua divulgação tornando-se um Patrono do Duplo Expresso

Facebook Comments

Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.