“Telecatch”: defesa de Lula é para valer? Ou simulação circense?

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso

  • A nós do Duplo Expresso em nada “surpreende” ou causa “estranhamento” o jogo ensaiado entre o TRF-4 e o Min. Fachin. E ainda, possivelmente, com OUTROS membros da Segunda Turma do (com) STF (com tudo). Esses receberam “de graça” um álibi para, mais uma vez, não garantirem a liberdade de Lula. I.e., novamente, depois daquele julgamento de habeas corpus em que se cassou a liminar que o mantinha em liberdade e permitiu-se a sua prisão, apenas virando o (sempre frágil) voto de Rosa Weber.
  • “Revoltados”, alguns Ministros despejaram bastante retórica contra aquele “absurdo”, “inconstitucional”, não foi? No entanto, nenhum deles parou tudo aquilo com um singelo pedido de vista, sabe… ¬¬
  • O que, sim, surpreende é a defesa de Lula, cosmopolita e viajada, seguir desempenhando o seu papel nesse… script.
  • Por que não levou ao processo a oitiva secreta de Tacla Durán na Espanha?
  • Por que não vem à Suíça pedir acesso às provas, negado por Sergio Moro?
  • Telecatch? Resta determinar até onde se estende, no mundo jurídico, o “colorido” “circo” de “combates simulados” – “contra” a Lava Jato – com “resultado pré-determinado”, sempre contrário aos interesses de Lula.
  • Os milhões de brasileiros engajados – genuinamente – na libertação do ex-Presidente aguardam a resposta.

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Telecatch, segundo a definição da Wikipedia

… foi um programa de televisão criado na extinta TV Excelsior Rio de Janeiro, dedicado à exibição de combates de luta-livre que combinavam encenação teatral, combate e circo. (…) a TV Excelsior televisou dos anos de 1965 a 1966, TV Globo de 1967 a 1969 e TV Record nos anos 70.

 

Nos EUA e no México o gênero segue fazendo sucesso, com os nomes de professional wrestling e lucha libre, respectivamente.

 

O artigo em inglês sobre o Telecatch brasileiro acrescenta que…

… era similar ao prefessional wrestling americano, com “lutadores” performáticos coloridos e contrastantes, com o resultado da “luta” (simulada) sendo já pré-determinado.

 

Das definições da Wikipedia chamo a atenção para “combate simulado”, “circo” e “resultado pré-determinado”.

É exatamente por essa razão que temos caracterizado aqui no Duplo Expresso as sucessivas performances de (alegados) “guerreiros” na defesa do Presidente Lula como… Telecatch.

Há pouco mais de duas semanas Rodrigo Tacla Durán depôs numa Comissão da Câmara dos Deputados. Fez isso a convite dos mesmos parlamentares que o tinham levado já à CPI da JBS, em novembro de 2017. Dado o (não!) destino das revelações que fizera então, nutríamos baixíssimas expectativas com relação a essa nova participação. Em verdade, acreditávamos que (tal qual ocorrera naquela oportunidade…) Tacla Durán seria “operado” por quem o convocava e/ ou por quem, com maioria na Comissão, permitia tal convocação. Ou (i) com o enterro do seu depoimento sendo usado como moeda de troca em algum acerto, clandestino, com a Lava Jato (como da outra vez); ou (ii) como figurante de luxo para o lançamento de candidaturas de parlamentares à reeleição, na certeza de que sua imagem será devidamente explorada nas respectivas campanhas.

Notem, ademais, que uma hipótese não exclui a outra!

Para nossa surpresa, não só Tacla Duran não se limitou a recitar novamente as gravíssimas acusações que já fizera no ano passado como – verdadeiramente irresignado – trouxe fatos novos. Na verdade, confirmou – na qualidade de testemunha ocular – duas histórias que o Duplo Expresso antecipou, e que – “inexplicavelmente” – segue tratando com exclusividade:

(i) o pedido – secreto – de audiência enviado pela Lava Jato para ouvi-lo, em segredo, em 4 de dezembro de 2017 na Espanha, ao mesmo tempo em que isso era negado – reiteradamente – à defesa de Lula. O que caracteriza, claramente, o crime de fraude processual; e

(ii) a existência de um dossiê em posse de Dario Messer, rei dos doleiros, contendo todos os “deslizes” praticados por Procuradores do MPF-PR e por Sergio Moro desde o Banestado, esse sim o “maior caso de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas de todos os tempos”. Algo entre 130 e 180 bilhões – de DÓLARES (e não Reais) – a depender da fonte. O dossiê descreve como ($$$) doleiros e seus clientes lograram passar incólumes por aquela “investigação”, presidida por Sergio Moro e tocada pelos procuradores e policiais federais que reapareceriam, anos mais tarde, na Lava Jato.

Oitiva secreta e Banestado: nos trechos abaixo, Tacla Duran levanta ambas as bombas, “inexplicavelmente” não aproveitadas por aqueles que o inquiriam. Na verdade, passam à próxima pergunta (e.g., “hoje o site do Estado de São Paulo diz que vai fazer sol. O Sr. comprou protetor solar?”/ “o ex-Procurador Marcelo Miller deve posar nu ou não, na sua opinião?”). Como se o que acabara de ser revelado – CRIME DE FRAUDE PROCESSUAL e DOSSIÊ BANESTADO (!) – não tivesse importância maior:

 

O Duplo Expresso revelou a existência desse dossiê em 7 de janeiro de 2018, com atualização em 11 de janeiro. Ou seja, há 6 meses (com Lula ainda solto (1)):

 

Relembremos um trecho:

Segundo fonte nossa na comunidade de inteligência europeia, os “operadores” do enterro do escândalo do Banestado – de longe o maior caso de corrupção de todos os tempos – teriam recebido 0,8% desse montante para operacionalizar o “desmonte”. Por óbvio, entre os “coveiros” necessariamente se encontravam membros do Judiciário. Os “operadores jurídicos” do “enterro” também teriam, portanto, entrado no rateio desse butim.

Ou seja: 0,8% dos 134 bilhões de dólares (na estimativa mais baixa).

Nada menos que 1.072 bilhão de dólares!

Vale lembrar que o juiz Sergio Moro, na qualidade de juiz de instrução, presidia as investigações então.

De maneira “inusitada”, o maior doleiro do Brasil, Dario Messer, foi então “poupado”.

(…)

Em 2015, no início da Lava Jato, Messer muda-se para o Paraguai. Nesse país, muito próximo do atual Presidente, goza de “santuário”.

Pergunta:

– Terá sido Messer alertado por alguém da Operação Lava Jato a fazer essa sua mudança – repentina – para o Paraguai?

– E a também, ao mesmo tempo, despachar parentes próximos para Israel?

A mudança de endereço de Messer para o Paraguai é, contudo, apenas parcial: visa apenas a proteger a sua pessoa. Isso porque embora no Paraguai resida, o centro de suas operações continua sendo o Uruguai. País esse que serve de base das operações da família Messer desde os tempos do pai de Dario, Mordko Messer. É certo, contudo, que segue sendo fácil supervisionar as operações do Paraguai, uma vez que um voo entre Assunção e Montevideo leva pouco mais de 1h. Reuniões presenciais, a salvo de interceptações, não seriam tão fáceis caso Messer tivesse seguido familiares rumo a Israel, certo?

Chegamos então a 2017 e a novo escândalo: o FIFAgate. Mais uma vez Messer é “estranhamente” poupado. Para além de menção solta na imprensa esportiva, não houve nenhum destaque para o fato de representantes da gigante Nike terem mencionado o nome de Messer em depoimento ao FBI, nos EUA, em agosto de 2017.

Notem que, ao longo dos anos, Messer seguiu operando sem ser incomodado pela Justiça americana – seja no Brasil, seja no Paraguai. Vale lembrar que no país de residência atual, o Paraguai, até base militar americana há!

Há indícios, segundo nossas fontes, de que, em troca do salvo conduto de que goza, Messer seja informante das agências de inteligência americanas. Ainda mais atuando no que os americanos sempre consideraram um local “sensível” para o fluxo de dinheiro frio: a tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai. Com parentes abrigados em Israel, possivelmente a “cooperação” também se estenda à inteligência do país.

Aliás, vale ressaltar que parentes de Messer se mudaram para Israel (justamente!) no mesmo ano em que Messer partia para o Paraguai: 2015. Largaram para trás, no Brasil, carreiras promissoras no mundo da finança. Sim, na finança, é claro. Afinal, diz o ditado que “um fruto não cai longe da árvore” (que o gerou), não é mesmo?

Homem bomba, Messer é o maior pesadelo de Sergio Moro. Fonte primária nos revela, por exemplo, que nas reuniões de cúpula da Odebrecht, ainda no início da Lava Jato, dizia-se que havia alguém que, com muita facilidade, poderia parar Sergio Moro em dois tempos.

Não outro que…

– … Dario Messer!

E é neste ponto que a narrativa de lá, da Odebrecht, casa com o que ouvimos de fontes nossas na inteligência europeia: para além de convicções “ideológicas” e cooptação financeira via “palestras”, o que teria tornado Sergio Moro um “operador” dos interesses americanos no Brasil seria o fato de o juiz, já havia muito, ser refém da inteligência americana. Afinal, os americanos têm também em seu poder o dossiê “Banestado”. Possivelmente, inclusive, em virtude da parceria com o próprio Dario Messer. Assim, desde o início da Lava Jato, conseguem empurrar Sergio Moro no sentido que determinam.

Isso explicaria, por exemplo, o esforço “heterodoxo” e (extremamente) artificial para trazer denúncias de corrupção na Petrobras, empresa sediada no Rio de Janeiro, para Sergio Moro, no Paraná. Usaram para tanto um velho conhecido, também de Banestado: Alberto Yousseff.

Mera coincidência?

Yousseff que, figurinha carimbada no submundo dos doleiros, pode até mesmo ter sido plantado no “esquema” que rolava na Petrobras. Isso porque, bastante antigo, era de conhecimento não apenas da classe política como também de todo submundo de “operadores” e doleiros. Um círculo, afinal, bastante restrito, em que todos se conhecem. “Operam” ora concorrendo ora, inclusive, em consórcio, quando as operações são grandes demais.

Como sabemos todos a esta altura, com direito inclusive a vazamentos para o Wikileaks, o “esquema” na Petrobras também era de conhecimento de outro ator chave nessa história toda:

– A inteligência dos EUA.

Sim, a mesma que alimenta – e dirige – Sergio Moro.

E foi assim, através da “fortuita” (?) – e claramente marginal! – participação de Yousseff num esquema de décadas, que a jurisdição sobre a Petrobras (“carioca”) foi atraída para alguém que os americanos já tinham no Bolso: Sergio Moro, o juiz do Paraná.

Pensem comigo:

– De repente, as múltiplas estadias de Moro nos EUA – após o enterro do caso Banestado – podem ganhar um novo significado, não é mesmo?

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Assim como no caso do dossiê Banestado, também antecipáramos a história da oitiva secreta de Tacla Durán na Espanha em vários meses quando publicamos, em 26 de fevereiro deste ano (com Lula ainda solto (2)), prova documental da requisição – oculta – da mesma:

 

Quem acompanha o Duplo Expresso desde essa época bem sabe o que se seguiu. Em vez de recebermos os – esperados – ataques da Lava Jato, os mesmos vieram foi do “outro (?) lado”. A máquina do PT foi sequestrada por um par de parlamentares da sigla (!) determinados a obliterar o recém-nascido Duplo Expresso, por motivos até hoje mantidos ocultos (embora os conheçamos). Quando expusemos o ataque que sofríamos de maneira sub-reptícia em Brasília, esses parlamentares disseram a ao menos uma dezena de colegas (e respectivos gabinetes) que o documento que apresentáramos, emitido pelo Ministério da Justiça do Brasil e destinado às autoridades espanholas, requisitando a tal oitiva secreta de Tacla Duran, era “fake news” (sic). E que, “na realidade”, tramávamos “um golpe na defesa de Lula”, para “desacreditá-la” com um “documento falso”.

O sequestro da máquina foi de tal monta que não só a participação de parlamentares do PT no Duplo Expresso, antes frequente, deixou de existir (salvo duas bravas exceções, Maria do Rosário e Celso Pansera), como a própria defesa do Presidente Lula, com quem vínhamos cooperando desde 2017, sumiu. Ironicamente, o último contato foi justamente para nos parabenizar pela publicação do documento. Nas horas que se seguiram, o Duplo Expresso foi proscrito pelos “guerreiros” (de Telecatch).

Ambos os artigos – tanto o que trata do dossiê Banestado como o que traz a prova documental do crime de fraude processual na Lava Jato – têm suas leituras contadas às centenas de milhares. Registro isso apenas para asseverar, com tranquilidade: todo o mundo político – e o jurídico envolvido na Lava Jato – tomou conhecimento dos mesmos. E, “surpreendentemente”, em vez de tais artigos subsidiarem ataques à Lava Jato, foram o que determinou uma tentativa de guerra de extermínio contra o Duplo Expresso.

Notem bem: tentativa essa não por parte de operadores da Lava Jato (i.e., os ostensivos) mas por células do “nosso (?) campo”.

Desde então já enxergávamos tal ataque como resposta por termos estragado álibis para inação e/ ou “trapalhadas” de certos quadros. Voltando à metáfora do Telecatch, prejudicáramos o sucesso daquele colorido “circo” de “combates simulados” (contra a Lava Jato), com “resultado pré-determinado” (sempre contra Lula).

 

Quando – em mais de uma dezena de vezes – municiamos os (supostos) “guerreiros” com armas de verdade – em vez de coloridas capas, sungas e máscaras – rapidamente sumiram do palco. E, dos bastidores, intensificaram a campanha para nos dinamitar.

Quando faltavam apenas 15 dias para a conclusão da migração dos servidores da Odebrecht do sistema Oracle para SAP – algo que, como vínhamos alertando (diariamente) desde dezembro de 2017, destruiria de forma definitiva as provas da inocência de Lula em posse da Odebrecht – fizemos até uma recapitulação (não exaustiva) da munição entregue pelo Duplo Expresso aos (supostos) “defensores” de Lula:

  • (i) a revelação do acordo Cunha-Moro para excluir Tacla Duran do Relatório da CPMI da JBS;
  • (ii) o respectivo pagamento: a situação (não!) “prisional de Eduardo Cunha;
  • (iii) o áudio-bomba de fonte no TI da Odebrecht, revelando a série de fraudes e simulações na “investigação” (combinada) Odebrecht/ Lava Jato;
  • (iv) a revelação de como Eduardo Cunha opera Sergio Moro e de como o maior doleiro do Brasil, Dario Messer (protegido da CIA e do Mossad), mantém o “juiz” no bolso (Bane$tado!).
  • (v) a sugestão passada diretamente à defesa de Lula (ainda em dezembro) – e articulada na Suíça por nós mesmos – para que o ex-Presidente processasse a Odebrecht aqui por infâmia e obtivesse assim acesso aos documentos, o que é até o momento barrado pelo esquema Sergio Moro;
  • (vi) a revelação do relatório elaborado pela empresa americana – FRA– que extraiu tais documentos dos servidores da Odebrecht, evidenciando que a Lava Jato mente ao dizer não poder acessar o MyWebDay, sistema em que a Odebrecht lançava sua contabilidade paralela. Pior: tal relatório prova que a Lava Jato sumiu com, ao menos, 3 mil documentos recebidos da FRA!
  • (vii) a publicação de prova documental do crime de fraude processualpraticado pelo esquema Sergio Moro contra Lula, com relação à oitiva de Tacla Duran. O que, surpreendentemente (mas nem tanto mais agora…) nos trouxe a onda de ataques mais pérfida vinda de células do PT – e dos seus respectivos e$quema$ na GloBosfera;
  • (viii) a revelação de que o círculo de traidores no PT – com José Eduardo Cardozo à frente – minava de dentro a resistência em São Bernardo do Campo, jogando em dobradinha com a pinça: imprensa golpista + GloBosfera.
  • (ix) a revelação de que o círculo de traidores no PT, receoso depois de sua exposição cabal, joga tudo na definição – imediata – de Haddad como príncipe-herdeiro. Para tentar viabilizar tal manobra, tentam excluir dos entendimentos do comando da resistência as bases, que se mantêm fieis a Lula: sindicatos e movimentos sociais. Para não falar dos (milhões de) Zé da esquina, esses nunca consultados em reuniões de cúpula, não é mesmo?

 

E por que voltamos a esse tema?

Ou seja, armas – de peso – fornecidas pelo Duplo Expresso e a hipótese de os (supostos) “defensores” de Lula atuarem, em verdade, como “guerreiros” de Telecatch?

Ora, porque em NADA nos surpreendeu o cancelamento do julgamento do recurso da defesa do Presidente Lula na Segunda Turma do STF, antes agendado para esta semana. Na verdade, quem acompanha o nosso programa já esperava algo do gênero, com direito até a previsão na manhã daquela sexta-feira de que algo ocorreria para impedir a soltura de Lula:

(entre 30:00 e 58:00)

 

Por outro lado, o que sim nos surpreende é a defesa jurídica do Presidente Lula – contando com membros cosmopolitas, viajados, como Sepúlveda Pertence, José Roberto Battochio e Cristiano Zanin, que não hesitam em viajar pelo mundo para denunciar a perseguição a Lula, até hoje não ter aproveitado (uma mera conexão que seja!) para descer aqui na Suíça e pedir acesso à cópia que as autoridades do país mantêm do sistema paralelo de lançamentos contábeis da Odebrecht (no programa MyWebDay). Após termos feito essa sugestão ainda no ano passado, até advogado suíço – familiarizado com o caso – arranjamos.

Notem: após assentimento da defesa!

Como sugerimos há uma semana, daquela vez dirigindo-nos à Senadora Gleisi Hoffmann:

(2) PASSAR DE REFÉM A SEQUESTRADORA
A Lava Jato nega o acesso das defesas às planilhas do programa MyWebDay, em que a Odebrecht fazia os lançamentos da sua contabilidade paralela. Assim, toda a discussão “jurídica” se dá em cima da versão produzida pela – e para a – Lava Jato.

Mas há como bypassar tal bloqueio.

A Senadora deveria fazer saber que processará a Odebrecht e os delatores na Suíça, para ter acesso à cópia entregue aos procuradores locais. De posse dela, não apenas pode provar que seu nome não consta dos beneficiários como tomará conhecimento dos nomes de juízes, procuradores, Ministros de tribunal superior, empresas de mídia, bancos e políticos que lá estão. Ou seja, Gleisi passaria da condição de refém à de sequestradora.

Cumpre registrar que conselho semelhante foi dado, ainda no ano passado, à defesa do Presidente Lula. Considerando-o relevante, essa nos incumbiu de contatar advogado local disposto a dar curso à mesma. Fizemos isso. Infelizmente, a partir daí, o rádio silenciou do lado brasileiro.

– Senadora Gleisi, faça saber que com a Sra. será diferente. E que a Sra. vai pro pau!

 

Portanto, diferentemente da defesa…

 

 

A nós em nada “surpreende” ou causa “estranhamento” o jogo ensaiado entre o TRF-4 e o Min. Fachin.

E ainda, possivelmente, em combinação com OUTROS membros da Segunda Turma do (com) STF (com tudo). Esses receberam “de graça” um álibi para, mais uma vez, não garantirem a liberdade de Lula. I.e., novamente, depois daquele julgamento de habeas corpus em que se cassou a liminar que o mantinha em liberdade e permitiu-se a sua prisão, apenas virando o (sempre frágil) voto de Rosa Weber.

“Revoltados”, alguns Ministros despejaram bastante retórica contra aquele “absurdo”, “inconstitucional”, não foi?

No entanto, nenhum deles parou tudo aquilo com um singelo pedido de vista, sabe… ¬¬

O que, sim, surpreende é a tal defesa, “cosmopolita e viajada”, seguir desempenhando o seu papel nesse… script.

– Por que não levou ao processo a oitiva secreta de Tacla Durán na Espanha?

– Por que não vem à Suíça pedir acesso às provas, negado por Sergio Moro?

Isso teria muito mais densidade jurídica – e mesmo política – do que as múltiplas (e midiáticas) viagens feitas à mesma Suíça, mas para a sede da ONU em Genebra. Como qualquer estudante de Direito do segundo ano sabe, uma decisão favorável na ONU não poderia ser imposta ao Judiciário brasileiro, Poder independente do Executivo. É este último, e não o primeiro, quem representa o ente global “Brasil” nas relações internacionais. Mais do que isso, sequer obrigação internacional surge para o Brasil (e, portanto, para o seu Poder Executivo), uma vez que procedimento na Comissão de Direitos Humanos da ONU gera mera “recomendação”, diferentemente da Corte Internacional de Justiça, na Haia, que julga diferendos entre Estados e cujas sentenças geram responsabilidade internacional.

Por favor, menos meio e mais conteúdo. Ou melhor: menos mídia e mais substância. Nem todos são leigos e/ ou parvos!

Depois de episódios como a resposta “inusitada” ao documento vazado pelo Duplo Expresso que comprova crime de Moro e da sabotagem no Sindicado dos Metalúrgicos, ficamos todos a conhecer melhor como operam os diversos “guerreiros” de Telecatch que supostamente “defendem” Lula. Seja na esfera política, seja na administrativa. Resta apenas determinar até onde se estende, no mundo jurídico, esse “colorido” “circo” de “combates simulados” – “contra” a Lava Jato – com “resultado pré-determinado”, sempre contrário aos interesses de Lula.

Os milhões de brasileiros engajados – genuinamente – na libertação do ex-Presidente aguardam(os) a resposta.

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P.S.: o Telecatch mexicano:

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P.P.S.: Mais cedo, no Duplo Expresso de Domingo, Wellington Calasans e eu conversamos detidamente sobre essas indagações, “pendentes”:

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Em tempo:

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 12 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.

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