A decisão da ONU sobre Lula, a confusão Democracia x Eleições e como usar a nova arma

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

Agora temos uma arma para exigir a presença de Lula nos debates e nas urnas: um atestado da ONU de que Lula é preso político. O Duplo Expresso sempre foi (e será) leal ao público e jamais irá “jogar a toalha” ou criar falsas expectativas. Por isso, vamos à construção do “resumo da ‘guerra de informação’ entre juristas e rábulas” nas redes sociais, iniciada desde o anúncio na imprensa.

Com prudência – para não fazermos como dezenas de advogados que, no sindicato dos metalúrgicos, acreditaram em Zé Cardoso quando aquele Laranja Podre disse a Lula “se entregue porque vão decretar preventiva e na preventiva não há HC” – a primeira ação tomada por este editor foi consultar dois juristas que, humildemente, são “pratas da casa”: Luiz Moreira e Romulus Maya. Ambos com currículos invejáveis e conhecimento profundo sobre as questões internacionais.

Romulus publicou este texto aqui. Nele destaco o seguinte ponto:

A verdade é que a decisão da ONU não afeta, muito, a linha de ação do Golpe. Apenas aumenta, um tantinho, o preço em desgaste de imagem que eles terão que pagar. E, certamente, estarão dispostos. Afinal, Golpe é… Golpe

No entanto, sobre as cabeças dos conspiradores do Plano B, ela cai como uma B’omba.

Viva!” (Romulus Maya)

Da mensagem de Luis Moreira, via WhatsApp (e também no corpo do mesmo texto de Romulus), destaco isto aqui:

6) Ficam sobrestadas quaisquer deliberações do TSE, atinentes à inelegibilidade do Presidente Lula, até decisão do STF, que somente pode ser prolatada após decisão definitiva do Comitê da ONU.

7) Por que? Sendo o Brasil signatário desse Tratado Internacional, a competência não é da Justiça Eleitoral, mas do STF.

8) Assim, Lula é candidato a Presidente da República” (Professor Luiz Moreira)

Ao perceber que o PIG e alguns segmentos da “Globosfera” já tentavam minimizar esta importante conquista de Dr. Zanin e sua equipe internacional, por se tratar de uma “guerra de informação”, com a experiência que tenho (por ter trabalhado em uma guerra), produzi este texto para “motivar a tropa” e destaco este parágrafo:

O espólio de Lula era tema de debate até entre aqueles “camaradas” que deveriam defender a sua liberdade. TSE, STF, Globo e “Plano B” estavam apenas narrando antecipadamente as “decisões” desta justiça cara, ineficiente e corrupta do Brasil. “Não vai para o debate”, “Vai ter a candidatura cassada”, etc. Era o mesmo roteiro de “sentença anunciada” que o Brasil vive desde 2015.

A política é maravilhosa por isso: sempre há o imponderável! E a “bola da vez” é a “sinuca de bico” que a ONU deu no Regime Temer e os seus tentáculos: Ditadura da Toga, Globo, políticos vendidos e instituições cooptadas pela CIA e pelo mercado financeiro. Ao decretar que “Lula é preso político”, a ONU tirou a lona deste circo eleitoral que estava montado para fazer o povo de palhaço”

Como já esperávamos, o Itamaraty – hoje chefiado por Aloysio Nunes, um corrupto protegido pela aparelhada justiça do PSDB – tentou minimizar a recomendação da ONU ao dizer que é apenas uma recomendação. Ora, disso todos sabem! A questão é que ao não seguir a “recomendação” o Brasil oficializa aos olhos do mundo o que temos denunciado todos os dias nesta página: ser hoje uma ditadura (aqui chamada de Regime Temer).

O que isso muda? A primeira coisa é que as eleições podem ser questionadas, o povo pode não reconhecer o próximo governo (como não reconhece este) e todas as decisões tomadas sob este Regime Temer poderão (com muita luta política) ser revogadas. Pré-sal, espaço aéreo, etc. podemos exigir a “devolução do produto roubado”.

A grande conquista, portanto, é que a tentativa de legitimar uma farsa, com eleições sem Lula, com candidatos azuis e vermelhos escolhidos pelos bancos e pelos invasores norte-americanos, subiu o telhado. O impacto da notícia da ONU é tão grande que na EBC nada foi noticiado sobre o assunto até aqui. Eles não sabem o que fazer. Na verdade, não há mais escolha. Ou admitem estarmos numa ditadura ou terão que permitir que Lula faça a sua campanha. E todos sabem que Lula voltará mais forte.

O certo é que a confusão que alguns políticos medíocres da esquerda permitiram ser criada foi por não terem separado a luta por democracia da campanha eleitoral. Antes a frouxidão era escondida ao não separarem a luta jurídica da luta política. Agora não têm mais como enganar o povo com live no Facebook ou papéis na mão “denunciando” o que todo o mundo já sabe. Vão ter que dizer se estão com Lula e o povo ou se querem legitimar o golpe com o famigerado “Plano B”.

O povo brasileiro quer votar em Lula e Dr. Zanin com a sua equipe internacional “marcou um golaço” ao municiar com um documento da ONU todos que querem lutar por isso. Agora temos uma arma da ONU nas mãos. Um precioso documento que vale mais do que um milhão de livros ou micaretas de “Lula Livre”. Agora é o povo (que se chamado por algum político comprometido com a causa) que pode dizer nas ruas que Lula é um preso político e que quer votar nele.

Não é preciso ser “advogado” como o Doutor Haddad que falava que era um “problema jurídico”. Amantes da democracia (advogados ou rábulas) agora sabem que é hora de lutar de verdade. Denunciar a farsa contra Lula. Ganhar as eleições com Lula nas urnas e desmoralizar toda uma estrutura montada para parecer que “as instituições estão funcionando normalmente”. Agora, mais do que nunca, esqueçamos a campanha eleitoral de “Plano B” e vamos todo juntos com o único (e último) grito por democracia: “Eleição Sem Lula é fraude!”

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.