A Foreign Affairs e o retorno da (nunca abandonada) questão nacional

  Por Felipe Quintas   Os meios acadêmicos norte-americanos despertam para a atualidade e a importância da questão nacional.  

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Um projeto de Revolução Brasileira no pré-1964

Imagine-se um brasileiro comum, vivendo em pleno ano de 1962, tomando contato com o seguinte texto: Por que os ricos não fazem greve?, seguido do texto Quem pode fazer a revolução no Brasil? E, ainda: Quem dará o golpe no Brasil?. Ou então, imagine-se em pleno ano de 1963, tomando contato com o texto: Como seria o Brasil socialista?, seguido de Como atua o imperialismo ianque? e depois Como são feitas as greves no Brasil? ou Que são as Ligas Camponesas?. Ou também os seguintes temas: Por que existem analfabetos no Brasil?, A Igreja está com o povo?, Quem faz as leis no Brasil?, De que morre o nosso povo?.

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Argentina: à beira do tsunami social e político

O novo presidente da Argentina, Alberto Fernández (AF), anunciou com estardalhaço a “Lei de Solidariedade Social e Reativação Produtiva”.
Para enfrentar a pobreza, que já atingiu o 40% da população, AF pretende outorgar bolsas para alimentação, para os pobres com filhos, de 4.000 a 6.000 pesos, além de bônus para famílias com filhos, de 2.000 pesos.
Leia, compartilhe, debata.

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Ataque ao “Porta dos Fundos”: canastrice, false flags e psi-zumbis

A melhor descrição desse vídeo talvez venha da ironia do escritor Antonio Prata: “Sei que é ingenuidade minha, mas ainda aguardo a revelação de que o atentado do Porta dos Fundos era uma piada deles mesmos só para lança a piada mor: o vídeo dos integralistas carioquistas sotaquistas de neopentecostalistas avec monty python no úrtimo”.

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Para onde vai o Chile?

Mais de 200 mil pessoas permanecem diariamente em protestas permanentes. Existem milhares de ações que não são relatadas.
Embora a situação objetiva tenda a não ser animadora como uma perspectiva real de triunfo, a menos que ocorra um evento de desequilíbrio. Esta seria a entrada em cena em massa da classe trabalhadora.

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Narcoprimaveras, técnicas de guerra de comunicação e lawfare continental

Cada vez mais fica clara em toda a região a relação de operações similares de guerra de comunicação, desinformação, e operações de lawfare (o escândalo da Odebrecht foi operado em diversos países da região e atingiram distintas figuras políticas no continente).

Agora a guerra legal, lawfare, ampliam-se para além da perseguição de figuras centrais da esquerda local, como nos casos de Lula da Silva, Cristina de Kirchner e recentemente Evo Morales com apoio de organismos internacionais. Não é por acaso que o golpe boliviano ocorreu meses depois do governo boliviano apontar para um acordo de beneficiamento de lítio com participação conjunta de capital alemão e colaboração chinesa.

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Estado de que direito?

Que Estado podemos imaginar, dominado pela especulação, pela corrupção, pelas drogas, contrabandos e uma religião que divulga e pratica a teologia do enriquecimento, sem qualquer restrição ética ou moral?

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Solidariedade Incondicional com a República Democrática da Coréia

Sob a desculpa de dissociarem-se com o governo encabeçado por por Kim Jong-Un, esquerdista como Marcelo Freixo, David Miranda, Sâmia Bomfim, Fernanda Melchionna, Luciana Genro aderem à campanha imperialista e neo-colonialista pela destruição da RDC. Posam de vestais ultra-democratas para bajular o eleitorado de classe média e média-alta. No passado, essa“esquerda faz de conta” apoiou os fundamentalistas islâmicos no Afeganistão; a restauração capitalista na URSS, na Iugoslávia, nos Estados operários do Leste Europeu, etc., propondo lhe serem desagradáveis os seus líderes e regimes autoritário e burocráticos.

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Circo Voador celebrou Lula tutelado

Nesta última quarta-feira (18.12), ocorreu mais um evento Lula Livre. O evento se deu no Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro e teve como motivo o reencontro de Lula com setores partidários e de artistas após os 580 dias de prisão. A alegação de Lula para a leitura do discurso foi a de que se sentia mal, com problemas na garganta novamente. Na prática o que se percebeu foi um controle do PT de São Paulo e de setores ligados ao Instituto Lula, inclusive desautorizando a organização e a gestão do PT do Rio de Janeiro no evento.

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As Narcoprimaveras latino-americanas

Primeiro há que aclarar o que significam estas narco-primaveras. O conceito é decorrente da rearticulação das condições de dependência regional (extração de mais valia e transferência de riquezas de forma permanente para países imperialistas globais). E a mesma é resultante da articulação de estados ocos (em que a burocracia ou órgãos do estado deixam de atuar, sendo limitados, extintos ou agindo contra a lei) em estados que já eram falidos, ou incompletos (típicos de nações de terceiro mundo, em que o estado não ocupa todo o território e sociedade) e gera a possibilidade de consolidação de sistemas não legais e ilegais como forma de normatização e assimilados por setores burocráticos do estado.

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Último giro: como 2019 fecha na América Latina – D.E. 19/dez/2019

Destaques:
(i) Romulus Maya faz a análise da conjuntura política.
(ii) Alejandro Acosta, editor do jornal Gazeta Revolucionária, comenta: “O aperto da crise mundial sobre a América Latina. Os últimos detalhes sobre Chile, Bolívia, Uruguai, Colombia e México”.
(iii) O historiador Mario Maestri comenta: “Solidariedade incondicional para com a República Democrática da Coréia (Coreia do Norte). E nada de beijinhos e afagos com o Líder Celestial (Kim Jong-Un)”.
(iv) A socióloga Angélica Lovatto finaliza o destaque ao conjunto de quatro autores – como casos exemplares – exilados pelo golpe de 1964 e que foram considerados hereges e malditos não só pela direita brasileira, mas pela própria esquerda liberal por meio da cumplicidade do silêncio ou desqualificação de suas obras. Nesta quinta-feira o tema será: “Trajetória de uma teoria no exílio: a importância de Theotonio dos Santos para a Teoria Marxista da Dependência”.

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Acordão: todos apoiam #EvangelistãoDoPó! – D.E. 18/dez/2019

Destaques:
(i) Romulus Maya faz a análise da conjuntura política, hoje com ênfase na confirmação de que a “oposição”, candidata a “MDB da nova ditadura”, avaliza o acerto de Sergio Moro e do General Heleno para a “Pax do #EvangelistãoDoPó”. Termos: em troca de o PCC fazer cairem as taxas de homicídio – e também pagando o respectivo dízimo aos agentes “públicos” (?), é claro –, esse pode traficar à vontade. Mais: pode inclusive contar com agentes do Estado fazendo a sua segurança (!).  E também para fazer valer o seu monopólio no mercado da droga, interno e para a exportação, agindo (apenas) contra máfias rivais. É pra acabar!
(ii) O jornalista Beto Almeida, da Telesur, comenta: “O ressurgimento do nacionalismo-revolucionário na Argentina e no Mexico. Mais: o diálogo PT vs. Varguismo no Brasil”.
(iii) O jurista Luiz Moreira comenta a conjuntura política e jurídica do país: “o primeiro ano do governo Bolsonaro, os rumos da oposição, a Lava Jato do Rio de Janeiro investigando a Lava Jato de Curitiba, a – muito suspeita – queda na taxa de homicídios (fruto de acordo de Sergio Moro e dos Generais com o PCC)”.

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Os franceses voltam a se levantar

As enormes mobilizações nas ruas contra a reforma trabalhista, em 2015 e 2016, foram controladas pela retirada do projeto de Lei, que acabou passando posteriormente, por meio de um decreto, durante o governo de Emmanuelle Macron. O trator Macron, o filhote dos Rothschild, uma das 148 famílias que domina o mundo, parecia que iria passar por cima de tudo para reduzir o déficit fiscal do 2,2% do PIB para o 1,2%, com o objetivo de aumentar os repasses para os monopólios. Quando aumentou o preço dos combustíveis, veio uma surpresa: as enormes revoltas dos chamados coletes amarelos. Para controla-los, o governo Macron precisou aumentar o déficit público para o 3,2% do PIB; e situações similares aconteceram em vários países vizinhos ameaçados pelo contágio.

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Pepe Escobar & Piero Leirner: guerra híbrida global – D.E. 17/dez/2019

Destaques:
(i) Romulus Maya faz a análise da conjuntura política.
(ii) O economista Nildo Ouriques comenta a hora decisiva no Brasil e na América Latina.
(iii) O antropólogo Piero Leirner, desde a semana passada ostentando — i.e., oficialmente — o título de “Mestre da Guerra Híbrida”, e o correspondente e analista internacional Pepe Escobar chegam para aclarar a conjuntura atual da grande disputa global. Teatros: Rússia, China, Irã, Síria, Europa, EUA, América Latina e… Brasil.

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Bomba: a prova do “Evangelistão do Pó”! O PCC já está no comando – D.E. de Domingo 15/dez/2019

Duplo Expresso de Domingo, com Romulus Maya, o penalista Fernando Nogueira e o especialista em ciber-segurança e tecnologia “Caos Soberano”. Já estamos na Pax do “Evangelistão do Pó”, celebrada pelo General Heleno, Sergio Moro e o… PCC. Depoimento — bomba — de deputado escancara o esquema de vez. No D.E., onde mais uma vez a verdade chegou primeiro, você o ouve. E cai para trás!

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Castilhos, Vargas, Brizola, Jango, Geisel

Há na História do Brasil um fenômeno curioso. Podemos distinguir apenas dois instantes em que os principais políticos nacionais foram efetivamente nacionalistas.
O primeiro, no alvorecer da independência, com a personalidade política, intelectual e científica de José Bonifácio de Andrada e Silva. Emblemático Patriarca da Independência. O segundo, curiosamente, reuniu um grupo de gaúchos com tendência ou formação positivista. São os que enumeramos no título do artigo. Três galgaram a Presidência do País, mas todos marcaram nossa História.

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Quem é Darcy Ribeiro?

 

“Portanto, não se iluda comigo, leitor. Além de antropólogo, sou homem de fé e de partido. Faço política e faço ciência movido por razões éticas e por um fundo patriotismo. Não procure, aqui, análises isentas. Este é um livro que quer ser participante, que aspira a influir sobre as pessoas, que aspira a ajudar o Brasil a encontrar-se a si mesmo”. 

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Vereador Brizola – ao vivo! Coreia do Norte revela quem é quem – D.E. 13/dez/2019

Destaques:
(i) O vereador Leonel Brizola Neto comenta o assunto que derrubou a internet brasileira ontem: a sua moção de louvor ao povo coreano pelos 100 anos do combate que trava contra agressões imperialistas. Apanhou da Globo e da “New Left”. Ou seja, só pode ter acertado. Confirmando tal entendimento, Glenn Greenwald — o limited hangout do Deep State e “primeiro-marido do PSOL” — pede a sua cabeça no partido (!)
(ii) O economista Nildo Ouriques, membro do Diretório Nacional do PSOL, e a socióloga Angelica Lovatto, militante do partido, comentam.
(iii) Romulus Maya analisa a conjuntura política.
(iv) O advogado e comunicólogo Luiz Ferreira Jr. comenta o caso D’Alessio e as implicações da volta do peronismo ao poder para o combate ao imperialismo no Cone Sul.
(v) O antropólogo João de Athayde comenta, direto da França: “As mega manifestações contra a reforma da previdência”.

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Doutrina Monroe, o fundamento do golpismo na América Latina

Surgida como reação aos interesses europeus na América hispânica, a doutrina pode ser resumida no lema “A América para os americanos”. Isto é: os EUA, na luta pela sua emergência geopolítica contra as potências europeias, estendiam seu raio de influência econômico-militar ao resto do continente, e determinaram, por juízo próprio, o direito de intervirem nos países alheios.

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Mourão na Argentina: o que rolou – D.E. 12/dez/2019

Destaques:
(i) Romulus Maya faz a análise da conjuntura política.
(ii) O cientista político Eduardo Jorge Vior comenta, direto de Buenos Aires, a ida do General Mourão à Argentina; o conflito com os EUA pela presença de Rafael Correa na posse; e as reuniões de Cristina Kirchner com as delegações russa e chinesa.
(iii) O historiador Mario Maestri comenta: “Pacote Moro: 408 X 9 — A oposição parlamentar é lixo não reciclável!”.
(iv) O economista Nildo Ouriques comenta: “América Latina: uma hora decisiva!”.

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China move uma peça do xadrez. Quem vencerá a guerra das moedas?

Aspecto importante em relação às moedas, e que não é estudado pela teoria econômica, é a “força” de uma moeda. Qualquer cidadão sabe e afirma que o dólar, o euro, o iene e a libra esterlina são moedas fortes. Outras, como o real, não são consideradas fortes. Afinal a “força” de uma moeda é um atributo relativo. Uma é forte em relação a outra.

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“Vão ter que me engolir”: o D.E. está de volta! – D.E. 11/dez/2019

Destaques:
(i) Romulus Maya faz a análise da conjuntura política, hoje com ênfase na volta do D.E. ao ar, depois de sabotagem pesada, e nos sinais emitidos ontem — importantíssimos — sobre o estágio atual da dinâmica Lula vs. Golpe.
(ii) O jornalista Beto Almeida, da Telesur, comenta a conjuntura política no Brasil e no continente.
(iii) A socióloga Angélica Lovatto comenta a luta contra a Reforma da Previdência de João Dória em SP.
(iv) Alejandro Acosta, editor da Gazeta Revolucionária, comenta a posse de Alberto Fernandez e Cristina Kirchner na Argentina.

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Pisa e Paraisópolis: Vitrines da Surda Guerra de Classes no Brasil

Não haverá solução para a triste Pátria, cantada em cores idílicas, por Olavo Bilac, em 1904, enquanto os moradores, trabalhadores, estudantes, etc. das periferias, das favelas, das escolas públicas, das fábricas, das fazendas, dos quartéis etc., não tomarem seus destinos em suas mãos, deixando de lado os falsos profetas que falam em seu nome, mesmo os oriundos de suas filas.

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O estado narco-policial-militar a mando do imperialismo

Por trás do aumento do tráfico de drogas está o seu desenvolvimento em toda a região. As coincidências entre os processos na América Latina estão por trás de uma política do imperialismo nore-americano. O objetivo é desenvolver esse negócio lucrativo, que, juntamente com o mercado de armas, são os únicos dois setores da economia capitalista mundial que não enfrentam crises. E eles estão interligados.

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