A (falsa!) “subida de Alckmin” nas “pesquisas”: Duplo Expresso acerta de novo!

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso

  • De tão previsíveis as jogadas do Golpe, está ficando repetitivo registrar o papel de Cassandra que vem sendo exercido pelo Duplo Expresso até aqui.
  • Dissemos ainda em julho: “veremos, como em TODAS as eleições desde 2002, os institutos de pesquisa (do esquema) relatarem uma alegada ‘disparada na reta final’ do candidato tucano nas últimas semanas antes do primeiro turno, que vai casar, ‘providencialmente’, com a dianteira – ‘surpreendente’ – que o candidato do PSDB ‘vai abrir’ – i.e., na apuração – com relação ao ‘terceiro colocado’ (entre aspas mesmo)”.
  • Pois adivinhem?
  • Desta vez, como o salto a “ser dado” por Alckmin é grande demais e a eleição mais curta, os defraudadores resolveram começar a tal “subida” ainda antes do início do – “redentor” (sic) – horário eleitoral gratuito (o álibi a que os “analistas” sempre recorrem para explica-la).
  • Registrem: no dia de ontem foi dada a largada da fraude 2018. E nas páginas da Veja!
  • Mas e o PT, hein? Que papel desempenhará em toda essa farsa?

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De tão previsíveis as jogadas do Golpe, está ficando repetitivo registrar o papel de Cassandra que vem sendo exercido pelo Duplo Expresso até aqui.

Vejamos o que dissemos ainda em 29/jul/2018:

(…) anti-candidatura não é pra ganhar. É, já sabendo que vai perder, partir pra tática do desgaste/ empate, tentando tirar a legitimidade de quem entra. SP vai pro Alckmin até por conta da fraude. O TRE-SP é totalmente cooptado pelo PSDB. Estão no governo lá, aparelhando, há 24 anos! Tem uma matéria da Maria Cristina Fernandes no Valor (2017) sobre a virtual fusão entre Executivo/ Legislativo/ Judiciário em SP que dá a exata noção disso.

https://lh4.googleusercontent.com/RxhaIz-mKII0CFB7TbYi3Q_g-hSqQ-_QRocKmM-LiIlOsp7-DpS7bU75wJCoFZuhZxh5CDiJ3M4243yXu3Fs7L23eCVwiuksWpaLvtaEA4YVf6MibPG9dcxmTkdr1aXbQ8K1Wtw

(aqui)

Daí vem a tranquilidade de Alckmin: sabe que vai estar no 2o turno, no mínimo, por conta desse “esquema”. Veremos, como em TODAS as eleições desde 2002, os institutos de pesquisa relatarem uma alegada “disparada na reta final” do candidato do PSDB na última semana do primeiro turno, que vai casar, “providencialmente”, com a dianteira – “surpreendente” – que o candidato do PSDB “vai abrir” – i.e., na apuração – com relação ao “terceiro colocado” (entre aspas mesmo).

É só puxar os números da última semana de todas as eleições desde 2002 nas pesquisas e contrapor ao resultado da apuração para constatar: Serra/ Garotinho/ Ciro 2002; Alckmin chegando com só 7 (!) de diferença para Lula em 2006 (isso explica, em parte, o “mistério” de ter tido no segundo turno menos voto que no primeiro); Serra/ Marina 2010; Aécio/ Marina 2014: na apuração, “surpreendentemente”,  ele “abriu” mais de 12 pontos em cima da Marina e “chegou” a só 8 de distância da Dilma.

(…)

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E, novamente, há pouco mais de uma semana:

(…)

Partindo da suposição de que esse não seja o plano de Bolsonaro, restaria a hipótese da sua contratação como “cavalo paraguaio” deliberado. Um candidato bomba-relógio, com detonação já contratada na largada. Faria um “esquenta” galvanizando o anti-petismo durante a campanha, apenas para, nas últimas semanas, entrega-lo de bandeja para Geraldo Alckmin.

Nesse caso, três tipos de fraude em eleição (retro) alimentar-se-iam:

(1) A partir de determinado momento, Bolsonaro daria tiro no pé atrás de tiro no pé;

(2) Os institutos de pesquisa – i.e., os do esquema – calibrariam as “margens” com que trabalham para acentuar uma tal “tendência de desidratação” de Bolsonaro.
Notem: com o objetivo de reforçar – positivamente – a própria dinâmica que (alegadamente) “estão registrando em campo” (sic).
Além, é claro, de plantarem o álibi para a terceira e última fraude…

(3) Na abertura das urnas, a infame “totalização” – secreta – revelaria, pela quinta vez consecutiva desde 2002 (!), uma “surpreendente” (sic) “disparada na reta final” do candidato do PSDB. Cuja dinâmica fora devidamente “captada” (i.e., plantada) nas pesquisas da última semana, especialmente a providencial “boca de urna”.
Como resultado, o candidato do PSDB abre – i.e., na totalização malandra – uma enorme dianteira em relação ao terceiro colocado. E aproxima-se do candidato do PT. Aumenta, assim, o seu cacife como o desafiante do segundo turno, o que é extremamente importante para a mobilização (esperança de vitória). Sem mobilização visível, sem fraude possível no final.

Já falei e repito: é só confrontar as pesquisas do Vox Populi (o único fora do esquema) da última semana, e principalmente a boca de urna, com a tal “surpresa tucana” (sic) na apuração. Sobre a queda da intenção de voto no PT depois da apuração, analistas sempre correm a “explicar” que o seu eleitor, “pobre e ignorante” não sabe apertar “13” + “confirma”…

Daí vem a tranquilidade de Alckmin: sabe que vai estar no 2o turno, no mínimo, por conta desse “esquema”. Veremos, como em TODAS as eleições desde 2002, os institutos de pesquisa relatarem uma alegada “disparada na reta final” do candidato do PSDB na última semana do primeiro turno, que vai casar, “providencialmente”, com a dianteira – “surpreendente” – que o candidato do PSDB “vai abrir” – i.e., na apuração – com relação ao “terceiro colocado” (entre aspas mesmo).

É só puxar os números da última semana de todas as eleições desde 2002 nas pesquisas e contrapor ao resultado da apuração para constatar: Serra/ Garotinho/ Ciro 2002; Alckmin chegando com só 7 (!) de diferença para Lula em 2006 (isso explica, em parte, o “mistério” de ter tido no segundo turno menos voto que no primeiro); Serra/ Marina 2010; Aécio/ Marina 2014: na apuração, “surpreendentemente”, ele “abriu” mais de 12 pontos em cima da Marina e “chegou” a só 8 de distância da Dilma.
(extrato de “‘Lagartixa’: PT está disposto a, sem Lula, jogar para perder?” – 29/jul/2018)

Por isso tudo vaticinamos, desde meados de maio, que o sinal de que Bolsonaro acertara-se com o establishment – e o seu candidato ruim de voto, com 70% de rejeição (Alckmin) – seria ele, “de repente”, abandonar a bandeira (i) da impressão do voto; e (ii) da totalização aberta a observadores.

Dito e feito!

Na última quarta-feira o nosso comentarista para assuntos institucionais, o advogado, assessor parlamentar e pré-candidato a deputado federal pelo PDT-PR, Samuel Gomes, um campeão da luta pela impressão do voto, informa-nos em primeira mão da grande decepção das bases de Bolsonaro engajadas nesse combate com o abandono dessa bandeira pelo mesmo. A decepção e a surpresa dos bolsominions – no caso, expressa por um Procurador da República – diante do sumiço do “Capitão” está, inclusive, registrada em vídeo:

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CONCLUSÃO
Em suma, mais do que nunca a eleição deste ano é uma fraude. Não só porque retiraram quem venceria – Lula – do pleito, como também porque a passagem de Alckmin para o segundo turno parece já estar contratada. E, possivelmente, também a sua vitória no final. Correrão a nos informar que o tal “tempo de TV” – no século XXI! Com traço no ibope! – explica a tal da “disparada tucana na reta final”… de novo!

(…)

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Pois parece que desta vez, como o salto a “ser dado” por Alckmin é grande demais, os defraudadores resolveram começar a “subida” ainda antes do início do – “redentor” (sic) – horário eleitoral gratuito (o álibi a que os “analistas” sempre recorrem para explica-la).

Atenção a “notinha” plantada por Alckmin ontem na… Veja:

 

Ah, moço tímido…

Deve ser a criação na pacata Pindamonhangaba, não é mesmo?

A ilustração é perfeita:

– Alckmin sendo… maquiado!

Aqui, o comentário de quem nos alertou para essa – não – “novidade”:

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Outro que contribuiu para a confirmação do que vimos dizendo foi fonte do Blog que olhou com atenção aquele Relatório produzido pelo Banco BNP Paribas para o “Mercado”, lá de fora, sobre as “eleições” brasileiras deste ano:

O Duplo Expresso é, e seguirá sendo, “Lula de A a Z”; “Lula até as últimas consequências”. Para o Duplo Expresso, não se troca de palavra de ordem como se troca de roupa íntima usada, de um dia para o outro. Portanto, eleição sem Lula é – e continuará sendo – fraude.
Mais do que por Lula, por quem temos enorme respeito e gratidão, mantemos a nossa palavra pensando no Brasil. O país – e os seus pobres – têm na sua única liderança popular a sua, também única, esperança de derrotar o Golpe. Seja na sua vertente mais ostensiva (Globo/ Judiciário/ direita/ EUA/ Finança), seja na sua vertente intra-PT.
O Duplo Expresso é Lula. Se de todo impossível, defendemos uma anti-candidatura. Uma que chame a farsa pelo que ela é – fraude –, adotando uma tática de empate.
Em ambos os casos, defendemos que se promova uma totalização paralela à do TSE, baseada nos boletins em papel emitidos por cada urna eletrônica. Exatamente como fez Brizola no RJ em 1982.

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A fonte notou que o BNP Paribas fez exatamente o que pedíamos nos nossos artigos. Colocou num gráfico a tal “disparada na reta final” (sic) com que o PSDB sempre pôde contar, de 2002 a 2014:

 

Salvo engano, em 2002 José Serra chegou apenas 3 ou 4 pontos percentuais à frente do terceiro colocado, Anthony Garotinho.

Portanto, viva essa tal “disparada na reta final” tucana, não é mesmo?

Cumpre lembrar também de evento bastante suspeito nas eleições de 2014. Como anotamos, Aécio Neves contrariou todas as pesquisas – inclusive as de boca de urna de todos os institutos – e não só não chegou dentro de intervalo que possibilitasse estatisticamente o “empate técnico” – anotado por todos os institutos – com a “terceira colocada”, Marina Silva, como abriu em cima dessa (supostos) mais de 12 pontos percentuais de distância!

(literalmente) “incrível”!

Últimas pesquisas do Vox Populi (votos totais) e (até mesmo) do Ibope/ Globo (votos válidos):

 

 

E mais Datafolha (votos válidos), MDA (votos totais) e Sensus (votos totais), que fazia (ao menos esse último, oficialmente) pesquisas para o PSDB naquela eleição:

 

 

 

Pois eis o resultado (literalmente) “incrível”, com a – baita (mas já tradicional) – “disparada na reta final” tucana fazendo Aécio “abrir” mais de 12 pontos em cima de Marina:

 

Haja erro!

Nossos estatísticos compraram os seus diplomas?

Evidentemente, todos os institutos de pesquisa errarem, ainda mais nas pesquisas boca de urna, em tamanho grau, foi muito… “inusitado”, digamos. Entre o primeiro e o segundo turno daquela eleição esse (suposto) “erro grosseiro” foi muito criticado. Chamou a atenção até mesmo do leitor médio. Que dirá então de quem, há décadas, se bate contra a fraude eleitoral – eletrônica – no Brasil. E também de raposas da política.

Como resultado, nenhum instituto de pesquisa – salvo o Vox Populi, contratado pelo PT – saiu a campo para fazer pesquisa de boca de urna no segundo turno. Afinal, a conta de chegada feita pelos defraudadores seria de conhecimento restritíssimo. O ajuste final seria feito na hora, conforme a necessidade. Sem a informação – que tampouco tiveram no primeiro turno – não haveria como os institutos “trabalharem” os seus números para que batessem com o “resultado” (contratado). Tiraram os times de campo, portanto. E ficamos todos esperando o número a ser cantado pelo “conclave” (literal) do TSE.

Tudo leva a crer que o resultado daquela eleição tenha sido comprado em favor de Aécio também naquele segundo turno. Tanto é assim que já com quase 90% das urnas “apuradas”, Aécio recebeu ligação do então Presidente do TSE, Gilmar Mendes, parabenizando-o. Na sequência, todos os tucanos de bico longo, como Alckmin, FHC e Serra começaram a buscar jatinhos para rumar à casa de Aécio.

O problema foi que quem teria realizado a(s) fraude(s) – seja na programação (com desvio linear de votos), seja na totalização (o ajuste na chegada) – subestimou a vantagem que o PT abriria no Nordeste.

Assim, os vendedores só teriam sido capazes de entregar a tal “disparada na reta final” – redentora – no primeiro turno, quando Aécio “ultrapassou”, de muito, Marina Silva. Já no segundo, a “disparada” contratada teria acabado ficando aquém. E, com apenas o Vox Populi – contratado pelo PT – saindo a campo para fazer boca de urna, a alegação de eventual discrepância seria taxada logo de choro de perdedor.

Não encontramos na internet o resultado da boca de urna do Vox Populi naquele segundo turno. Possivelmente o PT não a divulgou para não fazer ainda mais marola naquele dia tenso, ao colocar em dúvida o resultado que, ao fim e ao cabo, deu-lhe a vitória. Encontrei, contudo, no site do TSE, o resultado da pesquisa que o instituto fez na véspera da votação. Como verão, o resultado é bem diferente do “apurado” pela Justiça Eleitoral, menos de 24h depois:

 

“Resultado”:

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CONCLUSÃO

Lembrando que a – já tradicional – história da tal “disparada na reta final” tucana…

 

– … já começou a circular novamente em 2018, desta vez antes mesmo do – álibi do – horário eleitoral na TV…

(que, na verdade, dá traço no ibope)

 

– … repetimos pergunta que fizemos dias atrás:

(…) resta saber que papel o PT desempenhará nessa farsa. Resta saber se o “com STF, com TUDO” de Jucá também incluirá o partido, segundo relatos (não contestados) satisfeito com a derrota no segundo turno (também já acertada?), que seria o suficiente para garantir a sua “hegemonia na esquerda”. E na “oposição” (?)… parlamentar.

(e também para assegurar à patota do Plano B, com muito diploma universitário mas sem voto ou cheiro de povo, o controle da transição – até lá até mesmo biológica – do comando do PT no “pós-Lula”)

De onde poderia esperar, calmamente, o Golpe fazer todo o trabalho sujo de destruição da soberania nacional e de inviabilização definitiva de um projeto de desenvolvimento autônomo, com a desnacionalização completa das riquezas naturais, a consolidação da reprimarização da economia e o fim dos direitos sociais. Somente para poder voltar depois dos tais “6 anos” (onde o Golpe poderá tudo) previstos por José Dirceu (ver “Companheiro Dirceu, o Brasil não pode hibernar 6 anos” – 20/abr/2018). Para então governar – com “menos dureza mas com muito identitarismo pós-moderno”– um cemitério. Ou melhor, um fazendão de soja.

Afinal, para o bem de quem não quer lutar de verdade, não existe “Referendo Revogatório” 10 anos depois!

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Se for para legitimar a farsa e deixarmos que nos retirarem até mesmo o discurso de que vivemos sob um Golpe, parece que está sendo “imposto de fora para dentro do PT” (apud Duplo Expresso, citado por Gleisi Hoffmann) o candidato ideal.

(que de forma nenhuma será um anti-candidato, cuja função seria denunciar a própria “eleição”, fraudulenta)

“PTucanismos” em série:

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Notem: o novo “FH” até cita o “FH” original, de 1985, para – como ele – assegurar a derrota:

 

  • Quem mais se lembra de Jânio Quadros dizendo que “FH”, o original, ia colocar maconha na merenda das criancinhas?
  • Só falta “FH”, o novo, ir além na imitação do original, a quem se refere, com deferência, como “o decano do seu Departamento na USP”, e dizer que tampouco acredita em Deus…

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#Rendição

#PTsemLulaÉfraude

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P.S.: outro indício muito suspeito, sugerindo manipulação, são os índices de (supostos) votos brancos e nulos nas duas eleições do “FH” original, supostamente ganhas já no primeiro turno. O que explicaria tais valores serem simplesmente o dobro do que foi observado em todas as eleições desde a redemocratização, antes e depois?

Notem que a reeleição do “FH” original já foi com urna eletrônica.

A informação está disponível em artigo do Prof. Lejeune Mirhan (“Eleições no Brasil de 1945 a 2018: o comportamento do eleitorado“), publicado ontem aqui no Duplo Expresso:

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ATUALIZAÇÃO: de alguém acostumado a fazer análises para o “Mercado”

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.