ūüĒ•#BANESTADOleaks: a verdade (finalmente!) revelada! ‚Äď D.E.5/jul/2020

Destaques:

Hist√≥rico! Diretamente da¬†Su√≠√ßa,¬†Romulus Maya, Editor-chefe do¬†Duplo Expresso, recebe o ent√£o Governador do Paran√°¬†Roberto Requi√£o; o Procurador¬†Celso Antonio Tres; e o Delegado Federal aposentado¬†Jos√© Castilho Neto¬†‚ÄĒ os tr√™s protagonistas da den√ļncia do maior esc√Ęndalo de corrup√ß√£o de todos os tempos: as¬†#CC5gate¬†do#BANESTADOleaks.¬†(i)¬†Antecedentes (e.g., Precat√≥rios);¬†(ii) o megaesquema das #CC5gate; (iii) a espetacular investiga√ß√£o, dentro e fora do Brasil;¬†(iv) a opera√ß√£o abafa — “num grande acordo nacional, com Supremo, com Globo, com Congresso, com tudo”; (v) legado e desdobramentos na atualidade.
Brasil: a espera (de 24 anos!), finalmente, acabou!

FINALMENTE: baixe as CC5 do Banestado, depois de quase 30 anos!

BANESTADO – CC5 – VOLUME I

BANESTADO – CC5 – VOLUME II

BANESTADO – CC5 – VOLUME III

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N√ÉO TEM IDEIA DO QUE FOI O ESC√āNDALO DO BANESTADO?
Eis resumão fornecido por Romulus Maya no distante mês de janeiro do Ano do Senhor de 2018, em seu antigo blog:

As contas ‚ÄúCC5‚ÄĚ foram criadas em 1969 pelo Banco Central para permitir a estrangeiros n√£o residentes a movimenta√ß√£o de dinheiro no Brasil. Essas contas tamb√©m eram o caminho para multinacionais remeterem lucros e dividendos ou internar recursos para o financiamento de suas atividades. Por dispensarem autoriza√ß√£o pr√©via do BACEN, as CC5 viraram o canal ideal para a evas√£o de divisas e lavagem de dinheiro. A movimenta√ß√£o ilegal usando as CC5 somou 179 BILH√ēES. De d√≥lares! Ajustando pela infla√ß√£o em d√≥lar do per√≠odo (1998-2020), o equivalente a 281 BILH√ēES DE D√ďLARES em valores atuais. De longe, o maior esc√Ęndalo de evas√£o de divisas e lavagem de dinheiro de todos os tempos.

Uma vez estourado o esc√Ęndalo Banestado, a opera√ß√£o abafa para encerrar de vez os trabalhos de investiga√ß√£o come√ßou em 2001. Durante esse per√≠odo, milhares de inqu√©ritos foram abertos em todo o Pa√≠s. Contudo, nenhum pol√≠tico importante ou dirigente de grande empresa foi condenado de forma definitiva. A maioria das empresas envolvidas conseguiu negociar com a Receita Federal o pagamento de impostos devidos e, assim, encerrar os processos tribut√°rios e penais abertos contra si.

Em rela√ß√£o √†s empresas de m√≠dia que usaram as contas CC5 para praticar evas√£o de divisas e lavagem de dinheiro, n√£o se tratou apenas da Globo e dos Marinho. A quebra dos sigilos banc√°rios revelou que o Grupo Abril fez uso frequente das contas CC5, tendo movimentado um total de 60 milh√Ķes de Reais. J√° o Grupo SBT, do empres√°rio Silvio Santos, movimentou 37,8 milh√Ķes de Reais segundo a investiga√ß√£o.

Se na esfera judicial o caso Banestado teve o seu fim escrito pelas mãos do juiz Sergio Moro, no Parlamento a apuração conduzida pela CPI do Banestado teve o mesmo destino. De maneira totalmente inabitual, essa Comissão Parlamentar encerrou os seus trabalhos sem sequer votar a minuta de relatório final!

Explica-se: o esquema das CC5 pegava de A a Z do sistema pol√≠tico, embora em propor√ß√Ķes bastante diferentes. O maior implicado, evidentemente, era o PSDB. Afinal, desde 1994 o partido tomara conta da m√°quina federal bem como de v√°rias m√°quinas estaduais relevantes, como S√£o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Isso sem contar grandes munic√≠pios. No que tange ao PT, que acabara de chegar ao poder na esfera federal, o partido administrara at√© ali algumas prefeituras relevantes, como a de S√£o Paulo, bem como os Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Acre. Portanto, embora com graus bastante diferentes de exposi√ß√£o ao esc√Ęndalo das CC5, ambos, PSDB e PT, acabaram atuando no sentido de enterrar, o mais breve poss√≠vel, os trabalhos da investiga√ß√£o.

O que se viu nessa CPI foi a tentativa de se proteger os cardeais de ambos os partidos, bem como de blindar aliados citados na investiga√ß√£o. Por fim, registre-se que o encerramento da apura√ß√£o se deu em dezembro de 2004. J√° no ano seguinte, em 2005, surge o ‚Äúesc√Ęndalo‚ÄĚ seguinte, o caso do ‚ÄúMensal√£o‚ÄĚ. Na pr√°tica, em termos editoriais, tratou-se de uma tentativa bem-sucedida da Globo de fazer ‚Äúsubir a pauta‚ÄĚ, sepultando de vez o interesse em se investigar as contas CC5. Afinal, como dito acima, esse sistema fora utilizado pelos pr√≥prios irm√£os Marinho para retirar dinheiro ‚Äúfrio‚ÄĚ do grupo, como caixa dois, do Brasil.

(artigo completo aqui)

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Picaretas. Mais e menos óbvios:

 

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Minutagem do programa:

0:01 Abertura/ Editorial
16:17 Ex-Senador Roberto Requi√£o
22:34 Delegado Federal aposentado José Castilho Neto
1:15:17 D.E. vs. Brasil 247: vazamento das #CC5gate pelo D.E. é novidade ou não? Com a palavra Рdefinitiva -, o Dr. Castilho
2:04:12 Procurador Celso Antonio Tres
2:19:57 D.E. vs Intercept (rea√ß√£o – em tempo real – do Co-editor de Glenn Greenwald, Leandro Demori): o que √© um “limited hangout” vs. o que √© um leak… REAL
2:29:17 Mais Celso Três
2:36:52 Erros da Lava Jato
2:42:54 Requião: crítica à Lava Jato + controvérsia Romulus Maya, do D.E., vs. Leonardo Attuch, do Brasil 247
2:51:26 Celso Três
3:19:12 Delegado Castilho
3:42:36 Requi√£o
4:06:01 Celso Três
4:23:27 D.E. vs. Nassif: o uso de um “dossi√™” – falso – para tentar matar o mensageiro e, assim, tentar abafar a mensagem. Mais uma vez. Desta feita, com #BANESTADOleaks.
4:30:56 Delegado Castilho
4:37:25 Piero Leirner
4:44:16 Manifesto/ Ultimato a José Dirceu e Lula
5:03:08 Pepe Escobar: a import√Ęncia desta live e a internacionaliza√ß√£o que far√° do #BANESTADOleaks #CC5gate

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Vídeo:


#AoVivo

Posted by Romulus Maya on Sunday, July 5, 2020


 

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√Āudio:

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Saiba mais — ficha completa:

#BanestadoLeaks | Lava Jato | “raposas no galinheiro”: na expectativa do #CC5Gate, recordar √© viver!

Sim, recordar √© viver…
Mas, sempre, olhando também para frente.
Finalmente, depois de mais de 20 anos, vem a√≠… #BanestadoLeaks #CC5Gate!
— P√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā!
(caem Moro & Dallagnol para tr√°s)

 

Do twitter de Romulus Maya:

 

 

 

Mat√©ria da Isto√©, de 03/09/03, com autoria de Amaury Ribeiro Jr. [Nota D.E.: o mesmo de ‚ÄúA privataria tucana‚ÄĚ, que no fim da d√©cada conseguiu na Justi√ßa acesso √†s CC5 do Banestado para que escrevesse esse livro (e apenas isso; parou por a√≠, no cl√£ Serra. Por qu√™?)] e Osmar de Freitas Jr.:

BRASIL
Raposa no galinheiro
Procurador [Carlos Fernando dos] Santos Lima, casado com ex-funcion√°ria do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas

 

Nota D.E.: “Carlos Fernando dos Santos Lima”! N√£o ligou o nome √† pessoa?

— Ora, o D.E. te ajuda!

 

 

A proverbial raposa volta a tentar tomar conta do galinheiro. Desta vez aconteceu nos EUA. No s√°bado 23 de agosto, uma comiss√£o de autoridades brasileiras embarcou para um p√©riplo por cidades americanas. A miss√£o era verificar¬†in loco¬†investiga√ß√Ķes feitas pelos procuradores daquele pa√≠s, que poderiam ser ampliadas nos casos de remessas monet√°rias ilegais e lavagem de dinheiro feitas por brasileiros. Estavam na turma os senadores Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e Magno Malta (PL-ES) e os deputados Dr. H√©lio (PDT-SP) e Jos√© Mentor (PT-SP), todos da CPI do Banestado, dois procuradores da Rep√ļblica, uma delegada, um perito da Pol√≠cia Federal e consultores da C√Ęmara dos Deputados. A viagem seria um sucesso, mas o trem quase descarrilou por causa de uma disputa ins√≥lita, cujos motivos at√© ent√£o ocultos se revelaram, no m√≠nimo, de m√°-f√©. √Č que entre os procuradores estava Carlos Fernando dos Santos Lima. Santos Lima, quando servia em Curitiba, foi quem recebeu e manteve engavetado, desde 1998, o dossi√™ detalhad√≠ssimo sobre o caso Banestado e uma lista de 107 pessoas que figuram na queixa-crime sobre remessa de d√≥lares via ag√™ncia em Nova York. No epis√≥dio houve aquilo que em termos jur√≠dicos se chama de ‚Äúinstituto da suspei√ß√£o‚ÄĚ, j√° que o procurador √© parte interessada no caso. Sua esposa, Vera L√ļcia dos Santos Lima, trabalhava no Departamento de Abertura de Contas da filial do Banestado, em Foz do Igua√ßu. Agora, na Big Apple, Santos Lima fez um tour de force para que a documenta√ß√£o da quebra de sigilo de v√°rias contas, realizada pelo escrit√≥rio da Procuradoria Distrital de Manhattan, tamb√©m n√£o viesse √† luz, enveredando por um labirinto burocr√°tico que, como sempre, tem seu final em pizza.

ISTO√Č recebeu informa√ß√Ķes de autoridades americanas de que os procuradores Santos Lima e Vladimir Aras,…

 

Nota D.E.: “Vladimir Aras”! Mais uma vez n√£o ligou o nome √† pessoa?

— Ora, o D.E. tem prazer em ajudar de novo!

 

Aras é aquele que, segundo o D.E., deveria estar puxando cana por alta traição à pátria (para além de eventuais estripulias desde o Banestado, é claro):

 

 

… do Paran√°, (Carlos Fernando dos Santos Lima e Vladimir Aras) tentaram amarrar a entrega dos preciosos documentos. Alegaram que os quatro membros da CPI n√£o tinham autoridade para processar o caso e s√≥ ao Minist√©rio P√ļblico caberia a tomada de medidas legais. Insistiram tamb√©m que s√≥ aceitariam os resultados da quebra de sigilo banc√°rio se a Promotoria Distrital nova-iorquina remetesse a papelada para o Departamento de Justi√ßa americano e este colocasse o crivo do MLAT ‚Äď o acordo de coopera√ß√£o entre os minist√©rios da Justi√ßa dos dois pa√≠ses. O impasse causou constrangimento n√£o apenas a quem forneceria a papelada como tamb√©m aos parlamentares presentes. ‚ÄúFoi ins√≥lito‚ÄĚ, disse um dos americanos.

O impasse s√≥ seria resolvido atrav√©s de uma manobra que frustrou Santos Lima. Os promotores distritais nova-iorquinos enviariam os documentos da quebra de sigilo para a filial do Banco Ita√ļ em Nova York ‚Äď institui√ß√£o que comprou o Banestado na privatiza√ß√£o, herdando o imbr√≥glio ‚Äď e o banco daria tudo aos senadores e procuradores. Com essa posse, os pap√©is seriam ‚Äúconsularizados‚ÄĚ, ou seja: o Consulado do Brasil na cidade atestaria a autenticidade da documenta√ß√£o. De funcion√°rios do Ita√ļ ISTO√Č recebeu informa√ß√Ķes que houve nova investida de Santos Lima para que os membros da CPI n√£o recebessem o que esperavam. A jogada, por√©m, n√£o deu certo, e as provas obtidas pelo escrit√≥rio do promotor Robert Morgenthal j√° est√£o nas m√£os de quem promete dar continuidade ao caso. O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), que encabe√ßava a miss√£o parlamentar, disse: ‚ÄúNo final da reuni√£o com o District Attorney, a hist√≥ria do Brasil come√ßou a mudar. Dou minha palavra de que esta CPI n√£o vai acabar em pizza.‚ÄĚ

 

Nota D.E.: hahaha

Mas, não se preocupe: finalmente, depois de mais de 20 anos, as contas virão à tona!

 

 

Mas, se depender do procurador Santos Lima, pode-se esperar uma mezzo-a-mezzo.

Vera L√ļcia, esposa de Santos Lima, trabalhava no Banestado quando, em 1998, o procurador recebeu em Curitiba o dossi√™ sobre as atividades ilegais do banco. No dia 17 de setembro daquele ano, ele tomou o depoimento de Heraldo Ferreira ‚Äď ex-gerente de c√Ęmbio da ag√™ncia do banco em Foz do Igua√ßu ‚Äď, em que fazia den√ļncias sobre as atividades da institui√ß√£o financeira. O caso Banestado saiu da gaveta do procurador somente depois que ISTO√Č investiu nas apura√ß√Ķes do esc√Ęndalo. Apenas em 21 de mar√ßo de 2003 √© que o procurador Santos Lima enviou esse depoimento √† PF, sendo que na Assembl√©ia do Paran√° havia sido instaurada uma CPI sobre o assunto quatro dias antes.

A invas√£o ao galinheiro n√£o seria feita apenas por uma √ļnica raposa. Junto a Santos Lima estava nos EUA Neide de Alvarenga ‚Äď ex-chefe-geral da Divis√£o de Repress√£o ao Crime Organizado da PF (DCOIE). Era ela quem insistia para que a primeira equipe de agentes da PF ‚Äď mergulhada nas investiga√ß√Ķes em Nova York, em fevereiro deste ano ‚Äď voltasse ao Brasil. Isso a despeito de o chefe do grupo, o delegado Jos√© Castilho, insistir que as investiga√ß√Ķes avan√ßavam e que o grupo tinha ganhado importante aliado no escrit√≥rio do promotor distrital de Manhattan. Os faxes que Neide mandava para o Consulado do Brasil em Nova York, onde os agentes se reuniam, eram de conhecimento p√ļblico, j√° que n√£o vinham protegidos pela confidencialidade. Batia-se sempre na mesma tecla: a da interrup√ß√£o dos trabalhos e a volta da equipe, o que acabou acontecendo em abril. N√£o foi por falta de convites que a delegada deixou de verificar no local os progressos ‚Äď que hoje s√£o provados pelas 270 caixas de documentos que o District Attorney p√īs √† disposi√ß√£o das autoridades brasileiras. Mas ela s√≥ decidiu viajar em companhia do procurador Santos Lima.

Nem tudo, por√©m, foi refrega na viagem desta comiss√£o de parlamentares e procuradores. A primeira escala do grupo foi Washington. Na capital americana, a visita rendeu frutos inesperados: o adido da Receita Federal na Embaixada do Brasil entregou √† comiss√£o uma lista com 170 nomes de pessoas que possuem im√≥veis em territ√≥rio americano, n√£o declarados ao Fisco brasileiro. Da lista, fazem parte artistas, empres√°rios e pol√≠ticos. No total, existem 660 nomes de pessoas com im√≥veis, mas apenas 170 o fazem de modo criminoso. Destes, o pre√ßo m√≠nimo de im√≥vel √© de US$ 800 mil ‚Äď o que vale um apartamento de um dormit√≥rio em Manhattan, mas √© soma suficiente para se adquirir um condom√≠nio de luxo em partes da Fl√≥rida e de outros Estados americanos. Entre os nomes ‚Äďque est√£o sendo mantidos em sigilo pela CPI e pela Receita ‚Äď est√° o de F√°bio de Oliveira Cat√£o.

Rastros de Cat√£o

Em setembro de 1994, o megalaranja pernambucano F√°bio de Oliveira Cat√£o, 39 anos, saiu do anonimato ao denunciar ao MP e √† PF dois caciques de peso da pol√≠tica nordestina: o ent√£o vice-presidente da Rep√ļblica, Marco Maciel, e o ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco. Cat√£o trabalhara no setor de transportes do comit√™ de campanha que, em 1990, elegeu Maciel para o Senado e Jo√£o Francisco para o governo do Estado. Em depoimento √† PF, ele disse que parte dos recursos do comit√™ de campanha foi doada por ‚Äúfantasmas‚ÄĚ ligados ao esquema de PC Farias. Segundo Cat√£o, ele mesmo ia buscar o dinheiro na ag√™ncia do Ita√ļ de Boa Viagem. As den√ļncias nunca chegaram a ser provadas. Cat√£o, que namorou a filha de Maciel, Maria Cristina, havia se apossado do cart√£o 24 horas da namorada para fazer saques sem autoriza√ß√£o. Depois, sumiu de Pernambuco. De acordo com sua irm√£, Alexandra, viajou para os EUA e para a Europa. H√° sete anos, ele n√£o d√° not√≠cias. Seu sumi√ßo est√° com os dias contados.

Documentos da Promotoria do distrito de Nova York acusam Cat√£o de lavar dinheiro de corrup√ß√£o nos EUA. De acordo com as investiga√ß√Ķes, ele seria o administrador de uma conta de US$ 1,5 bilh√£o no Merrill Lynch, de Dallas, movimentada por pol√≠ticos e empres√°rios brasileiros. Ele deixou recentemente rastros na cidade de Calgary, no Canad√°, onde morou por seis meses com a namorada Viviane Sperb. O casal saiu do pa√≠s no dia 8 de agosto rumo a S√£o Paulo num v√īo de classe executiva. Cat√£o comprou por US$ 5.855 as passagens na ag√™ncia Atlas. Foi atendido pela brasileira Patr√≠cia Lefebre, a quem pagou a fatura com um cheque de uma conta encerrada do Nationsbank de Dallas. ‚ÄúComo √©ramos brasileiros, t√≠nhamos uma boa conviv√™ncia, e ele me disse que administrava uma conta de pol√≠ticos em Dallas‚ÄĚ, contou ela a ISTO√Č. Ap√≥s se hospedar em agosto no hotel Best Western Regent, em S√£o Paulo, mudou-se para Santa Catarina, onde estaria trabalhando para pol√≠ticos locais. Viviane retornou para a casa da fam√≠lia em Gramado (RS).‚ÄúEle me disse que trabalhava para os bancos e que o nome do chefe dele era Gabriel Halaban‚ÄĚ, contou ela, que garante ter rompido o namoro com Cat√£o.

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Todos os caminhos levam a… Messer!

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Mais: o D.E. sempre disse, tamb√©m, que Messer √© banqueiro do Deep State dos EUA na Regi√£o da Tr√≠plice Fronteira…

… Brasil, Argentina, Paraguai, financiando “black ops” da CIA e do Mossad, com dinheiro inclusive do tr√°fico de drogas.

Pois eis que, neste ano, o laço de Messer com a inteligência americana sai estampado até mesmo nas páginas de O Globo!

C.Q.D.!

Para chegar a Moro é um pulo!

 

 

 

 

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“Todos os caminhos levam a Messer”? Ora, √© o que o D.E., pioneiro, sempre disse, desde 2017, certo?

Beabá: quem é o doleiro que pode destruir Moro Рe como ele trabalha
4/mai/2018
Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso
Coment√°rio ao artigo:

Do Facebook:

Max Tuba
Max Tuba – Romulus Maya, o programa amanh√£ de manh√£ precisa ser bem desenhado das reais inten√ß√Ķes desses mais de um bilh√£o que a lava-jato diz que vai recuperar dos doleiros no Uruguai e Paraguai. Amanh√£ chamem algu√©m do Bacen para explicar pra gente essa movimenta√ß√£o toda que pra mim que sou economista e contador ainda n√£o entendi por falta de maiores informa√ß√Ķes.

Romulus Maya
Romulus Maya √© o sistema d√≥lar-cabo. Digamos que √© o ‚Äútatarav√ī‚ÄĚ das criptomoedas. Mas n√£o passa pelo BACEN. Quer dizer, n√£o passa na sa√≠da. Passa na volta, quando entra como (pseudo) ‚Äúinvestidor estrangeiro‚ÄĚ. Sobre isso, leia o artigo ‚ÄúOperando contra o pa√≠s: o papel do Banco Central no Golpe de 2016‚ÄĚ (19/abr/2018), publicado no DuplEx. As entregas e retiradas de dinheiro em Reais/ D√≥lar s√£o f√≠sicas no Brasil, usando carro forte e tudo! A pessoa, p.e., d√° 10 milh√Ķes em Reais e o doleiro faz aparecer numa conta offshore, em para√≠so fiscal (Su√≠√ßa, Jersey, Cingapura, Cayman, Dubai, etc.), o valor correspondente em D√≥lar. Mas √© como banco: n√£o √© o mesmo dinheiro f√≠sico. O doleiro ‚Äď j√° ‚Äď tem fundos fora (em USD) e dentro do brasil (nas duas moedas). Esse seria o “capital social” do “banco”, digamos. E vai fazendo as compensa√ß√Ķes no Brasil e no respectivo para√≠so fiscal, tirando a sua comiss√£o. Assim, seu “capital social” vai crescendo e ele vai podendo arcar com opera√ß√Ķes cada vez maiores. Fora isso, √© muito comum os doleiros operarem em cons√≥rcio, para darem conta de grandes volumes. Know-how legitimamente brasileiro! Aqui na Su√≠√ßa, p.e., h√° casas que fazem remessas de imigrantes para os seus pa√≠ses de origem nesse mesmo esquema. Quase todas s√£o de doleiros… brasileiros!

Mais informa√ß√Ķes sobre como funciona voc√™ tamb√©m encontra no artigo de 7/jan/2018, ‚ÄúSergio Moro & Dario Messer, o doleiro: o elo ‚Äúperdido‚ÄĚ ‚Äď e explosivo ‚Äď ligando Lava Jato e Bane$tado‚ÄĚ:

(…)

Novamente: diferentemente da opera√ß√£o Lava Jato, o caso Banestado foi praticamente ignorado pela m√≠dia. Isso pode ser explicado pelo fato de a investiga√ß√£o ter descoberto v√°rias contas CC5 em nome de grandes empresas brasileiras de m√≠dia, dentre as quais a Globo. Baseados na pra√ßa do Rio de Janeiro, os Marinho eram eles pr√≥prios clientes do doleiro Dario Messer, que conduzia suas opera√ß√Ķes de lavagem e evas√£o de divisas.

Para quem n√£o √© do mercado: as contas ‚ÄúCC5‚ÄĚ foram criadas em 1969 pelo Banco Central para permitir a estrangeiros n√£o residentes a movimenta√ß√£o de dinheiro no Brasil. Essas contas tamb√©m eram o caminho para multinacionais remeterem lucros e dividendos ou internar recursos para o financiamento de suas atividades. Por dispensarem autoriza√ß√£o pr√©via do BACEN, as CC5 viraram o canal ideal para a evas√£o de divisas e lavagem de dinheiro.

Uma vez estourado o esc√Ęndalo Banestado, a opera√ß√£o abafa para encerrar de vez os trabalhos de investiga√ß√£o come√ßou em 2001. Durante esse per√≠odo, milhares de inqu√©ritos foram abertos em todo o Pa√≠s. Contudo, nenhum pol√≠tico importante ou dirigente de grande empresa foi condenado de forma definitiva. A maioria das empresas envolvidas conseguiu negociar com a Receita Federal o pagamento de impostos devidos e, assim, encerrar os processos tribut√°rios e penais abertos contra si.

Em rela√ß√£o √†s empresas de m√≠dia que usaram as contas CC5 para praticar evas√£o de divisas e lavagem de dinheiro, n√£o se tratou apenas da Globo e dos Marinho. A quebra dos sigilos banc√°rios revelou que o Grupo Abril fez uso frequente das contas CC5, tendo movimentado um total de 60 milh√Ķes de Reais. J√° o Grupo SBT, do empres√°rio Silvio Santos, movimentou 37,8 milh√Ķes de Reais segundo a investiga√ß√£o.

Se na esfera judicial o caso Banestado teve o seu fim escrito pelas mãos do juiz Sergio Moro, no Parlamento a apuração conduzida pela CPI do Banestado teve o mesmo destino. De maneira totalmente inabitual, essa Comissão Parlamentar encerrou os seus trabalhos sem sequer votar a minuta de relatório final!

Explica-se: o esquema das CC5 pegava de A a Z do sistema pol√≠tico, embora em propor√ß√Ķes bastante diferentes. O maior implicado, evidentemente, era o PSDB. Afinal, desde 1994 o partido tomara conta da m√°quina federal bem como de v√°rias m√°quinas estaduais relevantes, como S√£o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Isso sem contar grandes munic√≠pios. No que tange ao PT, que acabara de chegar ao poder na esfera federal, o partido administrara at√© ali algumas prefeituras relevantes, como a de S√£o Paulo, bem como os Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Acre. Portanto, embora com graus bastante diferentes de exposi√ß√£o ao esc√Ęndalo das CC5, ambos, PSDB e PT, acabaram atuando no sentido de enterrar, o mais breve poss√≠vel, os trabalhos da investiga√ß√£o.

O que se viu nessa CPI foi a tentativa de se proteger os cardeais de ambos os partidos, bem como de blindar aliados citados na investiga√ß√£o. Por fim, registre-se que o encerramento da apura√ß√£o se deu em dezembro de 2004. J√° no ano seguinte, em 2005, surge o ‚Äúesc√Ęndalo‚ÄĚ seguinte, o caso do ‚ÄúMensal√£o‚ÄĚ. Na pr√°tica, em termos editoriais, tratou-se de uma tentativa bem-sucedida da Globo de fazer ‚Äúsubir a pauta‚ÄĚ, sepultando de vez o interesse em se investigar as contas CC5. Afinal, como dito acima, esse sistema fora utilizado pelos pr√≥prios irm√£os Marinho para retirar dinheiro ‚Äúfrio‚ÄĚ do grupo, como caixa dois, do Brasil.

(…)

B√īnus (3) ‚Äď 2017/ 2018: Dario Messer, o doleiro da¬†famigliaMarinho, √© novamente protegido por Sergio Moro

No presente, a m√≠dia e a Lava Jato (em Curitiba e no Rio de Janeiro) tentam clara opera√ß√£o de diversionismo, atribuindo √† personagem ‚ÄúJuca Bala‚ÄĚ, um bagrinho, ‚Äúprotagonismo‚ÄĚ (sic) nos diversos esquemas de lavagem de dinheiro e evas√£o de divisas investigados. Ora, enquanto isso Dario Messer, o maior doleiro/ lavador do Brasil, segue operando tranquilamente no Paraguai, (deliberadamente!) fora do radar das autoridades brasileiras.

Em depoimento aos investigadores da opera√ß√£o Lava Jato no Rio de Janeiro, o doleiro Vinicius Borin contou que Vin√≠cius Claret, o tal ‚ÄúJuca Bala‚ÄĚ, recebia o dinheiro do esquema da Odebrecht no Uruguai. Preso naquele pa√≠s desde mar√ßo, Juca Bala chegou recentemente ao Rio de Janeiro, acompanhado de muita ‚Äúfanfarra‚ÄĚ: sua chegada produziu muito barulho na grande m√≠dia.

Evidente: Globo – e associadas an√£s – cumprem, assim, a parte que lhes cabe na t√°tica (concertada) de diversionismo.

Ora, at√© as pedras do¬†Cais do Valongo¬†sabem que ‚ÄúJuca Bala‚ÄĚ chega ao Rio com trato j√° combinado: fechar√° (mais um!) acordo de ‚Äúdela√ß√£o camarada‚ÄĚ com os procuradores da Lava Jato. N√£o fosse assim, n√£o teria, por livre e espont√Ęnea vontade,¬†desistido¬†(!) de se opor na Justi√ßa uruguaia ao pedido de sua extradi√ß√£o para o Brasil.

A esse respeito, vale lembrar algo que antecipamos no Duplo Expresso no fim do ano passado: tratava-se de pedido de extradi√ß√£o meramente ‚Äúcenogr√°fico‚ÄĚ, destinado a ser¬†plantado¬†‚Äď na m√≠dia ‚Äď pelo juiz Marcelo Bretas, aquele subprojeto de Sergio Moro vindo da Baixada Fluminense. Bretas buscava, assim, prote√ß√£o nas inst√Ęncias superiores do Judici√°rio, uma vez que diversos desembargadores s√£o clientes do esquema do qual Juca Bala faz parte. Bretas nada mais queria do que colocar uma faca no pesco√ßo de desembargadores e de certos Ministros de Tribunais Superiores, inclusive do STF.

(pergunta: quem s√£o os cariocas ‚Äúeshperrrtosh‚ÄĚ no STF, hein?)

Juca Bala usa como fachada dos negócios uma loja de surfe em Punta Del Leste, a Paddle Boards Uruguay, a fim de justificar o padrão de vida que leva naquele rico balneário. O esquema operado por ele é similar ao de outros esquemas de lavagem de dinheiro no Brasil, que consiste em fazer chegar até os locais indicados pelos clientes cédulas de real, euro ou dólares, transportadas por carro forte a depender do volume.

At√© a√≠ a narrativa veiculada na grande imprensa √© ver√≠dica. Fica faltando apenas um pequeno ‚Äúdetalhe‚ÄĚ, (diligentemente!) sonegado pela dobradinha Globo/ Lava Jato:

РJuca Bala nunca foi o cabeça do gigantesco esquema de lavagem e evasão de divisas em que trabalha!

– Ele sempre foi apenas um preposto de Dario Messer, esse sim o maior doleiro do Brasil.

– E, por ‚Äúcoincid√™ncia‚ÄĚ, um antigo conhecido do juiz Sergio Moro.

‚Äď Bem como, evidentemente, de seus ‚Äúamigos‚ÄĚ na intelig√™ncia dos EUA.

Eis met√°fora esclarecedora:

– Se Dario Messer fosse o ‚Äúbicheiro‚ÄĚ, ou seja, o banqueiro do jogo do bicho, o tal ‚ÄúJuca Bala‚ÄĚ n√£o passaria de um dos seus (modestos) ‚Äúapontadores‚ÄĚ!

‚Äď Sim, apontadores: aqueles cidad√£os, humildes, que ficam sentados em banquinhos espalhados pelas esquinas do territ√≥rio do bicheiro. E que passam seus dias a tomar nota dos jogos de quem resolve ‚Äúfazer uma fezinha‚ÄĚ.

– Repito: Messer & Juca Bala ‚Äď o bicheiro e o apontador!

A primeira vez em que Messer apareceu no radar da Justi√ßa brasileira foi no esc√Ęndalo do Banestado, como grande operador na remessa de divisas via contas CC5. Naquela oportunidade, teve ‚Äúsorte‚ÄĚ e conseguiu se safar. N√£o sem a ajuda de uma investiga√ß√£o judicial ‚Äúmalconduzida‚ÄĚ, que s√≥ ‚Äúlogrou‚ÄĚ chegar a alguns cabos e sargentos da hierarquia da lavagem de dinheiro. Ficaram de fora generais do esquema criminoso, bem como as empresas e autoridades que dele se serviam.

Nascido no bairro chique do Leblon, no Rio de Janeiro, a família de Messer tinha passagem prévia pelo Paraguai. Dario conseguiu obter assim, sem muita dificuldade, a nacionalidade daquele país.

Proximidade com o poder:¬†o atual Presidente do Paraguai, Hor√°cio Cartes, refere-se a Mordko Messer como o seu ‚Äúsegundo pai‚ÄĚ. Trata-se, evidentemente, do pai de Dario. Num trocadilho inteligente, o jornal paraguaio ABC Color chamou Dario Messer de ‚Äúgran hermano‚ÄĚ de Cartes. Usou essa express√£o no lugar ‚Äúhermano mayor‚ÄĚ, que seria a tradu√ß√£o correta para ‚Äúirm√£o mais velho‚ÄĚ. O uso de ‚Äúgran hermano‚ÄĚ, ou, em portugu√™s, ‚Äúgrande irm√£o‚ÄĚ, indica o verdadeiro papel que Messer exerce no Paraguai:

РA eminência parda.

РDario Messer (dir.) e o Presidente do Paraguai, Horácio Cartes, visitam Jerusalém.

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Dario Messer possui, portanto, grande influência na política do país vizinho. Circula, ademais, com grande desenvoltura nos meios financeiros e empresariais paraguaios.

A hist√≥ria da rela√ß√£o entre Cartes e o cl√£ Messer teve in√≠cio nos anos 1980. Mordko Messer, o patriarca, deu apoio moral e financeiro a Cartes quando o pol√≠tico tentava se defender de acusa√ß√Ķes de evas√£o de divisas.

– Bem… digamos, ‚Äúno m√≠nimo‚ÄĚ, evas√£o de divisas, sabe…

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Passada a ‚Äúturbul√™ncia‚ÄĚ, Dario Messer passou a gozar de grande ‚Äúprest√≠gio‚ÄĚ junto ao presidente Cartes.

*

Partida s√ļbita: logo que tiveram in√≠cio as investiga√ß√Ķes da opera√ß√£o Lava Jato, Dario Messer transferiu sua resid√™ncia para o Paraguai. Despachou, ademais, parentes pr√≥ximos para Israel.

A história se repete?

Da mesma forma que sumira da investiga√ß√£o no caso Banestado, que morreu na jurisdi√ß√£o de Sergio Moro, o maior doleiro do Brasil em atividade ‚Äď e operador predileto do maior conglomerado de comunica√ß√Ķes do pa√≠s, a Globo ‚Äď passa inc√≥lume diante daquela que se autointitula ‚Äúa maior investiga√ß√£o de corrup√ß√£o de todos os tempos‚ÄĚ, a Lava Jato.

Trata-se, em realidade, do segundo maior…

– …¬†acobertamento¬†da hist√≥ria dos crimes do colarinho branco do Brasil.

Perde, evidentemente, para o maior¬†acobertamento: o caso¬†Banestado:¬†134 bilh√Ķes… de d√≥lares!

Lembrem: com direito, segundo nossa fonte na intelig√™ncia europeia, ao pagamento de “ped√°gio” de 0.8% desse total para que as investiga√ß√Ķes fossem “descontinuadas”.

Ou seja: 1.072 bilh√£o!

Repito: de dó-la-res!

(…)

*

*

*

D.E.: pioneiro na den√ļncia (como sempre)

Sergio Moro & Dario Messer, o doleiro: o elo ‚Äúperdido‚ÄĚ – e explosivo – ligando Lava Jato e Bane$tado

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso

(artigo originalmente publicado em 7/jan/2018 e relembrado em 3/mai/2018, em “A farsa da Lava Jato com o doleiro Dario Me$$er: o Duplo Expresso avisou!“, quando Messer foi “casualmente econtrado” em SP)

Segundo fonte nossa na comunidade de intelig√™ncia europeia, os ‚Äúoperadores‚ÄĚ do enterro do esc√Ęndalo do Banestado ‚Äď de longe o maior caso de corrup√ß√£o de todos os tempos: mais de 134 bilh√Ķes! De d√≥lares! ‚Äď teriam recebido 0,8% desse montante para operacionalizar o ‚Äúdesmonte‚ÄĚ. Por √≥bvio, entre os ‚Äúcoveiros‚ÄĚ necessariamente se encontravam membros do Judici√°rio. Os ‚Äúoperadores jur√≠dicos‚ÄĚ do ‚Äúenterro‚ÄĚ tamb√©m teriam, portanto, entrado no rateio desse butim.

¬†Ou seja: 0,8% dos 134 bilh√Ķes de d√≥lares.
 
Nada menos que 1.072 bilhão de dólares!
 
Vale lembrar que o juiz Sergio Moro, na qualidade de juiz de instru√ß√£o, presidia as investiga√ß√Ķes ent√£o.
 
De maneira ‚Äúinusitada‚ÄĚ, o maior doleiro do Brasil, Dario Messer, foi ent√£o ‚Äúpoupado‚ÄĚ.
 
Segundo mat√©ria da Folha de S√£o Paulo da √©poca do esc√Ęndalo do ‚ÄúMensal√£o‚ÄĚ, Messer teria enviado ilegalmente ao exterior ao menos USD 1 bilh√£o ‚Äď somente de 1998 a 2003!
 
Isso mesmo: Pol√≠cia Federal e MPF encontraram movimenta√ß√£o de (ao menos) USD 1 bi! E isso apenas durante 5 dos longos anos da carreira do doleiro, que herdou o ‚Äúneg√≥cio‚ÄĚ do pai ‚Äď esse √ļltimo j√° quase centen√°rio.
 
(e foragido; provavelmente no Uruguai)
 
Vale lembrar que, assim como no caso ‚ÄúBanestado‚ÄĚ, apesar de novamente denunciado, Dario Messer, ‚Äúestranhamente‚ÄĚ, mais uma vez passou ileso ‚Äď quase inc√≥gnito ‚Äď pelo ‚ÄúMensal√£o‚ÄĚ.
 
Ironia: no ‚ÄúMensal√£o‚ÄĚ, mais uma vez, os nomes ‚ÄúMesser‚ÄĚ e ‚ÄúMoro‚ÄĚ voltam a se cruzar. Ainda que tangencialmente. Isso porque o juiz paranaense participou, como assistente, do julgamento no STF. Diz-se mesmo que teria chegado a redigir votos da Ministra Rosa Weber. Inclusive aquele, escandaloso, que condenou Jos√© Dirceu ‚Äď sem provas ‚Äď sob a alega√ß√£o de que ‚Äúa doutrina [a literatura jur√≠dica] assim permite‚ÄĚ.
 
[nota: apenas segundo esse ghostwriter!]
 
Em 2015, no in√≠cio da Lava Jato, Messer muda-se para o Paraguai. Nesse pa√≠s, muito pr√≥ximo do atual Presidente, goza de ‚Äúsantu√°rio‚ÄĚ.
 
Pergunta:
 
– Ter√° sido Messer alertado por algu√©m da Opera√ß√£o Lava Jato a fazer essa sua mudan√ßa ‚Äď repentina ‚Äď para o Paraguai?
 
РE a também, ao mesmo tempo, despachar parentes próximos para Israel?
 
A mudan√ßa de endere√ßo de Messer para o Paraguai √©, contudo, apenas parcial: visa apenas a proteger a sua pessoa. Isso porque embora no Paraguai resida, o centro de suas opera√ß√Ķes continua sendo o Uruguai. Pa√≠s esse que serve de base das opera√ß√Ķes da fam√≠lia Messer desde os tempos do pai de Dario, Mordko Messer. √Č certo, contudo, que segue sendo f√°cil supervisionar as opera√ß√Ķes do Paraguai, uma vez que um voo entre Assun√ß√£o e Montevideo leva pouco mais de 1h. Reuni√Ķes presenciais, a salvo de intercepta√ß√Ķes, n√£o seriam t√£o f√°ceis caso Messer tivesse seguido a fam√≠lia rumo a Israel, certo?
 
Chegamos ent√£o a 2017 e a novo esc√Ęndalo: o FIFAgate. Mais uma vez Messer √© ‚Äúestranhamente‚ÄĚ poupado. Para al√©m de men√ß√£o solta na imprensa esportiva, n√£o houve nenhum destaque para o fato de representantes da gigante Nike terem mencionado o nome de Messer em depoimento ao FBI, nos EUA, em agosto de 2017.
 
Notem que, ao longo dos anos, Messer seguiu operando sem ser incomodado pela Justi√ßa americana ‚Äď seja no Brasil, seja no Paraguai. Vale lembrar que no pa√≠s de resid√™ncia atual, o Paraguai, at√© base militar americana h√°!
 
H√° ind√≠cios, segundo nossas fontes, de que, em troca do salvo conduto de que goza, Messer seja informante das ag√™ncias de intelig√™ncia americanas. Ainda mais atuando no que os americanos sempre consideraram um local ‚Äúsens√≠vel‚ÄĚ para o fluxo de dinheiro frio: a tr√≠plice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai. Com parentes abrigados em Israel, possivelmente a ‚Äúcoopera√ß√£o‚ÄĚ tamb√©m se estenda √† intelig√™ncia do pa√≠s.
 
Ali√°s, vale ressaltar que parentes de Messer se mudaram para Israel (justamente!) no mesmo ano em que Messer partia para o Paraguai: 2015. Largaram para tr√°s, no Brasil, carreiras promissoras no mundo da finan√ßa. Sim, na finan√ßa, √© claro. Afinal, diz o ditado que ‚Äúum fruto n√£o cai longe da √°rvore‚ÄĚ (que o gerou), n√£o √© mesmo?
 
Homem bomba, Messer √© o maior pesadelo de Sergio Moro. Fonte prim√°ria nos revela, por exemplo, que nas reuni√Ķes de c√ļpula da Odebrecht, ainda no in√≠cio da Lava Jato, dizia-se que havia algu√©m que, com muita facilidade, poderia parar Sergio Moro em dois tempos.
 
N√£o outro que…
 
– … Dario Messer!
 
E √© neste ponto que a narrativa de l√°, da Odebrecht, casa com o que ouvimos de fontes nossas na intelig√™ncia europeia: para al√©m de convic√ß√Ķes ‚Äúideol√≥gicas‚ÄĚ e coopta√ß√£o financeira via ‚Äúpalestras‚ÄĚ, o que teria tornado Sergio Moro um ‚Äúoperador‚ÄĚ dos interesses americanos no Brasil seria o fato de o juiz, j√° havia muito, ser ref√©m da intelig√™ncia americana. Afinal, os americanos t√™m tamb√©m em seu poder o dossi√™ ‚ÄúBanestado‚ÄĚ. Possivelmente, inclusive, em virtude da parceria com o pr√≥prio Dario Messer. Assim, desde o in√≠cio da Lava Jato, conseguem empurrar Sergio Moro no sentido que determinam.
 
Isso explicaria, por exemplo, o esfor√ßo ‚Äúheterodoxo‚ÄĚ e (extremamente) artificial para trazer den√ļncias de corrup√ß√£o na Petrobras, empresa sediada no Rio de Janeiro, para Sergio Moro, no Paran√°. Usaram para tanto um velho conhecido, tamb√©m de Banestado: Alberto Yousseff.
 
Mera coincidência?
 
Yousseff que, figurinha carimbada no submundo dos doleiros, pode at√© mesmo ter sido plantado no ‚Äúesquema‚ÄĚ que rolava na Petrobras. Isso porque, bastante antigo, era de conhecimento n√£o apenas da classe pol√≠tica como tamb√©m de todo submundo de ‚Äúoperadores‚ÄĚ e doleiros. Um c√≠rculo, afinal, bastante restrito, em que todos se conhecem. ‚ÄúOperam‚ÄĚ ora concorrendo ora, inclusive, em cons√≥rcio, quando as opera√ß√Ķes s√£o grandes demais.
 
Como sabemos todos a esta altura, com direito inclusive a vazamentos para o Wikileaks, o ‚Äúesquema‚ÄĚ na Petrobras tamb√©m era de conhecimento de outro ator chave nessa hist√≥ria toda:
 
РA inteligência dos EUA.
 
Sim, a mesma que alimenta ‚Äď e dirige ‚Äď Sergio Moro.
 
E foi assim, atrav√©s da ‚Äúfortuita‚ÄĚ (?) ‚Äď e claramente marginal! ‚Äď participa√ß√£o de Yousseff num esquema de d√©cadas, que a jurisdi√ß√£o sobre a Petrobras (‚Äúcarioca‚ÄĚ) foi atra√≠da para algu√©m que os americanos j√° tinham no Bolso: Sergio Moro, o juiz do Paran√°.
 
Pensem comigo:
 
– De repente, as m√ļltiplas estadias de Moro nos EUA ‚Äď ap√≥s o enterro do caso Banestado ‚Äď podem ganhar um novo significado, n√£o √© mesmo?
 
Os tais cursos de ‚Äútreinamento‚ÄĚ em ‚Äúlavagem de dinheiro‚ÄĚ, para al√©m da fachada ‚Äď que provavelmente at√© existia, deviam contar ‚Äúademais‚ÄĚ com, digamos… hmmm… ‚Äúcadeiras‚ÄĚ e ‚Äúcr√©ditos‚ÄĚ suplementares ‚Äď clandestinos! ‚Äď ministrados pela intelig√™ncia americana.
 
A prop√≥sito, vale lembrar que mesmo hoje, num mundo em que n√£o h√° como garantir sigilo absoluto de comunica√ß√Ķes remotas (nem mesmo de chefes de Estado), as mais que frequentes idas de Sergio Moro aos EUA sempre chamaram a aten√ß√£o do p√ļblico atento ao notici√°rio da Lava Jato. O √°libi de ‚Äúpalestras‚ÄĚ ‚Äď pagas n√£o se sabe por quem… ‚Äď pode perfeitamente mascarar o verdadeiro objetivo: o recebimento, seguro, de instru√ß√Ķes. Bem como de ‚Äúdicas‚ÄĚ, documentos e gadgets de espionagem.

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Sim, recordar √© viver…

Mas, sempre, olhando também para frente.

Finalmente, depois de mais de 20 anos, vem a√≠… #BanestadoLeaks #CC5Gate!

 

 

— P√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā√Ā!

(caem Moro & Dallagnol para tr√°s)

 

Ass.:

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