Diários da Pandemia: uma Rede de Solidariedade (1)

“Meu nome é Luiz Otávio.

Faço parte de um núcleo de pessoas dentro desta multidão que está tentando dar sua contribuição, para amenizar a vida daqueles que estão em dificuldade. Para amenizar em alguns de seus aspectos, os efeitos desta pandemia.

Tem muita gente tentando se organizar. E tem sido muito estimulante e enriquecedor poder ver que não só essas ações estão ocorrendo, como também, e até talvez mais importante, que elas estão se comunicando.

Estão trocando informações, experiências. O que permite que todo mundo cresça junto, neste propósito de melhorar a eficiência naquilo que cada núcleo de voluntários tem se proposto a fazer.

No nosso caso, o foco está nas pessoas em situação de rua. E nas dificuldades ainda maiores que elas tem enfrentado na luta por sua subsistência.

Nosso primeiro impulso foi o de engrossar fileiras de ações já estabelecidas, para distribuir alimentos, produtos de primeira necessidade, higiene.

Mas aí nós constatamos que uma parte significativa destas ações que já existia também está tendo seus problemas. E a principal causa disto é que a maior parte dos voluntários ou está em situação de risco, ou tem alguém muito próximo em situação de risco. Vendo-se então forçados a sair da linha de combate.

Então vimos que tínhamos que preencher a  fileira, guarnecer a fileira.  E o problema passou a ser como se organiza um evento desta ordem.

Foi então que alguma coisa muito interessante aconteceu. Nós resolvemos pedir ajuda nas redes sociais. Não ajuda sob a forma de donativo, o que é muito importante. Mas a questão nossa era o como fazer, mais imediata.

E a resposta veio numa rapidez tão impressionante, de uma intensidade tão grande, que chegou a ser emocionante.

E o resultado é que nós fomos para à rua Domingo passado (29/03/2020) para organizar um café da manhã coletivo no Largo do Machado (bairro da cidade do Rio de Janeiro).

Cada um de nós levando o que conseguiu, ou o que lhe ocorreu produzir, para lá. A criatividade é o limite. Mas já munidos de uma gama de orientações colhidas na Internet muito sólida, que permitiu que o evento ocorresse muito bem. Foi um sucesso!

E o mais legal é que nós recebemos esta orientação, esta consultoria, de pessoas que nós não conhecemos! E isto deixa claro que está se formando uma cadeia, uma rede que é muito importante.

Que seja oriunda da sociedade. Não vem de nada instituído. Do Estado, de clubes… É uma organização espontânea. É muito rico isto!

É muito bom poder constatar que em tempo de reclusão, tem gente botando a cara prá fora! E com isto fico muito fácil prá gente saber a mão de quem a gente está segurando.

Muito obrigado.”

ver também:

Diários da Pandemia: na linha de frente (2)

Diários da Pandemia: num condomínio de alta classe média

Diários da Pandemia: Pesquisa e Desenvolvimento na luta pela saúde

Diários da Pandemia: Complexo da Maré (RJ)

Diários da Pandemia: no canal do Duplo Expresso no Telegram

Diários da Pandemia: junto ao Povo da Rua no Rio de Janeiro (RJ)

Diários da Pandemia: Morro do Sossego, Duque de Caxias (RJ)

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