Diários da Pandemia: no canal do Duplo Expresso no Telegram

Acompanhando a pandemia e a quarentena participando do Grupo de Discussão do Duplo Expresso no Telegram. Apesar de fisicamente separados, estamos todos mais juntos do que nunca no compartilhamento de informações, na reflexão e no debate. Se o contágio é coletivo, só coletivamente poderemos superar a pandemia.

Daniel: “Desculpa, a intenção não é ser pessimista, é entender que temos uma oportunidade real neste momento. O que aconteceu é realmente desanimador, mas o que vai acontecer pode ser positivo, professora Lovatto afirmou e tô com ela, é uma oportunidade! Podemos usar muitas coisas atuais como exemplo para pessoas que antes estavam ludibriadas com belos discursos e frases de impacto, por exemplo. Entender o momento histórico que vivemos e conscientizar.”

Luismarx: “Aqui não aguenta mais uma semana! Uma obra aqui esta patada, será um novo conjunto residencial. O comércio daqui só abre os pequenos mercados. Os preços dos produtos estão subindo! O metro está parcialmente fechado.”

Ricardo: “Penso que períodos de crise geram oportunidades de reflexões em busca de novas saídas políticas e econômicas para os problemas sociais da humanidade. A forma como faremos isso é que o cerne da questão e o debate está completamente aberto, mas uma coisa é certa, a janela está aberta e não podemos perder essa oportunidade. Essa é a questão!”

Emília: “Não esqueçam dos defensores do Estado mínimo, mas estudam prá passar em concurso público. É ou não é um bagulho forte?”

a user: “O “pânico”, sendo exacerbado ou não, não é infundado. Há interesses políticos por trás sim — mas isso não nega a natureza do vírus e a sua potencialidade. Por isso gosto e acompanho o duplo expresso. Sinto respeitada minha inteligência ”

Rodrigo: “Reflexão e serenidade são os melhores remédios para não cair na pilha paranóica que a mídia hegemônica imprime em diárias espoletas semióticas. Lembre que agora, 1/3 do planeta está confinado em casa, obrigado a participar, sem perceber, de um experimento semiótico sob os paradigmas psicológicos da comunicação/manipulação sem precedentes na história da humanidade.”

Daruma: “Por que ninguém fala de sistema imunológico? Por que não fazem campanhas de divulgação de alimentos que fortalecem o sistema, não mencionam vitamina C. Podiam investir um MÍNIMO em vitamina C pra população via SUS, não?”

Romulus Maya: “Cautela com Raoult. E com a cloroquina. Mas grão de sal, também, nesse “exposé”. Lembrem das paixões e interesses ora envolvidos. Para além do drama humano da pandemia. O tempo dirá. O que é certo é que aprenderemos muito com esse evento todo. Especialmente sobre nós mesmos”.

Felipe: “Por que os movimentos de esquerda não souberam se organizar estrategicamente dessa mesma forma? Trabalhando a questão filosófica, os fundamentos, a formação de uma cultura popular nacionalista socialista? Tínhamos a faça e o queijo nas mãos, tínhamos o governo. O que faltou? Como pôde o lado sombrio trabalhar na surdina por tanto tempo e obscurecer nossa percepção?”

Saravá: “Hoje antes de dormir vou queimar uma folha de loro pela casa. Saúde a todos! Cuidem-se! Ninguém pega a mão de ninguém! E sim, uma mão lava outra e as duas lavam o rosto.”

strepogyldofinn: “O fora Bolsonaro é urgente. Mas se ele resolver testar todo mundo, isolar seriamente os positivados, e tratar o povo, eu apóio. ( Pelo menos isso, já que o resto é um desastre)”

Filipe: “estou divulgando uma contra-campanha à da volta forçada ao trabalho, que é o seguinte: É hora do BRANCO NAS JANELAS! Quem apoia a ciência, quem apoia as recomendações de isolamento, quem apoia as equipes de saúde, quem concorda que a vida e a saúde das pessoas vem antes economia, que coloque um pano branco em sua janela. Vamos responder às carreatas com o branco da saúde a todos!”

Sebastião: “Hoje perturbei alguns colegas aqui sobre a organização e financiamento dessa horda que manda no país hoje. A conclusão que cheguei é que as sementes que fizeram brotar essa gente vem de longe e como disse Juca tomaram o poder com supremo, com tudo. A pergunta que fica: o que fazer?”

Daniel: “Onde estávamos quando podíamos ir as ruas? Sim, considero o Coronavírus perigoso e afrouxar o recolhimento neste momento não é algo a se pensar na minha opinião, que difere do Incapaz Bolsonaro que em sua coletiva de forma irresponsável ao meu ver incentiva a população a ir para as ruas, indo contra até seu Ídolo estadunidense Trump, que neste momento prepara o país para uma catástrofe.”

Alejandro: “A maior crise capitalista de todos os tempos, com a crise sanitária a serviço da contenção das bancarrotas generalizadas (repasses de pelo menos 5 vezes maiores que em 2008). A situação é muito grave. Precisamos denunciar com energia o massacre do Brasil e da América Latina. E apoiar a greve geral pela vida, os empregos e a defesa do Brasil.”

Gael: “Em essência, foram décadas de entronização dos mercados financeiros “globalizados” como as forças motrizes da economia mundial, além da depreciação acadêmica, política e propagandística das atribuições dos Estados nacionais soberanos. Agora, eis que surge uma emergência global autêntica, a exigir respostas imediatas para a proteção das populações, demonstrando de forma cabal que o velho, testado e consagrado Estado nacional continua sendo a instituição insubstituível para organizar e cuidar da vida e do bem-estar das sociedades humanas, maximizando as energias criativas das populações e as capacidades econômicas da iniciativa privada.”

Felipe: “A grande lição que fica da China e vem sendo seguida por exemplo pela Venezuela, é que: O curso natural do surto não pode ser um pico muito alto que sobrecarregue os serviços de saúde.”

Daruma: “A Fundação Rockerfeller publicou um relatório em Maio de 2010 em cooperação com A Global Business Network, do futurologista Peter Schwartz. O título era “Cenários para o Futuro da Tecnologia e Desenvolvimento Internacional. O primeiro cenário, intitulado “Etapa do Bloqueio”, descreve um mundo total controle e liderança autoritária mundial. Ele prevê um futuro em que uma pandemia permitiria aos líderes flexionarem sua autoridade e imporem regras e restrições herméticas, que permaneceriam depois que a pandemia passasse. A primeira metade deste cenário já aconteceu. Continuará como previsto?”

a user: “Muitas economias cresceram em períodos de guerra, com produção de insumos. Se considerarmos essa pandemia uma guerra. Será que não existe uma forma de aquecer setores da economia que casem com o seu enfrentamento? Penso que sim. A pergunta para mim é: como podemos aquecer a economia com a restrição de isolamento social? Mantendo o achatamento da curva etc”

Felipe: “Nos colocaram mesmo sem xeque-mate. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Nossa única chance de lutar é arriscar a vida numa desobediência civil quase kamikaze. Ops… desobediência? Mas se o “líder” da nação está dizendo para fazer, não é desobediência; é, na verdade obediência. ? Estamos numa situação tão surreal que até isso é contraditório. É o verdadeiro duplipensar.”

João: “Como disse na sexta, o Triste é que mesmo os países não alinhados podem acabar utilizando o pretexto de medidas sanitárias para controlar mais cerradamente suas populações, por que no fim das contas, convêm à seus dirigentes (mesmo os que gostamos e admiramos).”

VicVermelha: “O que é quarentena vertical? O de cima manda e o debaixo obedece?”

Emília: “Vi vários médicos infectologistas falando sobre a importância de fortalecer o sistema imunológico, mas infelizmente nem a grande mídia, e muito menos os governos falam sobre isso.”

Caneca Vermelha: “Se antes tinha alguma certeza de duas ou três coisas, agora a única q tenho é q vou lutar para manter minha sanidade mental/emocional. Talvez a rede nos sirva para isso, a partir de relatos pessoais, de pessoas que conhecemos que estão na linha de frente, a gente possa formar uma real imagem do que está acontecendo. Um grande e fraterno abraço.”

“Estou me sentindo entre a cruz e a espada, lutando contra meu viés cognitivo e ainda assim sem saber pra onde correr.

Uma coisa que está clara pra mim é a questão do grande experimento psico-social em andamento em escala global.

E concordo que os líderes mundiais sejam políticos, seja a banca financeira transnacional, que no fim das contas fazem parte do mesmo grupo, estão se posicionando de forma a controlar, reprimir as massas no contexto da falência do sistema.

Apesar disso, não me convenci ainda sobre a baixa letalidade, o baixo risco de nos expormos ao vírus e simplesmente nos lançarmos às ruas “em busca” da contaminação e consequente resposta imunológica natural, como por exemplo sugere Bolsonaro e os patrocinadores das carreatas (tb acho que deveriam ser passeatas).

Vc sugere isto como uma forma de desobediência ao sistema? Entende minha angústia?

Qual a saída além da questão do controle de massas, ou da mente, através da disseminação do pânico mundial?

Vc citou seu filho, não tem medo que alguém da sua casa se contamine? Ou ainda está na fase de reflexão, construção do raciocínio e estratégia para lidar?

Olhe bem, estou desconsiderando os grupos de risco nestas questões, vamos concordar que eles “deveriam” se manter por mais tempo confinados para se protegerem apenas pra restringir a discussão, mas me refiro aos 80%.

A solução então seria voltar à normalidade? Seria esta então a grande desobediência civil a nível mundial? Bolsonaro está certo neste ponto?”

Mestre Roceiro

nota: desculpas aos que não foram citados, outras oportunidades virão. grande abraço a todos.

ver também:

Diários da Pandemia: junto ao Povo da Rua no Rio de Janeiro (RJ)

Diários da Pandemia: Morro do Sossego, Duque de Caxias (RJ)

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