Ministro Dias Toffoli – Uma alma subordinada ao senhor da vez

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

Dias Toffoli tem dito nos bastidores que votará contra Lula em nome de um suposto “equilíbrio do país”. A culpa é dele? Ou de quem esperava ter um “juiz para chamar de seu”? Eis a trajetória de Toffoli “do PT”, os despachos com o ex-presidente Lula, a completa ausência do notório saber jurídico, a reprovação num concurso para juiz, um magistrado do STF que não tem mestrado, um doutor que não tem doutorado.

Diante de todas as fragilidades, podemos afirmar que Dias Toffoli é uma figura covarde, uma alma subordinada, um homem cujo caráter se deleita ao sabor dos ventos. Toffoli é um projeto de poder do PT que não escreveu uma linha na folha em branco. Os predicados que levaram o PT a cacifá-lo para ser ministro do STF – uma espécie de aparelhamento de nulidades que o PT achava que podia manipular – não poderiam dar à justiça (e ao próprio PT) uma representação menos medíocre. Toffoli simboliza a visão míope da estrutura de poder e de estado que o PT tem, a despeito de ter possuído o poder do Estado durante treze anos.

Se fosse buscar um slogan para definir Toffoli como juiz do STF, a melhor opção seria:

O lamento é que este erro do PT tem custado muito mais caro ao País do que propriamente ao partido que lhe colocou lá. A gestão de Cármen Lúcia foi uma “tragédia grega”, e agora, com Toffoli, temos “o Rato” – aquele que continua com seu padrão de ficar ao lado do poder. Bateu continência para o General “lobo em pele de cordeiro” Villas Boas, e agora lambe as botas do reles Capitão Bolsonaro.

Toffoli não tem medido esforços para ser “o queridinho dos poderosos”. Já esteve em pelo menos quatro posses de ministros, sem contar os jantares e cocktails – uma verdadeira maratona do poder que ele pratica desde os tempos de “carreirista” na “Era PT”. 

Toffoli começou sua carreira profissional em 1993, como consultor jurídico no Departamento Nacional dos Trabalhadores Rurais da Central Única dos Trabalhadores – DNTR/CUT –, entidade ligada ao PT. Em 1994, assessorou o petista Arlindo Chinaglia quando ele era deputado estadual em São Paulo. Essa experiência abriu-lhe as portas para tornar-se, no ano seguinte, assessor jurídico da liderança do PT na Câmara Federal. Ficou durante cinco anos nessa função.

O bom desempenho levou-o a ocupar um cargo na Casa Civil, logo depois de Lula ter assumido a presidência em 2003. Toffoli virou Subchefe para Assuntos Jurídicos. esta função garantiu-lhe despachos frequentes com o ex-presidente Lula (que hoje ele persegue como se carrasco fosse) para discutir matérias de interesse do governo. Após o “Escândalo do Mensalão”, que derrubou José Dirceu e tornou Dilma Rousseff ministra da Casa Civil, Toffoli deixou o governo em julho de 2005, mas voltou em 2007 para assumir a Advocacia Geral da União (AGU).

Todos devem recordar (e “recordar é viver”) que a nomeação de Toffoli ao STF foi controversa. Sua indicação deu-se nos instantes finais do governo, em 2009, em uma vaga aberta com a morte do ministro Menezes (vítima de um câncer). A escolha de Toffoli foi alvo de muitas críticas, tanto por sua forte conexão com o PT, como por sua suposta “falta de notável saber jurídico”, já que Toffoli havia sido reprovado quando jovem para um concurso de juiz e, como mencionado antes, não tem sequer um Mestrado. Na sabatina no Senado Federal, ele rebateu as acusações com o argumento de que tinha “amplo conhecimento prático, e que a maioria dos ministros da Suprema Corte dos Estados Unidos tinha perfil como o dele, sem titulações acadêmicas”. Será complexo de colonizado? Um Pelé, e – claro! – contou com a influência do então governo petista para pressionar os senadores.

Qual a indagação que os dirigentes e ex-integrantes do governo petista poderão fazer quanto ao atual comportamento do ministro Toffoli? Esta alma subordinada ao senhor da vez é o fruto de uma escolha sob crescente pressão do próprio PT na época para ocupar com “gente aliada” o STF – a mesma Corte que julgaria o “Escândalo do Mensalão”. Fruto que nasce dessa semente só poderia dar nisso que veremos a seguir:

 

Tofolli e os Militares

Toffoli convidou Azevedo para compor sua assessoria antes mesmo de assumir o comando do Supremo, em 13 de setembro. Foi ao comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, e pediu uma indicação. Naquele momento, dois generais tinham acabado de ir para a reserva. Um deles já havia sido indicado para outro cargo. Toffoli teve então uma conversa com Azevedo, em que disse que precisava de um “assessor para assuntos militares”. O general topou assumir o cargo. De lá para cá, em quase todos os compromissos institucionais, tem escoltado o presidente do Supremo na função de conselheiro. Quase sempre, Toffoli convida Azevedo para que o acompanhe em viagens. Diante do favoritismo eleitoral de Bolsonaro, os dois devem ficar ainda mais colados.

Fonte: Carolina brigido e Vinicius Sassine | Época (20/10/2018)

 

Toffoli e o Alinhamento com o Novo Governo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), parabenizou na noite desta quarta-feira (19) o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, por derrubar a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, também do Supremo, que suspendia a execução da pena após a condenação em segunda instância. A medida beneficiaria, entre outros, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Parabéns ao presidente do Supremo Tribunal Federal por derrubar a liminar que poderia beneficiar dezenas de milhares de presos em segunda instância no Brasil e colocar em risco o bem estar de nossa sociedade, que já sofre diariamente com o caos da violência generalizada!”, publicou Bolsonaro no Twitter.

Fonte: Bernardo Barbosa | UOL (19/12/2018)

 

O descanso de Toffoli, enquanto 180 mil pessoas estão presas em segunda instância, amontoadas nas masmorras medievais superlotadas!

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, está em Natal desde a tarde desta sexta (4). Ele cumpriu agenda institucional com os magistrados potiguares…

Neste sábado e no domingo, o presidente do STF não tem agenda oficial e aproveita para descansar na praia da Pipa. 

Dias Toffoli permanece na capital potiguar até segunda-feira (7) para prestigiar a posse do novo presidente do TJ-RN, desembargador João Rebouças, que acontece às 18h no Centro de Conveções de Natal. 

Fonte: Redação Jurinews (04/01/2019)

Dias Toffoli é uma alma subordinada que serve ao senhor da hora. Cuidado com as almas subordinadas, elas parecem venerar seu senhor de ocasião, mas, na verdade, só amam o poder!

… … … 

PS: Lembra do “Juiz de Merda”? Veja no link o artigo/homenagem a outro juiz do STF – Celso de Mello.

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.