Banquete de Horrores

Por Sama, para o Duplo Expresso:

Há um banquete posto à mesa naquele tribunal lá de Brasília. Com sal, pimenta, salsa, cominho, … com tudo. É um banquete determinado mais pela grande quantidade de comida oferecida, do que propriamente pela diversidade de receitas ou regimes. Os comensais usam um longo cardápio léxico-lexotânico para descrevê-lo, mas tudo limita-se a um único prato comezinho: nós. No caso, nós-os-brasileiros-da-silva.

Ouvia dizer que dentro da gente há um ser primitivo à espreita de uma brecha para sair. Pois não é que, de dentro de cada uma daquelas longas togas, esses seres já saíram? São monstros empanturrados, dos quais vemos apenas as cabeças polutas, cobertas por pelumes, plumagens ou perucas, além dos bracinhos curtos com mãos longas e unhas maiores ainda.

Mas o que chama a atenção das lentes que transmitem o banquete dos deuses tupiniquins da carnificina são as bocarras. Com muitas fileiras de dentes e línguas serpentinas, que usam para mostrar um linguajar empolado. Que usam repetidamente para não dizer coisa com coisa. Nada. Aliás, mais do que quaisquer outros no Brasil, eles sabem que não se deve falar de boca cheia…

Em pé, da esq para dir: A serviçal estadunidense Dodge Polara, que auxilia Levianowski, Jaba Mendes, Careca do PCC, Carminha Lúcifer e Dias Sttofel | Abaixo (da crítica), da esq para dir: Fucks, Rosa Quartzolit, Pavão Barroso, De-Tucano de Mello, Sr. Voto Vencido de Mello e Edson Fraquin

Saudações Samânicas!

 

 

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