Coiso x Coisa? O debate é sobre Pré-sal, Eletrobrás, CLT, 13° Salário, Aposentadoria, Democracia…

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

O day after do #EleNão já havia provado que a luta contra o fascismo, em forma de micaretas, é artificial. Obviamente que Bolsonaro é um completo idiota e fascista, mas a urgência do Brasil e dos brasileiros não é esta. As nossas riquezas estão sendo entregues e querem tirar temas importantes do debate eleitoral. Nunca é demais lembrar, por exemplo, que Bolsonaro não precisa mudar uma única Lei para fazer todas as atrocidades que ele promete fazer.

Sabe quem criou isso? Uma ala de dentro do PT chamada “PT Jurídico” (Apud Luiz Moreira). Liderado por Tarso Genro, Zé Cardozo e Dilma, este grupo criou leis que permitiram, entre outras coisas, que Lula fosse preso sem crime, em segunda instância – juntamente com outras 14 mil pessoas.

O “PT Jurídico” sequestrou a sigla do PT. Haddad é cria desta ala, a qual tira os poderes do povo e transfere para juízes concursados que não têm compromisso com a Soberania Popular. Tanto é verdade que Haddad “estufa o peito e se orgulha” ao falar nas entrevistas e debates que vai “dar mais poderes” a esta justiça carcomida.

A Lava Jato e o “Mensalão” foram criados por este grupo para “limpar o caminho” e pegar Lula. Quem é mais fascista? Quem cria as leis ou quem promete aplicá-las? Para mim, os dois. Por isso, não votarei em nenhum desses dois, e não vou entrar no engodo do #EleNão, uma manipulação dos bancos e da Globo para desviar o foco do debate que importa.

O novo desvio de foco é a (não) “entrevista de Lula” que os atores com toga do STF fingem ter travado. Um finge que é bonzinho, e os outros são os demônios. Fica cada vez mais claro que Lula queria falar o que realmente pensa e barraram as entrevistas. Por isso a IstoÉ (via Record) inventou uma jabuticaba jornalística, onde Lula é pintado como alguém que “comanda a campanha de dentro do presídio”.

Isto é publicado quando todos sabem que Lula sequer pode receber visita de quem ele gostaria de falar. Como alguém nessa condição comandaria algo? Está explícito que isso foi “armado” para que ele ficasse com mais medo ainda. É uma “teletortura”. Mais uma inovação da ditadura da toga.

Agora, os comentários giram sobre “liberaram a entrevista” e, na volta seguinte, “proibiram outra vez”. O certo é que quem iria falar não era Lula, mas sim um senhor de 72 anos, preso injustamente, humilhado e abandonado. Isso não poderia ser chamado de entrevista! Isso seria mais uma “delação premiada” ao gosto do torturador. Enquanto isso, uma camada da sociedade está feliz porque foi para a rua lutar contra “O Coiso”.

O mais bizarro foi a disputa pela “paternidade” das micaretas do #EleNão. Direita e Esquerda (pero no mucho) queriam conduzir, cada um do seu jeito, a boiada para o próprio pasto. Numa alegoria mais apropriada, Patos Amarelos e Patos Vermelhos eram disputados para o banquete dos oportunistas.

Que a Direita tem a Globo, o dinheiro e o poder de alienar, todos nós sabemos. O que me incomoda mesmo é perceber que a mesma Esquerda (pero no mucho) que até sexta-feira passada afirmava não possuir forças para lutar nas ruas pela bandeira do Lula Livre, agora quer dizer que organizou todas as micaretas. Melhor parar, pois ficou feio.

Enquanto isso, Henrique Meirelles, Marcos Lisboa, Rodrigo Janot e outros subprodutos das cinzas das soberanias nacional e popular são agora “sondados” pela Esquerda (pero no mucho) para uma composição do “Brasil Civilizado” que venceu a “Barbárie”. Se alguém consegue dormir bem com um barulho desse, prefiro cantar Mutantes: “Eu juro que é melhor não ser o normal se eu posso pensar que Deus sou eu”.

Entre o Barbarismo induzido e a opção Barbarella artificial, eu ainda prefiro sair cantando Os Mutantes…

 

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.