Quando não será a Lava Jato um “valhacouto de torturadores”?

Por Maria Eduarda Freire, para o Duplo Expresso

Eles andam por aí, com seus butins de caça, caçando pessoas.

A dor de ter a sua dignidade inapelavelmente rasgada pelas garras do sistema de justiça é de uma violência tão excessivamente tétrica e brutal que nada é capaz de definir o que é ser ferido por tamanha dor.

É a dor de ter a sua vida barbarizada por promotores e juízes sanguinários, pelos dedos apontados em riste de uma sociedade sem rosto, sedenta por um bode expiatório, e uma mídia linchadora de reputações que “mata” em vida. É um matadouro. Eles querem lhe destruir. Eles lhe ferem para isso.

Os familiares e os amigos são imolados juntos, devastados pelo profundo sentimento de impotência diante da humilhação, e do sofrimento daquele que acompanham na “via crucis”, dividindo um pouco do peso dessa “cruz”, recebendo as pedradas, os pontapés e as cuspidas da turba, nesse périplo.

E só é possível sentir essa dor quem sente na pele. Quem sente na pele o atrito e o peso dessa máquina inquisitorial. Quem sente na pele a ferocidade e a força destruidora no ranger dos motores triturando a nossa carne. Os gritos lancinantes de dor lubrificam as engrenagens que necessitam de cadáveres como força motriz.

Dói e dói insuperavelmente. É um matadouro. MATADOURO. E eu me pergunto se será possível deter esse morticínio, porque ELES ANDAM POR AÍ, COM SEUS BUTINS DE CAÇA, CAÇANDO PESSOAS, CAÇANDO PAIS E FILHOS.

 

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