Reencarnação do (queimado) “Plano B”: impor “vice” (viciado!) a Lula. Se-vícia!

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso
Publicado em 1/mai/2018 – 23:26
Atualizado em 2/mai/19:12 (ver final e resumo audiovisual abaixo) 

  • Quem já negociou o pescoço de Lula está a defender que esse indique “desde já” o “seu” (?!) “candidato a vice”. Mencionam Haddad (e despistam com Celso Amorim e Jacques Wagner).
  • Ora, já ensinava Brizola na sua infindável sabedoria: “vice tem que ficar ocupado. Ocioso, passa a conspirar contra o titular”. E isso vindo de alguém que se cercou dos melhores – Darcy Ribeiro e Nilo Batista – para a função, hein?
  • Sobram poucas dúvidas sobre o porquê de haver hoje em Curitiba apenas 5 mil – bravas! – pessoas: diversos militantes do PT denunciam a não organização pelo partido de uma caravana sequer!
  • Não surpreende: o objetivo da ala pelega do PT é justamente que Lula siga preso. Querem, ademais, que Lula – e a sua porta-voz, Gleisi Hoffmann – fiquem em posição de fraqueza, para que possam ser mais facilmente dobrados.
  • Lembrando: o novo nome do “Plano B” – expressão tornada maldita pelo trabalho pertinaz do DuplEx – é “Lula tem que indicar, desde já, o seu vice”… “que nada tem a ver com Plano B” (sic)… “e poderá, perfeitamente, ser substituído na convenção em agosto” (sic). O raciocínio (deliberadamente) tortuoso assevera que, indicando um vice logo, “Lula preservaria o seu capital político… crescente”.
  • Quem eles pensam enganar?
    Como dissemos meses atrás: “rei posto, rei morto”: ou sai candidato ou Lula já era!

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    • Resumo audiovisual:

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Sem rabo preso, o Duplo Expresso vem expondo, de maneira pioneira, as articulações insidiosas do “Plano B” – de “B’ola nas costas” e de “B’astardo do golpe” – desde o distante 3 de fevereiro de 2018:

 

Lula acabara de ter confirmada a condenação de Sergio Moro pelo TRF-4 apenas uma semana antes disso. Sua prisão, manifestamente ilegal, era ainda uma possibilidade “remota”. Nada que impedisse o “Plano B” de, sem nenhuma lealdade a Lula, seguir tentando se impor “de fora para dentro” do PT (apud DuplEx (2/fev/2018); apud Gleisi Hoffmann (22/fev/2018)). Inclusive com direito a manifesto de “intelectuais” (sic) lançando a candidatura de Fernando Haddad na Folha de S. Paulo (!), em 21 de fevereiro. Manobra descarada que, para ira dos seus articuladores, foi prontamente alvejada pelo DuplEx em artigo de repercussão:

 

Note-se o nível da falta de decoro – até mesmo “internacional” – devidamente registrado, e severamente criticado, no artigo:

 

Nada que impedisse a articulação da “B’ola nas costas” de Lula – e das bases do PT – de seguir adiante. “Relançaram” o manifesto dias depois, em 5 de março. Note-se que o veículo escolhido para a plantação – “agro-jornalística” – da “notinha” da vez foi o (conservador) O Estado de S. Paulo.

No entanto, tratava-se em verdade de manobra casada com a “Central do Plano B”, o site Brasil 247. Esse, sim, o verdadeiro organizador da jogada. Chegou mesmo a constranger intelectuais – dessa vez grafado sem aspas – a aporem as suas assinaturas no tal “manifesto” (aí, sim, voltam – todas – as aspas).

Deus ajuda quem (muuuito) cedo madruga? “Curiosamente” – só que não – a “notinha” foi plantada no Estadão às 3h da manhã…

 

– … e já foi “replicada” – “re”?? – na “Central B”… às 5:20!

 

Trata-se, evidentemente, de claro uso do recurso “publicação agendada”, devidamente combinada com o Estadão. Esse último funcionou no episódio como testa de ferro, laranja da publicação, que foi deixada pronta de véspera pela “Central B”, para sair às 5:20.

Note-se, por exemplo, que o UOL reverberou esse tal “relançamento” de maneira muito menos suspeita, em horário comercial (às 9:51):

 

Nada de se estranhar muito nessa “parceria” entre Estadão e 247. Trata-se, como vimos insistindo, de clara aplicação da tática da pinça para a manipulação do debate político. Nela, controla-se, de maneira concertada, a pauta que alimentará o embate entre os polos rivais, tanto à direita como à esquerda:

(24/3/2018)
Não cansamos de repetir: o Duplo Expresso não faz o jogo do Cartel Midiático brasileiro. Assim, não reproduzimos o seu conteúdo apenas – à guisa de “contraponto” (sic) – trocando o seu sinal. Ou seja, fazendo com que o que sai na Globo como “bom” vire “ruim”. E vice-versa. EM VEZ DE FAZER PARTE – DELIBERADAMENTE (?) OU NÃO – DA “PINÇA” QUE MANIPULA, COM A PERNA DA DIREITA E DA ESQUERDA ATUANDO CONCERTADAMENTE, O RUMO DO DEBATE POLÍTICO, LIMITANDO-O A (A) VS. (-A), PREFERIMOS FALAR DE B, C, D… Z. Afinal, como sempre disse Roberto Marinho, muito mais importante do que o que o Jornal Nacional dava era o que não dava.

Certo?

Dessa forma, em vez de nos deixarmos pautar pela fake news da Folha, constituindo a perna “esquerda” da pinça (como veículos da GloBosfera prontamente fizeram), não nos limitaremos a multiplicar o seu conteúdo por (-1). Aliás, como veremos adiante, teve veículo da GloBosfera que, malandramente, multiplicou-a por… (-1)2 ! Em vez disso, como costumamos fazer, partimos para uma meta-análise desse “noticiário” (sic). Isso porque aqui, como sói acontecer em política, o subtexto é muito mais importante que o texto.

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(11/4/2018)
O diversionismo da vez. Seguindo a TÁTICA DA PINÇA, MÍDIA DE DIREITA E DE “ESQUERDA” (ENTRE ASPAS MESMO) PROMOVEM SEQUESTRO DE PAUTA. Em vez de falar do calvário de Lula nas mãos de Moro e da CIA, da mobilização das bases para resistir (i.e., a de verdade!), incensam áudio plantado pela Rede Globo com mensagem de desmobilização.
Por quê?
(pergunta retórica, claro)

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Não há choque sequer. Afinal, todos já testemunhamos, meses atrás, ação concertada ainda mais desabonadora na mesma “GloBosfera”. Refiro-me, evidentemente, ao flagrante que registrou – santo print! – o DCM “republicando” (aspas) “notinha” da Lava Jato plantada n’O Antagonista (!) ANTES mesmo de esse último publica-la… em “primeiro lugar” (!)

 

 

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E por que este resgate, no presente, do histórico insidioso da articulação do “Plano B”, o “B’astardo do Golpe”, para dar a sua “B’olada nas costas” de Lula?

Por que rememorar o papel que a “Central do Plano B” – entre outros veículos da “GloBosfera” – desempenha na traição a Lula e às bases do PT?

Ora, porque esse “jogo pesado”, como muito bem qualificou membro digno da Executiva do PT, continua em plena marcha.

Caetano Veloso celebremente disse, quando ainda podia ser considerado “de esquerda”, que assistia ao Jornal Nacional da TV Globo para saber o que Roberto Marinho queria que o brasileiro pensasse. De forma análoga, quem quiser saber que balão de ensaio o “Plano B” quer fazer subir no meio de esquerda deve prestar atenção ao que diz o Brasil 247.

Lá ficamos a saber hoje, em entrevista de Rui Costa Pimenta a Leonardo Attuch sobre o 1º de maio, que esse último está a defender que Lula indique “desde já” o “seu” (?!) “candidato a vice” no PT. Menciona, por óbvio, o nome do – candidatíssimo (a Presidente e não a vice!) Fernando “B” Haddad. E, para despistar, menciona na sequência dois nomes que sabe serem de difícil viabilização: (1) Celso Amorim, totalmente estranho à máquina do PT; e (2) Jacques Wagner, que não arriscará a eleição certa para o Senado na Bahia, por precisar do foro que vem com o cargo (privilegiado).

Na fala de Attuch, usando Rui Costa Pimenta como escada, fica clara a tática identificada em 13/abr/2018 por Nina Lima, comentarista do DuplEx, neste artigo:

Ainda na publicação (como publicado no GGN), entra a mensagem subliminar do Plano B. Esta subliminaridade é reforçada pela estratégia da sutileza, do contraste e da força de imagens, que eu venho percebendo na blogosfera. Assim, “ameaça-se” a militância com duas opções de “fazer medo”: Barbosa (horror maior) e Ciro (horror menor), para estabelecer o contraste e o repúdio; apresenta-se sutilmente um nome de pouco horror, quem? Haddad, mesmo que como vice. Mas, a mensagem maior – subliminar – que se quer passar é aquela da imagem: Lula e Haddad juntos em uma foto de campanha. Precisa desenhar?

 

Ou seja, usam o “espantalho” Ciro Gomes – totalmente queimado com a base lulista – para, por meio do contraste, empurrar um “mal menor”: o “bom moço” (só que não) Haddad.

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Tchan-tchan-tchan-tchan:

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  • Búúúúúúúúúú!

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Diante disso, alguma dúvida de por que havia em Curitiba apenas 5 mil (bravas!) pessoas manifestando-se – EM DEFESA DE LULA! – hoje?

Sendo, desproporcionalmente, uns 20% arregimentados pelo PCO, segundo as contas de Rui?

[Nota: obviamente EU não estava lá. O No. “5 mil” foi citado pelo Rui Costa Pimenta e pelo Attuch na referida entrevista. Depois da publicação, um quadro histórico do PT – que, como Rui, estava lá em Curitiba – contestou tal estimativa. Disse que esse foi o No. divulgado pela PM do Paraná, o que de fato não reforça a sua credibilidade. No entanto, devo registrar que não me deparei com nenhuma outra estimativa até aqui]

Como dissemos em uma das nossas transmissões especiais de 1º de maio, recebemos denúncias de diversos militantes do PT em SP dando conta de que a direção local do partido não organizou nem uma caravana sequer para Curitiba!

(temos, inclusive, prints de entrevero a esse respeito entre destacado membro da direção do PT e militante histórico revoltado com a sabotagem que testemunhava – e denunciava internamente)

Todos os que foram para o Paraná o fizeram às suas expensas – e com tarifa cheia. Caso o PT tivesse organizado caravanas, não só sindicatos poderiam ter se cotizado para subsidiar as passagens como o ganho em escala – de per si – já possibilitaria grande redução no desembolso a ser feito por cada manifestante. Assim, todos esses poderiam rumar para o Sul para mostrar a magnitude do peso político do homem – inocente – que lá está encarcerado.

Mas como?!

Ora, o objetivo da ala pelega do PT, da qual faz parte o traíra José Eduardo Cardozo, é justamente que Lula siga preso!

 

Querem ademais que Lula – e a sua porta-voz, Gleisi Hoffmann – fiquem em posição de fraqueza, para que possam ser mais facilmente dobrados, sendo então forçados a indicar Fernando “B” Haddad como candidato!

Lembrando: o novo nome do “Plano B” – expressão tornada maldita pelo trabalho pertinaz do DuplEx – é “Lula tem que indicar, desde já, o seu vice”… “que nada tem a ver com Plano B” (sic)… “e poderá, perfeitamente, ser substituído na convenção em agosto” (sic). O raciocínio (deliberadamente) tortuoso de Attuch, do 247, assevera que, indicando um vice logo, “Lula preservaria o seu capital político… crescente”.

Oi?!

Quem eles pensam enganar?

Como já dissemos há meses: “rei posto, rei morto”: ou sai candidato ou Lula já era – e também o Brasil

 

– Por que a perseguição a Lula?

Sim, é certo que a elite brasileira – míope, jeca e pedante – tem um problema pessoal com o ex-Presidente. E também com o seu sucesso, tomado como ofensa pessoal. Nunca percebeu – ou melhor: nunca aceitou – o grande ativo político que encarna. Dentro e fora do país. A elite brasileira trabalhou, desde o início, para inviabilizá-lo. E agora vê próxima das suas mãos a oportunidade de riscá-lo dos livros de História, para que não venha a inspirar, com o seu exemplo, novas subversões da “ordem natural das coisas”. A de 500 anos.

– Mas e a Finança transnacional?

– E o Deep State americano, o seu braço armado?

Têm eles um problema pessoal com Lula?

Dão-se por satisfeitos com – a pessoa física de… – Lula afastado do processo político?

Sem se importarem com quem vencerá as eleições de 2018?

E o programa a que dará execução?

Se a Finança transnacional e o Deep State americano tinham um problema pessoal com Lula, disfarçaram-no muito bem. Quando Presidente, sentava-se à mesa com os poderosos, chamado que era para, entre outras, reuniões do G8 e do Fórum Econômico Mundial.

É evidente que o problema da Finança transnacional e do Deep State é com o que o Presidente Lula representa:

– A emancipação do Brasil.

Lula encarna-a até em nível “biográfico”: aquele que saiu das mais profundas camadas da brasilidade e que, fugindo à “regra”, falava de igual para igual com os donos do dinheiro – e das armas. Na dimensão geopolítica, a Finança e o Deep State antagonizam, isso sim, a política externa “ativa e altiva”, montada na plataforma de um projeto de desenvolvimento econômico e tecnológico autônomo.

A elite brasileira, escravocrata, opõe-se com vigor a, entre outros, o Bolsa-família, a valorização do salário mínimo, as faixas subsidiadas do Minha Casa Minha Vida e o Luz para Todos. Ou seja, a todas as medidas que visavam a dar uma face menos desumana ao “capitalismo” brasileiro – sem sequer se aproximar de tocar as suas estruturas.

Mas e o sistema internacional?

Ele realmente se importava com o comprometimento de pouco mais de 2% (!) do orçamento da União com o Bolsa-família? Quando a metade (!) do mesmo é comprometida com o pagamento de juros?

Evidente que não. Tanto é assim que o programa de transferência (mínima!) de renda arrancou elogios de organismos internacionais e até mesmo da bíblia da Finança: a revista The Economist.

O problema do sistema internacional é com a perspectiva de mudança da inserção do Brasil no mundo: BRICS, seu banco de desenvolvimento (rivalizando com o Banco Mundial), seu fundo de reservas (rivalizando com o FMI), a “ousadia” de fazer comércio e investimento em suas moedas (rivalizando com o dólar). E mais UNSASUL, CELAC (uma OEA sem EUA e Canadá) e relançamento do MERCOSUL, dando novo impulso à integração regional sul e latino-americana – o que dificulta a tática do Império de “comer pelas beiradas” no Hemisfério. Tudo isso montado no cacife de um projeto autônomo de desenvolvimento econômico, com, entre outras coisas, a construção de “campeões nacionais” e o apoio à sua projeção internacional; o combate ativo, por indução do Estado, à tendência de reprimarização da economia brasileira; e o desenvolvimento de tecnologia autóctone (veículo lançador de satélites – VLS, programa nuclear/ Pro-sub, tecnologia do pré-sal, Embraer, etc.) a disputar mercado no mundo.

É extrema ingenuidade estratégica – para dizer o mínimo – acreditar que o sistema internacional chegou até aqui para permitir que um “Plano B” qualquer, um novo “poste”, digamos, dê sequência – “por procuração” – à obra de Lula.

Pobre “Plano B”!

Quanto tempo duraria na cadeira diante do assédio concertado do sistema internacional e da elite brasileira sem contar com os predicados que abundam em Lula – carisma, destreza na articulação política, comunicação direta com o povo, legitimidade para arbitrar conflitos sociais numa quadra de acirramento do conflito distributivo?

Bem, a não ser que “Plano B” – ou agora o tal “Lula (somente) até onde der” (?) – signifique não apenas uma alternativa à “pessoa física” de Lula, mas também à sua “pessoa jurídica”, à sua obra política: a emancipação do Brasil.

Parece óbvio, mas me sinto obrigado a repetir:

– Tão logo Lula indique um sucessor, um “dauphin”, o sistema internacional investirá com tudo para erradicar “o cara”.

Invertendo o ditado, “rei posto, rei morto”!

A única razão pela qual ainda não se ousou violência ainda maior contra Lula (há, pelo menos, 8 processos!) é a sua capacidade – i.e., desde que conte com a fidelidade e o respaldo absolutos do PT! – de colocar em xeque a farsa armada para 2018. A manutenção da sua candidatura – chancelada pelo teimoso “Sr. povo” – em desafio aberto a um Judiciário capturado por interesses antinacionais e antipovo é o que mela a narrativa de “as instituições estão funcionando normalmente”. E de “eleição 2018: a festa da democracia” (!)

Lula – atenção: cuja construção levou “apenas” 30 anos! – é o nosso único escudo efetivo para resistirmos ao assédio concertado do sistema internacional e da elite brasileira. A facilidade com que implodiram o “poste” anterior, Dilma Rousseff, é autoexplicativa. E deveria, por si só, desencorajar toda e qualquer articulação de (um novo) “Plano B”.

Insisto:

– Apenas caso “Plano B” – ou “Lula até onde der” (?) – signifique tão somente uma “alternativa” (vã!) à “pessoa física” de Lula – e não à sua “pessoa jurídica”, à sua obra política: a emancipação do Brasil.

Com o lawfare de que é vítima, Lula foi empurrado para a candidatura por aqueles que se pelam de medo do seu poder simbólico: a lembrança de um passado glorioso e a esperança de um futuro que o resgate. Para o bem e para o mal estamos todos no mesmo barco de Lula. Caindo ele, caímos todos. Em uma sequência que deveria ser óbvia!

É por essa razão – e não por idolatria ou culto à personalidade – que o Duplo Expresso é Lula “de A a Z”. É pelo Brasil!

Aliás, nada mais adequado do que o nome do perfil do ex-Presidente no Twitter:

– @LulapeloBrasil!

Mas e a recíproca?

É verdadeira?

– “O Brasil por Lula”?

(“O PT por Lula”?)

Como sustentamos acima, esse deveria ser o caso nem que apenas por egoísmo, já que estamos todos nós, patriotas, inexoravelmente no mesmo barco dele. Para o bem e para o mal.

Aliás, isso lembra Sócrates:

– Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade!

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Como registramos na semana passada, além de Lula, Gleisi também é alvo do “fogo (nada!) amigo”:

 

Ainda seguindo no raciocínio (deliberadamente) tortuoso de Attuch, a indicação de “um vice desde já permitiria a Lula ter um interlocutor”.

Ora!

Pensava eu que Gleisi Hoffmann – que, por acaso, vem a ser também a Presidente nacional do PT “apenas”! – era porta-voz, oficial, de Lula. E de papel passado, com procuração e tudo:

  • Atenção: não há que se confundir eventual “vedação” (sic) à Senadora Gleisi Hoffmann utilizar a procuração outorgada por Lula para defendê-lo na ação penal do triplex – “vedação” grafada deliberadamente entre aspas, posto que no mínimo “controversa” – com a bizarra (aqui, sim, sem aspas) PROIBIÇÃO INAUDITA ALTERA PARTE EX OFFICIO de a Senadora ser constituída advogada do Presidente Lula para qualquer (outro!) fim. É sofisma atrás de sofisma.
  • Senadora Gleisi Hoffmann, não se deixe enganar por “interpretações” (sic) veiculadas na mídia engajada. Ou, no caso, até mesmo por conselheiros “jurídicos” (?) “de casa” (?). Aliás, seriam esses os mesmos “bons conselheiros” que afirmaram, no Sindicado em São Bernardo, que “em prisão preventiva não cabe habeas corpus por 81 dias”?! Hmmm… de fato “bons conselheiros”… mas para quem?

 

Pois, para além do “fake direito” sobre Gleisi “não poder ser advogada de Lula” (sic), já desmontado aqui no DuplEx, parece que Fernando “B” Haddad – e os seus articuladores dentro e fora do PT – querem desalojá-la o quanto antes também da função de porta-voz do ex-Presidente. Na impossibilidade de impor, desde já, o “Plano B”, tentam contrabandeá-lo, de forma insidiosa, como esse tal “vice para já”.

Ora, se é algo apenas “tático”… “provisório”… “só até a convenção”… por que não ratificar a escolha do próprio Lula? E sugerir o nome de Gleisi para essa tal “vice temporária” (sic)? Por que sugerir Fernando “B” Haddad?

Perguntas retóricas, evidentemente.

Não enganam a ninguém: a base não engolirá tal manobra – patrocinada pelos mesmos personagens. E o DuplEx seguirá marcando em cima, firme e forte, para tornar o engodo ainda mais difícil de vender. Porque afinal, nem o Brasil nem Lula estão à venda. Quer dizer, a menos para nós. E também para as dezenas de milhões de brasileiros que, tal qual Gleisi Hoffmann, são Lula “até as últimas consequências”.

A ala pelega no PT vendeu o pescoço de Lula ao Golpe. Só tem um problema: as bases – do próprio PT (e além!) – não vão permitir a entrega da “mercadoria”!

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P.S.: Concluo repetindo outro “P.S.”, de 17/abr/2018:

P.S.: ainda busco compreender ao que visa, no jogo, Rui Costa Pimenta com o seu processo de “mainstreaming”, mal traduzido como “popularização”. O Presidente do PCO gradualmente passa de bom grado do hype gauchista, de nicho, pro arco mais amplo do pop “vermelho-farofa” da GloBosfera. É certo que holofotes são sempre bem-vindos. Ainda mais em período eleitoral. Mas certamente não escapa a alguém com tamanha capacidade analítica a valiosa credibilidade que o Brasil 247 – a descarada central do Plano B – busca auferir junto ao público de esquerda mantendo a sua presença lá. De notar, ademais, que conquanto critique – no genérico – “alas” no PT favoráveis ao Plano B, Rui nunca dirigiu um desses petardos diretamente a Fernando Haddad. Em verdade, salvo engano, não o ouvi mencionar o nome sequer uma vez nos últimos meses. Curioso.

 

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ATUALIZAÇÃO 2/mai/2018 (1): POR QUE O PESSOAL DO “PLANO B” DETESTA O DUPLEX…


A palavra de ordem mais ouvida neste 1° de maio em Curitiba foi sobre a participação do ex-presidente Lula como candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à presidência da República em 2018. A massa petista a cada referência sobre candidaturas entoava:

“NÃO TEM PLANO B, NO 1° TURNO É LULA DO PT”.

Depois da já consagrada: “Eleição sem Lula é fraude”; a nova palavra de ordem ganhou força entre os petistas.

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ATUALIZAÇÃO 2/mai/2018 (2): LIDERANÇA DO PCO FAZ BALANÇO NO FINAL DO 1o DE MAIO EM CURITIBA. E DESCE O PAU NO “PLANO B”

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.