Maradona e a Argentina
Por Luiz Carlos de Oliveira e Silva
- No Brasil, como era de se esperar, boa parte dos comentários sobre Maradona insistiu – perfidamente, a meu ver – em “separar” o jogador de futebol do “homem fora dos gramados”, enaltecendo o primeiro e lançando um manto de condenação, aberta ou velada, sobre o segundo.
- Nesses comentários sempre há um “apesar de” que, me parece, raramente está presente nas considerações sobre Maradona feitas na Argentina.
- A presença e a ausência do “apesar de” com respeito a Maradona é, a meu ver, muito significativo por dizer mais sobre quem comenta do que sobre o “pibe de oro”…
- Maradona foi um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, como também foi um homem de esquerda que nunca escondeu suas posições políticas (e a sua admiração por Fidel Castro e por Hugo Chaves, por exemplo), como também foi um homem de emoções públicas e exacerbadas, como também foi um drogadicto.
- O povo argentino, de modo geral, devotou a Maradona um amor incondicional, sem jamais “isolar” qualquer dos aspectos da sua personalidade. Amou-o simplesmente…
- Maradona amou profundamente seu país e foi plenamente correspondido.
- Como não admirar Maradona, e como não admirar um povo que o amou incondicionalmente?
- Maradona e Argentina são faces de uma mesma moeda, de uma mui rara moeda…
- Gracias, hermanos!
- Gracias, Maradó!
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