“Foda-se”: o Golpe do para-raio (e o para-raio do Golpe). É a Guerra Híbrida, estúpido!

Heleno & Bolsonaro: o golpe do para-raio? Ou o para-raio do Golpe? Bem… “ou”?

Agora todo mundo sai para o #elenão 2.0. É preciso estar muito atento ao movimento, pois o cálculo é que eles mesmos ganham com isso. Reproduzem até mesmo a bravata de que “até 2 anos há novas eleições” (!). É preciso entender que essa não é uma jogada de Bolsonaro. É de quem está usando ele como para-raios. Eu e Romulus Maya falamos, ainda em 28 de março de 2019 (ver no link): essa é uma bomba de efeito retardado, parte das operações de guerra híbrida. Daqui a pouco tá todo mundo pedindo para o Exército resolver essa situação. Bem… “daqui a pouco”?
Ah, Jesus Cristo!
Ah, Padre Antônio Vieira!

 

Por Piero Leirner

Um pouco de Fosfosol aí, para lembrar dos fatos.

Toda essa meleca (essa específica, desta semana) começou com o “foda-se” do Heleno, certo??? O que originou isso foi o problema do controle do orçamento, o tal “orçamento impositivo”, certo? Que aconteceu assim por quê? Por conta daquela PEC lá do ano passado, que TODO MUNDO votou a favor, até o Eduardo B (ver print abaixo).

 

49 deputados do PSL votaram a favor. Lembram disso? Não? Eu e Romulus Maya falamos na época: essa é uma bomba de efeito retardado, parte das operações de guerra híbrida. Vejam o release deste artigo, de 28 de março de 2019:

Muitos festejaram a acachapante “derrota” do governo com a aprovação da PEC que estabelece o orçamento impositivo na Câmara dos Deputados – sob Rodrigo Maia. Nunca se ouviu falar de tamanha “derrota” de um governo. Ainda mais com menos de três meses de ascensão ao poder. Até mesmo Dilma, no vale da impopularidade, na votação do impeachment teve lá por volta de 100 deputados. Pois Bolsonaro tem hoje apenas 3 (depois dobrados para 6)? 49 deputados do seu partido, o PSL, que votaram a favor da PEC – incluindo o “Bolso-filho 03”! -, estariam na oposição? Ou há algo mais aí?
O fato – e aqui a informação exclusiva que sustenta este texto – é que o governo não mexeu uma palha para impedir a aprovação do orçamento impositivo – “pauta bomba” – na Câmara. Da mesma forma, nada está a fazer para impedir uma nova “derrota”, desta vez no Senado.
A perplexidade de Senadores aliados de Bolsonaro, de direita, com o coice (oculto) que o governo dá, tanto em Paulo Guedes como no “mercado”, não poderia ser maior. Pegos no contrapé, técnicos do Senado mostraram-se mais realistas que o rei. Ou melhor, mais “mercadistas” que o próprio governo, “ultraliberal”, que ostenta Guedes como “super-Ministro” da Economia. Isso porque tal governo trabalha – ainda que de maneira dissimulada – a favor do orçamento impositivo. Ou seja, do fim do teto de gastos!
E o que explica isso? A chamada “abordagem indireta” de destruição, típica da Guerra Híbrida.

 

E O QUE VEMOS HOJE?

ELES ESTAVAM CRIANDO UM FATO PARA DEPOIS DIZER: “O CONGRESSO NÃO DEIXA A GENTE GOVERNAR”.

CALCULARAM LÁ ATRÁS.

Agora todo mundo sai para o #elenão 2.0. É preciso estar muito atento ao movimento, pois o cálculo é que eles mesmos ganham com isso. Com raras exceções (Marcelo Pimentel Jorge de SouzaPedro Marin e André Ortega, que perceberam precisamente a articulação militar desse movimento), tá todo mundo entrando nessa de cabeça, reproduzindo até a bravata de que “até 2 anos há novas eleições” (!).

[Nota D.E.: Cara! Piero! Eu não aguentooo! Essa da “eleições gerais antecipadas antes de 2 anos de mandato” é para desligar os aparelhos! Ninguém, sequer, lê a p… da Constituição! Grrr!]

De novo, Fosfosol: Dilma caiu antes de 2 anos e não teve eleição nenhuma.

É preciso entender que essa não é uma jogada de Bolsonaro. É de quem está usando ele como para-raios. Daqui a pouco tá todo mundo pedindo para o Exército resolver essa situação.

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“Daqui a pouco”, Piero?

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O novo regime, “iraniano-entreguista”:

 

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Sementes…

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Que, às vezes, caem em solo estéril, fazer o quê…

 

Ah, Jesus Cristo!

Ah, Padre Antônio Vieira!

 

 

 

 

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