Dino e Huck: “Pacificadores” em terra arrasada

Por Luiz Carlos de Oliveira e Silva.

1. A aristocracia tucana – que viveu a doce ilusão de que herdaria o poder depois da desconstrução de Lula e do PT – teve que amargar: (1) a derrota que lhe foi imposta pelo “plebeu” Dória e, (2) o vexame do pífio desempenho eleitoral de Alckmim.

2. A tucanagem de alta plumagem virou uma alma penada… Mas, agora, eles – como uma espécie de Fênix da Avenida Faria Lima – acham que encontraram um corpo livre, leve e solto no qual possam reencarnar: Luciano Huck.

3. Huck era, até há pouco tempo, um personagem em busca de autor. O artigo publicado em seu nome na edição do dia 5 último da Folha de S. Paulo dá mostras de que ele já encontrou o seu “autor”. E vem representando bem o seu papel…

4. A aristocracia tucana agora reconhece o erro que foi o de ter se convertido ao gangsterismo aberto, já que quem herdou o poder deixado vago pela desconstrução de Lula e do PT foi Bolsonaro e sua trupe de aloprados.

5. Luciano Huck é o nome da autocrítica-na-prática-tucana-de-alta-plumagem.

6. Sérgio Moro – atuando com desembaraço crescente – segue sendo o ministro mais bem avaliado do atual governo e, por isto, está no páreo para substituir um eventual Bolsonaro ferido de morte…

7. Mas Huck – sabe-o bem os “farialimers” da política – leva uma vantagem sobre Moro: a de poder avançar tanto sobre o eleitorado bolsonarista quanto sobre o lulista.

8. A aristocracia tucana sabe que, depois do adorável trabalho sujo realizado por Bolsonaro/Paulo Guedes, é preciso derrotar eleitoralmente o bolsonarismo para “dialogar” com os setores populares, mantendo-se, claro, o “estado da arte” do desmanche do Estado e dos direitos.

9. Flávio Dino, o genérico de Lula, tem projeto semelhante ao da aristocracia tucana: derrotar o “fascismo” para dar alguma atenção aos setores populares, mantendo-se, claro, o “estado da arte” da terra arrasada.

10. Depois de quatro anos de Bolsonaro/Guedes o Brasil será uma terra arrasada… A tucanagem de alta plumagem quer, com Huck, disputar com Dino o papel de “pacificador” do país, tendo, ambos, Lula como modelo.

11. Depois de anos do desmonte tucano, Lula, mantendo o “estado da arte”, trouxe ao país a “Pax lulista”, onde os ricos nunca lucraram tanto e os pobres nunca foram tão “incluídos”.

12. A aristocracia tucana, com Huck, quer ir pelo mesmo caminho. O autor do texto assinado por Luciano Huck diz que o “Brasil precisa de ampla coalizão para enfrentar a desigualdade”. Pois é, como se vê, a tucanagem agora também tem a sua proposta de “Pax”.

13. O ponto mais importante a destacar nisto tudo, a meu ver, é que há um ponto comum entre os “pacificadores” de ontem (Lula) e os de hoje (Huck e Dino): a manutenção do estrago feito pelos governos anteriores…

 

Luiz Carlos de Oliveira e Silva, professor de filosofia

 

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