Os Fora da Lei “no velho oeste brasileiro”

Por Maria Eduarda Freire, para o Duplo Expresso

Em tempos de idolatria aos Estados Unidos da América, podemos colocar a operação Lava Jato no contexto dos antigos filmes de faroeste americano, aqueles bem cafonas, estilo John Wayne, de grande bilheteria. Quando nada parecia superar a “breguice” e o ridículo dos chapéus de cowboy, pistolas, cavalos, e o saloon, aparece no cenário os Fora da Lei da Lava Jato, “pistoleiros” ególatras de quinta categoria. O bando é munido de duplo auxílio moradia, “sem provas mas com convicção”, power-points, fuzis, capas de revista, fã-clubes, páginas de Facebook “moro com ele”, bíblia, jejuns, e “colheitas de provas”.

Vivemos hoje no Brasil da Lava-Jato, um cenário de terra arrasada, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, só em 2015, a operação Lava Jato reduziu o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em R$ 142,6 bilhões, com uma queda de R$ 22,4 bilhões na massa salarial e uma diminuição de R$ 9,4 bilhões em arrecadação de impostos. Segundo dados do IBGE, hoje, no país, temos mais de 14,2 milhões de trabalhadores desempregados. A Lava Jato contribuiu diretamente para esses 14,2 milhões de brasileiros na miséria, através da autopromoção midiática e narcisismo de Juízes, delegados, promotores e procuradores, que destruíram a economia nacional e nossas grandes empresas com competitividade internacional, protegidos pela estabilidade de seus empregos, e pela blindagem corporativa, portanto, conformam o instrumento perfeito para a imposição dos interesses antinacionais do capital financeiro internacional.

O nosso sistema de Justiça é uma verdadeira casta elitista, que se mantém e se auto reproduz como tal, desfrutando de altos salários, vantagens econômicas de todo o tipo e que oculta através do revestimento de campanhas moralistas toda a sua visceral imoralidade. Como toda imoralidade precisa de um fundo moral para que possa legitimar-se, esses “pistoleiros” foram erguidos a condição de “benfeitores da humanidade” por uma mídia subordinada a interesses antidemocráticos e que manipula com as pulsões autoritárias da sociedade brasileira que enxerga a ampla defesa, e o devido processo legal como um impedimento a concretização de seus interesses punitivistas.

Juízes decisionistas de todo o Brasil, agora, com a Lava Jato, encontram eco para agirem como verdadeiros “xerifes”. Numa terra de “xerifes” não existe Constituição, mas o imperativo da força bruta, onde o lema é a velha máxima do Oeste “Eu sou a Lei e isso acaba aqui”.

A sociedade brasileira precisa acordar para o cenário de “Terra Arrasada” em que nos encontramos. Somente através do resgate da nossa soberania popular, usurpada por essa casta jurídica instrumentalizada sem legitimidade eleitoral, poderemos lutar para não sermos esmagados pelo neocolonialismo.

 

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