Indigno, Paulo Pimenta pendura acordo com Eduardo Cunha na vítima: Lula!

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso
Publicado 2/mar/2018 – 5:11
Atualizado 3/mar/2018 – 13:05

Antes de revelar no programa as “pressões” indevidas que sofri por parte dos Deputados Wadih Damous e Paulo Pimenta para não dar sequência à pauta do acordo espúrio Cunha/ Moro, entrei em contato com membros da Executiva do PT. E também com pessoas do entorno do Presidente Lula. De ambos os lados ouvi que a tal “tratativa” de Pimenta e Wadih com Eduardo Cunha não tinha se dado nem em nome do PT e nem em nome de Lula. Na verdade, desconheciam por completo tal “iniciativa”. Pela surpresa indignada no tom de voz de um dos membros da Executiva, restou claro: Lula – e o PT – foram traídos!

Notem, contudo, que nem tudo estava perdido: renovando minha fé e esperança no Partido dos Trabalhadores, esse destacado membro da Executiva Nacional, que muito admiro, não hesitou:

– Não ceda a pressões indevidas. Faça o seu trabalho. Publique o que apurou. É importante: desmascarar a Lava Jato é fundamental para defendermos o Presidente Lula. É do nosso interesse.

E assim eu fiz. Na certeza de que cumpria com o meu dever. Sim, dever para com Lula, a quem tanto admiro e a quem sou imensamente grato pelo que fez pelo meu país – e mais: pelo que ainda fará! Mas também, principalmente, dever para com os milhões de brasileiros que tem no Presidente Lula a sua única esperança de retornar à dignidade, da qual foram arrancados pelo Golpe.

É ver para crer: uma nova traição urdida contra Lula, numa verdadeira “PPP” – dois Deputados “de esquerda” (?)/ Lava Jato + PIG/ (certos!) Blogs “progressistas” (sic!)

*

  • Em vídeo:

    (extrato do Duplo Expresso de 2/mar/2018
    Integralidade aqui)

*

Tentei não ser direto no texto anterior. Pensava que o recado, deixado nas entrelinhas, seria compreendido:

(1) Parem de prejudicar o Presidente Lula com seus teatros, simulando defender os seus interesses. Quando, na realidade, fazem justamente o oposto disso. Deem espaço a quem, de fato, está comprometido com o Presidente Lula. E – tão importante quanto – que não esteja no bolso de Eduardo Cunha!

(2) Parem de tentar dinamitar os nossos contatos em Brasília – pelas costas, da maneira dissimulada dos covardes. Sabemos que o fazem em virtude do temor que têm pelo que viemos, inadvertidamente, a descobrir com nosso trabalho.

Era basicamente isso:

– Contanto que fossem preservados os interesses do Presidente Lula e não mais tentassem puxar o nosso tapete pelo temor que nos dispensam (?), permitiríamos que continuassem com o seu “jogo (só!) pra plateia”. Vocês lá, nós cá. Uma espécie de pacto de não-agressão. Mas com as duas condicionantes acima plenamente observadas, evidentemente: a preservação dos interesses de Lula e a não sabotagem ao nosso trabalho.

Infelizmente não foi possível seguir tal curso, diante do que viemos a ver nesta noite.

Sem nenhum escrúpulo, Paulo Pimenta tenta agora pendurar no pescoço da vítima – o Presidente Lula! – o acordo clandestino celebrado com Sergio Moro e Eduardo Cunha! Acordo esse para a exclusão do Relatório final da CPMI da JBS das revelações bombásticas de Tacla Durán. Portador da esperança de todos os apoiadores de Lula, o parlamentar foi um dos indicados pelo/ e “representava” (?) o Partido dos Trabalhadores naquela Comissão. Portanto representava também, indiretamente, o ex-Presidente. Ou assim supúnhamos então…

Confesso que chego a me chocar: é incrível o nível de indignidade a que se pode chegar no desespero!

Não basta trair: tem-se que culpar a vítima da traição!

Linha do Tempo:

(1) Publico o artigo que abalou o eixo Brasília-Curitiba:

(2) Chega o “esperto”

(seguiu-se ligação telefônica em que o Deputado insistiu em saber como chegara à informação de que houvera um acordo entre Sergio Moro e Eduardo Cunha. Evidentemente, desconversei.
Não é “inusitado”?
Um (i) representante do povo, (ii) com formação de jornalista, tentando levantar o sigilo de fonte?)

(3) Diante da minha insistência em dar sequência à pauta, chega dias depois o parceiro dele, (bem) menos “safo”: com termos mais comprometedores e usando intermediário, sem se preocupar com o número de pessoas que tomariam conhecimento dessas “gestões”:

(como anotei no artigo anterior, esperava não precisar publicar prints.
Pois agora suplico aos Deputados que reduzam o seu nível de exposição – já exacerbado – e não me façam publicar áudios!
Paramos por aqui?)

*

Pois o pior ainda está por vir. No cúmulo da indignidade, confrontado, Paulo Pimenta tem a desfaçatez de pendurar o acerto que fez com Eduardo Cunha no pescoço da vítima de ambos:

– O Presidente Lula!

Confesso que já sou, por default, avesso a “carteirada”. Mas vocês hão de convir que essa, em particular, bate todos os recordes de indecência!

*

Em tempo: antes de revelar no programa as “pressões” indevidas que sofri por parte dos Deputados Wadih Damous e Paulo Pimenta para não dar sequência à pauta do acordo espúrio Cunha/ Moro, entrei em contato com membros da Executiva do PT. E também com pessoas do entorno do Presidente Lula. De ambos os lados ouvi que a tal “tratativa” de Pimenta e Wadih com Eduardo Cunha não tinha se dado nem em nome do PT e nem em nome de Lula. Na verdade, desconheciam por completo tal “iniciativa”. Pela surpresa indignada no tom de voz de um dos membros da Executiva, restou claro: Lula – e o PT – foram traídos!

Notem, contudo, que nem tudo estava perdido: renovando minha fé e esperança no Partido dos Trabalhadores, esse destacado membro da Executiva Nacional, que muito admiro, não hesitou:

– Não ceda a pressões indevidas. Faça o seu trabalho. Publique o que apurou. É importante: desmascarar a Lava Jato é fundamental para defendermos o Presidente Lula. É do nosso interesse.

E assim eu fiz. Na certeza de que cumpria com o meu dever. Sim, dever para com Lula, a quem tanto admiro e a quem sou imensamente grato pelo que fez pelo meu país – e mais: pelo que ainda fará! Mas também, principalmente, dever para com os milhões de brasileiros que tem no Presidente Lula a sua única esperança de retornar à dignidade, da qual foram arrancados pelo Golpe.

Aliás, a esse propósito vale lembrar: Golpe esse perpetrado por, entre outros…

– … Eduardo Cunha!

(acho que esse banner terá de ser atualizado…
Afinal, há ao menos outros dois reféns de Eduardo Cunha ao lado de Sergio Moro, não é mesmo?)

*

Falácia: o último recurso de quem não tem razão

“Argumento” tão sofisticado, que basta um print da Wikipédia para refutá-lo:

Em tempo: pior que acho que ele já me conhecia um ano atrás, sabe…

Notem o título que dei então: “o grande Dep. Paulo Pimenta”!

Pois é… imaginem a decepção…

“Romulus, que faz um trabalho maravilhoso nas redes sociais”!

Que desmemoriado, não?

Tem que tomar fosfato, Deputado!

*

E mais: o Sr. pode desconhecer Wellington Calasans, ou que ele seja jornalista com décadas de experiência internacional…

Mas “o cara” sabe:

*

“Carta Rogatória é coisa antiga”, Deputado? Mentira tem perna curta!

Ainda mais uma tão descarada…

Pois vejam quem me mandou cópia – no dia da oitiva de Tacla Duran na CPMI da JBS! – dos documentos que seriam mais tarde enviados à PGR:

Sinto-me até um pouco melindrado de desmentir publicamente um representante da soberania popular – algo que tanto prezo e defendo – de forma tão cabal. Cada um que examine os anexos, que ora disponibilizo, e procure a tal “CARTA ROGATÓRIA” (sic) do Paulo Pimenta nos mesmos.

Aviso aos ansiosos: não há nada que sequer remotamente se aproxime disso!

ESCLARECIMENTOS CPMI 1

ESCLARECIMENTOS CPMI 2

*

No final, não tão surpreendentemente, o círculo dos reféns de Eduardo Cunha (expostos pelo Duplo Expresso em auto-defesa!) se fecha:

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Aliás, tendo já Cunha como a figura “oculta”, para fechar o círculo fica faltando apenas Sergio Moro, não é mesmo?

Quer dizer…

Será que fica faltando?

  • A – não! – “defesa” de Lula na PGR em 28/fev/2018

Tenho para mim que Sergio Moro foi o redator/ diretor/ editor desse vídeo(-desastre!).

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Um “contraponto”:

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Minha gente, a coisa é muito séria. O jogo é pesadíssimo. Já havia identificado no Duplo Expresso (1/mar/2018) aquele artigo “esquisito” que saiu no GGN, disseminando, para o “lado de cá”, a fake news produzida pelo Estadão a toque de caixa para o “lado de lá”, como vacina (desesperada) depois que publicamos a prova documental dos crimes de Sergio Moro:

“LADO A”:

LADO B:

Aliás, o GGN não se limitou a “disseminar” a fake news do Estadão. Resolveu ir além e inovou, com a publicação de um “email sem data” (!)

E vamos combinar: de formatação esquisitíssima!

É a primeira vez que vejo “Assunto”/ “Para”/ “CC” desalinhados, sabe…

E essa história de corpo do e-mail justificado… vocês já viram??

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Aliás, os próprios leitores do GGN estranharam a tal “matéria”:

“Acorda”??

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Mas o pior chega agora: um DEPUTADO, autoproclamado “defensor” de Lula, investe – pesadamente! – para descredibilizar a prova documental que – finalmente! – o nosso lado conseguiu dos crimes de Sergio Moro: o pedido de cooperação judiciária internacional CLANDESTINO que o MPF enviou secretamente à Espanha!

É ver para crer esta – nova! – traição a Lula, numa verdadeira “PPP”: dois Deputados “de esquerda” (?)/ Lava Jato + PIG/ (certos!) Blogs “progressistas” (sic!)

*

O jogo é pesadíssimo!

Abre o olho, Presidente Lula!

O Senhor – e nós todos por tabela! – estamos cercados!

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Em tempo:

  • Pressões indevidas, inesperadamente vindas de dois parlamentares do PT (advinhem quais??), para que não revelássemos que Eduardo Cunha negociara com Sergio Moro, em troca da sua liberação, a exclusão das bombásticas revelações de Tacla Durán do Relatório final da CPMI da JBS.
    Ou seja, em claro prejuízo a Lula.

    (extrato do programa do dia 20/dez/2017. Integralidade aqui)

Reviravolta:

– Em vista dos recentes acontecimento, retrato-me (parcialmente, é claro!) do que disse no vídeo acima, tomado pela emoção.

– Revogo meu exagero retórico e afirmo aqui, publicamente, que para o Senhor, Presidente Lula, não só envio o documento original, acompanhado do registro dos meta-dados do seu recebimento eletrônico, como ainda abro o sigilo de fonte!

– Em vista da gravidade da hora, tenho certeza de que a mesma – patriota – prontamente o autorizará!

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– E agora, Pimenta/ Wadih/ Moro/ (Cunha)/ Estadão/ (alguns!) Blogs “progressistas” (sic)?

– Dobram a aposta no diversionismo anti-Lula desta semana?

– Com que cara?

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Em tempo: pobre do (nosso!) Ministro da Justiça (até 2019!), Eugênio Aragão!

Chamado de leviano e irresponsável por esses (falsos!) “defensores” de Lula no Congresso e nos Blogs “progressistas”!

Tirem vocês as suas conclusões…

Eu fico com a minha: Eugênio Aragão!

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Algo sobre mim: detesto entrar em brigas!

Ainda mais públicas!

Em vista do ocorrido quando da (falsa!) “polêmica” sobre a situação (não!) “prisional” de Eduardo Cunha com Luis Nassif em dezembro último, pensei que no futuro (ao menos no imediato!) pessoas que considerassem arremeter – em modo kamikaze! – contra nós sopesassem que, malgrado ser levado à briga contra a minha vontade, nunca entro em uma…

– … para perder!

  • “Prisão”? Onde está Eduardo Cunha?
    (21 de dezembro de 2018)

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P.S.: o tiro que sai pela culatra. O cara chama uma “live” para detonar o Duplo Expresso… mas

Confesso que depois de 1/3 do vídeo de meia hora cansei de fazer prints. Acredito que o argumento já esteja fartamente demonstrado, não é mesmo?

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Eias “resposta” aos comentaristas, que não compraram a “narrativa”… passada com tanta “sutileza”:

(quem mais, pelas palavras chave repetidas ad nauseum, consegue até mesmo visualizar a reunião com a assessoria que resultou nesse “reteiro”?)

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Alerta: apenas para quem tem alta resistência a índices exorbitantes de “VA” – vergonha alheia – segue o vídeo na sua integralidade

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P.P.S.: dada a extrema relevância, volto ao principal.

É ver para crer esta – nova! – traição a Lula, numa verdadeira “PPP”: dois Deputados “de esquerda” (?)/ Lava Jato + PIG/ (certos!) Blogs “progressistas” (sic!)

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O jogo é pesadíssimo!

Abre o olho, Presidente Lula!

O Senhor – e nós todos por tabela! – estamos cercados!

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ATUALIZAÇÃO 11:15 – eis a estatura do líder (!) do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados – do tamanho de… um grupo de Whatsapp (!)

 

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ATUALIZAÇÃO 12:50: GRAVE! – no desespero, Paulo Pimenta fabrica “alerta russo” sobre “plano da CIA” (!) visando Gleisi, Lindbergh e Requião!

(todos esses entrevistados do Duplo Expresso – ah-rá!)

Faz isso apenas para amarrar aos nomes desses combativos senadores, todos eles do primeiro time da política nacional, àqueles que verdadeiramente estão na berlinda hoje: os deles!

 

Deputado, isso é uma denúncia gravíssima!

É necessário publicar, com urgência, ao menos uma página, que seja, desse tal “informe russo” (!)

Afinal, grupos de militantes no Whatsapp não parecem ser o local adequado para a consecução de tão sofisticada “operação de contra-inteligência”!

Imagina se o Vladimir Putin descobre??

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Em tempo: só mesmo o desespero – péssimo conselheiro – para levar alguém a indicar “vínculo com a CIA” de um programa que tem como comentarista, todas as quintas-feiras, o Embaixador SAMUEL PINHEIRO GUIMARÃES (!)

Responda, Deputado:

– Foi o Embaixador Samuel, finalmente!, cooptado por Washington??

Pfffffff….

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Deixe de fofocar em rede social e PUBLIQUE a sua tal “Carta Rogatória da CPMI”, Deputado!

O Brasil está curioso para conhecê-la!

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ATUALIZAÇÃO 15:08 – Pimenta, literalmente, “pede pra sair”!

I.e., depois de o pedido dele para que os membros me expulsassem (!) de lá…

– … não ter vingado!

Acho que o Deputado já esteve mais prestigiado, sabe…

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ATUALIZAÇÃO 3/mar/2018 – 13:05 – Toma vergonha, Deputado Wadih Damous!

Resposta do Duplo Expresso à nota publicada ontem à noite pelo Deputado Wadih Damous – e prontamente repercutida por seus canais na blogosfera. Ponto a ponto.

A BEM DA VERDADE

Eu e o deputado Paulo Pimenta, sem qualquer motivação aparente temos sido atacados, a partir de um determinado blog, ao nível da calúnia e da difamação.

“Ataques” é o que vem sofrendo o Duplo Expresso por parte de ambos os Deputados. E isso desde dezembro último. Para tais ataques, no entanto, bem conhecemos a motivação: o medo – paranoide – da exposição das pressões que fizeram sobre nós em favor de Eduardo Cunha e Sergio Moro.

Nos acusam de participar de um acordo envolvendo a mim, o deputado Pimenta, Sérgio Moro e Eduardo Cunha. Esse acordo teria resultado na exclusão do depoimento do advogado Tacla Duran na CMPI da JBS. A exclusão se deu, na verdade, por imposição do PMDB e do PSDB, então majoritários na CPMI. O nome disso é molecagem.

Os difamadores dizem mais: que Pimenta está escondendo um documento que estremeceria a República de Curitiba. Trata-se de uma carta rogatória intimando Tacla Duran a comparecer perante os procuradores da Lava Jato.

“Pimenta está escondendo um documento”? Aponte por favor, Deputado, onde teríamos feito tal afirmação. Respondo eu mesmo: em lugar nenhum. Não basta de apelar para confusionismo rasteiro, Deputado?

O tal delirante acordo configura simplesmente uma mentira escabrosa e sujeita seus autores a um processo judicial. Assim sendo, eles estão desafiados a provarem o que alegam.

Ora, fi-lo na manhã de ontem, Deputado, como o Sr. bem o sabe:

Linha do Tempo

(1) Publico o artigo que abalou o eixo Brasília-Curitiba:

(2) Chega o “esperto”

(seguiu-se ligação telefônica em que o Deputado insistiu em saber como chegara à informação de que houvera um acordo entre Sergio Moro e Eduardo Cunha. Evidentemente, desconversei.
Não é “inusitado”?
Um (i) representante do povo, (ii) com formação de jornalista, tentando levantar o sigilo de fonte?)

(3) Diante da minha insistência em dar sequência à pauta, chega dias depois o parceiro dele, (bem) menos “safo”: com termos mais comprometedores e usando intermediário, sem se preocupar com o número de pessoas que tomariam conhecimento dessas “gestões”:

(como anotei no artigo anterior, esperava não precisar publicar prints.
Pois agora suplico aos Deputados que reduzam o seu nível de exposição – já exacerbado – e não me façam publicar áudios!
Paramos por aqui?)

Mover processo aqui na Suíça – onde não haverá, é certo, “carteirada” de “Excelência” – é um direito que lhe assiste, Deputado. O desafio é arcar com a respectiva consequência: a exceção da verdade. Para além dos prints acima, de um processo constariam ainda áudios, é certo. Pois, havendo sigilo, não seria exposta a pessoa constrangida pelo Sr. a “nos enquadrar”.

O Sr. diz acima que “a exclusão (de Tacla Durán do Relatório da CPMI) se deu, na verdade, por imposição do PMDB e e do PSDB, então majoritários na CPMI”.

Causa estranheza portanto, para dizer o mínimo, que viessem a ser dois deputados do PT, Wadih Damous e Paulo Pimenta, aqueles que viriam nos pressionar para não dar sequência à pauta do acordo Cunha/ Moro. E também a outra, correlata, originada lá no nosso Rio de Janeiro natal, lembra?

Já a referida carta rogatória, que deitaria por terra a República de Curitiba, foi por nós juntada em dezembro e faz parte do acervo documental enviado à Procuradoria Geral da República. Esse “bombástico” documento segue anexado. Ninguém está escondendo nada.

Ora, o que segue “escondida”, de todos até aqui, é a boa-fé de ambos os Deputados!

Bem sabem os dois que apresentam documento que nada tem a ver com o que apresentamos no Duplo Expresso!

Mais grave ainda: o documento do Duplo Expresso colocaria Sergio Moro e os Procuradores na cadeia – hoje – cautelarmente. O documento apresentado pelos Deputados, ao contrário, fornece álibi (!) a esses criminosos! Isso porque reafirma a mentira de que Tacla Durán não teria sido ainda encontrado pelo Justiça Brasileira!

Aliás, desperta curiosidade as circunstâncias em que, primeiramente o GGN, do jornalista Luis Nassif, e na sequência o Deputado Wadih Damous obtiveram o documento que apresentaram. Isso porque o mesmo partiu do Ministério da Justiça – golpista – para o juiz Sergio Moro. Evidente: trata-se, afinal, do álibi (!) forjado (!) por ambos para dar cobertura ao crime de fraude processual cometido, de forma reiterada, pelo magistrado de Curitiba!

Sim, porque, por óbvio, um documento emitido pela Justiça espanhola atestando que, naquela oportunidade , Tacla Durán não fora encontrado para ser notificado não pode ter vindo do próprio, não é verdade, Deputado?

Portanto, é seguro afirmar que o Deputado “se equivoca” ao dizer que tal documento faz parte do dossiê que entregou à PGR contendo os documentos enviados por Tacla Durán à CPMI. Tacla, por definição, não poderia ter posse de um documento atestando a sua ausência!

Certo?

Caso tal documento de fato faça parte do dossiê entregue à PGR, fica a pergunta: de onde ele veio, Deputado? Do Ministério da Justiça (golpista)? Ou de Sergio Moro em pessoa?

De forma totalmente diversa, o Duplo Expresso publicou em 26 de fevereiro pedido anterior – secreto! – de cooperação internacional que, diferentemente do aludido pelo Deputado, frutificou! Afinal, graças a ele foi realizada audiência para a oitiva de Rodrigo Tacla Durán na Espanha por procuradores de Curitiba. Audiência essa frustrada, apenas, pela até aqui não explicada “ausência” de tais procuradores. Ou seja, com base no documento do Duplo Expresso Tacla Durán foi devidamente notificado e compareceu à Justiça espanhola!

É um grande desserviço à defesa do Presidente Lula gerar confusão entre uma prova documental de crime cometido por Sergio Moro e documento que visa a servir de álibi – forjado – para o mesmo! Vindo ou do Ministério da Justiça (golpista) ou do próprio Sergio Moro! Custa-me crer que tal grave prejuízo à causa que supostamente partilhamos, Deputado, possa não ser compreendido por jurista tão experiente, ex-Presidente da OAB-RJ.

Faço um apelo, Deputado: abstenha-se de usar a sua rede de comunicação, incluindo blogs amigos e a máquina da Liderança do PT na Câmara (!), para fazer algo que prejudica o Presidente Lula!

E que ajuda Sergio Moro!

E já que falamos do tema da viagem (frustrada?) dos procuradores à Espanha, pergunto ao Sr. se teve desdobramentos a dica que passei para o Sr. e para Paulo Pimenta ainda no ano passado a esse respeito:

O que explicaria a omissão dos Senhores em correr atrás de provas tão relevantes para configurar fraudes processuais em Curitiba, Deputado?

Será o mesmo que os leva a se omitirem com relação ao documento que o Duplo Expresso publicou?

De novo, para que não subsista “confusão” na cabeça dos Deputados:

Poderia nos contar?

Estamos todos curiosos…

A começar, creio, pelo Presidente Lula!

Ao contrário do que esses aventureiros dizem [??], elaboramos uma representação à senhora procuradora-geral da República, Raquel Dodge, exigindo uma ampla investigação sobre os fatos narrados por Tacla Duran. Na quarta-feira passada, juntamos, àquela representação, novos documentos.

Sim, foram à PGR – 3 meses (!) depois!

Em “pajelança”, munidos de câmeras (e sede por “curtidas” em redes sociais, posto que ninguém é de ferro).

Tudo isso em resposta apressada – diversionista! – ao vídeo, viral, que publicamos na manhã daquele dia, cobrando-os pela inação:

Quem revelou ao mundo a existência de Tacla Duran fomos eu e Pimenta.

Gozado… jurava que fora a jornalista Monica Bergamo, na Folha de São Paulo, vários meses antes da sua viagem…

Fui à Espanha às minhas próprias expensas, não para passear, mas para tentar demonstrar que a Lava jato é uma farsa. É inaceitável que indivíduos sem qualquer responsabilidade com algo sério, e da sua confortável segurança na Suíça e na Suécia…

Qual a relevância dos países em que habitamos, Deputado, para o tema ora em discussão?

Argumentum ad hominem?

Sabe bem o que isso indica, não é mesmo?

– … resolvam atacar gratuitamente [antes fosse, Deputado! Não cansa ser tão dissimulado?] os que sustentam um combate sem tréguas contra o estado de exceção e o sistema de justiça brasileiros.

O problema é justamente esse, Deputado: na CPMI houve “trégua”, sim…

E volta a haver “trégua” quando o Sr., ausente a boa-fé, esmera-se em confusionismo, tratando como iguais dois documentos severamente distintos. Com essa cortina de fumaça, parece querer enterrar o real fato novo. Aquele que, houvesse Lei no Brasil, engendraria graves consequências para Sergio Moro.

Por que, hein?

Fique claro que não somos office boys de pretensos detetives que acham que descobriram a pólvora.

Não mesmo: os senhores são mandatários da soberania popular. Ela, a mandante. À qual devem, sim, prestar contas. Espero que até o fim do mandato, que já se aproxima, o Sr. assimile tal lição. Caso ela ainda o incomode, sugiro que não faça mais gestões para ser elevado, novamente, da suplência à cadeira de Deputado Federal!

Em tempo: prestação de contas se faz especialmente oportuna diante das “obscuras” razões que levaram o Sr. e Paulo Pimenta a arremeterem contra o Duplo Expresso, de forma kamikaze, na última semana. Curiosamente, com ímpeto redobrado a partir do dia em que publicamos, com exclusividade, o documento que tanta serventia poderia ter ao Presidente Lula. E, por tabela, ao Brasil.

Documento esse que ambos seguem fingindo ignorar!

Pior, que – por motivos ainda mais “obscuros” – tentam desacreditar e enterrar!

 

O que que é isso, Wadih Damous & Paulo Pimenta?!

Avento hipótese decerto absurda: poderiam os Srs. ter colocado à frente dos interesses do Presidente Lula o medo – paranoide! – que alimentam desde dezembro após as pressões indevidas que tentaram exercer sobre nós?

A nossa luta envolve combatividade e coragem, mas também responsabilidade.

Sim, em especial responsabilidade pelas omissões – gravosas – que têm se acumulado até aqui!

Temos a confiança irrestrita do presidente Lula, do PT e da bancada de deputados federais do partido.

Deputado Wadih Damous, permita-me uma citação da Baronesa Margareth Thatcher:

“Ter poder [ou “confiança”!] é como ter reputação de moça honesta.
Quem realmente tem, não precisa afirmá-la.
Quem precisa é porque não a tem”.

Sobre isso: essa é talvez a questão mais importante!

Os dois deputados fazem questão de dizer que se baseavam e agiam na confiança de Lula. Em relação a outros temas, parabenizo-os por agir assim. Mas em relação à razão de toda essa discussão, a VALIDADE POLÍTICO (!) – JUDICIAL do pedido (secreto!) de cooperação, é IMPOSSÍVEL que estivessem falando em nome de Lula.

Explico: os dois deputados – poucas horas depois da publicação do documento pelo Duplo Expresso – já espalhavam ativamente em Brasília que seria “coisa antiga” ou, pior, “prova furada” (!). Mais: que “não convinha” à defesa de Lula. Eram taxativos: embarcar naquilo seria “perigoso”.

Ou seja, deliberadamente passavam aos interlocutores a impressão de falarem em apoio e, em termos práticos, em nome da defesa de Lula, o grande interessado. Ora, como poderiam ser tão assertivos em relação à posição da (verdadeira) defesa sobre o documento? E isso já um par de horas após a sua publicação? Como pretende-lo sem uma análise detida, pormenorizada, do documento e de suas implicações?

Temos certeza de que a defesa ainda não havia tido tempo de definir a estratégia de como usar o documento. Ou mesmo se conviria usá-lo diretamente. I.e., na esfera judiciária, para além do uso “moral”-político – evidentemente bem-vindo mesmo para a defesa processual.

O mais grave de tudo:

– Paulo Pimenta e Wadih Damous sequer entraram em contato com a defesa de Lula antes de sairem metralhando o documento em conversas de bastidores!

Sim, porque o Duplo Expresso teve acesso à defesa naquele dia. E membro da equipe transmitiu os “parabéns” pelo “belo trabalho”. Na própria terça-feira! Apenas 2h após a publicação!

De maneira “inexplicável”, Pimenta e Wadih partiram em uma maratona de demolição do documento – e do próprio Duplo Expresso! – usando todos os instrumentos ao seu alcance. O mais grave de tudo: alegavam, implicitamente ou não, agir em nome da defesa de Lula!

Afinal em nome de quem poderiam seus interlocutores pensar que agiam?

Na verdade, a defesa mal tomara conhecimento do documento! E, pelo pouco que vira, parabenizara o Duplo Expresso pelo “belo trabalho”!

O que poderia explicar tal comportamento, tão temerário, por parte de Wadih e Pimenta?

O que poderia explicar o empenho descomunal dos deputados para dinamitar prova documental que a defesa de Lula considerara bem-vinda, antes mesmo de qualquer um ter tido tempo de analisá-la em profundidade?

Ou seria a pressa justamente por isso?

Para que ninguém tivesse tempo de analisa-la – antes de ser descreditada por ambos os Deputados?

Bem, só Wadih Damous e Paulo Pimenta podem responder essas perguntas.

Mas uma coisa podemos certamente concluir: não estavam fazendo isso em nome da defesa de Lula!

Simplesmente porque essa não tinha tido tempo ainda de analisar o documento em profundidade – e todas suas possibilidades. Mais que isso: sua primeira análise havia sido muito positiva!

Notem que mesmo na nota ora respondida, de Wadih Damous, assim como Paulo Pimenta em vídeo da véspera, ambos querem fazer crer que agem, a todo momento, sob orientação do próprio Lula:

Confesso que já sou, por default, avesso a “carteirada”. Mas vocês hão de convir que essa, em particular, bate todos os recordes de indecência!

Espero que os democratas não se deixem levar por acusações irresponsáveis que lembram muito os métodos de Sérgio Moro e seus procuradores.

Wadih Damous

Já eu não apelarei para tal “reductio ad Hitlerum”. É pobre. Prefiro fazer votos para que os democratas não se deixem levar pelos tais “alertas” que o Sr. e Paulo Pimenta vêm, com insistência que beira o assédio, fazendo a nosso respeito. Instando-os a se afastarem, imediatamente, de gente “tão perigosa”. Tudo isso tão somente pelo que viemos, inadvertidamente, a conhecer dos Srs. em dezembro passado.

Quanto temor, Deputado!

Como defender o Presidente Lula – a contento – com tantas “preocupações paralelas” a ocupar o pensamento?

Saberá Eduardo Cunha a resposta?

*

Em tempo: toda essa discussão sobre “documento” revelando (ou escondendo, conforme o caso!) o conhecimento do endereço de Tacla Durán por Sergio Moro poderia ter sido superada – desde o ano passado! – caso os Deputados Federais Paulo Pimenta e Wadih Damous – que gozam, em virtude do cargo que ocupam, de fé pública! – tivessem oficiado o juiz Sergio Moro enviando ao mesmo o endereço de Tacla na Espanha. Isso porque, como o próprio Deputado Wadih lembra nessa mesma nota, ambos lá se encontraram com Tacla Durán!

Partindo da premissa de que tal ideia não tivesse, até hoje, ocorrido ao Deputado – e experiente advogado – Wadih Damous, no mínimo deveria provocar no mesmo uma grande reflexão. Reflexão essa que resultasse, oxalá, em mais humildade com relação a sugestões vindas de fora.

Certo, Deputado?

Accountability!

*

Em tempo (2): meu pai começou a trabalhar, aos 15 anos, como office boy em uma multinacional. Saiu diretor. E por isso acredita, equivocadamente, na falácia da “meritocracia”, tão cara a self-made men como ele. Como os leitores do Duplo Expresso já sabem, papai é tucano-raiz. Mas cresci com o contraponto já em casa: mamãe. Brizolista filiada ao PDT, empregada de estatal, que ia a todas as assembleias do sindicato. Era quebra pau todo dia! Na loteria da natureza, eu sai vermelho e minha irmã saiu azul.

Em vista disso tudo, o Duplo Expresso registra, por oportuno, a sua admiração pelo trabalho de todos os office boys do Brasil (como papai um dia foi!). Socialistas, não partilhamos da ideia de usar, em tom depreciativo, o nome da digna profissão de vocês!

*

Em tempo (3): o que fazem os Deputados para impedir a destruição das provas da inocência de Lula daqui a – apenas! – 3 meses?

(7) Bomba – de nêutron (!): a destruição – final! – de todas as provas, numa parceria Odebrecht/ Lava Jato (mais uma!)

(22/1/2018)

A mudança do sistema integrado de Oracle para o SAP é um álibi para destruir informações que comprometem a Odebrecht e também terceiros que a empresa – em conjunto com a Lava Jato – deseja proteger. Em junho deste ano, caso nada seja feito para impedir a migração, as provas de toda a corrupção – nacional e internacional! – da Odebrecht serão destruídas de forma definitiva. Inapelavelmente.

Notem bem: no verso da moeda, também serão destruídas as provas da inocência de Lula!

De forma “incidental” (!), serão destruídas ainda, pari passu, as provas da omissão – deliberada? – dos “investigadores” (?) da Lava Jato em favor de aliados, bem como a fabricação de provas falsas contra os alvos prioritários da operação – como Lula. E é exatamente por isso que a Lava Jato – i.e., o braço brasileiro, aquele com jurisdição sobre a holding e os acionistas controladores – nada faz para impedir a “migração”. Isto é, a queima do arquivo! Na verdade, a Lava Jato está nisso junta com a Odebrecht. Afinal, são cúmplices no(s) crime(s)!

O sistema Oracle é americano. O SAP é alemão. O SAP é imune ao acesso não autorizado por parte dos órgãos de inteligência americanos. Como o SAP é muito mais caro, o motivo para a migração não foi a economia de recursos, mas sim um álibi para, na fase de migração, sumir com dados “sensíveis”.

A versão da Odebrecht de que a Oracle não seria “confiável” para cumprir com as exigências de compliance é balela! Ora, quem não foi “confiável” foi a Odebrecht, corrompendo autoridades em 3 ou 4 continentes! O sistema Oracle nada tem a ver com o uso que a Odebrecht lhe deu! O sistema só faz aquilo que o gestor determina. O sistema não faz censura moral, ética ou penal! Fosse “problemático” diante de supostas exigências de compliance, o sistema Oracle não seria o mais utilizado no mundo, ora!

Repetindo: a migração da Oracle para a SAP – alerta: que será completada em aproximadamente 4 meses! – visa a destruir, de forma definitiva, todas as provas (i) da corrupção da Odebrecht; e (ii) da farsa que é a “investigação” (sic), combinada, Lava Jato/ Odebrecht. E, subsidiariamente, fugir do monitoramento pela inteligência dos EUA.

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.