Fidelidade (e infidelidade!) a Lula: Duplo Expresso tem lado – o do Brasil!

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso
Publicado 23/fev/2018 – 12:16
Atualizado 23/fev/2018 – 16:05

– “Plano B” (de Bola nas costas!) – Duplo Expresso, correto, pauta aniversário do PT!

– Alguém queimou a largada, sabe… ui!

– Nada como um dia após o outro, hein, galerinha do Twitter?
(i.e., a bem-intencionada!)

– Um abraço, Senadores Gleisi e Lindbergh!
(“me representam”)
Voltem logo ao Duplo Expresso!

P.S.: como eu amo o meu trabalho (atual!)…
E meu pai – tucano – me pressionando para voltar a trabalhar em grande banca de advocacia!
NUN-CA!

P.P.S.: obrigado, Wellington Calasans, pela confiança, pela lealdade e por não vergar diante de “pressões” – nem ontem, nem hoje!
É uma honra trabalhar – e aprender – com você!

*

(Excelente!) comentário ao artigo “‘Plano B’ de… B’ola nas costas! Haddad trai Lula para encarnar ‘Macron brasileiro’. Falta combinar com o povo!” (22/fev/2018)

Por Nina Lima
(& Romulus Maya! rs)

Pelo que eu entendo, creio que são duas coisas diferentes, dois movimentos diferentes – pelo menos como parece ser pensado por aqui.

Na movimentação de Lula – que eu acho até agora impecável – ele se move no tabuleiro identificando claramente quem são os “inimigos” e quem são aqueles que podem se juntar ao inimigo se ele (Lula) fizer uma movimentação errada.

Assim, pegando o exemplo da intervenção militar: os inimigos são Temer e seu governo, a banda entreguista e autoritário das forças armadas, a banca etc.; aqueles que podem se juntar ao campo inimigo – o povo que aprova (em certa medida) a intervenção e parte do exército que se sente usado politicamente por Temer.

Para mim, Lula não tem mais ilusões de que ele pode fazer alianças com FHC, mercado ou mesmo (na minha perspectiva) com Ciro Gomes. Ou seja: as pontes e as alianças que Lula está procurando fazer são com o povo (por óbvio) e com parte dos grupos que ainda não foram completamente capturados pelo golpe (mesmo que não sejam de esquerda).

Nesse sentido, Lula põe o povo como peça fundamental, e parte constituinte, do processo de alianças e de diplomacia; contrariamente aos outros políticos – mesmo de esquerda – que pensam ser as alianças necessárias para “conquistar” o povo.

Na movimentação de Haddad, ainda não tenho certeza completa de sua pura traição (ainda pode ser jogada de parte do PT ou testando águas), mas considero muito estranha sua movimentação junto aos entreguistas/golpistas (ex: FHC). De qualquer forma, as movimentações de grupos em favor de sua candidatura só me levam a imaginar que elas são feitas com o seu aval: ninguém lança a candidatura de uma pessoa sem que ela esteja de acordo, sem falar que ele não deu nenhuma negativa depois do lançamento.

Com Ciro Gomes até acho algo normal se encontrar (mesmo Lula se encontraria), e mais normal ainda ele recusar ser vice, pois sendo leal a Lula ou traindo Lula não lhe interessa ser vice: a questão são as sinalizações que isto traz, pois queira ou não põe em dúvida a seriedade na candidatura de Lula, sobretudo, por como a mídia vai se utilizar disto.

A crítica, portanto, é que – de maneira geral – essa busca de aliança/diplomacia está sendo feita no campo do inimigo, querendo “agradar” e conquistar para o seu lado os inimigos – mas quando é o inimigo quem está ganhando e está no poder!

Sendo assim, eles precisam de Haddad?

Se sim, para quê?

Pacificar o país?

E desde quando estão interessados nisso?

Quem está ganhando a guerra não cede nada, o seu objetivo é a capitulação total.

Daí a impressão que se tem de que Haddad procura as alianças/diplomacias, para alimentar um projeto pessoal, em que acha valer a pena sacrificar (muitas) coisas para tentar seduzir o mercado, o centro (se é que existe) e a “elite esclarecida”.

O “engano” [Romulus: (?)] dele é que estes não precisam de Haddad, salvo – como disse Romulus – se for para instrumentalizá-lo para solapar de vez a possibilidade de o projeto progressista/ nacionalista voltar ao poder.

[Romulus: seja, alternativamente:

(OU: cumulativamente!)

(1) “por fora”:
– Como o melhor candidato a ser batido numa eleição (necessariamente suja!), em que a derrota será – “narrativamente”! – atribuída não a ele, um candidato fraco, mas a Lula, “o verdadeiro candidato” (sic).
Ou seja: mais uma frente do objetivo estratégico da elite entreguista, da finança internacional e do Deep State americano de matar Lula politicamente.
(ou até mais que isso)
Isso porque, enquanto vivo estiver, Lula representará – sem ou (principalmente!) com dimensões “sebastianistas” – a esperança de reverter “tudo isso que está aí”.
Para que possamos, finalmente, “nos redimir de todo o mal” e voltar a “Pasárgada”.
Ou seja, ao – atenção: já “mítico”! – segundo mandato de Lula na Presidência do Brasil:

– “Recordar (só??) é viver”

(2) “por dentro”:
(alternativamente OU (!) cumulativamente)
(a) Sabotando a candidatura de Lula com esse lançamento – tão “precoce”, não? – de candidatura rival/ “Plano B”; e/ ou
(b) Eleito – ou derrotado! – tomando as rédeas do PT como “sucessor de Lula”.
Nessa posição poderá forçar a tal “transição” (“modernizante” – sic!) por que o PT “precisa passar” (sic!) – i.e., de acordo com os tais “intelectuais” que lançaram a candidatura Haddad! – para (“finalmente”!) se transformar no “New (very old actually…) Labour”:

https://duploexpresso.com/wp-content/uploads/2018/02/Hollande-Macron-une-idylle-contrariee-300x150.jpg

https://duploexpresso.com/wp-content/uploads/2018/02/lula-haddad-pt-G-20120602-300x225.jpg]

Ou seja, e para concluir: a questão não é agir diplomaticamente e fazer alianças, a questão é com quem, como e porquê se age diplomaticamente, em especial em um contexto de guerra no qual vivemos.

*

Volto eu, Romulus Maya:

“Plano B é (sim!) B’ola nas costas” – obrigado, Senador Lindbergh, líder do PT no Senado!



Após jantar com Ciro, Haddad é repreendido em ato petista
22/fev/2018
Folha de S. Paulo

Senador Lindbergh Farias afirmou que o partido não blefa ao dizer que ‘eleição sem Lula não existe’

Dois dias após jantar com o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, para discutir o futuro da esquerda brasileira, o ex-prefeito Fernando Haddad passou por constrangimento na noite desta quinta-feira (22), durante ato em comemoração aos 38 anos do PT.

Dirigentes petistas repreenderam publicamente a hipótese de busca de um plano B para o partido. Ao discursar, o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o partido não está blefando ao dizer que “eleição sem Lula não existe”.

Sem citar o nome de Haddad, Lindbergh atacou: “O pior cenário é a gente fazer o jogo da Rede Globo. Falar em plano B. Isso é bola nas costas”

[Romulus: hahaha
Obrigado, Wellington Calasans!
O Brasil fica te devendo (mais) essa:
“Plano B de… B’ola nas costas”!]

– … discursou Lindbergh, sendo congratulado pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

Chamado à mesa às pressas —após estar excluído da lista de ocupantes…

[Romulus: hahaha
Como eu amo o meu trabalho atual!
E meu pai – tucano – me pressionando para voltar a trabalhar em grande banca de advocacia!
NUN-CA!
hahaha]

— … Haddad ouviu Gleisi dizer que o ato era para reafirmação da candidatura de Lula.

[Romulus: Gleisi, sua linda!
Tá na hora de voltar ao Duplo Expresso, hein!
Tivemos a honra de abrir 2018 com a Presidenta do PT como nossa convidada, é certo…
Mas a comunidade D.Ex. já está com saudades!]

“Essa história de plano B é um enxerto daqueles que querem disseminar a confusão”, disse ela.

Haddad não discursou durante o ato.

[Romulus: hahaha
Como eu amo o meu trabalho atual! – bis]

Aliados do partido também comentaram a iniciativa ao longo da tarde.

Presidente da Central de Movimentos Populares

[Romulus: “movimentos POPULARES”!]

– … Raimundo Bonfim disse que “é uma ofensa à militância do PT e dos movimentos sociais essa aproximação com quem vive falando mal de petistas”.

Haddad deveria gastar seu tempo para melhorar sua relação com os movimentos sociais”, afirmou.

[Romulus: hahaha
Como eu amo o meu trabalho atual! – tris]

Vice-presidente do PC do B, Walter Sorrentino disse ser “importante para a democracia que Lula possa ser candidato, dando ao povo a possibilidade de votar nele e opinar sobre a perseguição de que é vítima”.

“O PC do B pensa que, unidas, as forças progressistas e de esquerda serão mais fortes. Têm o dever de convergir programaticamente e articular estratégias entre as candidaturas, no primeiro turno, para comparecerem ao 2 turno e vencer.”

[Romulus: pois é – olho aberto com quinta-colunas!
Os reais – atenção: e os há!
Mas também…
– … os “potenciais”!
*
A “mosca azul” é poderosíssima!
*
Atenção, também, ao espaço que conquistam na blogosfera “progressista”]

*

(que fase, Leo Attuch! rs)

247 – O ex-presidente Lula participou na noite desta quinta-feira (22) da comemoração dos 38 anos de fundação do PT. O evento em São Paulo reuniu líderes de diversos movimentos sociais e demais partidos de esquerda. Lula lembrou a trajetória da sigla e reagiu à perseguição contra o partido. “Certamente não fizemos tudo o que tinha pra fazer. Mas certamente ninguém nunca fez mais do que o PT”, declarou.

Líder absoluto em todos os cenários nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência nas próximas eleições, Lula destacou ainda a perseguição que vem sofrendo.

Lula destacou que a medida que os resultados das pesquisas eleitorais demonstram sua liderança isolada, cresce a tentativa de barrá-lo na disputa. “Nenhum banqueiro quer que eu dispute as eleições. Nenhum jornal quer que ‘EU’ dispute. Eles sabem que se ‘EU’ for candidato não vai sobrar uma vaga pro segundo turno”, resumiu.

Lula falou ainda sobre a tentativa de outros partidos…

[Romulus: só em “outros”, né? rs]

– … de capturarem o legado dos governos petistas.

“Tem gente disputando o espólio do Lula. E eu tô só olhando e matutando…

[Romulus: hahaha
Como eu amo o meu trabalho atual! – quadris]

– … Até achava que não queria ser candidato mais. Mas agora sei que se tem um partido que pode recuperar a auto estima do país é o PT”.

“O Temer trocou uma proposta que tinha 80% de rejeição que era a reforma de Previdência pra colocar uma pauta que era aprovada pela população. Até o Temer acha que pode ser candidato se eu não for”, diz.

O ex-presidente falou ainda do viés político que as investigações contra ele vêm tendo no Judiciário.

“É engraçado que contra mim o Moro leva todo mundo pra fazer depoimento. Mas o Tacla Duran, que tá acusando o Moro, ele não pode chamar pra depor porque “é bandido””, disse.

“Não estou acima da lei, mas estou acima da mentira. E sei que meu julgamento é político”, disse o petista.

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Romulus:
Presidente Lula, mais do que (apenas) por respeito e gratidão ao Sr., mas pelo Brasil e pelos brasileiros, o Duplo Expresso seguirá detonando a Lava Jato.

 

Isso porque entendemos que a melhor maneira, ao nosso alcance, de apoiar a retomada do Brasil – pelos brasileiros! – é abrir espaço para a sua atuação política ao deixar a Lava Jato na defensiva.

Depois de um breve intervalo para:

(i) darmos (gratuitamente) consultoria (urgente!) de estratégia de comunicação a parlamentares do campo “popular” (pero non troppo…) com relação à intervenção no RJ;

 

(ii) batermos num foco de traição nas nossas hostes, …

– … o Duplo Expresso voltará a esse esforço – prioritário!

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Mas…

Desta vez, esperamos que TODOS os parlamentares do PT – i.e., aqueles que lutam, de fato, pela SUA candidatura (para além de gogó em rede social) – somem-se a esse esforço e façam o devido uso das informações e dicas que passamos.

Em “on”, mas também em “off”!

(especial atenção ao min. 27:20)

(extrato do Duplo Expresso de hoje. Integralidade aqui)

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P.S.: Nada como um dia após o outro, hein, galerinha do Twitter??

(i.e., a parte bem-intencionada!)

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Notícia “seca”, sem “opinião”:

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P.P.S.: obrigado, Wellington Calasans, pela confiança, pela lealdade e por não vergar diante de “pressões” – nem ontem, nem hoje!
É uma honra trabalhar – e aprender – com você!

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P.P.P.S.: Obrigado pelo apoio!

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.