#oDoleiro (S01E03 – PT): “Propinas de sangue”

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#oDoleiro (S01E03 – ESP): “Propinas de sangre”

#oDoleiro (S01E03 – ENG): “blood corruption money”

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#oDoleiro (S01E03 – PT): “Propinas de sangue”

Com o que foi “roubado” do Brasil durante os governos de FHC poderia ter sido desenvolvido um amplo programa de investimentos públicos.

Poderiam ter sido gerados muitos empregos, inclusive de alta qualidade.

O salário mínimo poderia ter sido aumentado em 15 vezes pelo menos, e mantido.

Os investimentos em saúde e educação públicas poderiam ter sido triplicados.

Você tem o direito de conhecer a verdade!

Somente as propinas geradas por ter entregue meio Brasil a troco de nada somaram US$ 179 bilhões em valores da época, ou o equivalente a US$ 281 bilhões em valores atuais.

A lista – revelada pelo Portal Duplo Expresso – dos mais de 1.500 recibos das transferências do Banco Banestado realizadas de uma agência no Paraná para a sua agência em Nova Iorque, expôs de maneira chocante o interior do maior caso de corrupção do Brasil, e um dos maiores do mundo, depois de 20 anos.

As informações apresentadas foram validadas por alguns dos principais atores que participaram das investigações, como o então Delegado da Polícia Federal encarregado do caso, o Dr. Antônio Castilho, o Procurador Federal encarregado do caso, o Dr. Celso Três, e o ex governador do Estado do Paraná, Roberto Requião.

Nesses recibos, constam os nomes específicos e os valores transferidos por meio das chamadas contas CC5, as contas que permitiam movimentações de e para o exterior.

Conforme disse Roberto Requião, a maioria das remessas foram realizadas usando os dados de pessoas pobres que foram usadas como “laranjas”.

Para descobrir as identidades dos que usaram “laranjas” e ter a visão do circuito fechado da lavagem de dinheiro ainda seria necessária a chamada “Lista VIP do Banestado”, a que traz a terceira camada de contas do Banestado no exterior, indicando o destino e o beneficiário final das remessas no retorno (do dinheiro já lavado) ao Brasil.

A “Lista VIP” foi preparada em 2003 por Procuradores Distritais de Nova Iorque.

Os procuradores responsáveis a silenciaram. Dentre eles se encontram figurões importantes da Operação Lava Jato, como Carlos Fernando dos Santos Lima e Vladimir Aras.

Também a silenciam políticos do PSDB (como o faz Antero Paes de Barros), do DEM (Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara dos Deputados), do PL (o Bolsonarista Magno Malta), do PDT (o Dr. Hélio) e do PT (o convenientemente recém falecido José Mentor, afiliado do ex-ministro José Dirceu, que foi o artífice da eleição de Lula).

[N.E.: Discordamos do enquadramente de Dr. Hélio no mesmo bolo que os demais. Dr. Hélio manifestou-se — publicamente — diante das denúncias do Duplo Expresso, dando testemunho — pessoal — da existência da “Lista VIP” do Banestado e do seu paradeiro: o cofre do Senado. Fez isso em um momento em que todas as forças políticas — à exceção de Roberto Requião — juntavam-se para nos desacreditar. Inclusive José Dirceu. Somos gratos a Dr. Hélio por tal gesto, que certamente terá lhe gerado “telefonemas” e dores de cabeça…]

O círculo completo da evasão de divisas e da lavagem de dinheiro na volta ao Brasil somente foi revelado nos casos do ex-Prefeito Paulo Maluf e do Senador José Serra.

Quando eles tinham se transformado em cachorros mortos para os abutres capitalistas, ambos foram rifados.

No caso de Paulo Maluf, a propina recebida pelo superfaturamento nas obras de construção da Av. Águas Espraiadas e do Túnel Ayrton Senna na cidade de São Paulo, foi transferida para Nova Iorque por meio das contas CC5.

De lá, os recursos foram transferidos para as Ilhas Jersey. Ali foram usados para comprar debêntures emitidas pela Eucatex, a principal empresa da família Maluf.

No caso de José Serra, o circuito foi descrito detalhadamente no livro “A Privataria Tucana”.

Nas 140 páginas de documentos fotocopiados, o Livro do conhecido jornalista Amaury Ribeiro Júnior revelou o trânsito do dinheiro das propinas para paraísos fiscais no Caribe, principalmente por meio de empresas vinculadas à sua filha Verônica Serra.

O dinheiro voltou lavadinho ao Brasil, com a cumplicidade dos grandes bancos internacionais e do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, passando por cima da corrupção passiva (a propina recebida pelo superfaturamento) e a evasão de divisas (por meio de remessas irregulares usando as CC5).

Não por acaso, foi a partir dessas operações que explodiu a dívida interna do Brasil.

Toda a grande “roubalheira” que aconteceu nos governos de FHC, se relaciona com haver sido entregue meio Brasil a troco de nada. E isso nem sequer seria corrupção, porque entregar empresas por 1,5% do valor e pagado por meio de dinheiro falso,foi legal.

Quem manda no Brasil diz o que é legal ou ilegal, brincando com a fome de mais de 200 milhões de brasileiros.

Mas mesmo neste jogo macabro, as propinas envolvidas no Escândalo do Banestado não foram legais nem para os donos das cordinhas das marionetes.

Quem esteve envolvido na evasão das divisas relacionadas com as propinas do Escândalo do Banestado?

Toda a elite brasileira. Os grandes empresários, brasileiros e estrangeiros. Os grandes grupos da grande imprensa. Todos os principais partidos políticos, da direita e da esquerda do regime. Altos juízes. Famosos apresentadores da televisão.

Toda a elite brasileira ficou pendurada em dossiês do Governo dos Estados Unidos que passou a impor o que bem entende no Brasil, com a cumplicidade serviçal das classes dominantes brasileiras.

O atual ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso remeteu via contas CC5 o equivalente em valores atuais a R$ 48 milhões.

As eleições e até a cassação da Chapa Bolsonaro/ Mourão dependem desse senhor “ficha limpa”. Ninguém da autodenominada “esquerda” sequer questionou tão pouco democrático fato. Ah claro! Está demasiadamente ocupada com as eleições bolsonaristas.

Na grande imprensa, não se tratou somente de operações realizadas pela Rede Globo e a família Marinho.

Eles remeteram mais de R$ 33 bilhões.

A TV Globo Ltda. remeteu o equivalente em valores atuais a mais de  R$ 2,5 bilhões.

A Globo Cabo mais de R$ 445 milhões.

A Globo Comunicações mais de R$ 19 bilhões.

A Globo Participações mais de R$ 4,5 bilhões.

A GloboSat mais de R$ 1,2 bilhões

A RBS TV transferiu o equivalente a R$ 479 milhões.

O Grupo Abril transferiu o equivalente a mais de R$ 5 bilhões.

O Grupo SBT, de propriedade de Silvio Santos, movimentou R$ 37,8 milhões.

O Banco Araucária, que foi usado pelo DEM e pelo PSDB, transferiu mais de R$ 3,4 bilhões.

O Banco Safra transferiu o equivalente a mais de R$ 175 bilhões.

A Cia. Bozano Simonsen mais de R$ 7 bilhões.

A Odebrecht quase R$ 20 bilhões.

O Grupo Gerdau e a família Gerdau, que está envolvida no financiamento de organizações de extrema direita como Vem Pra Rua e o MBL, mais de R$ 5 bilhões.

Alcoa mais de R$ 7 bilhões.

Aracruz Celulose mais de R$ 16,5 bilhões.

Arnaldo Jabor (apresentador da Rede Globo) mais de R$ 23 milhões.

Carlos Roberto Massa (o Ratinho, apresentador da Rede SBT) quase R$ 370 milhões.

E a lista é enorme. Toda a elite que domina o Brasil está envolvida e de rabo preso aos Estados Unidos.

A entrega de meio Brasil durante a década de 1990, deixou o país tão exposto que hoje existe o perigo até da desaparição da nação brasileira.

Somente com as propinas do Escândalo do Banestado que representam apenas um cheirinho do que foi “roubado”, seria possível pagar o Programa Bolsa Família que tirou 16 milhões de pessoas da miséria extrema, durante 100 anos.

Como todas as classes dominantes estiveram envolvidas, ninguém foi nem sequer punido, nem na Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso, nem pela investigação da Justiça que foi capitaneada pelo ex juiz Sérgio Moro.

Todos envolvidos e com o rabo muito preso!

No próximo capítulo, traremos informações sobre a investigação do Escândalo do Banestado. Será preciso que ajustemos os nossos cintos de tanto nojo que provocam. Haja coração!

Você tem o direito a conhecer a verdade!

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Os que nos atacam:

Aqui, aqui, aqui e aqui, a ficha dos que nos atacam, na figura de Leonardo Attuch “Dantas Nahas”, levantada por, entre outros, Paulo Henrique Amorim — e estranhamente deletada de seu site após a sua morte.

DOSSIÊ LEONARDO ATTUCH – VOL. 1: SUPOSTO LARANJA DE DANIEL DANTAS, REFÉM DA JURISTOCRACIA “VIRA A CASACA” 180 GRAUS….

Posted by Romulus Maya on Tuesday, August 11, 2020

 

 

 

 

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O que temem:

FINALMENTE: baixe as CC5 do Banestado, depois de quase 30 anos!

#BanestadoLeaks: o escândalo de lavagem de dinheiro no Brasil dos infernos

#BANESTADOleaks: “a lista”, finalmente! ?

 

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Governo Dilma operando para os EUA (ver os respectivos fios no twitter):

 

 

 

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NÃO TEM IDEIA DO QUE FOI O ESCÂNDALO DO BANESTADO?
Eis resumão fornecido por Romulus Maya no distante mês de janeiro do Ano do Senhor de 2018, em seu antigo blog:

As contas “CC5” foram criadas em 1969 pelo Banco Central para permitir a estrangeiros não residentes a movimentação de dinheiro no Brasil. Essas contas também eram o caminho para multinacionais remeterem lucros e dividendos ou internar recursos para o financiamento de suas atividades. Por dispensarem autorização prévia do BACEN, as CC5 viraram o canal ideal para a evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A movimentação ilegal usando as CC5 somou 179 BILHÕES. De dólares! Ajustando pela inflação em dólar do período (1998-2020), o equivalente a 281 BILHÕES DE DÓLARES em valores atuais. De longe, o maior escândalo de evasão de divisas e lavagem de dinheiro de todos os tempos.

Uma vez estourado o escândalo Banestado, a operação abafa para encerrar de vez os trabalhos de investigação começou em 2001. Durante esse período, milhares de inquéritos foram abertos em todo o País. Contudo, nenhum político importante ou dirigente de grande empresa foi condenado de forma definitiva. A maioria das empresas envolvidas conseguiu negociar com a Receita Federal o pagamento de impostos devidos e, assim, encerrar os processos tributários e penais abertos contra si.

Em relação às empresas de mídia que usaram as contas CC5 para praticar evasão de divisas e lavagem de dinheiro, não se tratou apenas da Globo e dos Marinho. A quebra dos sigilos bancários revelou que o Grupo Abril fez uso frequente das contas CC5, tendo movimentado um total de 60 milhões de Reais. Já o Grupo SBT, do empresário Silvio Santos, movimentou 37,8 milhões de Reais segundo a investigação.

Se na esfera judicial o caso Banestado teve o seu fim escrito pelas mãos do juiz Sergio Moro, no Parlamento a apuração conduzida pela CPI do Banestado teve o mesmo destino. De maneira totalmente inabitual, essa Comissão Parlamentar encerrou os seus trabalhos sem sequer votar a minuta de relatório final!

Explica-se: o esquema das CC5 pegava de A a Z do sistema político, embora em proporções bastante diferentes. O maior implicado, evidentemente, era o PSDB. Afinal, desde 1994 o partido tomara conta da máquina federal bem como de várias máquinas estaduais relevantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Isso sem contar grandes municípios. No que tange ao PT, que acabara de chegar ao poder na esfera federal, o partido administrara até ali algumas prefeituras relevantes, como a de São Paulo, bem como os Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Acre. Portanto, embora com graus bastante diferentes de exposição ao escândalo das CC5, ambos, PSDB e PT, acabaram atuando no sentido de enterrar, o mais breve possível, os trabalhos da investigação.

O que se viu nessa CPI foi a tentativa de se proteger os cardeais de ambos os partidos, bem como de blindar aliados citados na investigação. Por fim, registre-se que o encerramento da apuração se deu em dezembro de 2004. Já no ano seguinte, em 2005, surge o “escândalo” seguinte, o caso do “Mensalão”. Na prática, em termos editoriais, tratou-se de uma tentativa bem-sucedida da Globo de fazer “subir a pauta”, sepultando de vez o interesse em se investigar as contas CC5. Afinal, como dito acima, esse sistema fora utilizado pelos próprios irmãos Marinho para retirar dinheiro “frio” do grupo, como caixa dois, do Brasil.

(artigo completo, atualizado, aqui)

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