ūüí£ Geopol√≠tica da droga, os EUA e os golpes na Am√©rica Latina

Publicado 11/mai/2019 – 11:57
Atualizado 13/mai/2019 – 9:16 – a√ß√£o sim√©trica com a hero√≠na na √Āsia (dois artigos de Pepe Escobar)

  • Quando dissemos tempos atr√°s que o Brasil caminhava para se transformar no NARCO-EVANGELIST√ÉO, faltou dizer que era um plano para toda a regi√£o. Todos sob a √©gide da DEA americana (Drug Enforcement “Administration”): a ag√™ncia, na realidade, REGULADORA do tr√°fico de drogas internacional.

Por Romulus Maya

Atendendo a pedidos…

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“Ningu√©m sacou que DESEMBARGADORA √© a chefe do narcotr√°fico e que os filhos s√£o seus laranjas?”, perguntou Rodrigo Jardim Rombauer.
Ao que respondi:
Romulus: provavelmente s√≥ n√≥s que estamos fora do Brasil podemos falar isso livremente… ¬¨¬¨
Rodrigo: mato grosso, farinha fina.
Romulus: Pois é. Mato Grosso do Sul é um narco-Estado.
Nivel Colombia.
H√° muito tempo.
Nao tenha d√ļvida: muito do “milagre” do gado no Centro-Oeste √© lavagem de dinheiro.
Boi é das melhores coisas para lavar.
Rodrigo: O Brasil vai copiar o modelo colombiano.
Romulus: Já quase chegou ao clímax com o Aécio Presidente, né??
Pior que isso s√≥ quando um “chefe” sair eleito mesmo.
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Certo, gente??
Vamos acordar pra certos “milagres” do “Agroneg√≥cio” no Centro-Oeste/ Norte!
*
Bem…
Coca e maconha n√£o deixam de ser “agroneg√≥cio”, n√©??
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ūüėĪ GEOPOL√ćTICA DA DROGA, OS EUA E OS GOLPES NA AM√ČRICA LATINA – do arco da velha!
Quando dissemos tempos atrás que o Brasil caminhava para se transformar no NARCO-EVANGELISTÃO, faltou dizer que era um plano para toda a região. Todos sob a égide da DEA americana (Drug Enforcement ~ADMINISTRATION~): a agência REGULADORA do tráfico de drogas internacional (!)
Sua presença na região garante não apenas:
(i) o pagamento pelos traficantes do “quinto r√©gio” √† “Coroa” (na verdade a “√Āguia”), depositado em para√≠sos fiscais usando doleiros (al√ī, #DarioMesser!), com o que o Deep State americano consegue boa parte do seu or√ßamento paralelo, clandestino, com o que vai financiar suas opera√ß√Ķes de desestabiliza√ß√£o secretas mundo afora;
como tamb√©m…
(ii) imp√Ķe a chamada “reciclagem” financeira do capital acumulado pelo tr√°fico: em vez de ficar empo√ßado, por exemplo enterrado em malas sob o solo de fazendas na Col√īmbia (como fazia Pablo Escobar – eliminado pela DEA!), depois de um passeio em para√≠sos fiscais protegidos pelo Imp√©rio (como Panam√° e ilhas caribenhas), √© lavado na compra de ativos financeiros bacanas, blue-chips, nas pra√ßas financeiras norte-atl√Ęnticas de NY e Londres, com o que os EUA abatem parte do seu d√©ficit em conta corrente. Lembram da “exuber√Ęncia irracional” em Wall Street (apud Greenspan)?
Pois √©…
Necess√°rio: √© assim que as “verdinhas” que saem pelas m√£os do ex√©rcito de cheiradores e picadores nos EUA – ūüíłūüíłūüíł – volta para o pa√≠s. Ali√°s, foi justamente o dano macro-econ√īmico que essa sangria de divisas gerava para os EUA que levou Reagan a declarar a sua “Guerra √†s Drogas”, no in√≠cio dos anos 80.
O “Just say no” moralista da Nancy era s√≥ nome fantasia, inocente!
Ap√≥s as desregula√ß√Ķes do mercado financeiro nos anos 1980 sob Reagan, Thatcher & cia, na d√©cada seguinte (1990-1999) houve o acr√©scimo de nada menos que USD 4 trilh√Ķes (!) nos fluxos financeiros internacionais – sem origem identificada. A banca deu cobertura aos il√≠citos.
Nesta semana, em caso que foi completamente escondido pela imprensa brasileira, bravo juiz argentino de fora do esquema PRENDEU o falso advogado AMERICANO-argentino-ISRAELENSE Marcelo D’Alessio, simplesmente o chefe da DEA na Argentina! Na batida em seu apartamento, provas da sua liga√ß√£o com a espionagem americana e tamb√©m israelense (al√ī, #DarioMesser¬†(2)), assim como sua atua√ß√£o junto a membros do Judici√°rio da “Lava Jato argentina”, do cartel midi√°tico local (Clar√≠n, a Globo argentina) e tamb√©m do governo argentino, de direita, para tentar incriminar Cristina Kirchner e aliados.
Usando o quê?
Dela√ß√Ķes premiadas! Via chantagem, extors√£o e inven√ß√£o!
L√° e c√°…
Israel, aliás, que há tempos firmou parceria com o governo de Maurício Macri Рcuja família é historicamente ligada à Máfia Calabresa (pó, de novo?) Рpara patrulhar o Rio Paraná, na Tríplice Fronteira Brasil/ Argentina/ Paraguai.
Lanchas de alta velocidade e soldados israelenses… nas distantes √°guas da Am√©rica do Sul!
Aliás, quem é que fala em fazer parcerias com Israel no distante Brasil mesmo, hein?
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Acorda, inocente: o interesse dos EUA – e de Israel – na Tr√≠plice Fronteira n√£o √© a sua pac√≠fica col√īnia √°rabe, antiga, mas sim a garantia da livre circula√ß√£o do p√≥ – muitas vezes mascarada no meio de carregamentos de soja e outros gr√£os (uma das n raz√Ķes do “milagre” do agro-neg√≥cio!).
E também, é claro, a livre circulação da grana que esse pó gera!
(al√ī, #DarioMesser¬†(3)).
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Pergunta: por que o Рamericanófilo РSérgio Moro nunca intimou o mega-doleiro #DarioMesser, considerado o Banco Central paralelo do Brasil, baseado no Paraguai, onde é protegido por EUA e Israel, a sequer prestar depoimento na sua Vara em Curitiba, apesar de esse constar da delação de vários diretores da Odebrecht colhidas pelo (ex) Juiz??
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E olha que Moro √© ‘a’ “autoridade” no tema de “combate ao crime organizado” (sic) e lavagem de dinheiro no Brasil, hein…
Mundo pequeno, né?
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*FUNDAMENTAL*, portanto, ouvir a exposição do cientista político e analista internacional Eduardo Jorge Vior no Duplo Expresso de hoje, em que ele nos contou os detalhes de toda essa saga, diretamente de Buenos Aires:
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PS: a √ļnica publica√ß√£o em portugu√™s sobre o esc√Ęndalo D’Alessio foi na Carta Maior. Mas falta a sua conex√£o com a DEA, com o Deep State americano e Israel.
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Por isso, ouçam Vior!!
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PPS: importante n√£o esquecer da segunda parte da f√≥rmula “Narco-EVANGELIST√ÉO”: tem coisa melhor pra esquentar dinheiro frio, de origem oculta, do que – suposta – “doa√ß√£o de fi√©is”, indeterminados?
Assim como no caso do “milagre” do agroneg√≥cio na Am√©rica do Sul, o p√≥ tamb√©m explica em parte o “milagre” da pujan√ßa financeira neo-pentecostal!
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PPPS: o Moro e o seu “combate” ao crime organizado v√£o estar pro Brasil como a DEA e a sua “Guerra” √†s Drogas est√£o para a Am√©rica Latina? V√£o “pacificar”? Protegendo quem pagar o “quinto r√©gio” (como o PCC em SP e as Mil√≠cias no RJ)? E passando fogo no resto (tipo Comando Vermelho no RJ), pra limpar o terreno pros amigo$ que pagam a taxa de prote√ß√£o? E, claro, passando fogo tamb√©m em alguns pobres pretos de vez em quando, pra mostrar servi√ßo – via Globo?
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Coment√°rio de Emmanuel Nazareno depois de assistir ao programa de hoje:
“O regime √© de longo prazo. Presidentes de esquerda e de direita podem doravante sofrer impeachment por Fiat elbas, pedaladas, quebra de decoro ou qualquer coisa. Os generais e os ju√≠zes continuam. Permanecem. E seu plano √© uma reformula√ß√£o do Estado nacional e da sociedade civil, lhe subtraindo o inimigo interno: o eleitor. O povo, que ser√° entregue √† tirania de uma informalidade miliciana alimentada pelo narcotr√°fico e contraven√ß√Ķes toleradas. O DEA dos EUA vem tendo um papel fundamental nisso em toda a Am√©rica do Sul. Tamb√©m ele √© independente do presidente americano de plant√£o. Tanto pode ser o Obama quanto o Trump. A guerra de minions, bolsominios ou ptminions, n√£o nos levar√° a nada. De fato, colabora com o regime. Normaliza e tranquiliza a sociedade civil. Jos√© de Abreu presidente autoproclamado, golden impeachment, reforma alternativa da Previd√™ncia apresentada pelo PT… S√£o distra√ß√Ķes. O fato √© o Lula. A a√ß√£o impactante seria uma manifesta√ß√£o gigantesca por Lula livre na pol√≠cia federal de Curitiba e em todo o Pa√≠s. Coisa genu√≠na da insatisfa√ß√£o popular, tipo os coletes amarelos. Mostrar aos generais e aos ju√≠zes que estamos vivos e sabemos que n√£o estamos nos seus planos de salvar covarde e mesquinhamente suas peles em face dos EUA. Entregando o Pa√≠s o povo com porteira fechada. Talvez para este ano n√£o d√™ mais tempo. A consci√™ncia demora a criar ju√≠zo. Espero que o Lula resista. No contexto atual, √© a √ļnica bandeira poss√≠vel. Boa quaresma!”

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A CONEX√ÉO DO MEGA-DOLEIRO #DarioMesser¬†NA ARGENTINA – MARIO MONTOTO: CONTINUA√á√ÉO DA EXPOSI√á√ÉO SOBRE A DROGA COMO EIXO CENTRAL DA POL√ćTICA – E DOS GOLPES – DOS EUA NA AM√ČRICA LATINA
O cientista político e analista internacional Eduardo Jorge Vior deu sequência hoje, direto de Buenos Aires, ao seu comentário da semana passada (acima), em mais uma edição da quinta-feira da geopolítica no
Duplo Expresso.
Link para o programa de hoje.
Vior atualizou-nos sobre novos desdobramentos no caso da inesperada pris√£o de Marcelo D’Alessio, o indiv√≠duo nacional – ao mesmo tempo – de Argentina, EUA e Israel que controlava a atua√ß√£o da DEA (e da CIA?) em Buenos Aires.
Sem muita surpresa, nessa conex√£o israelense no Cone Sul chega-se, tamb√©m l√° na Argentina, a #DarioMesser¬†– o maior doleiro de toda a regi√£o, informante/ operador das intelig√™ncias dos EUA e de Israel, a quem tamb√©m atende, para al√©m dos criminosos locais precisando realizar movimenta√ß√£o transfronteiri√ßa de dinheiro frio. Messer √© considerado, no meio, o “Banco Central Paralelo” do Brasil.
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Antes baseado no Brasil (RJ), depois do início da Lava Jato mudou-se rapidamente para o Paraguai Рonde se encontra atualmente foragido.
Foi avisado?
Por alguém de Curitiba?
Alguém que conheceu no caso Banestado, talvez?
O fato é que, lá no Paraguai, nunca foi incomodado por Sergio Moro. Ou por Carlos Fernando Santos Lima. Ou Deltan Dallagnol.
Sequer um mísero pedido para que prestasse depoimento!
E isso apesar de constar da dela√ß√£o de mais de um diretor da Odebrecht, todas elas celebradas com o MPF-PR e homologadas por Moro…
E tamb√©m apesar de “Juca Bala” (apelido de Vinicius Claret), preposto de #DarioMesser, l√° pelas tantas ter dito √† imprensa brasileira que pagava uma mesada – desde o caso Banestado! – ao advogado CURITIBANO Figueiredo Basto, que enriqueceu (mais ainda) com as “dela√ß√Ķes premiadas” na Lava Jato, para que n√£o fosse incomodado por Moro ou pelo MPF-PR durante todos esses anos…
(inclusive com relação à Lava Jato?)
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Pois hoje Vior chega “em casa”. E tra√ßa-nos o perfil do associado, na Argentina, de #DarioMesser: Mario Montoto.
Trata-se de ex-guerrilheiro de esquerda (ex-Montonero), depois convertido à causa do capital e do imperialismo, pelo gosto que tem pelo dinheiro.
Aliás, como outros tantos que conhecemos, não é mesmo?
Com conex√Ķes pol√≠ticas, associou-se a Israel e conquistou contratos de fornecimento de material b√©lico para as for√ßas armadas argentinas.
Ter√° sido assim que se aproximou de #DarioMesser?
Ainda nos Montoneros, o cara j√° mexia com grana: era o tesoureiro da organiza√ß√£o. De maneira surpreendente, uma vez convertido, mais tarde alia-se a antigos inimigos. E torna-se um homem rico, j√° no governo Menem. Uma publica√ß√£o de esquerda (La Izquierda Diario) qualifica como “desavergonhada e obscena” essa sua convers√£o, de militante radical a ganancioso capitalista, no controverso contexto das privatiza√ß√Ķes de ent√£o. O peri√≥dico La Verdad online registra que estilo de vida de Montoto √© de “muita ostenta√ß√£o”.
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O (velho) ecumenismo pol√≠tico dos “operadores”: foi, ademais, colega de classe de Nestor Kirchner na faculdade, de quem se tornou amigo (e de quem ganhou contratos na √°rea de defesa). Nos anos 80 casou-se com uma deputada, mais tarde kinchnerista. √Č tamb√©m pr√≥ximo de Daniel Scioli, ex-governador da Prov√≠ncia de Buenos Aires e candidato do peronismo √† Presid√™ncia na sucess√£o de Cristina Kirchner, derrotado pelo atual Presidente, Mauricio Macri.
O artigo sobre Montoto na wikipedia resume: “Montoto √© conhecido por sua forma√ß√£o como membro dos Montoneros, um grupo guerrilheiro de esquerda peronista da d√©cada de 1970, no qual ele atuou como principal consultor jur√≠dico e diretor financeiro. Ele √© igualmente conhecido por sua subsequente transforma√ß√£o em amigo e aliado de sucessivos presidentes argentinos, assim como outros pol√≠ticos e empres√°rios (#DarioMesser?), cujas conex√Ķes com ele s√£o consideradas a principal raz√£o de seu sucesso nos neg√≥cios”.
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Obs: “principal CONSULTOR JUR√ćDICO” de uma… guerrilha?!
O cara inventou o “petismo jur√≠dico”, Professor Luiz Moreira! rs
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Portanto, assim como no caso de alguns pol√≠ticos do PT que, tal qual Sergio Moro, n√£o podem sequer ouvir falar no nome #DarioMesser – como, por exemplo, o atual l√≠der na C√Ęmara (!), Paulo Pimenta – ver (constrangedor) flagrante -, √© poss√≠vel que o constrangimento com Montoto e Messer em algum momento contenha o √≠mpeto do Kirchnerismo, impedindo-o de ir para cima no caso Marcelo D’Alessio.
Sem frente de ataque na política, ficaríamos dependendo exclusivamente do Judiciário.
Nós já vimos este filme no Brasil com Tacla Durán, não foi?
(e diversas outras vezes…)
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Bem, esperemos que l√° na Argentina, diferentemente do que ocorre com o PT no Brasil, uma banda podre, chegada ao tal “estilo de vida de muita ostenta√ß√£o” (e o rabo preso que ele traz), n√£o fa√ßa toda a banda s√£ do kirchnerismo de ref√©m.
E por tabela todo o país, terminando por desarma-lo, na frente política, com relação ao ataque híbrido tocado pelos EUA em toda a região.
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“√Č a droga, est√ļpido.
S√£o EUA (e Israel), est√ļpido.
√Č #DarioMesser, est√ļpido”.
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De qualquer forma, v√° por onde for o Kirchnerismo com rela√ß√£o a Messer/ Montoto/ D’Alessio, Eduardo Jorge Vior volta na semana que vem ao Duplo Expresso para nos contar!
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Ilustração de tudo isso:
EFE: “Venezuela acusa EUA e Col√īmbia de preju√≠zo causado por drogas nas Am√©ricas”
O ministro das Rela√ß√Ķes Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, responsabilizou nesta quinta-feira (14) em Viena, na √Āustria, a Col√īmbia e os Estados Unidos pelo preju√≠zo causado pelas drogas nas Am√©ricas e, inclusive, insinuou que Washington participa ativamente deste c√≠rculo “vicioso”.
“Como isso acontece? Como a droga que √© produzida na Col√īmbia pode sair e chegar aos EUA sem que seja detectada pelos sistemas de seguran√ßa do pa√≠s mais poderoso do planeta?”, questionou o ministro em discurso na Comiss√£o de Narc√≥ticos da ONU.
“Como pode n√£o haver institui√ß√Ķes e Estados envolvidos neste c√≠rculo vicioso?”, acrescentou Arreaza.
Em seu discurso, o ministro denunciou que a droga produzida no pa√≠s vizinho acaba “no sangue, nos neur√īnios e nos t√ļmulos de jovens norte-americanos”, e tudo isso mesmo com a DEA (a ag√™ncia antidrogas dos EUA) atuando “como vigilante” no pa√≠s.
Al√©m disso, Arreaza afirmou que mais de 90% da droga confiscada nos Estados Unidos vem da Col√īmbia.
O ministro venezuelano disse que a estratégia de guerra contra as drogas causou um alto custo em termos sociais na América Latina e que, em alguns casos, deu lugar para a instalação de bases americanas na região.
Bases e opera√ß√Ķes militares que, segundo Arreaza, “parecem mais um pretexto para manter tropas e controle territorial sobre a regi√£o do que uma pol√≠tica real para combater o narcotr√°fico”.
O representante venezuelano criticou que nos √ļltimos anos o n√ļmero de hectares dedicados ao cultivo da coca e a produ√ß√£o de coca√≠na tenham chegado a n√≠veis recordes na Col√īmbia, e afirmou que cerca de 5 milh√Ķes de colombianos foram para a Venezuela fugindo da viol√™ncia causada pelo tr√°fico de drogas.
“Sem d√ļvida alguma, o narcotr√°fico √© uma fonte de acumula√ß√£o e de gera√ß√£o de riqueza, que est√° cheia de sangue e √© parte inerente do sistema capitalista”, denunciou Arreaza.
Nesse sentido, o ministro pediu que se abordem as causas para conter “a ind√ļstria do narcotr√°fico como ferramenta que usa o sistema econ√īmico” que “amea√ßa o futuro da humanidade”.
(…)”. (link aqui)

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Atualização: a ação simétrica com a heroína, por Pepe Escobar

Pepe Escobar sugeriu de linkar a publica√ß√£o abaixo, dele, de 2017 (em ingl√™s). Cobre a a√ß√£o paralela, sim√©trica, dos EUA na √Āsia Central, com o √≥pio/ hero√≠na. Segundo Pepe, mais que a DEA √© a CIA quem segura as r√©deas nesse jogo.

Afghanistan and the CIA Heroin Ratline

The Persian Gulf harbors an array of extremely compromising secrets. Near the top is the Afghan heroin ratline ‚Äď with the United Arab Emirates (UAE) positioned as the golden node of a transnational, trillion dollar heroin money laundering operation.

In this 21st century Opium War, crops harvested in¬†Afghanistan are essentially feeding the¬†heroin¬†market not only in¬†Russia and Iran but¬†especially¬†in¬†the US. Up to¬†93% of¬†the world’s¬†opium¬†comes from¬†Afghanistan.

Contrary to¬†predominant Western perception, this is not an Afghan Taliban operation. The key questions¬†‚ÄĒ never asked by¬†Atlanticist circles¬†‚ÄĒ are who buys the opium harvests; refines them into¬†heroin; controls the export routes; and then sell them for¬†humongous profit compared to¬†what the Taliban have locally imposed in¬†taxes.

US Marines and Gunnary Sergeant Nate Cosby (R), Staff Sergeant Josh Lacey (2nd R) and Navy Hospitalman 2 Daniel Holmberg (L) from Border Adviser Team (BAT) and Explosive Ordance Disposal (EOD) 1st and 2nd Marine Division (Forward) walk through opium poppy field at Maranjan village in Helmand province on April 25, 2011 as they take patrol with their team and Afghanistan National Police.

The hegemonic narrative rules that Washington bombed¬†Afghanistan in¬†2001 in “self-defense” after¬†9/11; installed a “democratic” government; and after¬†16 years never de facto left because this is a key node in¬†the Global War on¬†Terror (GWOT), against¬†al-Qaeda and the Taliban alike.

Washington spent over $100 billion in¬†Afghan reconstruction. And, allegedly,¬†$8.4 billion¬†in “counternarcotics programs”. Operation Enduring Freedom¬†‚ÄĒ along¬†with the “liberation” of¬†Iraq¬†‚ÄĒ have cost an astonishing several trillion dollars. And still the heroin ratline, out¬†of occupied Afghanistan,¬†thrives. Cui bono?

Have a SIGAR

An exhaustive¬†Afghanistan Opium Survey¬†details the steady rise of¬†Afghan opium production as¬†well as¬†the sprawl in¬†production areas; “In 2016, opium production had increased by¬†approximately 25 times in¬†relation to¬†its 2001 levels, from¬†185 tons in¬†2001 to¬†4800 tons in¬†2016.”

Another exhaustive report issued by¬†the delightful acronym¬†SIGAR¬†(Special Inspector General for¬†Afghanistan Reconstruction) even hints¬†‚ÄĒ discreetly¬†‚ÄĒ at¬†the crucial connection; Operation Enduring Freedom feeding America’s heroin epidemic.

Afghanistan is infested by¬†contractors; numbers vary from¬†10,000 to¬†tens of¬†thousands. Military and ex-military alike can be reasonably pinpointed as¬†players in¬†the heroin ratline¬†‚ÄĒ in¬†many cases for¬†personal profit. But the clincher concerns the financing of¬†US intel black ops that should not by¬†any means come under¬†scrutiny by¬†the US Congress.¬†

US Army Spc. Newton Carlicci travels dismounted while on his way back to his outpost from the village of Paspajak, Charkh District, Logar province, Afghanistan. File photo

A Gulf-based intel source with¬†vast experience across¬†the Pentagon-designated “arc of¬†instability” tells the story of¬†his interaction with¬†an Australian intel operative who served in¬†Afghanistan; “This was about¬†2011. He said he gave US Army Intelligence and the¬†CIA¬†reports on¬†the Afghan heroin trade¬†‚ÄĒ that US military convoys from¬†the ports of¬†Pakistan were being used to¬†ship the heroin out¬†of Afghanistan¬†‚ÄĒ much of¬†it was raw opium¬†‚ÄĒ for¬†distribution as¬†their backhaul.

No one answered.

He then cornered the key army intelligence operations and CIA at¬†a meeting and asked why no action was taken. The answer was that the goal of¬†the US was winning the hearts and minds of¬†the population and giving them the poppies to¬†grow won their hearts. He was then warned that if he brought this issue up¬†again he would be returned to¬†Australia in¬†a body bag.”

The source is adamant, “CIA external operations are financed from¬†these profits. The charge that the Taliban was using the heroin trade to¬†finance their operations was a fabrication and a form of¬†misdirection.”

And that brings us to¬†a key motive behind¬†President Trump‘s going against¬†his instincts and accepting a new Afghan surge; “In the tradition of¬†the opium wars of¬†perfidious Albion in¬†the 19th century, in¬†which opium paid for¬†tea and silk from¬†India, and the taxes on¬†these silk and tea imports financed the construction of¬†the mighty British Navy which ruled the seas, the CIA has built itself up¬†into a most powerful agent based on¬†the trillion dollar¬†heroin trade. It is impossible for¬†Trump to¬†overcome it as¬†he has no allies to¬†tap. The military are working together with¬†the CIA, and therefore the officers that surround Trump are worthless.”

Drugs

None of¬†this deviates from¬†the¬†CIA’s modus operandi.

Past examples abound. The most notorious concerns the Golden Triangle during¬†the Vietnam war, when the CIA imposed a food-for-opium scheme on¬†Hmong tribesmen from¬†Laos¬†‚ÄĒ complete with¬†a heroin refinery at¬†the CIA headquarters in¬†northern Laos and the set up¬†of nefarious Air America to¬†export the opium.

The whole story was exposed on¬†Prof. Alfred McCoy’s seminal The Politics of¬†Heroin in¬†Southeast Asia¬†‚ÄĒ which drove Langley nuts.

A contemporary counterpart would be a recent book by Italian journalist Enrico Piovesana detailing the New Opium War in Afghanistan.

The return of Air America

A Pakistani intel source with¬†vast Pashtun/ tribal area contacts delves into¬†even more incendiary territory; “According to¬†our best information the CIA has brought in¬†their al-Qaeda-Daesh proxies into¬†Afghanistan to¬†justify the additional American troops”. That would neatly tie in¬†with Trump being cornered by¬†his generals.

And then, there’s Moscow. Last week, the Russian Foreign Ministry was adamantly denouncing “foreign fighters” transferred by “unknown helicopters” as¬†the perpetrators of¬†a massacre of¬†Hazara Shi’ites in¬†a northern Afghanistan province; “It seems that the command of¬†the NATO forces controlling the Afghan sky stubbornly refuses to¬†notice these incidents.”

–ź–ľ–Ķ—Ä–ł–ļ–į–Ĺ—Ā–ļ–ł–Ķ —Ā–ĺ–Ľ–ī–į—ā—č –≤ –ź—Ą–≥–į–Ĺ–ł—Ā—ā–į–Ĺ–Ķ

It does not get more serious than¬†that; Moscow denouncing sectors of¬†the US-trained Afghan Armed Forces side by¬†side with¬†NATO engaged in¬†covert ops supporting jihadis.¬† Russian intel has hinted¬†‚ÄĒ discreetly¬†‚ÄĒ for¬†quite some time that US intel is covertly sponsoring Daesh¬†‚ÄĒ a.k.a.¬†“ISIS Khorasan”¬†‚ÄĒ in¬†Afghanistan.

Russian intel is very much¬†aware of¬†the Afghan chapter¬†in¬†the New Great Game. Russian citizens are “collateral damage” of¬†the Afghan heroin ratline as¬†much as¬†Americans. The Russian Foreign Ministry is tracking how tons of¬†chemicals are being illegally imported into¬†Afghanistan from, among¬†others, “Italy, France and the Netherlands”, and how the US and NATO are doing absolutely nothing to¬†contain the heroin ratline.

Well, Air America, after all, never died. It just relocated from the jungles of Southeast Asia to the arid crossroads of Central and South Asia.

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Atualização (2): outro artigo de Pepe, traduzido para o português, sobre o tema

Dica do pessoal do coletivo de tradutores Vila Mandinga, que traduziu outro texto de Pepe Escobar, de 2016.

Aí nos vamos nós, outra vez. Mais um ataque de alta precisão do Pentágono, mais um prédio residencial em Achin distrito da província de Nangarhar foi atingido, no momento em que uma multidão festejava o retorno de uma autoridade tribal que chegava do Hajj.
Pelo menos 13 civis foram convertidos em “dano colateral”. O Pent√°gono claro “n√£o discute detalhes de opera√ß√Ķes de contraterrorismo”, mas “no momento est√° revisando todo o material relacionado a esse ataque”.
Dar√° em nada, obviamente ‚Äď com os civis mortos acrescentados ao custo sempre crescente da Opera√ß√£o Liberdade Duradoura (que n√£o acaba nunca).
Um que est√° realmente condenado a gozar duradoura liberdade em pleno esplendor √© o ex-senhor-da-guerra, cabe√ßa do¬†Hezb-i-Islami¬†[Partido Isl√Ęmico] e “Carniceiro de Cabul”, Gulbuddin Hekmatyar.
O Pent√°gono n√£o √© dono do monop√≥lio de exterminar civis no Afeganist√£o. Hekmatyar tamb√©m exterminou civis em grande quantidade e com muito prazer no in√≠cio dos anos 1990s ‚Äď √† parte o tempo durante o qual padeceu num centro subterr√Ęneo de tortura de prisioneiros no vizinho Paquist√£o.
Em Cabul durante o governo dos¬†Taliban¬†no final dos anos 1990s, falei com muitos residentes durante a guerra civil, aliados do comandante tadjique e “Le√£o do Panjshir” Ahmad Shah Massoud ‚Äď assassinado dois dias antes do 11/9 ‚Äď e todos lembravam das for√ßas de Hekmatyar, que bombardeavam bairros residenciais, sem cessar.
Hekmatyar vive na clandestinidade, j√° h√° 20 anos ‚Äď desde 1997. Ainda n√£o voltou a Cabul. Em 2002, na prov√≠ncia Kunar no Afeganist√£o, eu tentava descobrir o rastro dele ‚Äď bem como o rastro de Osama bin Laden ‚Äď com meu contato em Peshawar, e a todo instante apareciam¬†US Marines¬†que nos pediam informa√ß√Ķes. Depois que Osama desapareceu, Hekmatyar rapidamente foi convertido em alvo “vivo ou morto” de Bush II no Afeganist√£o, rotulado como “terrorista global” por Washington e posto na lista negra da ONU em 2003.
Atualmente, está voltando a ser homem de grande poder político, depois de ter sido perdoado pelo governo do presidente Ashraf Ghani. O grupo dele, Hezb-i-Islami, já há anos é força militar ultrapassada. Politicamente, a história é outra. Com o acordo, os militantes Hezb podem candidatar-se e concorrer ao governo.
N√£o que tenha sido f√°cil. Hekmatyar sempre se recusou a assinar qualquer tipo de acordo enquanto tropas de EUA-OTAN ocupassem¬†de facto¬†o Afeganist√£o. O acordo final estabelece que¬†Hezb¬†e EUA-OTAN concordam que discordar√£o ‚Äď, com Hekmatyar recusando-se a apoiar o terrorismo. E o pessoal de Ghani encarregado de cuidar da papelada burocr√°tica necess√°ria para tirar o Partido Isl√Ęmico da lista de organiza√ß√Ķes terroristas da ONU.
Se incorporar o Hezb ao frágil governo em Cabul servirá para intimidar os Talibã é outra questão, ainda por discutir.
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A”linha de rato”[1]¬†da¬†CIA¬†em opera√ß√£o
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O Afeganist√£o para todas as finalidades pr√°ticas continua ocupado por estrangeiros; nesse aspecto, a l√≥gica de Hekmatyar parece ser imagem especular da l√≥gica dos Taliban ‚Äď embora os sucessores do Mul√° Omar n√£o sejam admitidos na mesa do poder em Cabul.
Um agente clandestino da intelig√™ncia ocidental, com conhecimentos sobre o modo como o Afeganist√£o foi manobrado nos altos escal√Ķes em Washington explica o caso:
“Osama bin Laden era um agente fracassado da CIA, que foi usado como pretexto para invadir o Afeganist√£o para reiniciar o com√©rcio de hero√≠na, que √© neg√≥cio de um trilh√£o de d√≥lares. O Mul√° Omar foi nosso aliado contra os sovi√©ticos, e homem muito honrado, que destruiu as fazendas de produ√ß√£o de hero√≠na no Afeganist√£o depois que os Talib√£ assumiram o governo, porque os Talib√£ consideravam imoral a morte de mais de 300 mil pessoas, por ano, v√≠timas de overdoses de hero√≠na. N√≥s o entregamos e o tra√≠mos. Osama era convidado de Mul√° Omar, e ele simplesmente pediu provas do envolvimento de Osama no 11/9. Dado que n√£o havia provas, porque Osama n√£o estava envolvido, n√£o foi poss√≠vel dar prova alguma a Omar. Bush II ridicularizou, na televis√£o a ‘ideia’ de que o presidente dos EUA tivesse de apresentar provas a um mul√° de arco e flecha”.
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Fica ainda mais sumarento, quando o agente detalha o que poucos tiveram algum dia coragem para assumir, sobre a agenda real da CIA no Afeganist√£o:
“A CIA usava lucros da hero√≠na para opera√ß√Ķes externas, e ficaram portanto sem recursos quando os Talib√£ assumiram o poder. Com a hero√≠na, sempre tinham meios que lhes permitiam escapar do controle pelo Congresso dos EUA. Hero√≠na. Eis o motivo pelo qual¬†n√≥s ainda estamos l√°. O terrorismo √© constru√≠do com a intermedia√ß√£o da¬†Opera√ß√£o Gladio e est√° sendo usado para justificar essas interven√ß√Ķes. A maioria das ag√™ncias de intelig√™ncia do ocidente est√£o conectadas a esse com√©rcio. 93% da hero√≠na do mundo sai do Afeganist√£o. Depois da invas√£o norte-americana, as planta√ß√Ķes [de papoula] foram imediatamente reiniciadas. Os comboios militares dos portos do Paquist√£o para o Afeganist√£o levavam a hero√≠na de volta, como carga de retorno, para distribui√ß√£o mundial. Nem os Talib√£ nem Osama jamais tiveram ou t√™m coisa alguma a ver com o 11/9”.
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Hekmatyar, vale destacar, jamais teve qualquer ligação com o tráfico de heroína.
No p√© em que est√£o hoje as coisas, Cabul permanece no controle dos grandes centros populacionais, e de cerca de 70% do pa√≠s. O resto √© Talibanist√£o. N√£o h√° nenhuma chance de Cabul vencer a guerra. Segundo n√ļmeros apresentados pelo general (Marine Corps) Joseph Dunford, comandante do Estado-maior das for√ßas dos EUA, o Pent√°gono e aliados t√™m 14 mil soldados no Afeganist√£o. O contingente norte-americano, 9.800 soldados, cair√° para 8.400 ao final de 2016.
Todos lembram a opera√ß√£o da OTAN de “transferir o controle” ‚Äď na verdade, ignominiosa derrota da OTAN ante os Talib√£ ‚Äď em 2014. Aqueles soldados norte-americanos que permaneceram em campo garantem eufemisticamente “treinamento” e “apoio a√©reo” ao Ex√©rcito Afeg√£o, ao mesmo tempo em que s√£o apoiados por hordas de fornecedores privados contratados pelos militares. Paralelamente, afundados nas sombras, os fornecedores contratados continuam a mover para o ocidente a hero√≠na da¬†CIA.
O combo EUA-OTAN acaba de prometer “ajudar a financiar as for√ßas de seguran√ßa afeg√£s” ao ritmo de cerca de $1 bilh√£o ao ano, ao longo dos pr√≥ximos tr√™s anos”. Poucos se dar√£o conta de¬†que a√≠ est√° um esplendoroso incentivo extra para que os corretores e varejistas da hero√≠na administrada pela¬†CIA¬†redobrem seus esfor√ßos de venda por toda a Uni√£o Europeia.
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[1]¬†Ver 7/4/2014, “Linha vermelha e linha de rato: Sobre Obama, Erdońüan e os rebeldes s√≠rios”, Seymour M. Hersh,¬†London Review of Books¬†(online), traduzido em¬†Redecastorphoto¬†[NTs].

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Atualização (3): textos de Eduardo Jorge Vior sobre o tema

Ahora Trump escucha la advertencia que llega del frío
El Comando Sur está perdiendo la batalla de Venezuela por la complicidad de la DEA, el Mossad y las oligarquías suramericanas con las mafias de la droga
por Eduardo J. Vior
Infobaires24
4 de mayo de 2019
Nicol√°s Maduro recibi√≥ del Departamento Central de Inteligencia (GRU, por su sigla en ruso) del Estado Mayor Conjunto de Rusia la advertencia de que se preparaba un alzamiento militar en su contra y la escuch√≥. Alent√≥ a su entorno inmediato a prometer a EE.UU. que dar√≠an un golpe para derrocarlo, impidi√≥ los movimientos de los oficiales verdaderamente envueltos en el alzamiento, forz√≥ el adelantamiento de la medida y el pasado martes 30 dej√≥ a Leopoldo L√≥pez y Juan Guaid√≥ a la intemperie frente a la base a√©rea de La Carlota, en la cheta Zona Este de Caracas, con s√≥lo 30 efectivos a su mando. Luego les permiti√≥ retirarse. Mejor tener al l√≠der escu√°lido encerrado en la embajada espa√Īola que en la calle. La conducci√≥n bolivariana sigue jugando al desgaste progresivo de la oposici√≥n, antes de proponerle negociaciones.
Mike Pompeo también recibió una advertencia, pero del propio Ministro de Relaciones Exteriores de Rusia, Serguei Lavrov, quien le avisó que conocían todos los movimientos de la inteligencia norteamericana en Venezuela. Pero no lo escuchó y cayó en la trampa que le tendió la inteligencia rusa. En sucesivas y contradictorias declaraciones el día miércoles Pompeo, Abrams y Bolton demostraron que habían sido sorprendidos, que carecían de adecuadas informaciones sobre la realidad venezolana y que carecían de mando unificado.
Es que la lucha por el poder dentro de Estados Unidos y la complicidad de la DEA con el narcotráfico y los concomitantes negocios del gobierno israelí desarticulan los planes de Washington para el continente y le hacen cometer demasiados errores evitables.
Quien día a día lidia con los efectos destructivos de la estrechísima imbricación de servicios norteamericanos e israelíes con el narcotráfico es el jefe del Comando Sur (SouthCom), el almirante Craig Faller, quien, durante su viaje a Colombia y Ecuador el 24 y 25 de abril pasados, constató el efecto diluyente que los negocios criminales están teniendo entre sus propias fuerzas y las de sus aliados.
En Bogot√°, su primera estaci√≥n, se reuni√≥ con el presidente Iv√°n Duque, su embajador, Kevin Whitaker; y funcionarios civiles y militares del gobierno colombiano. All√≠ Faller confirm√≥ que Colombia es un aliado prioritario de EE.UU., pero urgi√≥ a sus anfitriones a combatir seriamente el narcotr√°fico. Al hacerlo, se hizo eco de la fuerte acusaci√≥n que pocos d√≠as antes profiri√≥ Donald Trump contra Duque por no hacer ‚Äúnada‚ÄĚ para combatir el flagelo, advirti√©ndole que este negocio creci√≥ un 50% en EE. UU. desde que el presidente colombiano est√° en el cargo.
Durante la visita del comandante estadounidense se realiz√≥ en Bogot√° la Conferencia Multilateral de Fronteras 2019 que cont√≥ con la presencia de altos mandos militares de Colombia, Per√ļ, Ecuador, Brasil y EE.UU. El almirante sigui√≥ su periplo por Ecuador, el reci√©n recuperado aliado, donde acord√≥ trabajar juntos en la lucha contra el narcotr√°fico y la pesca ilegal que nav√≠os chinos estar√≠an realizando en la costa del pa√≠s.
Con estas inspecciones el jefe militar quiso dar la impresi√≥n de tener el control sobre las operaciones norteamericanas en los pa√≠ses aliados. Sin embargo, la realidad es la contraria: el crecimiento de la producci√≥n de droga en Colombia bajo la presidencia de Duque, la extendida corrupci√≥n en el gobierno de Lenin Moreno, los publicitados v√≠nculos entre la DEA, la Mossad y el narcotr√°fico en Argentina, Paraguay y Brasil, demuestran que la llamada ‚Äúguerra contra las drogas‚ÄĚ s√≥lo est√° logrando que la producci√≥n y el tr√°fico aumenten y abarquen cada vez m√°s territorio, afectando a crecientes porciones de la poblaci√≥n suramericana. Los funcionarios norteamericanos intervinientes, en tanto, se limitan a mejoran el negocio manipulando la oferta.
La prensa norteamericana y sus ac√≥litos continentales acusan a la Rep√ļblica Bolivariana de estar controlada por una red de narcotr√°fico en colusi√≥n con la guerrilla colombiana del ELN, a la que estar√≠a asociada (a trav√©s del Ministro de Producci√≥n Tarek Al Aissimi) la organizaci√≥n libanesa Hizbol√°. Sin embargo, a falta de pruebas fehacientes, la acusaci√≥n suena m√°s bien al grito de ‚Äúal ladr√≥n, al ladr√≥n‚ÄĚ proferido por quien acaba de saquear el tesoro de un Banco cualquiera.
Que en el gobierno bolivariano hay casos de corrupci√≥n y que en los √ļltimos a√Īos la conducci√≥n bolivariana ha sido incapaz de conducir la econom√≠a de su pa√≠s son dos verdades que no disminuyen un √°pice la responsabilidad criminal de Washington, al aplicar sanciones brutales que afectan ante todo a la poblaci√≥n civil. Sin embargo, el gobierno de Donald Trump no quiere ni puede combatir el narcotr√°fico, porque la elite de Washington aprovecha la pavorosa epidemia de adicci√≥n que azota a su pa√≠s, para debilitar las energ√≠as protestatarias y porque sus agencias y aliados est√°n metidos en el mismo hasta el cuello. Ante las urgencias que imponen intereses criminales contradictorios es ilusorio pensar que su virrey regional pueda ejecutar una estrategia consistente y coherente. La falta de realismo con la que se planific√≥ y ejecut√≥ la llamada ‚ÄúOperaci√≥n Libertad‚ÄĚ lo demuestra.
Para justificar su fracaso, el secretario de Estado Pompeo, el consejero de Seguridad Nacional Bolton y el encargado para Venezuela Abrams cayeron ante la prensa en justificaciones absurdas: Maduro se puso al frente de la represi√≥n ‚Äúporque los rusos lo obligaron‚ÄĚ, ‚Äúla inteligencia cubana anul√≥ los focos de resistencia en las fuerzas armadas venezolanas‚ÄĚ y ‚Äúel pueblo no se moviliz√≥ por miedo a la represi√≥n‚ÄĚ. En los tres casos los funcionarios de EE.UU. dan cuenta de la superioridad rusa, cubana y del gobierno de Caracas.
Cuando antes del intento de golpe Lavrov habl√≥ con Pompeo, √©ste no escuch√≥ las advertencias rusas. Sacando las conclusiones correctas, el viernes 3 Donald Trump llam√≥ a Vlad√≠mir Putin, para hablar sobre Corea, Ucrania y ‚Ķ Venezuela. Es de esperar que esta vez los norteamericanos escuchen y empujen a sus mandados a la mesa de di√°logo. De impulsar a Maduro ya se encargan Mosc√ļ y La Habana.

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El narcotráfico guía la política continental de Washington
Las denuncias contra los gobiernos de Argentina, Brasil y Colombia muestran que el crimen organizado es el verdadero motor de la estrategia norteamericana
por Eduardo J. Vior
Infobaires24
14 de marzo de 2019
‚ÄúEstamos frenando la entrada de las bandas por nuestras fronteras, como en la frontera Norte, que ahora con el apoyo del narcotr√°fico‚Ķ‚ÄĚ El fallido de Mauricio Macri en su discurso del 1¬ļ de marzo ante la Asamblea Legislativa fue revelador de la colusi√≥n entre el gobierno de Cambiemos, los medios hegem√≥nicos, el n√ļcleo central de la Justicia Federal y el narcotr√°fico administrado por norteamericanos e israel√≠es, tal como lo evidencia la investigaci√≥n judicial sobre los desmanes de Marcelo D‚ÄôAlessio Israelson.
El narcotráfico ha dejado de ser una mera actividad criminal, para convertirse en el motor de la dominación imperial.Venezuela está hoy tratando de superar los efectos del apagón que desde el pasado jueves 7 dejó al 70% del país sin electricidad. Si bien los técnicos de Corpoelec (Corporación Eléctrica Nacional) comenzaron el sábado a restablecer la conexión, las caídas se repitieron y el pasado martes 12 todavía había zonas sin luz. En distintas partes se reportaron saqueos a supermercados y tiendas, pero en general la situación permaneció pacífica.
Seg√ļn el gobierno bolivariano, originariamente el control automatizado de regulaci√≥n del sistema de la Central Sim√≥n Bol√≠var, conocida como El Guri, sufri√≥ una agresi√≥n cibern√©tica a la que siguieron ataques a otras 180 subestaciones. El Vicepresidente de Comunicaci√≥n, Jorge Rodr√≠guez acus√≥ por el ataque al senador cubano-norteamericano Marco Rubio, al secretario de Estado Mike Pompeo y al autoproclamado presidente Juan Guaid√≥.
De acuerdo a Ecoanal√≠tica, el atentado cost√≥ a la econom√≠a venezolana 875 millones de d√≥lares. En una confesi√≥n indirecta, el domingo Forbes escribi√≥ que los sabotajes el√©ctricos se realizan para ‚Äúsocavar a Estados for√°neos‚ÄĚ. Por m√°s que el sistema el√©ctrico venezolano est√° debilitado por la falta de inversiones, las sanciones norteamericanas y errores de gesti√≥n, s√≥lo la hip√≥tesis del atentado puede explicar una ca√≠da tan masiva. Frente a esta agresi√≥n, el presidente Nicol√°s Maduro suspendi√≥ las clases y las jornadas laborales entre el viernes 8 y el mi√©rcoles 13 de marzo.
Con el apag√≥n se busca agudizar las vulnerabilidades del pa√≠s y medir su capacidad defensiva. El ataque ocurri√≥, cuando la econom√≠a comenzaba a recuperarse. Una baja de los precios en alimentos ha reducido la crispaci√≥n de principios de a√Īo, mientras que la reestructuraci√≥n del mercado cambiario logr√≥ contener la suba de las divisas en el mercado negro. Por estas mejoras, pero tambi√©n por la disciplina y organizaci√≥n de la poblaci√≥n, se ha impuesto la calma. Fue as√≠ que las movilizaciones convocadas por la oposici√≥n para el martes 12 fracasaron completamente.
En este contexto, la canciller√≠a venezolana orden√≥ el retiro del personal diplom√°tico norteamericano, despu√©s de que fracas√≥ el di√°logo entre ambos pa√≠ses para el mantenimiento de una oficina de contacto. La medida perjudica ante todo a los norteamericanos y a Juan Guaid√≥, quien necesitaba la permanencia de la oficina de contacto, para sugerir que su ‚Äúgobierno‚ÄĚ mantiene relaciones diplom√°ticas normales con Washington. Similar efecto negativo tuvo la publicaci√≥n en The New York Times del domingo de una investigaci√≥n que demuestra que fueron agitadores antichavistas quienes el 23 de febrero pasado incendiaron dos camiones con ‚Äúayuda humanitaria‚ÄĚ en la frontera colombo-venezolana.
La estrategia confrontativa del liderazgo opositor venezolano ha fracasado y Washington debió asumir la iniciativa con ataques como los del Guri, sabotajes y terrorismo.
El pasado jueves 7 el gobierno norteamericano acus√≥ nuevamente al ministro de Industria venezolano Tarek El Aissami por¬†narcotr√°fico, hecho ya negado en numerosos ocasiones y para el cual no hay¬†pruebas. Por el contrario, El Aissami fue ‚Äďentonces, como Vicepresidente de la Rep√ļblica- quien en 2017 inform√≥ que, despu√©s de la expulsi√≥n de la DEA en 2005 se hab√≠a detenido a cientos de jefes de bandas de narcotr√°fico y hab√≠an aumentado geom√©tricamente los decomisos.
No hay evidencia alguna de que el gobierno venezolano, como tal, est√© implicado en el tr√°fico de drogas, aunque Venezuela tiene en el mismo una posici√≥n estrat√©gica, ya que est√° en la ruta desde Colombia hacia EE.UU. y √Āfrica Occidental (Senegal), por donde sigue hacia Europa. Pero, adem√°s, el pa√≠s abastec√≠a antes a Colombia la gasolina imprescindible para la elaboraci√≥n de la coca√≠na. La coca peruano-boliviana, los laboratorios colombianos y el diluyente venezolano son componentes insustituibles e inseparables de la econom√≠a de la droga. Tanto m√°s han golpeado al narcotr√°fico la estatizaci√≥n de PDVSA a partir de 2003 y el control del cultivo de coca en Bolivia dispuesto por Evo Morales. No obstante, el baj√≠simo precio de la gasolina en Venezuela sigue induciendo su contrabando a Colombia por las ‚Äútrochas‚ÄĚ (los pasos fronterizos clandestinos) y hace muy dif√≠cil el control del contrabando y del tr√°fico en la frontera.
M√ļltiples investigaciones han demostrado que la DEA no combate el narcotr√°fico sino que lo administra, para mantener viva la epidemia internacional de drogadicci√≥n, destruir las econom√≠as de los pa√≠ses controlados, sostener a bandas criminales, grupos paramilitares y financiar todo tipo de operaciones ilegales con las ping√ľes ganancias resultantes. De este modo el Estado norteamericano puede operar en numerosos pa√≠ses sin aumentar su gasto p√ļblico ni pedir permiso al Congreso. Sin embargo, la red de intereses nacionales e internacionales alimentada por esta econom√≠a ha desarrollado una din√°mica propia. El narcotr√°fico ya no es m√°s un mero instrumento de la pol√≠tica norteamericana y se ha convertido en su impulsor, al menos en Am√©rica Latina.
La revista colombiana Semana denunci√≥ en su √ļltimo n√ļmero que ‚Äútanto el presidente Duque como el fiscal general de la Naci√≥n y el ministro de Defensa parecen, y a lo mejor son, funcionarios de la DEA‚ÄĚ. En tanto, el pasado lunes 11 Paraguay expuls√≥ a Brasil a Thiago Ximenes, presunto narcotraficante y aparente miembro del Primer Comando Capital (PCC), despu√©s de que Argentina se negara a pedir su extradici√≥n. Tambi√©n el martes 12 se reuni√≥ la comisi√≥n bicameral del Congreso paraguayo que cit√≥ a declarar al expresidente Horacio Cartes por sus v√≠nculos con el cambista y banquero brasile√Īo-paraguayo Dario Messer, hoy pr√≥fugo de las justicias de Brasil y Paraguay. El financista, muy cercano al primer ministro israel√≠ Benyamin Netanyahu, est√° involucrado en el lavado de dinero del narcotr√°fico en todo el Cono Sur y durante a√Īos hizo lobby por Israel. Pol√≠ticos de la mayor√≠a conservadora, ganaderos del centro-oeste de Brasil y grandes iglesias pentecostales lavan ganancias por narcotr√°fico.
Finalmente, en Argentina el aparente esp√≠a de la DEA Marcelo D‚ÄôAlessio Israelson contin√ļa detenido y acusado por el juez Ramos Padilla de integrar una asociaci√≥n il√≠cita dedicada a extorsionar a empresarios y a espiar a periodistas. En el expediente se demuestra que servicios de inteligencia norteamericanos e israel√≠es intervienen en la pol√≠tica argentina, manipulan la justicia y los medios, administran el tr√°fico de drogas y secuestran personas que sacan ilegalmente del pa√≠s. Especialmente interesante es una comunicaci√≥n entre D‚ÄôAlessio y el venezolano-argentino Alejandro Goldenberg (representante de Guaid√≥ en Argentina), reproducida en el expediente, en la que el primero ofrece al segundo ‚Äúextraer‚ÄĚ a personas en un avi√≥n de 16 plazas que tiene disponible, o sea sacar ilegalmente de Argentina a personas secuestradas para interrogarlas bajo tortura. Ahora bien, un avi√≥n de ese tama√Īo no llega m√°s all√° de Paraguay donde, evidentemente, tienen su base y sus centros de detenci√≥n ilegal.
El ataque contra Venezuela tiene como finalidad principal controlar su petróleo y con él presionar a Rusia, por lo que ésta ya ha advertido que no dejará caer al gobierno bolivariano. Pero el control sobre sus hidrocarburos apunta también a abastecer la industria de la cocaína que sostiene la política de EE.UU. e Israel en el continente. Sin embargo, más allá de los déficits democráticos que puedan achacarse al gobierno venezolano, es evidente que su pueblo sigue firme y disciplinado y que no se deja llevar por provocaciones. Quizás la fuerza moral de los pueblos sea la barrera más fuerte que se pueda oponer al narcoimperialismo.

 

 

 

 

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SU√ć√áA, sim, mas n√£o numerada e sem numer√°rio! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.