💣 Geopolítica da droga, os EUA e os golpes na América Latina

Publicado 11/mai/2019 – 11:57
Atualizado 13/mai/2019 – 9:16 – ação simétrica com a heroína na Ásia (dois artigos de Pepe Escobar)

  • Quando dissemos tempos atrás que o Brasil caminhava para se transformar no NARCO-EVANGELISTÃO, faltou dizer que era um plano para toda a região. Todos sob a égide da DEA americana (Drug Enforcement “Administration”): a agência, na realidade, REGULADORA do tráfico de drogas internacional.

Por Romulus Maya

Atendendo a pedidos…

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“Ninguém sacou que DESEMBARGADORA é a chefe do narcotráfico e que os filhos são seus laranjas?”, perguntou Rodrigo Jardim Rombauer.
Ao que respondi:
Romulus: provavelmente só nós que estamos fora do Brasil podemos falar isso livremente… ¬¬
Rodrigo: mato grosso, farinha fina.
Romulus: Pois é. Mato Grosso do Sul é um narco-Estado.
Nivel Colombia.
Há muito tempo.
Nao tenha dúvida: muito do “milagre” do gado no Centro-Oeste é lavagem de dinheiro.
Boi é das melhores coisas para lavar.
Rodrigo: O Brasil vai copiar o modelo colombiano.
Romulus: Já quase chegou ao clímax com o Aécio Presidente, né??
Pior que isso só quando um “chefe” sair eleito mesmo.
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Certo, gente??
Vamos acordar pra certos “milagres” do “Agronegócio” no Centro-Oeste/ Norte!
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Bem…
Coca e maconha não deixam de ser “agronegócio”, né??
😉

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😱 GEOPOLÍTICA DA DROGA, OS EUA E OS GOLPES NA AMÉRICA LATINA – do arco da velha!
Quando dissemos tempos atrás que o Brasil caminhava para se transformar no NARCO-EVANGELISTÃO, faltou dizer que era um plano para toda a região. Todos sob a égide da DEA americana (Drug Enforcement ~ADMINISTRATION~): a agência REGULADORA do tráfico de drogas internacional (!)
Sua presença na região garante não apenas:
(i) o pagamento pelos traficantes do “quinto régio” à “Coroa” (na verdade a “Águia”), depositado em paraísos fiscais usando doleiros (alô, #DarioMesser!), com o que o Deep State americano consegue boa parte do seu orçamento paralelo, clandestino, com o que vai financiar suas operações de desestabilização secretas mundo afora;
como também…
(ii) impõe a chamada “reciclagem” financeira do capital acumulado pelo tráfico: em vez de ficar empoçado, por exemplo enterrado em malas sob o solo de fazendas na Colômbia (como fazia Pablo Escobar – eliminado pela DEA!), depois de um passeio em paraísos fiscais protegidos pelo Império (como Panamá e ilhas caribenhas), é lavado na compra de ativos financeiros bacanas, blue-chips, nas praças financeiras norte-atlânticas de NY e Londres, com o que os EUA abatem parte do seu déficit em conta corrente. Lembram da “exuberância irracional” em Wall Street (apud Greenspan)?
Pois é…
Necessário: é assim que as “verdinhas” que saem pelas mãos do exército de cheiradores e picadores nos EUA – 💸💸💸 – volta para o país. Aliás, foi justamente o dano macro-econômico que essa sangria de divisas gerava para os EUA que levou Reagan a declarar a sua “Guerra às Drogas”, no início dos anos 80.
O “Just say no” moralista da Nancy era só nome fantasia, inocente!
Após as desregulações do mercado financeiro nos anos 1980 sob Reagan, Thatcher & cia, na década seguinte (1990-1999) houve o acréscimo de nada menos que USD 4 trilhões (!) nos fluxos financeiros internacionais – sem origem identificada. A banca deu cobertura aos ilícitos.
Nesta semana, em caso que foi completamente escondido pela imprensa brasileira, bravo juiz argentino de fora do esquema PRENDEU o falso advogado AMERICANO-argentino-ISRAELENSE Marcelo D’Alessio, simplesmente o chefe da DEA na Argentina! Na batida em seu apartamento, provas da sua ligação com a espionagem americana e também israelense (alô, #DarioMesser (2)), assim como sua atuação junto a membros do Judiciário da “Lava Jato argentina”, do cartel midiático local (Clarín, a Globo argentina) e também do governo argentino, de direita, para tentar incriminar Cristina Kirchner e aliados.
Usando o quê?
Delações premiadas! Via chantagem, extorsão e invenção!
Lá e cá…
Israel, aliás, que há tempos firmou parceria com o governo de Maurício Macri – cuja família é historicamente ligada à Máfia Calabresa (pó, de novo?) – para patrulhar o Rio Paraná, na Tríplice Fronteira Brasil/ Argentina/ Paraguai.
Lanchas de alta velocidade e soldados israelenses… nas distantes águas da América do Sul!
Aliás, quem é que fala em fazer parcerias com Israel no distante Brasil mesmo, hein?
🤔
Acorda, inocente: o interesse dos EUA – e de Israel – na Tríplice Fronteira não é a sua pacífica colônia árabe, antiga, mas sim a garantia da livre circulação do pó – muitas vezes mascarada no meio de carregamentos de soja e outros grãos (uma das n razões do “milagre” do agro-negócio!).
E também, é claro, a livre circulação da grana que esse pó gera!
(alô, #DarioMesser (3)).
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Pergunta: por que o – americanófilo – Sérgio Moro nunca intimou o mega-doleiro #DarioMesser, considerado o Banco Central paralelo do Brasil, baseado no Paraguai, onde é protegido por EUA e Israel, a sequer prestar depoimento na sua Vara em Curitiba, apesar de esse constar da delação de vários diretores da Odebrecht colhidas pelo (ex) Juiz??
🤔
E olha que Moro é ‘a’ “autoridade” no tema de “combate ao crime organizado” (sic) e lavagem de dinheiro no Brasil, hein…
Mundo pequeno, né?
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*FUNDAMENTAL*, portanto, ouvir a exposição do cientista político e analista internacional Eduardo Jorge Vior no Duplo Expresso de hoje, em que ele nos contou os detalhes de toda essa saga, diretamente de Buenos Aires:
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PS: a única publicação em português sobre o escândalo D’Alessio foi na Carta Maior. Mas falta a sua conexão com a DEA, com o Deep State americano e Israel.
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Por isso, ouçam Vior!!
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PPS: importante não esquecer da segunda parte da fórmula “Narco-EVANGELISTÃO”: tem coisa melhor pra esquentar dinheiro frio, de origem oculta, do que – suposta – “doação de fiéis”, indeterminados?
Assim como no caso do “milagre” do agronegócio na América do Sul, o pó também explica em parte o “milagre” da pujança financeira neo-pentecostal!
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PPPS: o Moro e o seu “combate” ao crime organizado vão estar pro Brasil como a DEA e a sua “Guerra” às Drogas estão para a América Latina? Vão “pacificar”? Protegendo quem pagar o “quinto régio” (como o PCC em SP e as Milícias no RJ)? E passando fogo no resto (tipo Comando Vermelho no RJ), pra limpar o terreno pros amigo$ que pagam a taxa de proteção? E, claro, passando fogo também em alguns pobres pretos de vez em quando, pra mostrar serviço – via Globo?
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Comentário de Emmanuel Nazareno depois de assistir ao programa de hoje:
“O regime é de longo prazo. Presidentes de esquerda e de direita podem doravante sofrer impeachment por Fiat elbas, pedaladas, quebra de decoro ou qualquer coisa. Os generais e os juízes continuam. Permanecem. E seu plano é uma reformulação do Estado nacional e da sociedade civil, lhe subtraindo o inimigo interno: o eleitor. O povo, que será entregue à tirania de uma informalidade miliciana alimentada pelo narcotráfico e contravenções toleradas. O DEA dos EUA vem tendo um papel fundamental nisso em toda a América do Sul. Também ele é independente do presidente americano de plantão. Tanto pode ser o Obama quanto o Trump. A guerra de minions, bolsominios ou ptminions, não nos levará a nada. De fato, colabora com o regime. Normaliza e tranquiliza a sociedade civil. José de Abreu presidente autoproclamado, golden impeachment, reforma alternativa da Previdência apresentada pelo PT… São distrações. O fato é o Lula. A ação impactante seria uma manifestação gigantesca por Lula livre na polícia federal de Curitiba e em todo o País. Coisa genuína da insatisfação popular, tipo os coletes amarelos. Mostrar aos generais e aos juízes que estamos vivos e sabemos que não estamos nos seus planos de salvar covarde e mesquinhamente suas peles em face dos EUA. Entregando o País o povo com porteira fechada. Talvez para este ano não dê mais tempo. A consciência demora a criar juízo. Espero que o Lula resista. No contexto atual, é a única bandeira possível. Boa quaresma!”

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A CONEXÃO DO MEGA-DOLEIRO #DarioMesser NA ARGENTINA – MARIO MONTOTO: CONTINUAÇÃO DA EXPOSIÇÃO SOBRE A DROGA COMO EIXO CENTRAL DA POLÍTICA – E DOS GOLPES – DOS EUA NA AMÉRICA LATINA
O cientista político e analista internacional Eduardo Jorge Vior deu sequência hoje, direto de Buenos Aires, ao seu comentário da semana passada (acima), em mais uma edição da quinta-feira da geopolítica no
Duplo Expresso.
Link para o programa de hoje.
Vior atualizou-nos sobre novos desdobramentos no caso da inesperada prisão de Marcelo D’Alessio, o indivíduo nacional – ao mesmo tempo – de Argentina, EUA e Israel que controlava a atuação da DEA (e da CIA?) em Buenos Aires.
Sem muita surpresa, nessa conexão israelense no Cone Sul chega-se, também lá na Argentina, a #DarioMesser – o maior doleiro de toda a região, informante/ operador das inteligências dos EUA e de Israel, a quem também atende, para além dos criminosos locais precisando realizar movimentação transfronteiriça de dinheiro frio. Messer é considerado, no meio, o “Banco Central Paralelo” do Brasil.
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Antes baseado no Brasil (RJ), depois do início da Lava Jato mudou-se rapidamente para o Paraguai – onde se encontra atualmente foragido.
Foi avisado?
Por alguém de Curitiba?
Alguém que conheceu no caso Banestado, talvez?
O fato é que, lá no Paraguai, nunca foi incomodado por Sergio Moro. Ou por Carlos Fernando Santos Lima. Ou Deltan Dallagnol.
Sequer um mísero pedido para que prestasse depoimento!
E isso apesar de constar da delação de mais de um diretor da Odebrecht, todas elas celebradas com o MPF-PR e homologadas por Moro…
E também apesar de “Juca Bala” (apelido de Vinicius Claret), preposto de #DarioMesser, lá pelas tantas ter dito à imprensa brasileira que pagava uma mesada – desde o caso Banestado! – ao advogado CURITIBANO Figueiredo Basto, que enriqueceu (mais ainda) com as “delações premiadas” na Lava Jato, para que não fosse incomodado por Moro ou pelo MPF-PR durante todos esses anos…
(inclusive com relação à Lava Jato?)
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Pois hoje Vior chega “em casa”. E traça-nos o perfil do associado, na Argentina, de #DarioMesser: Mario Montoto.
Trata-se de ex-guerrilheiro de esquerda (ex-Montonero), depois convertido à causa do capital e do imperialismo, pelo gosto que tem pelo dinheiro.
Aliás, como outros tantos que conhecemos, não é mesmo?
Com conexões políticas, associou-se a Israel e conquistou contratos de fornecimento de material bélico para as forças armadas argentinas.
Terá sido assim que se aproximou de #DarioMesser?
Ainda nos Montoneros, o cara já mexia com grana: era o tesoureiro da organização. De maneira surpreendente, uma vez convertido, mais tarde alia-se a antigos inimigos. E torna-se um homem rico, já no governo Menem. Uma publicação de esquerda (La Izquierda Diario) qualifica como “desavergonhada e obscena” essa sua conversão, de militante radical a ganancioso capitalista, no controverso contexto das privatizações de então. O periódico La Verdad online registra que estilo de vida de Montoto é de “muita ostentação”.
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O (velho) ecumenismo político dos “operadores”: foi, ademais, colega de classe de Nestor Kirchner na faculdade, de quem se tornou amigo (e de quem ganhou contratos na área de defesa). Nos anos 80 casou-se com uma deputada, mais tarde kinchnerista. É também próximo de Daniel Scioli, ex-governador da Província de Buenos Aires e candidato do peronismo à Presidência na sucessão de Cristina Kirchner, derrotado pelo atual Presidente, Mauricio Macri.
O artigo sobre Montoto na wikipedia resume: “Montoto é conhecido por sua formação como membro dos Montoneros, um grupo guerrilheiro de esquerda peronista da década de 1970, no qual ele atuou como principal consultor jurídico e diretor financeiro. Ele é igualmente conhecido por sua subsequente transformação em amigo e aliado de sucessivos presidentes argentinos, assim como outros políticos e empresários (#DarioMesser?), cujas conexões com ele são consideradas a principal razão de seu sucesso nos negócios”.
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Obs: “principal CONSULTOR JURÍDICO” de uma… guerrilha?!
O cara inventou o “petismo jurídico”, Professor Luiz Moreira! rs
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Portanto, assim como no caso de alguns políticos do PT que, tal qual Sergio Moro, não podem sequer ouvir falar no nome #DarioMesser – como, por exemplo, o atual líder na Câmara (!), Paulo Pimenta – ver (constrangedor) flagrante -, é possível que o constrangimento com Montoto e Messer em algum momento contenha o ímpeto do Kirchnerismo, impedindo-o de ir para cima no caso Marcelo D’Alessio.
Sem frente de ataque na política, ficaríamos dependendo exclusivamente do Judiciário.
Nós já vimos este filme no Brasil com Tacla Durán, não foi?
(e diversas outras vezes…)
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Bem, esperemos que lá na Argentina, diferentemente do que ocorre com o PT no Brasil, uma banda podre, chegada ao tal “estilo de vida de muita ostentação” (e o rabo preso que ele traz), não faça toda a banda sã do kirchnerismo de refém.
E por tabela todo o país, terminando por desarma-lo, na frente política, com relação ao ataque híbrido tocado pelos EUA em toda a região.
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“É a droga, estúpido.
São EUA (e Israel), estúpido.
É #DarioMesser, estúpido”.
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De qualquer forma, vá por onde for o Kirchnerismo com relação a Messer/ Montoto/ D’Alessio, Eduardo Jorge Vior volta na semana que vem ao Duplo Expresso para nos contar!
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Ilustração de tudo isso:
EFE: “Venezuela acusa EUA e Colômbia de prejuízo causado por drogas nas Américas”
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, responsabilizou nesta quinta-feira (14) em Viena, na Áustria, a Colômbia e os Estados Unidos pelo prejuízo causado pelas drogas nas Américas e, inclusive, insinuou que Washington participa ativamente deste círculo “vicioso”.
“Como isso acontece? Como a droga que é produzida na Colômbia pode sair e chegar aos EUA sem que seja detectada pelos sistemas de segurança do país mais poderoso do planeta?”, questionou o ministro em discurso na Comissão de Narcóticos da ONU.
“Como pode não haver instituições e Estados envolvidos neste círculo vicioso?”, acrescentou Arreaza.
Em seu discurso, o ministro denunciou que a droga produzida no país vizinho acaba “no sangue, nos neurônios e nos túmulos de jovens norte-americanos”, e tudo isso mesmo com a DEA (a agência antidrogas dos EUA) atuando “como vigilante” no país.
Além disso, Arreaza afirmou que mais de 90% da droga confiscada nos Estados Unidos vem da Colômbia.
O ministro venezuelano disse que a estratégia de guerra contra as drogas causou um alto custo em termos sociais na América Latina e que, em alguns casos, deu lugar para a instalação de bases americanas na região.
Bases e operações militares que, segundo Arreaza, “parecem mais um pretexto para manter tropas e controle territorial sobre a região do que uma política real para combater o narcotráfico”.
O representante venezuelano criticou que nos últimos anos o número de hectares dedicados ao cultivo da coca e a produção de cocaína tenham chegado a níveis recordes na Colômbia, e afirmou que cerca de 5 milhões de colombianos foram para a Venezuela fugindo da violência causada pelo tráfico de drogas.
“Sem dúvida alguma, o narcotráfico é uma fonte de acumulação e de geração de riqueza, que está cheia de sangue e é parte inerente do sistema capitalista”, denunciou Arreaza.
Nesse sentido, o ministro pediu que se abordem as causas para conter “a indústria do narcotráfico como ferramenta que usa o sistema econômico” que “ameaça o futuro da humanidade”.
(…)”. (link aqui)

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Atualização: a ação simétrica com a heroína, por Pepe Escobar

Pepe Escobar sugeriu de linkar a publicação abaixo, dele, de 2017 (em inglês). Cobre a ação paralela, simétrica, dos EUA na Ásia Central, com o ópio/ heroína. Segundo Pepe, mais que a DEA é a CIA quem segura as rédeas nesse jogo.

Afghanistan and the CIA Heroin Ratline

The Persian Gulf harbors an array of extremely compromising secrets. Near the top is the Afghan heroin ratline – with the United Arab Emirates (UAE) positioned as the golden node of a transnational, trillion dollar heroin money laundering operation.

In this 21st century Opium War, crops harvested in Afghanistan are essentially feeding the heroin market not only in Russia and Iran but especially in the US. Up to 93% of the world’s opium comes from Afghanistan.

Contrary to predominant Western perception, this is not an Afghan Taliban operation. The key questions — never asked by Atlanticist circles — are who buys the opium harvests; refines them into heroin; controls the export routes; and then sell them for humongous profit compared to what the Taliban have locally imposed in taxes.

US Marines and Gunnary Sergeant Nate Cosby (R), Staff Sergeant Josh Lacey (2nd R) and Navy Hospitalman 2 Daniel Holmberg (L) from Border Adviser Team (BAT) and Explosive Ordance Disposal (EOD) 1st and 2nd Marine Division (Forward) walk through opium poppy field at Maranjan village in Helmand province on April 25, 2011 as they take patrol with their team and Afghanistan National Police.

The hegemonic narrative rules that Washington bombed Afghanistan in 2001 in “self-defense” after 9/11; installed a “democratic” government; and after 16 years never de facto left because this is a key node in the Global War on Terror (GWOT), against al-Qaeda and the Taliban alike.

Washington spent over $100 billion in Afghan reconstruction. And, allegedly, $8.4 billion in “counternarcotics programs”. Operation Enduring Freedom — along with the “liberation” of Iraq — have cost an astonishing several trillion dollars. And still the heroin ratline, out of occupied Afghanistan, thrives. Cui bono?

Have a SIGAR

An exhaustive Afghanistan Opium Survey details the steady rise of Afghan opium production as well as the sprawl in production areas; “In 2016, opium production had increased by approximately 25 times in relation to its 2001 levels, from 185 tons in 2001 to 4800 tons in 2016.”

Another exhaustive report issued by the delightful acronym SIGAR (Special Inspector General for Afghanistan Reconstruction) even hints — discreetly — at the crucial connection; Operation Enduring Freedom feeding America’s heroin epidemic.

Afghanistan is infested by contractors; numbers vary from 10,000 to tens of thousands. Military and ex-military alike can be reasonably pinpointed as players in the heroin ratline — in many cases for personal profit. But the clincher concerns the financing of US intel black ops that should not by any means come under scrutiny by the US Congress. 

US Army Spc. Newton Carlicci travels dismounted while on his way back to his outpost from the village of Paspajak, Charkh District, Logar province, Afghanistan. File photo

A Gulf-based intel source with vast experience across the Pentagon-designated “arc of instability” tells the story of his interaction with an Australian intel operative who served in Afghanistan; “This was about 2011. He said he gave US Army Intelligence and the CIA reports on the Afghan heroin trade — that US military convoys from the ports of Pakistan were being used to ship the heroin out of Afghanistan — much of it was raw opium — for distribution as their backhaul.

No one answered.

He then cornered the key army intelligence operations and CIA at a meeting and asked why no action was taken. The answer was that the goal of the US was winning the hearts and minds of the population and giving them the poppies to grow won their hearts. He was then warned that if he brought this issue up again he would be returned to Australia in a body bag.”

The source is adamant, “CIA external operations are financed from these profits. The charge that the Taliban was using the heroin trade to finance their operations was a fabrication and a form of misdirection.”

And that brings us to a key motive behind President Trump‘s going against his instincts and accepting a new Afghan surge; “In the tradition of the opium wars of perfidious Albion in the 19th century, in which opium paid for tea and silk from India, and the taxes on these silk and tea imports financed the construction of the mighty British Navy which ruled the seas, the CIA has built itself up into a most powerful agent based on the trillion dollar heroin trade. It is impossible for Trump to overcome it as he has no allies to tap. The military are working together with the CIA, and therefore the officers that surround Trump are worthless.”

Drugs

None of this deviates from the CIA’s modus operandi.

Past examples abound. The most notorious concerns the Golden Triangle during the Vietnam war, when the CIA imposed a food-for-opium scheme on Hmong tribesmen from Laos — complete with a heroin refinery at the CIA headquarters in northern Laos and the set up of nefarious Air America to export the opium.

The whole story was exposed on Prof. Alfred McCoy’s seminal The Politics of Heroin in Southeast Asia — which drove Langley nuts.

A contemporary counterpart would be a recent book by Italian journalist Enrico Piovesana detailing the New Opium War in Afghanistan.

The return of Air America

A Pakistani intel source with vast Pashtun/ tribal area contacts delves into even more incendiary territory; “According to our best information the CIA has brought in their al-Qaeda-Daesh proxies into Afghanistan to justify the additional American troops”. That would neatly tie in with Trump being cornered by his generals.

And then, there’s Moscow. Last week, the Russian Foreign Ministry was adamantly denouncing “foreign fighters” transferred by “unknown helicopters” as the perpetrators of a massacre of Hazara Shi’ites in a northern Afghanistan province; “It seems that the command of the NATO forces controlling the Afghan sky stubbornly refuses to notice these incidents.”

Американские солдаты в Афганистане

It does not get more serious than that; Moscow denouncing sectors of the US-trained Afghan Armed Forces side by side with NATO engaged in covert ops supporting jihadis.  Russian intel has hinted — discreetly — for quite some time that US intel is covertly sponsoring Daesh — a.k.a. “ISIS Khorasan” — in Afghanistan.

Russian intel is very much aware of the Afghan chapter in the New Great Game. Russian citizens are “collateral damage” of the Afghan heroin ratline as much as Americans. The Russian Foreign Ministry is tracking how tons of chemicals are being illegally imported into Afghanistan from, among others, “Italy, France and the Netherlands”, and how the US and NATO are doing absolutely nothing to contain the heroin ratline.

Well, Air America, after all, never died. It just relocated from the jungles of Southeast Asia to the arid crossroads of Central and South Asia.

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Atualização (2): outro artigo de Pepe, traduzido para o português, sobre o tema

Dica do pessoal do coletivo de tradutores Vila Mandinga, que traduziu outro texto de Pepe Escobar, de 2016.

Aí nos vamos nós, outra vez. Mais um ataque de alta precisão do Pentágono, mais um prédio residencial em Achin distrito da província de Nangarhar foi atingido, no momento em que uma multidão festejava o retorno de uma autoridade tribal que chegava do Hajj.
Pelo menos 13 civis foram convertidos em “dano colateral”. O Pentágono claro “não discute detalhes de operações de contraterrorismo”, mas “no momento está revisando todo o material relacionado a esse ataque”.
Dará em nada, obviamente – com os civis mortos acrescentados ao custo sempre crescente da Operação Liberdade Duradoura (que não acaba nunca).
Um que está realmente condenado a gozar duradoura liberdade em pleno esplendor é o ex-senhor-da-guerra, cabeça do Hezb-i-Islami [Partido Islâmico] e “Carniceiro de Cabul”, Gulbuddin Hekmatyar.
O Pentágono não é dono do monopólio de exterminar civis no Afeganistão. Hekmatyar também exterminou civis em grande quantidade e com muito prazer no início dos anos 1990s – à parte o tempo durante o qual padeceu num centro subterrâneo de tortura de prisioneiros no vizinho Paquistão.
Em Cabul durante o governo dos Taliban no final dos anos 1990s, falei com muitos residentes durante a guerra civil, aliados do comandante tadjique e “Leão do Panjshir” Ahmad Shah Massoud – assassinado dois dias antes do 11/9 – e todos lembravam das forças de Hekmatyar, que bombardeavam bairros residenciais, sem cessar.
Hekmatyar vive na clandestinidade, já há 20 anos – desde 1997. Ainda não voltou a Cabul. Em 2002, na província Kunar no Afeganistão, eu tentava descobrir o rastro dele – bem como o rastro de Osama bin Laden – com meu contato em Peshawar, e a todo instante apareciam US Marines que nos pediam informações. Depois que Osama desapareceu, Hekmatyar rapidamente foi convertido em alvo “vivo ou morto” de Bush II no Afeganistão, rotulado como “terrorista global” por Washington e posto na lista negra da ONU em 2003.
Atualmente, está voltando a ser homem de grande poder político, depois de ter sido perdoado pelo governo do presidente Ashraf Ghani. O grupo dele, Hezb-i-Islami, já há anos é força militar ultrapassada. Politicamente, a história é outra. Com o acordo, os militantes Hezb podem candidatar-se e concorrer ao governo.
Não que tenha sido fácil. Hekmatyar sempre se recusou a assinar qualquer tipo de acordo enquanto tropas de EUA-OTAN ocupassem de facto o Afeganistão. O acordo final estabelece que Hezb e EUA-OTAN concordam que discordarão –, com Hekmatyar recusando-se a apoiar o terrorismo. E o pessoal de Ghani encarregado de cuidar da papelada burocrática necessária para tirar o Partido Islâmico da lista de organizações terroristas da ONU.
Se incorporar o Hezb ao frágil governo em Cabul servirá para intimidar os Talibã é outra questão, ainda por discutir.
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A”linha de rato”[1] da CIA em operação
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O Afeganistão para todas as finalidades práticas continua ocupado por estrangeiros; nesse aspecto, a lógica de Hekmatyar parece ser imagem especular da lógica dos Taliban – embora os sucessores do Mulá Omar não sejam admitidos na mesa do poder em Cabul.
Um agente clandestino da inteligência ocidental, com conhecimentos sobre o modo como o Afeganistão foi manobrado nos altos escalões em Washington explica o caso:
“Osama bin Laden era um agente fracassado da CIA, que foi usado como pretexto para invadir o Afeganistão para reiniciar o comércio de heroína, que é negócio de um trilhão de dólares. O Mulá Omar foi nosso aliado contra os soviéticos, e homem muito honrado, que destruiu as fazendas de produção de heroína no Afeganistão depois que os Talibã assumiram o governo, porque os Talibã consideravam imoral a morte de mais de 300 mil pessoas, por ano, vítimas de overdoses de heroína. Nós o entregamos e o traímos. Osama era convidado de Mulá Omar, e ele simplesmente pediu provas do envolvimento de Osama no 11/9. Dado que não havia provas, porque Osama não estava envolvido, não foi possível dar prova alguma a Omar. Bush II ridicularizou, na televisão a ‘ideia’ de que o presidente dos EUA tivesse de apresentar provas a um mulá de arco e flecha”.
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Fica ainda mais sumarento, quando o agente detalha o que poucos tiveram algum dia coragem para assumir, sobre a agenda real da CIA no Afeganistão:
“A CIA usava lucros da heroína para operações externas, e ficaram portanto sem recursos quando os Talibã assumiram o poder. Com a heroína, sempre tinham meios que lhes permitiam escapar do controle pelo Congresso dos EUA. Heroína. Eis o motivo pelo qual nós ainda estamos lá. O terrorismo é construído com a intermediação da Operação Gladio e está sendo usado para justificar essas intervenções. A maioria das agências de inteligência do ocidente estão conectadas a esse comércio. 93% da heroína do mundo sai do Afeganistão. Depois da invasão norte-americana, as plantações [de papoula] foram imediatamente reiniciadas. Os comboios militares dos portos do Paquistão para o Afeganistão levavam a heroína de volta, como carga de retorno, para distribuição mundial. Nem os Talibã nem Osama jamais tiveram ou têm coisa alguma a ver com o 11/9”.
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Hekmatyar, vale destacar, jamais teve qualquer ligação com o tráfico de heroína.
No pé em que estão hoje as coisas, Cabul permanece no controle dos grandes centros populacionais, e de cerca de 70% do país. O resto é Talibanistão. Não há nenhuma chance de Cabul vencer a guerra. Segundo números apresentados pelo general (Marine Corps) Joseph Dunford, comandante do Estado-maior das forças dos EUA, o Pentágono e aliados têm 14 mil soldados no Afeganistão. O contingente norte-americano, 9.800 soldados, cairá para 8.400 ao final de 2016.
Todos lembram a operação da OTAN de “transferir o controle” – na verdade, ignominiosa derrota da OTAN ante os Talibã – em 2014. Aqueles soldados norte-americanos que permaneceram em campo garantem eufemisticamente “treinamento” e “apoio aéreo” ao Exército Afegão, ao mesmo tempo em que são apoiados por hordas de fornecedores privados contratados pelos militares. Paralelamente, afundados nas sombras, os fornecedores contratados continuam a mover para o ocidente a heroína da CIA.
O combo EUA-OTAN acaba de prometer “ajudar a financiar as forças de segurança afegãs” ao ritmo de cerca de $1 bilhão ao ano, ao longo dos próximos três anos”. Poucos se darão conta de que aí está um esplendoroso incentivo extra para que os corretores e varejistas da heroína administrada pela CIA redobrem seus esforços de venda por toda a União Europeia.
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[1] Ver 7/4/2014, “Linha vermelha e linha de rato: Sobre Obama, Erdoğan e os rebeldes sírios”, Seymour M. Hersh, London Review of Books (online), traduzido em Redecastorphoto [NTs].

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Atualização (3): textos de Eduardo Jorge Vior sobre o tema

Ahora Trump escucha la advertencia que llega del frío
El Comando Sur está perdiendo la batalla de Venezuela por la complicidad de la DEA, el Mossad y las oligarquías suramericanas con las mafias de la droga
por Eduardo J. Vior
Infobaires24
4 de mayo de 2019
Nicolás Maduro recibió del Departamento Central de Inteligencia (GRU, por su sigla en ruso) del Estado Mayor Conjunto de Rusia la advertencia de que se preparaba un alzamiento militar en su contra y la escuchó. Alentó a su entorno inmediato a prometer a EE.UU. que darían un golpe para derrocarlo, impidió los movimientos de los oficiales verdaderamente envueltos en el alzamiento, forzó el adelantamiento de la medida y el pasado martes 30 dejó a Leopoldo López y Juan Guaidó a la intemperie frente a la base aérea de La Carlota, en la cheta Zona Este de Caracas, con sólo 30 efectivos a su mando. Luego les permitió retirarse. Mejor tener al líder escuálido encerrado en la embajada española que en la calle. La conducción bolivariana sigue jugando al desgaste progresivo de la oposición, antes de proponerle negociaciones.
Mike Pompeo también recibió una advertencia, pero del propio Ministro de Relaciones Exteriores de Rusia, Serguei Lavrov, quien le avisó que conocían todos los movimientos de la inteligencia norteamericana en Venezuela. Pero no lo escuchó y cayó en la trampa que le tendió la inteligencia rusa. En sucesivas y contradictorias declaraciones el día miércoles Pompeo, Abrams y Bolton demostraron que habían sido sorprendidos, que carecían de adecuadas informaciones sobre la realidad venezolana y que carecían de mando unificado.
Es que la lucha por el poder dentro de Estados Unidos y la complicidad de la DEA con el narcotráfico y los concomitantes negocios del gobierno israelí desarticulan los planes de Washington para el continente y le hacen cometer demasiados errores evitables.
Quien día a día lidia con los efectos destructivos de la estrechísima imbricación de servicios norteamericanos e israelíes con el narcotráfico es el jefe del Comando Sur (SouthCom), el almirante Craig Faller, quien, durante su viaje a Colombia y Ecuador el 24 y 25 de abril pasados, constató el efecto diluyente que los negocios criminales están teniendo entre sus propias fuerzas y las de sus aliados.
En Bogotá, su primera estación, se reunió con el presidente Iván Duque, su embajador, Kevin Whitaker; y funcionarios civiles y militares del gobierno colombiano. Allí Faller confirmó que Colombia es un aliado prioritario de EE.UU., pero urgió a sus anfitriones a combatir seriamente el narcotráfico. Al hacerlo, se hizo eco de la fuerte acusación que pocos días antes profirió Donald Trump contra Duque por no hacer “nada” para combatir el flagelo, advirtiéndole que este negocio creció un 50% en EE. UU. desde que el presidente colombiano está en el cargo.
Durante la visita del comandante estadounidense se realizó en Bogotá la Conferencia Multilateral de Fronteras 2019 que contó con la presencia de altos mandos militares de Colombia, Perú, Ecuador, Brasil y EE.UU. El almirante siguió su periplo por Ecuador, el recién recuperado aliado, donde acordó trabajar juntos en la lucha contra el narcotráfico y la pesca ilegal que navíos chinos estarían realizando en la costa del país.
Con estas inspecciones el jefe militar quiso dar la impresión de tener el control sobre las operaciones norteamericanas en los países aliados. Sin embargo, la realidad es la contraria: el crecimiento de la producción de droga en Colombia bajo la presidencia de Duque, la extendida corrupción en el gobierno de Lenin Moreno, los publicitados vínculos entre la DEA, la Mossad y el narcotráfico en Argentina, Paraguay y Brasil, demuestran que la llamada “guerra contra las drogas” sólo está logrando que la producción y el tráfico aumenten y abarquen cada vez más territorio, afectando a crecientes porciones de la población suramericana. Los funcionarios norteamericanos intervinientes, en tanto, se limitan a mejoran el negocio manipulando la oferta.
La prensa norteamericana y sus acólitos continentales acusan a la República Bolivariana de estar controlada por una red de narcotráfico en colusión con la guerrilla colombiana del ELN, a la que estaría asociada (a través del Ministro de Producción Tarek Al Aissimi) la organización libanesa Hizbolá. Sin embargo, a falta de pruebas fehacientes, la acusación suena más bien al grito de “al ladrón, al ladrón” proferido por quien acaba de saquear el tesoro de un Banco cualquiera.
Que en el gobierno bolivariano hay casos de corrupción y que en los últimos años la conducción bolivariana ha sido incapaz de conducir la economía de su país son dos verdades que no disminuyen un ápice la responsabilidad criminal de Washington, al aplicar sanciones brutales que afectan ante todo a la población civil. Sin embargo, el gobierno de Donald Trump no quiere ni puede combatir el narcotráfico, porque la elite de Washington aprovecha la pavorosa epidemia de adicción que azota a su país, para debilitar las energías protestatarias y porque sus agencias y aliados están metidos en el mismo hasta el cuello. Ante las urgencias que imponen intereses criminales contradictorios es ilusorio pensar que su virrey regional pueda ejecutar una estrategia consistente y coherente. La falta de realismo con la que se planificó y ejecutó la llamada “Operación Libertad” lo demuestra.
Para justificar su fracaso, el secretario de Estado Pompeo, el consejero de Seguridad Nacional Bolton y el encargado para Venezuela Abrams cayeron ante la prensa en justificaciones absurdas: Maduro se puso al frente de la represión “porque los rusos lo obligaron”, “la inteligencia cubana anuló los focos de resistencia en las fuerzas armadas venezolanas” y “el pueblo no se movilizó por miedo a la represión”. En los tres casos los funcionarios de EE.UU. dan cuenta de la superioridad rusa, cubana y del gobierno de Caracas.
Cuando antes del intento de golpe Lavrov habló con Pompeo, éste no escuchó las advertencias rusas. Sacando las conclusiones correctas, el viernes 3 Donald Trump llamó a Vladímir Putin, para hablar sobre Corea, Ucrania y … Venezuela. Es de esperar que esta vez los norteamericanos escuchen y empujen a sus mandados a la mesa de diálogo. De impulsar a Maduro ya se encargan Moscú y La Habana.

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El narcotráfico guía la política continental de Washington
Las denuncias contra los gobiernos de Argentina, Brasil y Colombia muestran que el crimen organizado es el verdadero motor de la estrategia norteamericana
por Eduardo J. Vior
Infobaires24
14 de marzo de 2019
“Estamos frenando la entrada de las bandas por nuestras fronteras, como en la frontera Norte, que ahora con el apoyo del narcotráfico…” El fallido de Mauricio Macri en su discurso del 1º de marzo ante la Asamblea Legislativa fue revelador de la colusión entre el gobierno de Cambiemos, los medios hegemónicos, el núcleo central de la Justicia Federal y el narcotráfico administrado por norteamericanos e israelíes, tal como lo evidencia la investigación judicial sobre los desmanes de Marcelo D’Alessio Israelson.
El narcotráfico ha dejado de ser una mera actividad criminal, para convertirse en el motor de la dominación imperial.Venezuela está hoy tratando de superar los efectos del apagón que desde el pasado jueves 7 dejó al 70% del país sin electricidad. Si bien los técnicos de Corpoelec (Corporación Eléctrica Nacional) comenzaron el sábado a restablecer la conexión, las caídas se repitieron y el pasado martes 12 todavía había zonas sin luz. En distintas partes se reportaron saqueos a supermercados y tiendas, pero en general la situación permaneció pacífica.
Según el gobierno bolivariano, originariamente el control automatizado de regulación del sistema de la Central Simón Bolívar, conocida como El Guri, sufrió una agresión cibernética a la que siguieron ataques a otras 180 subestaciones. El Vicepresidente de Comunicación, Jorge Rodríguez acusó por el ataque al senador cubano-norteamericano Marco Rubio, al secretario de Estado Mike Pompeo y al autoproclamado presidente Juan Guaidó.
De acuerdo a Ecoanalítica, el atentado costó a la economía venezolana 875 millones de dólares. En una confesión indirecta, el domingo Forbes escribió que los sabotajes eléctricos se realizan para “socavar a Estados foráneos”. Por más que el sistema eléctrico venezolano está debilitado por la falta de inversiones, las sanciones norteamericanas y errores de gestión, sólo la hipótesis del atentado puede explicar una caída tan masiva. Frente a esta agresión, el presidente Nicolás Maduro suspendió las clases y las jornadas laborales entre el viernes 8 y el miércoles 13 de marzo.
Con el apagón se busca agudizar las vulnerabilidades del país y medir su capacidad defensiva. El ataque ocurrió, cuando la economía comenzaba a recuperarse. Una baja de los precios en alimentos ha reducido la crispación de principios de año, mientras que la reestructuración del mercado cambiario logró contener la suba de las divisas en el mercado negro. Por estas mejoras, pero también por la disciplina y organización de la población, se ha impuesto la calma. Fue así que las movilizaciones convocadas por la oposición para el martes 12 fracasaron completamente.
En este contexto, la cancillería venezolana ordenó el retiro del personal diplomático norteamericano, después de que fracasó el diálogo entre ambos países para el mantenimiento de una oficina de contacto. La medida perjudica ante todo a los norteamericanos y a Juan Guaidó, quien necesitaba la permanencia de la oficina de contacto, para sugerir que su “gobierno” mantiene relaciones diplomáticas normales con Washington. Similar efecto negativo tuvo la publicación en The New York Times del domingo de una investigación que demuestra que fueron agitadores antichavistas quienes el 23 de febrero pasado incendiaron dos camiones con “ayuda humanitaria” en la frontera colombo-venezolana.
La estrategia confrontativa del liderazgo opositor venezolano ha fracasado y Washington debió asumir la iniciativa con ataques como los del Guri, sabotajes y terrorismo.
El pasado jueves 7 el gobierno norteamericano acusó nuevamente al ministro de Industria venezolano Tarek El Aissami por narcotráfico, hecho ya negado en numerosos ocasiones y para el cual no hay pruebas. Por el contrario, El Aissami fue –entonces, como Vicepresidente de la República- quien en 2017 informó que, después de la expulsión de la DEA en 2005 se había detenido a cientos de jefes de bandas de narcotráfico y habían aumentado geométricamente los decomisos.
No hay evidencia alguna de que el gobierno venezolano, como tal, esté implicado en el tráfico de drogas, aunque Venezuela tiene en el mismo una posición estratégica, ya que está en la ruta desde Colombia hacia EE.UU. y África Occidental (Senegal), por donde sigue hacia Europa. Pero, además, el país abastecía antes a Colombia la gasolina imprescindible para la elaboración de la cocaína. La coca peruano-boliviana, los laboratorios colombianos y el diluyente venezolano son componentes insustituibles e inseparables de la economía de la droga. Tanto más han golpeado al narcotráfico la estatización de PDVSA a partir de 2003 y el control del cultivo de coca en Bolivia dispuesto por Evo Morales. No obstante, el bajísimo precio de la gasolina en Venezuela sigue induciendo su contrabando a Colombia por las “trochas” (los pasos fronterizos clandestinos) y hace muy difícil el control del contrabando y del tráfico en la frontera.
Múltiples investigaciones han demostrado que la DEA no combate el narcotráfico sino que lo administra, para mantener viva la epidemia internacional de drogadicción, destruir las economías de los países controlados, sostener a bandas criminales, grupos paramilitares y financiar todo tipo de operaciones ilegales con las pingües ganancias resultantes. De este modo el Estado norteamericano puede operar en numerosos países sin aumentar su gasto público ni pedir permiso al Congreso. Sin embargo, la red de intereses nacionales e internacionales alimentada por esta economía ha desarrollado una dinámica propia. El narcotráfico ya no es más un mero instrumento de la política norteamericana y se ha convertido en su impulsor, al menos en América Latina.
La revista colombiana Semana denunció en su último número que “tanto el presidente Duque como el fiscal general de la Nación y el ministro de Defensa parecen, y a lo mejor son, funcionarios de la DEA”. En tanto, el pasado lunes 11 Paraguay expulsó a Brasil a Thiago Ximenes, presunto narcotraficante y aparente miembro del Primer Comando Capital (PCC), después de que Argentina se negara a pedir su extradición. También el martes 12 se reunió la comisión bicameral del Congreso paraguayo que citó a declarar al expresidente Horacio Cartes por sus vínculos con el cambista y banquero brasileño-paraguayo Dario Messer, hoy prófugo de las justicias de Brasil y Paraguay. El financista, muy cercano al primer ministro israelí Benyamin Netanyahu, está involucrado en el lavado de dinero del narcotráfico en todo el Cono Sur y durante años hizo lobby por Israel. Políticos de la mayoría conservadora, ganaderos del centro-oeste de Brasil y grandes iglesias pentecostales lavan ganancias por narcotráfico.
Finalmente, en Argentina el aparente espía de la DEA Marcelo D’Alessio Israelson continúa detenido y acusado por el juez Ramos Padilla de integrar una asociación ilícita dedicada a extorsionar a empresarios y a espiar a periodistas. En el expediente se demuestra que servicios de inteligencia norteamericanos e israelíes intervienen en la política argentina, manipulan la justicia y los medios, administran el tráfico de drogas y secuestran personas que sacan ilegalmente del país. Especialmente interesante es una comunicación entre D’Alessio y el venezolano-argentino Alejandro Goldenberg (representante de Guaidó en Argentina), reproducida en el expediente, en la que el primero ofrece al segundo “extraer” a personas en un avión de 16 plazas que tiene disponible, o sea sacar ilegalmente de Argentina a personas secuestradas para interrogarlas bajo tortura. Ahora bien, un avión de ese tamaño no llega más allá de Paraguay donde, evidentemente, tienen su base y sus centros de detención ilegal.
El ataque contra Venezuela tiene como finalidad principal controlar su petróleo y con él presionar a Rusia, por lo que ésta ya ha advertido que no dejará caer al gobierno bolivariano. Pero el control sobre sus hidrocarburos apunta también a abastecer la industria de la cocaína que sostiene la política de EE.UU. e Israel en el continente. Sin embargo, más allá de los déficits democráticos que puedan achacarse al gobierno venezolano, es evidente que su pueblo sigue firme y disciplinado y que no se deja llevar por provocaciones. Quizás la fuerza moral de los pueblos sea la barrera más fuerte que se pueda oponer al narcoimperialismo.

 

 

 

 

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.