Finança joga Bolsonaro ao mar – e nós avisamos!

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso

  • Aos poucos vão se somando novos indícios de que a hipótese levantada pelo Duplo Expresso há uma semana pode estar mesmo se concretizando: o (zero vírgula) 1% global, que patrocinou junto com o Deep State americano o Golpe no Brasil, não quer Bolsonaro na presidência.
  • Mas quem ele quer?
    E quer Bolsonaro onde?
  • As duas matérias dedicadas ao tema na revista The Economist ajudam a responder essas perguntas.
  • Houve muito provavelmente algum grau de coordenação entre a revista, dos Rothschild, e a campanha de Haddad. Possivelmente essa última fora informada antes de que a matéria jogando Bolsonaro ao mar seria publicada. Inclusive sobre o conteúdo da mesma, opondo (ultra) “liberalismo” e protofascismo. Isso porque…

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Aos poucos vão se somando novos indícios de que a hipótese levantada pelo Duplo Expresso há uma semana pode estar mesmo se concretizando. No artigo “Cassino Brasil: por que, depois de escondido, Bolsonaro volta à mídia” (17/set/2018) aventamos, em resumo, o seguinte:

Pois eis que a Finança, igualmente cortejada pelos gorilas e pelo Plano B, parece estar namorando a ideia de casar-se com ambos, adotando conformação de tal bigamia que lhe permitisse extrair os maiores retornos. E com os menores riscos. Inclusive de imagem:
– O Plano B na Presidência, tão sitiado e disposto a fazer “concessões” (mais para “convicções”) quanto Dilma Rousseff em 2015.
– Com os gorilas providencialmente fungando no seu cangote, na qualidade de chefes da oposição. E líderes, em potencial, de um novo golpe.

Note-se que esse desenho é bom para todos eles:
(i) a Finança consegue TUDO o que quer;
(ii) os gorilas conseguem efetivo poder político, o que não tinham desde o fim da ditadura – e, melhor, sem as responsabilidades de governar; e
(iii) o Plano B, é “gloriosamente” eleito e “legitimado pelo voto”. E ainda se salva da perigosa responsabilidade de ter de salvar Lula, enfrentar a Finança, a Justiça, a mídia e os gorilas, pois consegue um álibi para cumprir as ordens de quem tirou Lula do páreo.
E, assim, dar seguimento à “Ponte para o Futuro” do, amigo, Marcos Lisboa et al. O álibi é: “se não der para eles por bem, vai ter que dar por mal: olha o golpe militar aí na esquina, minha gente!”. Se esse álibi não for suficiente para convencer as bases, o Plano B tem finalmente a caneta na mão, cheia de tinta. Com ela terá facilidade para cooptar a ala fisiológica do PT (abstêmica de cargos desde 2016), bem como a “Blogosfera (dita) progressista” com publicidade estatal (ave, banners de BB, CEF e Petrobras de volta aos sites!). Ambas seriam encarregadas de amansar – e passar vaselina – nas bases. Aliás, como já se adiantam a fazer, numa “venda em consignação” para crédito do Plano B – a ser devidamente cobrado.

O fantasma Bolsonaro/ Mourão seria, assim, o pé de cabra com que o Plano B – e a Finança – manteriam o Brasil arrombado. Note-se que ambos já se escolheram, reciprocamente, como “adversários” (aspas). Estão, na verdade, mais para duas faces da mesma… moeda.

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De lá para cá, nada menos que a bíblia da Finança transnacional, a revista The Economist, de cujo controle faz parte não outra que a célebre família Rothschild veio a aderir, mais que publicamente, de maneira engajada, à campanha #EleNão:

 

Isso significa que o (zero vírgula) 1% global, que patrocinou junto com o Deep State americano o Golpe no Brasil, não quer Bolsonaro na presidência.

Mas quem ele quer?

Eis, abaixo, alguns trechos de uma das duas matérias dedicadas ao tema na revista que ajudam a responder essa pergunta. Comento na sequência.

(…)

(…)

 

Notem: o artigo do Duplo Expresso foi publicado no dia 17. A capa e a matéria correspondente na The Economist, no dia 20. Portanto, mais uma vez a verdade chegou primeiro por aqui.

Apesar das aparências, é certo que o principal problema da Finança não é exatamente com o protofascismo que Bolsonaro encarna. O que realmente assusta a banca internacional é a perspectiva de um governo em que militares ocupariam não apenas a presidência e a vice-presidência, mas também cargos de primeiro, segundo e terceiro escalão na Administração. Especialmente nas áreas, sen$íveis, de infraestrutura e regulação:

(…)

(…)

 

Mas qual seria o incômodo da Finança com isso?

Bem, lembremos de outra passagem do artigo premonitório do Duplo Expresso:

(…)

Por mais convertidas ao entreguismo que soem amplos setores das Forças Armadas, ninguém no Mercado pode colocar a mão no fogo pelo credo das mesmas. Afinal, um General (Mourão) sentado na cadeira de Presidente é bem mais difícil de derrubar, em caso de contrariedade, do que Dilma ou Collor. Lembremos, por exemplo, de 1964, em que a promessa de uma guinada entreguista sob Roberto Campos acabou por se converter anos mais tarde, em realidade, no ápice do desenvolvimentismo na história da condução da política econômica brasileira, com novas estatais criadas a granel inclusive. No plano geopolítico, quem temia o “perigo vermelho” e uma aproximação com o Leste acabou, na verdade, com a política externa independente de Geisel. Com, por exemplo, as 200 milhas, o acordo nuclear com a Alemanha, o fim da cooperação militar com os EUA e o reconhecimento da independência de Angola sob o MPLA.

Ora, a essa altura os interesses estrangeiros já não tinham como pedir o dinheiro de volta diante da não conformidade da mercadoria que comprara.

Quem o faria – sob a mira de baionetas?

Esquematicamente, Mourão pode fazer juras de amor ao liberalismo…

Mas…

Ele anda com armamento de “uso exclusivo das Forças Armadas”!

Nada menos “liberal” do que isso, certo?

Sem “recall”
O governo Dilma 2, desestabilizado, caiu fácil diante de ataques híbridos. Figura bem diferente faria um General-Presidente, plenamente integrado às Forças Armadas e à inteligência.

(…)

 

Notem a parte final da matéria da Economist, reproduzida acima, em que se comemora o teto de gastos imposto pelo Golpe e acrescenta-se que, para além dele, mais “reformas” seriam necessárias. Tudo isso para concluir que Bolsonaro não é o homem certo para entregar esse serviço.

Muito mais do que um propalado apreço pelo liberalismo político, a Economist reflete a incerteza da Finança transnacional sobre como seria a política econômica e orçamentária de um novo governo militar. Apesar das juras iniciais, da última vez não foi a que desejava. Ao contrário, comprou gato por lebre e, apesar de um começo promissor (i.e., no entreguismo), acabou tendo de engolir o ápice do nacionalismo na condução da economia – e nas relações internacionais – da história da nação brasileira. Há quem diga inclusive que, no cúmulo da ironia, o auge do varguismo ter-se-ia dado no Regime Militar, que visava justamente sepulta-lo com o Golpe de 1964.

Ok… mas, no lugar de Bolsonaro, quem a Economist – e portanto os Rothschild e a City – querem ver na Presidência do Brasil a partir de janeiro próximo?

A resposta, oblíqua, vem em matéria paralela, na mesma edição. Diante da forma democrática – mas com peso desigual – das “preocupações” expressadas no texto com relação a cada um dos candidatos, vê-se que a escolha da revista é Fernando Haddad:

(…)

 

Para não falar dos juros da dívida pagos aos rentistas, interesse mais imediato de quem representa, a revista recrimina em Ciro Gomes a defesa da intervenção do Estado na economia e, em particular, a manutenção de empréstimos do BNDES como instrumento de política industrial, como foi nos governos do PT. Lembremos que Haddad anda a enfatizar, ao contrário, o lugar dos bancos privados no financiamento. Bancos esses cuja “concorrência”, seguindo a sua proposta de tributação flexível, haveria de levar a uma redução na taxa de juros cobrada do tomador. Haddad parece esquecer, possivelmente de forma voluntária, que se trata de um… cartel.

Ora, se combinam as taxas que cobram por serviços dos clientes, apesar da “concorrência” (sic), por que não haveriam de combinar também um piso para a taxa de juros?

Voltando à matéria, chega a ser comovente o lamento da Economist, na parte final, pelo fiasco de Alckmin. E, principalmente, pelo de Marina Silva. Com direito, inclusive, a resumo de sua epopeia biográfica. Essa era certamente, antes de Haddad, a candidata do coração dos Rothschild:

 

Nessa afinidade não há novidade. Lembremos, por exemplo, de como o Príncipe Charles rompeu o protocolo e chegou mesmo a arriscar ofender a sua hóspede, Dilma Rousseff, quando encaixou Marina Silva, sua rival, no encerramento das Olimpíadas de Londres de 2012. Tudo com o claro objetivo de influir nas eleições de 2014:

 

 

Mas de nada adiantou. Marina não se viabilizou em 2014. E, de novo, não soube fazê-lo em 2018. Em vista disso, toca à Finança partir para o “second best” na sua busca por um Macron brasileiro. Ou seja, alguém que reedite Tony Blair e despolitize o debate econômico, com um falso tecnicismo “neutro”, “auto-evidente”:

 

  • Blair – o original da despolitização:
    (en français… c’est chic!)
    “A gestão da economia não é nem de direita nem de esquerda. Ela é boa ou ruim” (!)

 

  • Macron – a reedição:
    (en français aussi… c’est trop chic!)

 

  • A cópia paraguaia:
    (em português mesmo, via “notinha” plantada na Folha de S. Paulo)

(…)

 

“Não político”:

 

Mas saiamos da filial, a Folha, e voltemos à matriz, a Economist.

É interessante notar que houve muito provavelmente algum grau de coordenação entre a revista dos Rothschild e a campanha de Haddad. Possivelmente essa última fora informada antes de que a matéria jogando Bolsonaro ao mar seria publicada. Inclusive sobre o conteúdo da mesma, opondo (ultra) “liberalismo” e protofascismo. Isso porque, de maneira esquisita, o blogueiro Luis Nassif, a quem o Plano B costuma recorrer para plantar balões de ensaio e álibis (como aqui, p.e.), saiu a publicar, de forma (aparentemente) “gratuita” e (comprovadamente) apressada, loas a The Economist. E fez isso a partir do mesmo dia 17 em que já alertávamos aqui no Duplo Expresso para o possível casamento entre Haddad e a Finança transnacional. Portanto, 3 dias antes do #EleNão da City londrina se fazer ver na capa da Economist:

(…)

(inclui este longo editorial, “traduzido” (sic) da The Economist)

(…)

 

Chama a atenção a baixíssima qualidade das traduções, inclusive com diversos erros grosseiros semânticos (p.e., em “will” e “Corn Law”) bem como sintáticos. Chega mesmo a comprometer a compreensão dos textos, longos. Fica caracterizada a pressa na sua publicação. Afinal, tamanha “coincidência” editorial-política ficaria forçada demais se as loas de Haddad, digo, “de Nassif” a The Economist saíssem depois da matéria em que a publicação dos Rothschild aderiu à campanha do “petista”. Na pressa, devem ter recorrido ao tradutor do Google, imagino. E sem qualquer revisão posterior.

Curiosamente, na sinalização plantada no Nassif não bastava a adesão, no plano econômico, ao ultra liberalismo, já feita e refeita…

(…)

(…)

 

… era preciso também assinalar a renúncia a um Brasil soberano e a um projeto nacional. Trocados pela adesão, incondicional, aos EUA no seu enfrentamento a China e Rússia.

Aliás, tal qual Bolsonaro!

“Coincidentemente”, Haddad NUNCA fala em geopolítica. Quer dizer, possivelmente o faz pela pena de Nassif, quando esse republica um verdadeiro libelo anti-China/ Rússia, de autoria de Madeleine Albright. Trata-se, como se sabe, de conhecida voz do Deep State americano. Notem a coincidência: libelo esse publicado originalmente na mesma revista… The Economist! E cuja “tradução”, igualmente ruim, sai publicada às pressas, em 18/set, pelo mesmo Nassif:

 

Como sabemos, a conclusão de tamanha “coincidência” político-editorial Norte-Sul sai, dois dias depois, com a adesão pública – e engajada – dos Rothschild à campanha #EleNão:

(mas #HaddadSim!)

 

Em vista de tudo isso, constatamos uma vez mais como a eleição brasileira deste ano é, mais do que nunca, uma farsa. A família Rothschild, que no pré-golpe flagelava o governo do PT, agora adere à candidatura… “do PT”.

(isto é, depois da providencial substituição de Lula pelo tucano do bico rosado Fernando Haddad)

“Eleição”, se havia, foi feita no (agourento) dia 11 de setembro, quando o PT livrou a cara do STF diante do mundo e desrespeitou, ele próprio, a decisão da ONU que determinava que Lula fosse candidato.

Em retribuição ao apoio que recebe da sede da Finança transnacional, Haddad emite as piores sinalizações possíveis para quem luta contra o Golpe de que foram vítimas (i) o projeto nacional e (ii) os brasileiros:

 

 

 

Mene mene tekel upharsim”: está escrito na parede!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Mas a farsa não estaria completa sem a participação do coadjuvante. Como no cassino “a banca sempre ganha”, a Finança, para garantir o resultado, tem que exercer influência sobre os dois lados, “opostos”.

Ainda nesta semana anotávamos alguns tiros no pé, esquisitos, da campanha de Bolsonaro. Publicamos então:

Meses atrás publicamos aqui no Duplo Expresso artigo em que abordávamos as diversas formas de fraudar eleições. Uma delas referia-se à hipótese da compra de um “cavalo paraguaio” deliberado. Um candidato bomba-relógio, com detonação já programada na largada:

Veteranos da política relatam, também, outro tipo de resultado eleitoral combinado, para além da fraude na totalização realizada pela Justiça Eleitoral. Trata-se do candidato que – deliberadamente – entrega a sua derrota ao rival, em comum acordo. Secreto, evidentemente. E em troca de compensações “não contabilizadas”, é claro. Ou seja, grana. Em geral isso ocorre no segundo turno de eleições majoritárias, quando “de repente” o candidato (secretamente) comprado começa a “desandar”: fala besteiras, é pego em flagrantes de ridículo que “viralizam” com ajuda da mídia, tem participações sofríveis em debates, etc.

Lembrei disso ao constatar a quantidade de tiros no pé que os “armados e perigosos” General Mourão/ General Heleno conseguiram disparar em curtíssimo espaço de tempo. Desde que Bolsonaro saiu de cena e Mourão assumiu o protagonismo, seguiram-se manifestações de cunho autoritário que assustaram até mesmo a Finança e a Globo, os nossos “liberais” (sic):

(i) “autogolpe” na hipótese de “anarquia” (sic); e

(ii) nova Constituição, “genérica”, a ser redigida por meia dúzia “notáveis” (sic) não eleitos.

Mas tem mais:

Depois de ofender a quase totalidade da população brasileira, descendente em maior ou menor grau de “negros malandros e índios preguiçosos”, o General Mourão agora ofende literalmente dezenas de milhões de brasileiros. Especialmente nas classes populares:

https://duploexpresso.com/wp-content/uploads/2018/09/word-image-135.png

(…)

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De lá para cá, o assessor econômico de Bolsonaro saiu-se com volta da CPMF e “flat tax” na tributação da renda. Sim, num dos países mais desiguais do mundo!

Permitiu, com isso, que até mesmo Geraldo Alckmin saísse da tumba para se pintar de “protetor dos pobres do Brasil”:

 

E eis que, a partir daí, o “fiador” (!) de Bolsonaro junto ao Mercado simplesmente… “some”:

Guru econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e fiador da campanha junto ao mercado, o economista Paulo Guedes tem cancelado compromissos em série desde que vieram à tona informações de que teria sido beneficiário de uma fraude e de que sugeriu a recriação da CPMF.

Desde a semana passada, ele deixou de comparecer a quatro eventos importantes: uma entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura; uma reunião com clientes do banco de investimento Credit Suisse; e palestras nesta sexta-feira (21) na Amcham (Câmara Americana de Comércio) e na corretora XP.

Os eventos eram considerados relevantes para a campanha no sentido de expor ideias para o mercado e dar publicidade ao projeto econômico de um eventual governo Bolsonaro. Para investidores, os sumiços arranham a imagem do economista.

(…)

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The house always wins.

A banca sempre ganha.

Terminemos o presente artigo ilustrando tal adágio. Voltemos a The Economist. Ou melhor, à Finança e ao seu possível casamento, bígamo, com ambas as candidaturas mais bem posicionadas nas pesquisas com vistas solapar, de vez, o projeto nacional. Reparem no tipo de tacada que a conformação política atual – e futura – permite pegando o exemplo da mineradora Vale.

O valor de mercado da Vale está baixíssimo. Na casa dos 19 bilhões de dólares. A empresa antes da crise brasileira chegou à casa dos 170 bilhões de dólares, até pelo tamanho das reservas de minérios sob o seu controle.

A composição acionária atual coloca apenas 22% com os fundos das estatais. Significa que o resto da Vale ainda controlado pelo Estado direta ou indiretamente pode ser vendido por apenas 4 bilhões de dólares. Uma pechincha!

As empresas na bolsa estão com valores baixos. A eleição de um candidato sobre quem pairasse – ou contra quem se alegasse – “incertezas” quanto ao futuro na condução da economia faria desabar as cotações momentaneamente, de modo a tornar a aquisição de ações das empresas brasileiras nos dias seguintes à eleição uma pechincha ainda maior. Isso, é claro, se os adquirentes da alta Finança – os Rothschild, por exemplo – tivessem a “insider information” de que o propalado “radical” revelar-se-ia, logo depois, uma mãezona.

A vitória de um candidato “do PT” (aspas), “temível” (novas aspas), a revelar-se logo na sequência – em realidade – um tucaninho do bico cor de rosa, seria ainda melhor para os planos da Finança transnacional. Compra na baixa – i.e., baixíssima – e amealha valorização recorde dos seus novos ativos já em seguida. Barbada!

Tal hipótese explicaria muito melhor a inconsistência identificada por Nassif – sempre ele! – na cobertura que o jornalismo econômico faz de Haddad do que a tese que o próprio apresenta:

Valor Econômico tem feito a cobertura mais equilibrada das eleições. Mas, frequentemente, há reportagens mostrando o nível de confusão que se instalou na cabeça dos repórteres, entre o discurso terrorista que vem da cúpula da Globo, e as conversas realistas com mercado.

Exemplo interessante é a matéria, da qual extraímos alguns trechos (não vai nem link nem autoria, porque o repórter é mais vítima que autor da confusão):

Falta pouco menos de um mês para a eleição e, aos poucos, o cenário mais temido pelo mercado financeiro vai ganhando força. Geraldo Alckmin (PSDB), o preferido dos investidores por seu discurso reformista, continua patinando, enquanto os candidatos de perfil esquerdista Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) avançam.

(…) Fernando Haddad ainda é o que mais assusta o mercado, ao ser considerado um nome cada vez mais forte na disputa de segundo turno com Bolsonaro, que lidera o pleito com 24% das intenções de voto.

(…) Com um programa econômico heterodoxo, que relativiza a necessidade de reformas, se o candidato do PT continuar mostrando avanço nas pesquisas também a temperatura nos mercados deve subir, trazendo ainda mais volatilidade aos preços.

Mas, porém, contudo, todavia, entretanto…

Mas, à boca miúda, o que alguns experientes analistas dizem é que há chance de o petista ajustar o discurso após o primeiro turno. Leitura que gestores e economistas passaram a fazer após encontros privados com o candidato – chamado de “o mais tucano dos petistas” -, e é endossada por declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de que, num eventual confronto contra Bolsonaro, o PSDB apoiaria Haddad.

Hoje o que se tem de concreto é um discurso que vai na contramão de tudo o que o mercado considera fundamental para a economia voltar aos trilhos. (…) Mas, para participantes do mercado, não se pode descartar a possibilidade de Haddad moderar o discurso ainda antes de um eventual segundo turno. “Ele sabe que precisa ter um compromisso fiscal e mostrar ideias muito mais equilibradas”, relata um economista que participou de um encontro com o petista. “Eu tenho convicção de que ele vai mudar o discurso logo depois do primeiro turno”.

(…) Ele afirma que não seria fácil encontrar nomes de mercado dispostos a trabalhar num governo do PT. “Mas acho que a surpresa positiva pode vir de Haddad, não de Bolsonaro.”

 

De novo: “mas acho que a surpresa positiva pode vir de Haddad”…

Precisa desenhar?

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Se precisa…

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Mene mene tekel upharsim”: está escrito na parede

 

 

O álibi é Bolsonaro/ Mourão!

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.