Plano de Haddad mata os alicerces estruturais do lulismo

Da Redação do Duplo Expresso,

A idolatria é incompatível com a militância no espectro à esquerda da política. Quem prega igualdade, não pode ter ídolos. Lula é digno de todo o nosso respeito e admiração, pois mostrou que é possível governar para todos. O seu sucesso ultrapassou o próprio nome, pois hoje o “lulismo” é algo incorporado por todos que desejam um Brasil melhor e inclusivo.

Nomeado pelo próprio Lula para produzir o plano de governo do PT, nas diretrizes anunciadas, Fernando Haddad foi fiel nas questões sociais. No entanto, sobretudo nas questões da estabilidade política, soberania nacional, geopolítica e econômicas deixou muito a desejar. Quer pela omissão, como pela repetição de erros, Haddad foi infeliz em cinco pontos fundamentais para a reconstrução nacional e a pacificação do país.

Esta é a avaliação do Doutor em economia e comentarista do Duplo Expresso, Gustavo Galvão. Vejamos aqui as notas enviadas para a nossa redação neste sábado, 21 de Julho.

Por Gustavo Galvão para o Duplo Expresso:

1) copia Dilma ao afastar os militares da esquerda ao querer implantar as medidas da comissão da verdade e não falar em reequipamento, orçamento militar e indústria de defesa

2) não fala que temos que estruturar uma economia política petroleira com orientação estatal

3) não fala do controle nacional sobre os recursos naturais (os recursos naturais são hoje a alavanca para nosso desenvolvimento, uma vez que estamos atrasados na tecnologia)

4) não fala do papel do agronegócio (essencial) para o nosso desenvolvimento futuro

5) não fala de BRICS e reposicionamento geopolítico do Brasil, o que é fundamental

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.