Recordar para Entender (Parte I) – Dilma na Globo como “garota propaganda” da Lava Jato e as sementes do mal

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

Parece notícia velha, mas para que você entenda a manutenção da prisão de Lula, a existência de uma “ala petista que quer o ‘plano B’” e outros acontecimentos que deverão ser publicados nos próximos textos, julgamos indispensável recordar alguns aspectos que foram construídos nos últimos anos para que chegássemos até ao assustador e reprovável quadro dos dias atuais. Como a pesquisa foi ampla, para não deixar escapar nada nessa “teia de aranha”, dividimos esta “retrospectiva”em duas publicações que serão complementares entre si.

Plantando as “sementes do mal”

Quando a Lava Jato começou, em 2014, o Brasil inteiro se rendeu ao espetáculo promovido pela sua produtora e assessora de comunicação, Rede Globo. Prisões preventivas, conduções coercitivas, acusados algemados como se condenados fossem e delações premiadas eram os temas que invadiam a rotina dos brasileiros nas telas da TV, rádios, revistas, jornais, internet, etc. Tudo em nome do velho discurso do combate à corrupção.

Com um script que domina “de cor e salteado”, a Globo foi transformada num verdadeiro Coliseu moderno – mas com características de rinha de galo, diante das flagrantes irregularidades praticadas por justiceiros moralistas (sem moral). A Lava Jato foi transformada, assim como as Copas, em produto exclusivo, pois era (e ainda é) a Globo que detinha todos os direitos de transmissão dos “babados de Moro”.

Muitos incautos caíram nesta farsa, inclusive a esquerda punitivista e colonizada pela direita. Esta esquerda encontrou a base no próprio PT com a ala hoje conhecida como “PT Judicial”, liderada pelo “Laranja Podre”, José Cardozo, um dos mais nefastos quadros infiltrados na esquerda brasileira. Além desta ala petista, partidos e políticos, isoladamente, desta ou daquela sigla, passaram a “jogar para os holofotes da Globo” e numa disputa por migalhas de aparição naquela emissora, apoiavam aquela  Força Tarefa que mais tarde – isso hoje todos sabem – foi revelada um verdadeiro produto de uma articulação internacional para a destruição das empresas brasileiras, sucateamento de todo o setor produtivo, escravidão do povo e que tinha como interesses principais na política a criminalização da esquerda (o PT especialmente) e a prisão do ex- presidente Lula.

Infelizmente a presidente destituída Dilma Rousseff (esperamos que “apenas” por ingenuidade ou por estar pessimamente assessorada) não conseguiu detectar esse “Cavalo de Tróia”. Falta de aviso? Não foi! Putin que o diga. Em qualquer país sério no qual o seu presidente tivesse sido grampeado por um juizeco de primeira instância e tivesse divulgado os áudios para mídia, esse juiz – repito: num país sério – seria imediatamente preso.

Dilma afirmou em sua primeira entrevista sobre a nova etapa da operação Lava Jato – que até aquele momento já tinha resultado em 23 prisões, entre as quais as de presidentes de empreiteiras e o ex-presidente de serviços da Petrobras Renato Duque: “Eu acho que isso [investigações da Lava Jato] pode mudar, de fato, o Brasil para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai se acabar com a impunidade. Nem todos, aliás, a maioria absoluta dos membros da Petrobras, os funcionários, não é corrupta. Agora, têm pessoas que praticaram atos de corrupção dentro da Petrobras”.

Dilma não apenas acreditou como afirmou que “investigações da Lava Jato podem mudar o país para sempre”. Numa coisa a ex-presidente tinha razão, a Lava Jato realmente mudou o pais para sempre, mas foi para pior! Fomos assaltados por uma quadrilha jeca de Curitiba, que, é sempre bom lembrar, promoveu o desmonte da indústria nacional, solapando a nossa economia, destruiu empregos e empresas estratégicas, amargaremos muitos anos essas perdas. Além disso, a Lava Jato foi transformada em uma indústria de delação e venda de sentenças.

Dos muitos equívocos cometidos pelo PT, sobretudo nos anos Dilma, o de ter apoiado a lava jato foi o maior deles. Ter orgulho de ser “a madrinha da Lava Jato” (quem cala, consente) é imperdoável, principalmente depois de tudo o que temos visto e tudo o que tem sido revelado sobre esta operação comandada por interesses estrangeiros, totalmente incompatíveis com aquelas votadas nas urnas pelos brasileiros nas quatro últimas eleições.

Na segunda parte desta “retrospectiva” (para preparar o público para as  análises e denúncias que temos a partir de hoje) vamos falar sobre o mico da “Liga da ‘Justiça’”, um paralelo entre os bandidos da Lava Jato e uma ficção norte-americana, sendo este último o único traço que pode associar as duas “ligas”.

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.