Ficção: ufólogos, ateus e crédulos, uma pausa para a reflexão desapegada

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

Respeitar agnósticos e religiosos é tão importante quanto respeitar os ateus e ufólogos. Somos, antes de tudo, seres humanos. Entender o valor da vida e termos a capacidade de socialização na diversidade são diferenciais que nos dão o estatuto de “seres racionais”. Com total desapego religioso, mas com o devido respeito aos que creem ou não creem, iniciei uma análise política e histórica – contemporânea – que pretendo publicar em breve para tentar antecipar jornalisticamente o que o mundo escolheu para aquilo que o espírita Chico Xavier previu como “Data Limite”.

um documentário* e dezenas de artigos publicados sobre este assunto. Em síntese, “(…) o médium brasileiro Chico Xavier confidenciava aos companheiros mais próximos que, por ocasião da chegada do homem à lua em 20 de julho de 1969, acontecera uma reunião com as potências celestes de nosso sistema solar para verificar o avanço da sociedade terrena. Decidiram pois, conceder à humanidade um prazo de 50 anos para que evoluísse moralmente e convivesse em paz, sem provocar uma terceira guerra mundial”.

Este tema desperta a atenção por ter sido de conhecimento público no início dos anos 70, quando Chico Xavier concedeu uma longa entrevista a uma emissora de TV e nela previu desde o surgimento do pré-sal, passando pelo detalhamento de dois cenários possíveis para a humanidade a partir de 20 de julho de 2019: 1) Apocalipse – onde uma terceira guerra mundial mergulhará o planeta numa longa era de sofrimento; 2) Bonança – Ao optarmos pela paz, “vamos experimentar grandes avanços”. Catorze meses nos separam desta “Data Limite”. Qual foi a nossa opção?

Se considerarmos, de acordo com as previsões de Xavier, que os países do Hemisfério Sul do planeta seriam ocupados pelas grandes potências, com o aval das Nações Unidas, podemos entender que a invasão da América Latina e parte da África, liderada pelos EUA, China e os mais ricos países europeus (Noruega e Alemanha, por exemplo) apontam para o cenário do Apocalipse. Há uma tensão na Síria neste momento que pode ser a construção de uma tragédia que culmina com o uso de armas nucleares entre os envolvidos. Além da imprevisibilidade das ações políticas na Coreia do Norte.

Se o apego ao desconhecido tem sido o recurso usado pelos humanos para o conformismo ou busca de respostas, nunca é demais lembrar que a justiça reconheceu como provas algumas das cartas que teriam sido psicografadas por Chico Xavier. Em tempos de condenação sem crime, tais provas nos parecem mais plausíveis do que a seletiva (e mal interpretada) literatura punitiva de Moro e seus discípulos.

Com base nisso, ao observar-se o mapeamento da ocupação do Brasil, feito com riqueza de detalhes no documentário “Data Limite”, temos na “PEC da Maldade” e na prisão de Lula a preparação psicológica dos brasileiros para a “ocupação pacífica” imposta pelos artífices das guerras nucleares em regiões distantes. Seremos o refúgio dos responsáveis pela destruição de parte do planeta.

A quase predadora ocupação dos países africanos também apontam para os movimentos destes países envolvidos com armamentos radioativos. A luta pela posse dos minerais não parece ser apenas produto da ganância, mas um ato de desespero de quem entende que uma grande hecatombe está por vir.

Religiosos, agnósticos, ateus e ufólogos terão pouco mais de um ano para saber se Chico Xavier, depois de ter acertado praticamente tudo o que previu, foi apenas um blefe ou se é mais um “Santo de Casa” que não tem os milagres reconhecidos. O certo é que nós, brasileiros, fomos avisados ao vivo por ele e que nada fizemos para evitar para que, cinquenta anos depois, estivéssemos limitados a um terreno ocupado. Pacificamente.

“Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência”.

* “Data Limite segundo Chico Xavier”, de Fábio Medeiros para a Pozzati Filmes  e Cinemakers (2014).

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.