TRF-4 une a esquerda e prepara o funeral da justiça

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

Se é verdade que a história se repete como farsa, também é verdade que as revoluções decorrem das mesmas motivações históricas de exploração dos povos e concentração da riqueza. Quando o povo é abandonado por aqueles que deveriam defender os interesses coletivos, a revolução é o único caminho a ser trilhado.

As grandes reformas nascem da revolta ou desejo profundo por mudanças. As revoluções são necessárias e o Brasil está maduro para isto. Com a luta de classes escancarada, a única saída honrosa que restou ao povo foi a de reconstruir o país, pondo um fim nos privilégios de um grupelho que ocupou as instituições para destruir a soberania do país, o estado social e o direito ao voto.

Nunca é demais lembrar que Lênin consolidou o triunfo por meio da ação do seu partido que montou diversos comitês revolucionários, chamados de sovietes, que trouxe para o debate político o povo negligenciado pelo estado. Nas praças, fábricas, escolas, portos, embarcações, zona rural, escolas, cidades, mas sobretudo na consequente adesão do povo aos ideais revolucionários, nascia a luta.

Recentemente, diversos comitês foram criados – e se espalham mais e mais a cada dia – em todo o País. É inquestionável que o golpe em curso no Brasil está fadado ao fracasso, pois consolida todos os dias uma situação semelhante àquela vivida por Kérensky, que falava apenas para uma “casta” da sociedade, composta por quadros da burguesia, nobreza, oficiais e segmentos da classe média. Este cenário chegou até mesmo às redes sociais, através da farsa do “combate ao fake news”.

As revoluções nascem da miséria e da fome. Por isso, as políticas atualmente impostas aos brasileiros, somadas à injustiça que persegue desafetos da elite, pavimentam o caminho da revolta e unem o povo como um tecido único capaz de resgatar as palavras de Lênin, “não temos o direito de esperar enquanto a burguesia afoga a Revolução”.

No próximo dia 24, o TRF-4 unirá a esquerda e dará início aos preparativos do funeral da justiça e do golpe em curso. A previsibilidade do resultado, expressada exaustivamente pelos próprios juizes nas redes sociais e holofotes da mídia tradicional, nos dá a certeza de que venceremos a batalha final. Os inimigos estão identificados e este é o mais importante passo para combatê-los.

E quando Lula (que assim como Lênin, começa com a letra L, de líder) tiver a absurda condenação confirmada em segunda instância, lembremos dos ensinamentos lógicos e filosóficos de Pitágoras: “Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las”. Não reconhecer esta condenação sem crime será o nosso primeiro ato revolucionário.

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.