De Gaulle e Thatcher ensinam política a Temer – que… peida!
(trecho do post <<Temer joga “bomba nuclear”… mas no próprio pé! 24/5: o dia em que o Golpe foi derrotado>> de 25/5/2017)
Telefone sem fio: Rodrigo Maia, Temer, Jungmann e as FFAA
Segundo Jungmann o pedido de “tropas federais” – é óbvio! – foi feito por telefone.
Ou seja: como desconfiava a “cartinha” do Rodrigo Maia para Temer, com o providencial registro por escrito de que Maia “não tem nada a ver com isso” é…
– ~Pós-datada~ !
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Ninguém nunca saberá o que Rodrigo Maia de fato falou para Temer.
(a não ser que o “AGR” Janot, o ~Araponga~ Geral da República, tenha – providencialmente! – grampeado Temer mais uma vez e, na sequencia, vaze mais esse áudio, vital para a Republica!)
Mas…
– Importa o que Maia realmente disse no telefone?
Se Maia pediu FFAA, se arrependeu e largou Temer sozinho.
Ou seja:
(desculpem: mais uma metáfora… porque é assim que a minha cabeça funciona)
<<Os dois – Temer e Maia –
tavam sozinhos num elevador.
Alguém ~peidou~.
O elevador chega ao térreo.
Tem um monte de gente pra entrar.
Aí um deles…
– o peidorreiro ou não? –
aponta para o outro e grita:
“cara, como você tá podre!
Que falta de educação!”
Basicamente isso que aconteceu.
Ciro: Complicador:
<<sempre podem ter ~os dois~
peidado juntos!>>
Ciro: Maia deve estar tão acuado, falando tão fino, que deve estar quase chegando ao tom de voz do Senador Randolfe (!)
Romulus: Pois é, Ciro…
<<Se alguém(s) peidou(aram),
agora já borrou(aram)…
a(s) cueca(s) mesmo!>>
Romulus: Jungmann deu entrevista à Radio Bandeirantes refugando:
“Maia pediu mesmo a Força Nacional.
Mas…
Tem muito pouca gente aqui em BSB, sabe…
Tem uma ~porrada~ descendo a… ~porrada~ (opa!) lá no RJ…
Pela gente, né!!
Então…
Por isso que pensei em dar uma ligada casual pros generais, sabe…
Pra galera das ~Forças~ Armadas dar uma… ~força~!
(opa, que hoje eu tô demais, meu Grão-Mestre Temer!)
Entende, pessoal?
Coisa trivial, pô…
‘Falta de contingente’, saca??
Já podemos falar de outra coisa agora?
Ouvi dizer que no fim de semana vai fazer sol…”
Ou seja: parece que…
<<o cartucho FFAA pode ter sido…
– … queimado na largada!>>
No vídeo ao vivo do Dep. Paulo Pimenta, vejo os partidos de esquerda todos valorizando muuuito o episódio…
– Como tinham que fazer mesmo!
Até com uma inédita “retirada do plenário”, já que Maia se recusou a suspender a sessão (ao contrario do Senado e até do… STF!).
Constatação:
“Intervenção militar” é, de fato, como arsenal nuclear: não é para “explodir”… é para ~dissuadir~ !
Não dissuadiu?
Perdeu a serventia.
Simples assim.
Repeteco:
A arma de destruição em massa do General de Gaulle
(…)
Registre-se que na França se chama essa faculdade da 5a República do General De Gaulle, de dissolução do Parlamento pelo Presidente da República, de…
– … “a bomba nuclear”.
Como com as armas de destruição em massa reais, a hipótese de dissolução do Parlamento pelo Presidente deve servir de dissuasão…
Não se almeja, efetivamente, a sua utilização, dados:
– (1) o alto risco de a cartada acabar sendo um tiro no pé; e
– (2) o inevitável traumatismo político-institucional, mesmo em caso de uma vitória do Presidente.
(com a provável radicalização da oposição derrotada)
Assim, como bons mecanismos de dissuasão, as “bombas nucleares” – reais ou “políticas – visam a facilitar “compromises”.
Ou seja:
– Acordos mínimos, com concessões recíprocas, para vencer impasses políticos.
Repeteco: (2)
Lição de M. Thatcher a Temer
– Grão-Mestre do Golpe, deixe-me humildemente oferecer uma liçãozinha de política.
Cortesia de Margareth Thatcher:
>> Ter poder é como ter reputação de moça honesta. Quem realmente tem, não precisa afirmá-la. Quem precisa é porque não a tem.
Olha, não nutro nenhuma simpatia pela Baronesa… mas tenho que admitir que sua síntese é perfeita.
Aliás, por falar na Baronesa Thatcher, por coincidência na semana passada a TV francesa retransmitiu a sua recente cinebiografia, “The Iron Lady”. Recomendo que o Sr. veja o filme.
Se lhe falta tempo, com tantos ativos do Estado para operar agora, limite-se a assistir os últimos 20 minutos. Tratam da sua derrocada.
Por favor, contenha o seu choque:
– Thatcher caiu traída por seus próprios aliados! Oh!
E por quê?
Porque não soube a hora de parar o avanço ultra-liberal. Seu poll tax, imposto a ser pago – com a mesma alíquota! – por todos os cidadãos, independentemente da renda, foi a gota d’água. Imagine o Sr.: do indigente ao bilionário… a mesma taxa!
Todo mundo do Partido Conservador quis sair de perto da “Dama de Ferro”, que virara então Dama de Césio137. Rebelaram-se. E a “vencedora da Guerra Fria” foi avisada – em Paris, onde celebrava a vitória – que tinha caído.
Mas não é por nada não… recomendo o filme apenas por interesse artístico: a atuação premiada de Meryl Streep.
Não tem nada a ver com a desvinculação do piso do INSS ao salário mínimo. Nem tampouco com a previsível reação de 5 mil e tantos prefeitos – mais importantes cabos eleitorais de parlamentares, como o Sr. bem sabe – diante do congelamento das receitas para saúde e educação em níveis mínimos históricos por 20 anos.
Esqueça tudo isso!
Foco na Meryl!
Ah…
E, por favor, tire-me uma dúvida depois:
– A Baronesa Thatcher era moça honesta ou poderosa?
Não a vi afirmar de si nem uma coisa nem outra. Em momento algum do filme… nem mesmo quando estava prestes a cair, imagine o Sr.!
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Por favor, deixe a sua interpretação aqui nos comentários mesmo, Grão-Mestre.
Não darei outro meio de contato…
Meu email pessoal eu guardo apenas para gente honesta.
Ou poderosa!
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Sem a cartada das FFAA, que ao que parece era um blefe, uma bravata (porque não seguram o tranco) o PMDBismo fica ainda mais débil.
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– <<De Gaulle e Thatcher ensinam política a Temer – que… peida!>>
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Achou meu estilo “esquisito”? “Caótico”?
– Pois você não está só! Clique na imagem e chore as suas mágoas:


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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como “uma esquerdista que sabe fazer conta”. Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.
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