?Bomba suíça: Docs (originais!) da Odebrecht vs. falsificação de “provas” na Lava Jato – D.E.10/jul/2020

Destaques:

Diretamente da Suíça, Romulus Maya, Editor-chefe do Duplo Expresso, recebe nesta edição especial do programa (i) o advogado de Lula, Cristiano Zanin; e (ii) o Senador Rogério Carvalho, Líder da Bancada do PT no Senado. Discutem as perspectivas jurídicas e políticas da luta no Brasil quando o ex-Presidente Lula finalmente pega munição pesada. Na verdade, artefato nuclear: os documentos da Odebrecht na Suíça. I.e., os originais, sem as adulterações feitas pela própria Odebrecht &/ “ou” Lava Jato. Simples: a contraposição entre as duas versões provará a falsificação das “provas” que não apenas levaram aos processos contra Lula (e tantos outros), mas também à prisão de Jorge Glass, ex-Vice Presidente do Equador, de Ollanta Humala, ex-Presidente do Peru, ao exílio de Rafael Correa e, no limite, ao suicídio de Alan García, ex-Presidente do Peru. Ou seja, escândalo internacional. Dos dois lados do Atlântico!
(iii) Piero Leirner, o nosso “Professor Doutor Titular de Guerra Híbrida”, excepcionalmente completa a bancada, para analisar os desdobramentos no tabuleiro nesta que será a primeira vitória tática importante do setor nacional e popular contra a agressão — híbrida — dos EUA desde o segundo turno das eleições de 2014 (!).
Antes, abrimos os trabalhos com um panorama completo da economia, com (iv) Paulo Gala, (v) André Roncaglia e (vi) Uallace Moreira.
Imperdível!

FINALMENTE: baixe as CC5 do Banestado, depois de quase 30 anos!

BANESTADO – CC5 – VOLUME I

BANESTADO – CC5 – VOLUME II

BANESTADO – CC5 – VOLUME III

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Minutagem:

Parte I – ECONÔMICA
00:00:01 abertura
00:12:50 Paulo Gala – evasão de divisas/criptomoedas
00:18:10 André Roncaglia – Rentismo uma subclasse do extrativismo
00:22:31 Uallace Moreira – regulação do sistema financeiro + Coreia do Sul
00:27:00 Paulo Gala analisa o mercado
00:32:30 André Roncaglia: Brasil, uma economia que não aprende
00:37:16 Piero Leirner: Consórcio apátrida que uso o setor produtivo
00:44:51 André Roncaglia: investimento estrangeiro
00:47:01 Uallace Moreira: investimento estrangeiro
00:50:09 Piero Leirner: uma conta que não fecha
00:55:55 André Roncaglia: paraísos fiscais
01:00:16 André Roncaglia: interesses por trás das críticas a Bolsonaro (sustentabilidade)
01:00:55 Uallace Moreira: a assimetria inerente ao capitalismo e o Brasil vira-lata
1:03:22 André Roncaglia: projeto nacional
01:04:47 Uallace Moreira: punir pessoa física e não empresas pela corrupção
01:07:01 Piero Leirner: a desnacionalização da elite e dos militares
01:11:12 Roncaglia: o viral de Maria da Conceição Tavares
01:12:22 Romulus Maya: Por que o Banestadoleaks é atual?
01:14:05 Uallace Moreira: uma burguesia interna, mas não nacional + Conceição Tavares
01:19:59 Romulus Maya: Banestadoleaks + Barroso + classe dirigente internacionalizada
01:23:35 Piero Leirner: burguesia com síndrome de classe média
01:26:35 André Roncaglia: atenção às privatizações
01:30:02 Uallace Moreira: coisas que só o Estado faz por você

Parte II – JURÍDICO-POLÍTICA
01:36:40 Senador Rogério Carvalho Cristiano Zanin: momento histórico
01:40:02 Cristiano Zanin: os documentos da Odebrecht adulterados
01:42:40 Romulus Maya: o exótico caso em que o criminoso ficou com a custódia das provas que o incriminam
01:44:45 Cristiano Zanin: como os Docs da Suíca podem desvendar a farsa
01:48:10 Senador Rogério Carvalho: os motivos da invisibilização de Lula e a necessidade de desnudar a conspiração
01:56:40 Cristiano Zanin: os absurdos da Lava Jato e a utilização da base de arquivos de acordo com seus interesses
01:58:24 Romulus e Piero: PIG e Piguinho vermelho juntos escondendo a ação da defesa de Lula na Suíça
02:02:27 Senador Rogério Carvalho: Moro vs Bolsonaro, a cultura dos dossiês fazendo reféns e os descartáveis da lava-jato
02:08:45 Romulus Maya: como agir quando até o presidente do TSE, que aparece nos docs vazados do Banestadoleaks, pode estar pendurado em dossiês?
02:21:54 Senador Rogério Carvalho: Projeto de País vs interesses corporativos vs interesses familiares/pessoais
02:28:21 Cristiano Zanin: tudo que não é favorável à Lava Jato é colocado em segredo de Justiça + a nova estratégia para os docs da Suíça
02:34:21 Romulus Maya: os constrangimentos políticos atrapalharam a defesa de Lula?
02:36:30 Cristiano Zanin: por que os docs da Suíça só foram requisitados agora?
02:40:08 Romulus Maya: o doc de Tacla Duran e os ataques de Paulo Pimenta e Wadih Damous, via Luís Nassif, ao Duplo Expresso
02:49:30 Senador Rogério Carvalho: interesses pessoais não vão mais atrapalhar a defesa de Lula + seletividade da Lava Jato + Moro e docs editados + missão em nome de atores estrangeiros
02:57:00 Piero Leirner: que tal usar os docs da Suíça politicamente e não deixar tudo apenas circunscrito ao plano jurídico?
02:59:00 Senador Rogério Carvalho: dados precisam ganhar o mundo e a reorientação política manipulada por Moro
03:02:08 Romulus Maya: Lista VIP do Banestado, Zé Dirceu e José Mentor
03:04:12 Senador Rogério Carvalho: considerações finais + telegram do PT + fake news
03:11:08 Romulus Maya: PT com voto + análise + amarração final
03:27:41 Romulus Maya: Pq o Piguinho se cala sobre Lula? A corrosão de imagem definitiva dos veículos progressistas de fachada.
03:33:50 A polêmica conversão de Cynara Menenes + choque de gerações

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Vídeo:

Posted by Romulus Maya on Friday, July 10, 2020

 

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NÃO TEM IDEIA DO QUE FOI O ESCÂNDALO DO BANESTADO?
Eis resumão fornecido por Romulus Maya no distante mês de janeiro do Ano do Senhor de 2018, em seu antigo blog:

As contas “CC5” foram criadas em 1969 pelo Banco Central para permitir a estrangeiros não residentes a movimentação de dinheiro no Brasil. Essas contas também eram o caminho para multinacionais remeterem lucros e dividendos ou internar recursos para o financiamento de suas atividades. Por dispensarem autorização prévia do BACEN, as CC5 viraram o canal ideal para a evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A movimentação ilegal usando as CC5 somou 179 BILHÕES. De dólares! Ajustando pela inflação em dólar do período (1998-2020), o equivalente a 281 BILHÕES DE DÓLARES em valores atuais. De longe, o maior escândalo de evasão de divisas e lavagem de dinheiro de todos os tempos.

Uma vez estourado o escândalo Banestado, a operação abafa para encerrar de vez os trabalhos de investigação começou em 2001. Durante esse período, milhares de inquéritos foram abertos em todo o País. Contudo, nenhum político importante ou dirigente de grande empresa foi condenado de forma definitiva. A maioria das empresas envolvidas conseguiu negociar com a Receita Federal o pagamento de impostos devidos e, assim, encerrar os processos tributários e penais abertos contra si.

Em relação às empresas de mídia que usaram as contas CC5 para praticar evasão de divisas e lavagem de dinheiro, não se tratou apenas da Globo e dos Marinho. A quebra dos sigilos bancários revelou que o Grupo Abril fez uso frequente das contas CC5, tendo movimentado um total de 60 milhões de Reais. Já o Grupo SBT, do empresário Silvio Santos, movimentou 37,8 milhões de Reais segundo a investigação.

Se na esfera judicial o caso Banestado teve o seu fim escrito pelas mãos do juiz Sergio Moro, no Parlamento a apuração conduzida pela CPI do Banestado teve o mesmo destino. De maneira totalmente inabitual, essa Comissão Parlamentar encerrou os seus trabalhos sem sequer votar a minuta de relatório final!

Explica-se: o esquema das CC5 pegava de A a Z do sistema político, embora em proporções bastante diferentes. O maior implicado, evidentemente, era o PSDB. Afinal, desde 1994 o partido tomara conta da máquina federal bem como de várias máquinas estaduais relevantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Isso sem contar grandes municípios. No que tange ao PT, que acabara de chegar ao poder na esfera federal, o partido administrara até ali algumas prefeituras relevantes, como a de São Paulo, bem como os Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Acre. Portanto, embora com graus bastante diferentes de exposição ao escândalo das CC5, ambos, PSDB e PT, acabaram atuando no sentido de enterrar, o mais breve possível, os trabalhos da investigação.

O que se viu nessa CPI foi a tentativa de se proteger os cardeais de ambos os partidos, bem como de blindar aliados citados na investigação. Por fim, registre-se que o encerramento da apuração se deu em dezembro de 2004. Já no ano seguinte, em 2005, surge o “escândalo” seguinte, o caso do “Mensalão”. Na prática, em termos editoriais, tratou-se de uma tentativa bem-sucedida da Globo de fazer “subir a pauta”, sepultando de vez o interesse em se investigar as contas CC5. Afinal, como dito acima, esse sistema fora utilizado pelos próprios irmãos Marinho para retirar dinheiro “frio” do grupo, como caixa dois, do Brasil.

(artigo completo aqui)

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