BOMBA Odebrecht: Lula chuta para gol? Ou vem aí um novo BANESTADO? – D.E.14/jul/2020

Destaques:

Diretamente da Suíça, Romulus Maya, Editor-chefe do Duplo Expresso, recebe (i) Nildo Ouriques, economista, Professor da UFSC e Membro do Diretório Nacional do PSOL; e (ii) Piero Leirner, antropólogo, mestre enxadrista, Professor Doutor Catedrático de “Guerra Híbrida” no D.E..
Em pauta: a conjuntura política, na iminência da decisão de maior gravidade de Lula — para si e para o Brasil — desde que decidiu se entregar no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC:
— Recebendo os documentos originais da Odebrecht na Suíça, aqueles que provam falsificação de provas E REVELAM NOMES OCULTADOS pela Lava Jato até aqui, Lula dará um “reset” no jogo?
— Expondo juízes, procuradores, generais, almirantes e jornalistas que tenham levado grana da Odebrecht?
— E, principalmente, o nome do “doleiro dos doleiros”, Dario Messer — nome que não pode, em hipótese nenhuma, ser pronunciado na frente de Sergio Moro?
— Ou, seguindo sua tendência “conciliadora” — e submetendo-se uma vez mais aos conselhos do chamado “PT Jurídico” — enterrará o dossiê, tentando um — limitado — “acordo por cima” — que resguarde apenas a cúpula do PT (e não toque no essencial: o programa de Guedes)?
— Alô, você, sindicalista de estatal prestes a ser privatizada por Guedes!
— Alô, você, do “baixo clero” de movimento social prestes a ser dizimado com #PatriotActTabajara/ associação dos Generais ao PCC, no marco do #EvangelistãoDoPó!
— Vai ficar inerte de novo?
— Vai deixar Lula ser pressionado apenas pelo “PT Jurídico”, mais uma vez?
— É o seu que está na reta!
— Não o deles…
— Cumpre a você se somar ao D.E. e exigir que o dossiê Odebrecht não termine como um novo #BANESTADO — enterrado num “grande acordo nacional, com Supremo, com Moro, com Heleno, com (cúpula do…) PT, com tudo”.
Em síntese: última chance para o Brasil. E para o mundo do trabalho. Ao menos nesta geração.
Qual vai ser?

 

Aqui, aqui, aqui e aqui, a ficha dos que nos atacam, na figura de Leonardo Attuch “Dantas Nahas”, levantada por, entre outros, Paulo Henrique Amorim — e estranhamente deletada de seu site após a sua morte.

 

FINALMENTE: baixe as CC5 do Banestado, depois de quase 30 anos!

BANESTADO – CC5 – VOLUME I

BANESTADO – CC5 – VOLUME II

BANESTADO – CC5 – VOLUME III

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Vídeo:

#AoVivo!

Posted by Romulus Maya on Tuesday, July 14, 2020

 

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NÃO TEM IDEIA DO QUE FOI O ESCÂNDALO DO BANESTADO?
Eis resumão fornecido por Romulus Maya no distante mês de janeiro do Ano do Senhor de 2018, em seu antigo blog:

As contas “CC5” foram criadas em 1969 pelo Banco Central para permitir a estrangeiros não residentes a movimentação de dinheiro no Brasil. Essas contas também eram o caminho para multinacionais remeterem lucros e dividendos ou internar recursos para o financiamento de suas atividades. Por dispensarem autorização prévia do BACEN, as CC5 viraram o canal ideal para a evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A movimentação ilegal usando as CC5 somou 179 BILHÕES. De dólares! Ajustando pela inflação em dólar do período (1998-2020), o equivalente a 281 BILHÕES DE DÓLARES em valores atuais. De longe, o maior escândalo de evasão de divisas e lavagem de dinheiro de todos os tempos.

Uma vez estourado o escândalo Banestado, a operação abafa para encerrar de vez os trabalhos de investigação começou em 2001. Durante esse período, milhares de inquéritos foram abertos em todo o País. Contudo, nenhum político importante ou dirigente de grande empresa foi condenado de forma definitiva. A maioria das empresas envolvidas conseguiu negociar com a Receita Federal o pagamento de impostos devidos e, assim, encerrar os processos tributários e penais abertos contra si.

Em relação às empresas de mídia que usaram as contas CC5 para praticar evasão de divisas e lavagem de dinheiro, não se tratou apenas da Globo e dos Marinho. A quebra dos sigilos bancários revelou que o Grupo Abril fez uso frequente das contas CC5, tendo movimentado um total de 60 milhões de Reais. Já o Grupo SBT, do empresário Silvio Santos, movimentou 37,8 milhões de Reais segundo a investigação.

Se na esfera judicial o caso Banestado teve o seu fim escrito pelas mãos do juiz Sergio Moro, no Parlamento a apuração conduzida pela CPI do Banestado teve o mesmo destino. De maneira totalmente inabitual, essa Comissão Parlamentar encerrou os seus trabalhos sem sequer votar a minuta de relatório final!

Explica-se: o esquema das CC5 pegava de A a Z do sistema político, embora em proporções bastante diferentes. O maior implicado, evidentemente, era o PSDB. Afinal, desde 1994 o partido tomara conta da máquina federal bem como de várias máquinas estaduais relevantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Isso sem contar grandes municípios. No que tange ao PT, que acabara de chegar ao poder na esfera federal, o partido administrara até ali algumas prefeituras relevantes, como a de São Paulo, bem como os Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Acre. Portanto, embora com graus bastante diferentes de exposição ao escândalo das CC5, ambos, PSDB e PT, acabaram atuando no sentido de enterrar, o mais breve possível, os trabalhos da investigação.

O que se viu nessa CPI foi a tentativa de se proteger os cardeais de ambos os partidos, bem como de blindar aliados citados na investigação. Por fim, registre-se que o encerramento da apuração se deu em dezembro de 2004. Já no ano seguinte, em 2005, surge o “escândalo” seguinte, o caso do “Mensalão”. Na prática, em termos editoriais, tratou-se de uma tentativa bem-sucedida da Globo de fazer “subir a pauta”, sepultando de vez o interesse em se investigar as contas CC5. Afinal, como dito acima, esse sistema fora utilizado pelos próprios irmãos Marinho para retirar dinheiro “frio” do grupo, como caixa dois, do Brasil.

(artigo completo aqui)

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