ūü§ĒO “estranho” sil√™ncio sobre Docs da Odebrecht na Su√≠√ßa e #BANESTADOleaks… ‚Äď D.E.13/jul/2020

Destaques:

Diretamente da Su√≠√ßa,¬†Romulus Maya, Editor-chefe do¬†Duplo Expresso, recebe (i) Milton Temer, jornalista e ex-Deputado Federal, do PSOL; e (iii) Wendel Pinheiro, historiador e membro do Diret√≥rio Nacional do PDT. “Mesa redonda” sobre a conjuntura pol√≠tica e econ√īmica, com especial √™nfase no estranho sil√™ncio de partidos de esquerda e da (auto-proclamada) “m√≠dia alternativa” sobre o pedido de Lula pelos documentos originais da Odebrecht na Su√≠√ßa — que provar√£o crimes da Lava Jato, ora! — e as revela√ß√Ķes do #BANESTADOleaks. Infelizmente, mais gente lacerada pela “Navalha Expressa”.

Aqui, aqui, aqui e aqui, a ficha dos que nos atacam, na figura de Leonardo Attuch “Dantas Nahas”, levantada por, entre outros, Paulo Henrique Amorim — e estranhamente deletada de seu site ap√≥s a sua morte.

FINALMENTE: baixe as CC5 do Banestado, depois de quase 30 anos!

BANESTADO – CC5 – VOLUME I

BANESTADO – CC5 – VOLUME II

BANESTADO – CC5 – VOLUME III

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Vídeo:

O “estranho” sil√™ncio sobre Docs da Odebrecht na Su√≠√ßa e #BANESTADOleaks… ‚Äď D.E.13/jul/2020 Acione o “” Diretamente…

Posted by Duplo Expresso on Monday, July 13, 2020

 

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N√ÉO TEM IDEIA DO QUE FOI O ESC√āNDALO DO BANESTADO?
Eis resumão fornecido por Romulus Maya no distante mês de janeiro do Ano do Senhor de 2018, em seu antigo blog:

As contas ‚ÄúCC5‚ÄĚ foram criadas em 1969 pelo Banco Central para permitir a estrangeiros n√£o residentes a movimenta√ß√£o de dinheiro no Brasil. Essas contas tamb√©m eram o caminho para multinacionais remeterem lucros e dividendos ou internar recursos para o financiamento de suas atividades. Por dispensarem autoriza√ß√£o pr√©via do BACEN, as CC5 viraram o canal ideal para a evas√£o de divisas e lavagem de dinheiro. A movimenta√ß√£o ilegal usando as CC5 somou 179 BILH√ēES. De d√≥lares! Ajustando pela infla√ß√£o em d√≥lar do per√≠odo (1998-2020), o equivalente a 281 BILH√ēES DE D√ďLARES em valores atuais. De longe, o maior esc√Ęndalo de evas√£o de divisas e lavagem de dinheiro de todos os tempos.

Uma vez estourado o esc√Ęndalo Banestado, a opera√ß√£o abafa para encerrar de vez os trabalhos de investiga√ß√£o come√ßou em 2001. Durante esse per√≠odo, milhares de inqu√©ritos foram abertos em todo o Pa√≠s. Contudo, nenhum pol√≠tico importante ou dirigente de grande empresa foi condenado de forma definitiva. A maioria das empresas envolvidas conseguiu negociar com a Receita Federal o pagamento de impostos devidos e, assim, encerrar os processos tribut√°rios e penais abertos contra si.

Em rela√ß√£o √†s empresas de m√≠dia que usaram as contas CC5 para praticar evas√£o de divisas e lavagem de dinheiro, n√£o se tratou apenas da Globo e dos Marinho. A quebra dos sigilos banc√°rios revelou que o Grupo Abril fez uso frequente das contas CC5, tendo movimentado um total de 60 milh√Ķes de Reais. J√° o Grupo SBT, do empres√°rio Silvio Santos, movimentou 37,8 milh√Ķes de Reais segundo a investiga√ß√£o.

Se na esfera judicial o caso Banestado teve o seu fim escrito pelas mãos do juiz Sergio Moro, no Parlamento a apuração conduzida pela CPI do Banestado teve o mesmo destino. De maneira totalmente inabitual, essa Comissão Parlamentar encerrou os seus trabalhos sem sequer votar a minuta de relatório final!

Explica-se: o esquema das CC5 pegava de A a Z do sistema pol√≠tico, embora em propor√ß√Ķes bastante diferentes. O maior implicado, evidentemente, era o PSDB. Afinal, desde 1994 o partido tomara conta da m√°quina federal bem como de v√°rias m√°quinas estaduais relevantes, como S√£o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Isso sem contar grandes munic√≠pios. No que tange ao PT, que acabara de chegar ao poder na esfera federal, o partido administrara at√© ali algumas prefeituras relevantes, como a de S√£o Paulo, bem como os Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Acre. Portanto, embora com graus bastante diferentes de exposi√ß√£o ao esc√Ęndalo das CC5, ambos, PSDB e PT, acabaram atuando no sentido de enterrar, o mais breve poss√≠vel, os trabalhos da investiga√ß√£o.

O que se viu nessa CPI foi a tentativa de se proteger os cardeais de ambos os partidos, bem como de blindar aliados citados na investiga√ß√£o. Por fim, registre-se que o encerramento da apura√ß√£o se deu em dezembro de 2004. J√° no ano seguinte, em 2005, surge o ‚Äúesc√Ęndalo‚ÄĚ seguinte, o caso do ‚ÄúMensal√£o‚ÄĚ. Na pr√°tica, em termos editoriais, tratou-se de uma tentativa bem-sucedida da Globo de fazer ‚Äúsubir a pauta‚ÄĚ, sepultando de vez o interesse em se investigar as contas CC5. Afinal, como dito acima, esse sistema fora utilizado pelos pr√≥prios irm√£os Marinho para retirar dinheiro ‚Äúfrio‚ÄĚ do grupo, como caixa dois, do Brasil.

(artigo completo aqui)

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