Imprensa russa repercute suspeitas sobre Dilma levantadas pelo Duplo Expresso

“É curioso que, além das fotos oficiais que constam do site da Duma, o (site de extrema-direita) “O Antagonista” tenha também publicado outra foto, adicional, de Dilma e Gleisi, passeando perto do Kremlin, foto essa alegadamente tirada por um “turista brasileiro” que casualmente estaria passando pela Praça Vermelha naquela hora. Tal fato despertou a suspeita razoável no site Duplo Expresso de que toda a viagem pode ter sido uma grande armação, e que Dilma teria ido a Moscou para que, depois da publicação do The Intercept, o Partido dos Trabalhadores pudesse ser acusado de conspirar com o Governo russo e de solicitar ataques de hackers desse país contra o Governo brasileiro”.

Imprensa russa repercute suspeitas sobre Dilma levantadas pelo Duplo Expresso

Traduzido por “Aliocha”

No Brasil, “Hackers russos” são acusados de desestabilizar o país 

Do portal REEDUS, republicado no Portal Rambler

O escândalo da troca de mensagens entre o juiz brasileiro “independente” (agora Ministro da Justiça e Segurança Pública) Sergio Moro com o Procurador Dallagnol, onde o primeiro dá instruções ao segundo sobre como lograr prender o ex-presidente Lula da Silva, passa a uma nova etapa.

Agora, a direita brasileira acusa “hackers russos” de tudo, indo de Snowden a Putin, que teriam pessoalmente controle sobre o aplicativo Telegram, de onde teria ocorrido o vazamento. Cinco dias antes da troca de mensagens ser publicada pelo The Intercept, uma delegação do Partido dos Trabalhadores (PT), liderada pela ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff e a presidente do PT Gleisi Hoffmann, voou para Moscou em uma visita secreta de um dia – noticiada apenas 10 dias depois neste REEDUS. Bastante secreta, tal visita visaria apenas ao público brasileiro, que aparentemente não costuma consultar portais de notícias e mecanismos de busca em russo.

Na Rússia, a visita foi registrada em alguns veículos abertos, como o site do Partido Comunista da Federação Russa e o site da Duma (Câmara Baixa do Parlamento).

No entanto, (semanas depois) grandes publicações de direita brasileiras, como o site “O Antagonista” por exemplo, estamparam nas suas primeiras páginas fotos de Dilma no interior da Duma, alegando que as mesmas exporiam um suposto “conluio” entre o Partido dos Trabalhadores (cujo líder é Lula) e o Kremlin.

Em comentários em tais publicações, simpatizantes da direita exigem que o propósito da viagem seja revelado, afirmando que “tudo estaria claro agora” e que “não haveria dúvidas” de que teria sido “Snowden quem interceptou as comunicações de Sergio Moro”.

É curioso que, além das fotos oficiais que constam do site da Duma, o (site de extrema-direita) “O Antagonista” tenha também publicado outra foto, adicional, de Dilma e Gleisi, passeando perto do Kremlin, foto essa alegadamente tirada por um “turista brasileiro” que casualmente estaria passando pela Praça Vermelha naquela hora. Tal fato despertou a suspeita razoável no site Duplo Expresso de que toda a viagem pode ter sido uma grande armação, e que Dilma teria ido a Moscou para que, depois da publicação do The Intercept, o Partido dos Trabalhadores pudesse ser acusado de conspirar com o Governo russo e de solicitar ataques de hackers desse país contra o Governo brasileiro.

As conversas entre Moro e o Procurador, que lançam dúvidas sobre as eleições presidenciais no Brasil (afinal, Lula era o líder da corrida) e colocam em xeque a alegada maior operação anticorrupção da história mundial, caíram no campo da fértil russofobia. Um usuário desconhecido (suspeito de ser o próprio filho do presidente Bolsonaro, Carlos Bolsonaro) abriu uma conta no Twitter com o nome de “Pavão Misterioso”, onde despejou material falso “comprometendo” Glenn Greenwald (do “The Intercept”).

Segundo esse material, um hacker russo do território de Krasnodar, Yevgeny Mikhailovich Bogachyov, supostamente procurado pelo FBI, teria sido pago por Greenwald para invadir o telefone de Sergio Moro. “Pavão Misterioso” publicou ainda supostos indícios de participação de uma “máfia digital russo-chinesa” no hackeamento, mediante suposto pagamento em Bitcoins por Greenwald, através de transação no Panamá em favor de “Anapa” (supostamente Bogachev), passando depois por Shangai. No entanto, o disseminador de fake news “Pavão Misterioso” chegou a usar grafia incorreta nas palavras (das supostas “provas”). Depois de expor tais fake news, o perfil do tal “Pavão Misterioso” foi excluído, tendo estado no ar por não mais que cinco horas.

(…)

Continua aqui.

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Mais sobre isso em:

Explosivo: a viagem – secreta – de Dilma à Rússia, em meio à “#VazaJato”!

 

 

 

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