Na Linha de Frente: Rio de Janeiro

acompanhando o heroísmo dos trabalhadores da saúde para proporcionar assistência à população infectada. à primeira linha: todo nosso apoio, toda nossa solidariedade e toda nossa gratidão!

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Vou passar o relato da minha esposa, uma vez que ela está relutante em dar depoimento pessoalmente por temer ser demitida.

Ela é formada em enfermagem há 4 anos, mas já atua na área de saúde há pelo menos 15 anos como técnica em enfermagem.

Tem especialização em CTI, e trabalha como funcionária CLT numa rede particular há 3 anos. Ela também trabalha na rede pública no regime estatutário, concursada na prefeitura de Nova Iguaçu, no CTI do Hospital da Posse.

Tenho conversado muito com ela a respeito da COVID-19. E no princípio tínhamos a impressão de que apesar da gravidade do momento, passaríamos por mais essa dificuldade, como tantas outras vezes na nossa vida.

A princípio ela mesma relatou que estávamos exagerando na preocupação. Pois os pacientes que chegavam a ficar graves, eram os que haviam se exposto ao vírus no exterior, principalmente Europa. Daí o contraste de encontrar um panorama diferente nos plantões que ela assumia no Hospital da Posse.

A ponto dela ficar meio cética as medidas restritivas. Dizia que os pacientes que vinham a óbito, já se encontravam em situação muito delicada devido a comorbidades específicas.

Mas de uma semana para cá, a coisa mudou completamente. Os pacientes que chegavam a ficar graves cada vez mais jovens e saudáveis.

Então começa a  surgir os casos de companheiros da área de saúde, médicos, enfermeiros técnicos… o vírus não poupa ninguém.

O semblante dela mudou.

A preocupação com a nossa própria saúde é inevitável, afinal temos um filho adolescente para acabar de criar e uma pessoa idosa em casa…

Procuro acalmar minha esposa da maneira possível, mas cada vez mais o problema se agrava. Eu confesso que não consigo mais disfarçar minha preocupação.

Cada plantão é um sentimento ruim, uma notícia ruim, um novo setor aberto para absorver a demanda que não para de crescer.

Estamos vivendo um prenúncio de saturação na rede, tanto pública como privada.

E ainda não temos dados da contaminação na classe mais vulnerável da população. Mas a cada dia mais e mais ela vai tomando forma.

Sigo rezando para que uma vacina ou uma substância seja descoberta para amenizar o que ainda está por vir…

E que Deus tenha piedade de nós.

 

Expressonauta participante do Grupo de Discussão no Telegram.

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ver também:

A Saúde na Luta: Rio de Janeiro

Na linha de frente (3)

Diários da Pandemia: na linha de frente (2)

Diários da Pandemia: na linha de frente

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