Fraude Eleitoral 3.0 – Pesquisas que criam o fato consumado e a eleição dos ricos e “Tiriricas”

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

Abundam as provas de que as eleições estão criteriosamente preparadas para a legitimação do Regime Temer e das quadrilhas a ele associadas. As etapas das fraudes eleitorais são descaradamente escancaradas, mas ninguém faz nada, ninguém fala nada. “Tá tudo dominado!” diz a música que deve ser usada como trilha para a leitura deste texto.

Na versão 1.0, tentam tirar Lula da disputa; na versão 2.0 impedem que a Constituição seja cumprida e barram o voto impresso como garantia de que o voto do eleitor foi destinado ao candidato escolhido. Agora, com todas as regras definidas, temos a versão 3.0, onde famosos e ricos terão vantagem esmagadora na disputa – tudo isso com o apoio explícito de pesquisas falsas e ampla divulgação na imprensa bandida.

Enquanto a maioria absoluta dos eleitores brasileiros mantém o nome de Lula como única saída para o Brasil, STF e TSE armam o circo das eleições para legitimar os seus próprios candidatos. Nunca uma eleição brasileira terá sido tão previsível e parcial como a deste ano. Isso se houver eleições, pois a versão 4.0 é a armação de um motivo qualquer para que ela seja cancelada, caso nenhuma das versões anteriores garanta a fraude.

A versão 3.0 tem um roteiro que parece perfeito: dinheiro privado sem limites para o autofinanciamento de campanha; período eleitoral de 45 dias (apenas um mês para rádio e tv); pesquisas para os parlamentos e governos estaduais repetidas na grande mídia como “fato consumado”. Será a farra dos “Tiriricas”, escolhidos a dedo por aqueles que deveriam zelar pela realização de eleições livres, justas e transparentes.

O que levaria o brasileiro que reprova este modelo de governo (aqui chamado de Regime Temer) a eleger o próximo congresso ainda mais elitista e neoliberal? Nada! Somente a fraude eleitoral (urnas sem comprovante impresso), compra de votos e o poder do monopólio midiático podem convencer alguns desatentos.

A excrescência do TSE de dar permissão praticamente ilimitada de autofinanciamento, antecipa de maneira incontornável os resultados das eleições, onde ricos e “Tiriricas” (conhecidos, famosos, manjados, etc.) terão uma vantagem tão absurda sobre os demais candidatos que sequer será necessário muito investimento para que sejam eleitos, ainda que possam fazê-lo se necessário for.

Como sabemos, a exposição do candidato, sobretudo os neófitos, exige um esforço de propaganda enorme e isso custa muito caro. Este “Golpe dos ricos e ‘Tiriricas’” é mais uma armação desta justiça carcomida por juízes canalhas que trabalham para a manutenção de corruptos/comparsas no poder. Uma clara associação de quadrilhas organizadas em defesa dos próprios negócios e privilégios.

Como diria o eleitor mais humilde do interior do interior do país:

Não é preciso ser especialista em direito eleitoral, política ou marketing político para perceber que estas eleições irão favorecer absurdamente aqueles sustentados por igrejas e pelo crime organizado. Isso sem falar do cenário propício à prática do tão comentado “caixa 2”.

O Supremo Tribunal Federal ainda vai dar a última palavra sobre o assunto. É exatamente por isso que dou como consumado o resultado que ratifica o cenário descrito neste texto. A democracia brasileira “é uma quimera”, dirão os juízes na hora de justificar os seus votos.

Temos que reconhecer: o Regime Temer foi muito bem elaborado para ser algo apenas dessa direita tupiniquim. Interesses internacionais no Brasil influenciam em tudo que possa dar ao povo algum poder de mudar os planos dos invasores. É preciso que haja muita mobilização da sociedade, mas isso é cada vez mais difícil diante da apatia dos partidos de oposição, sindicatos e centrais sindicais.

Era uma vez uma democracia em um país chamado Brasil…

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.