“Eu acuso!”: FHC é personagem diminuto na (grande) História, por Romulus




“Eu acuso!”: FHC é personagem diminuto na (grande) História


Por Romulus

– Atrevo-me a julgar FHC.

– A hipótese (a ser testada): após a “grande reflexão” sobre a sua vida, o homem tende a tirar o foco de sua dimensão individual e a agir de maneira (mais) altruísta.

– Não vejo em FHC em geral – e nessa entrevista à Al Jazeera em particular – nenhum sinal dos frutos da tal reflexão.

– Pior: vejo o contrário.

– FHC é um ser mesquinho, vaidoso e apequenado, que coloca o seu legado – o narrado e não o real – acima do próprio país.

– Aceita sacrificar a democracia brasileira e os avanços dos últimos 30 anos para fabricar revisionismo histórico que o favoreça na foto – embora não na realidade.

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O Diário do Centro do Mundo noticiou, no fim de semana, o desmonte de Fernando Henrique Cardoso na entrevista que concedeu à Rede Al Jazeera.

Kiko Nogueira dissecou, em sua análise, o impiedoso atropelo – de um senhorzinho! – por uma retroescavadeira:

FHC está mal acostumado com a imprensa brasileira e quando sai dessa zona de conforto toma um susto. Ele foi o convidado do Up Front, atração da Al Jazeera comandada por Mehdi Hasan, premiado jornalista britânico, radialista, escritor e comentarista político, autor de dois livros. Hasan foi ouvir FHC como ex-presidente do país, portanto com autoridade para falar, e também como um dos “apoiadores do impeachment”. O que se seguiu foi um embate em que um dos lados saiu irremediavelmente exposto em sua fragilidade de argumentos, nu com sua farsa — e não foi Mehdi.

No início, Fernando Henrique tenta explicar que Dilma “cometeu erros contra a Constituição”, que não é “um crime no senso penal”, mas de “falta de responsabilidade com a “Constituição”. Aquele blábláblá sem sentido.

A seguir Kiko trata, um por um, dos pontos mais relevantes do atropelamento, digo, da entrevista. Recomendo que leiam o relato, caso não falem inglês, pois o vídeo não foi ainda legendado.

Ao final, conclui:

A questão não é só o golpe. A questão são os advogados do golpe. Aqui, a palhaçada pode ser vendida como dentro da normalidade, algo resumido no mantra “as instituições funcionam”. Gente como Mehdi Hasan sente o cheiro de farsa no ar e não está disposta a fazer esse papel de trouxa.

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O que me interessa: o subtexto

Não pretendo analisar o varejo das declarações de FHC, a mensagem do “texto”. Isso Kiko Nogueira já fez. E muito bem.

Quem lê o blog já sabe que, em geral, o que me anima a escrever é a análise de outras camadas do discurso, mais profundas. Interessa-me o subtexto, as mensagens subjacentes que o emissor transmite – voluntariamente ou não. Essa leitura cifrada é o desafio a que me proponho, às vezes com mais, às vezes com menos sucesso.

Um exemplo de insucesso, reconhecido em um post, foi a leitura, demasiado otimista, que fiz dos movimentos de alguns Ministros do STF.

Disse então, no meu mea culpa:

Os demais leitores certamente sabem que o post “Latim gasto em vão…” é, na verdade, eu dando a minha mão à palmatória e admitindo que errei profundamente em várias das minhas avaliações nos últimos meses.

Corro o risco de errar novamente.

Mas nem por isso me nego o exercício, que me fascina.

Interessam-me a natureza humana, os caminhos que o homem traça neste plano, as paixões que o influenciam, o crescimento interior que proporcionou ao caminhante, o legado desse caminhar e o lugar na (grande) História em que se situa.

É sob essa perspectiva – bastante ambiciosa, admito – que me proponho a comentar a entrevista de FHC à Al Jazeera.

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A hipótese (a ser testada): após a “grande reflexão” sobre a sua vida, o homem tende a tirar o foco de sua dimensão individual e a agir de maneira (mais) altruísta

Inicialmente, devo dizer que meu objetivo não é a detração. Pelo menos não a desmotivada. Evidentemente, tenho preferências e sucumbo também eu a paixões. Mas, em geral, quando me proponho esse tipo de análise, tento afastá-las, o máximo possível, da minha lente. Aqui, mais uma vez, faço esse esforço. Julguem vocês se fui feliz ou não.

Já fiz análises sob essa perspectiva em alguns posts tratando de alguém que conheci pessoalmente, o Min. Barroso, do STF.

Da primeira vez, descrevi a maior provação por que ele passou. E, pela primeira vez aqui no blog, descrevi uma hipótese que formulara sobre o tema, abstratamente, tratando dos efeitos de semelhante drama no comportamento humano:

Não posso esquecer que ele [Barroso] é alguém que “nasceu de novo” há poucos anos. Fora desengano pelos médicos em 2012 com um câncer raro e agressivo. Já se despedia deste mundo e dos seus, fazendo a sua paz.

Uma última tentativa de tratamento experimental nos EUA inesperadamente o salvou.

Depois disso ele chega ao local que ambiciona há décadas: o STF.

Pode ser ingenuidade minha, pois nem sempre isso se confirma (vide comportamento de Roberto Jefferson em seu “retorno triunfal” nesse episódio do impeachment), mas tendo a achar que a pessoa que é forçada a fazer um balanço da vida com o fim absoluto batendo à porta tende a, se ficar, passar a dar menos importância a coisas menores e a focar nas maiores. Principalmente no seu legado e em que ele vale para as novas gerações.


Para mim, a pessoa tende a tirar o foco de sua dimensão individual e a avaliar como a sua vida se encaixa na História.


Ficaria menos egoísta – em sentido estrito e em sentido lato.

Lembro-me, p.e., da tardia conversão de Teotônio Vilela à oposição à ditadura, virando um dos símbolos das “Diretas” enquanto era internamente devorado por um câncer.

Mais recentemente, em um longo – e dolorido – post, dirigi-me diretamente ao Min. Barroso. Nessa oportunidade voltei ao tema (quase) tabu:

Perdoe a deselegância de tocar em tema ainda mais sensível, mas nem voltar do prognóstico médico mais sombrio possível o faz se animar a se atrever mais com relação ao legado que deixa para as próximas gerações. Está em paz com o que faz nesta segunda vida que lhe foi oferecida.

Gozado… mesmo sendo uma geração mais jovem e não tendo passado por situação tão dramática de balanço da vida, esse tipo de preocupação já povoa a a minha mente e influencia as minhas ações. Não por outra razão ignorei fuso-horário, demandas do trabalho e da família e o risco de (mais) retaliações profissionais para dedicar boa parcela do meu tempo e da minha energia a escrever este blog.

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E FHC com isso (1)?

Não padece de nenhuma enfermidade grave, é certo.

Mas é, no entanto, um homem de recém completados 85 anos. Não o agouro, bem entendido. Minha fé e minha criação o impedem.

Que viva mais 20!

Contudo, tendo a crer que, talvez com menos agudeza, o tipo de reflexão e de balanço que descrevo há de povoar a mente de alguém que chega a essa altura da existência. Ainda mais alguém que, queira-se ou não, foi um personagem relevante da (grande) História.

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Nosso lugar nessa tal (grande) História: lição de humildade

Frente à determinação do afastamento de Dilma pelo Senado, em maio, escrevi o seguinte aos seus apoiadores, confrontados com aquela dura derrota em sua ação política:

A utopia, como o horizonte, cada vez que a gente avança um passo, avança um passo também adiante, num balé infinito.

Vamos perseguindo a utopia e no caminho fazemos uma obra coletiva indo na direção que almejamos.

Como aprendemos com os anos, o caminho não é linear. Muitas vezes ficamos parados ou andamos só de lado. Pois hoje aprendemos que nem mesmo o sentido é único: às vezes andamos para trás sim.

Paciência.

Apesar da dor do orgulho ferido, essa é uma lição de humildade.

Não podemos nunca perder de vista a dimensão histórica da luta: nós, como indivíduos, somos apenas como grãos de areia no deserto [Acréscimo: uns grãos em posição mais acima, outros mais embaixo, nas dunas em forma de… pirâmides!]. Ao longo dos anos e décadas nós todos juntos podemos fazer as enormes dunas se moverem alguns metros. E assim sucessivamente a cada geração.


É preciso aceitar isso com humildade. E encontrar realização em ser só aquele grão de areia. Um grão sim, mas que divide o peso da duna, a luta e a sina com outros milhões de grãos de areia – mais iguais do que diferentes

.

Talvez equivocado, cria que essa humildade fosse mais clara para pessoas confrontadas com a morte iminente ou em idade muito avançada.

É contra esse ideal, criado por mim, com todas as limitações – necessárias – de um arquétipo abstrato, que contrasto o FHC da entrevista à Al Jazeera.

* * *

FHC é (mais uma) negação da minha hipótese

E qual o resultado?

Infelizmente, constatei mais uma vez meu erro ao formular a hipótese da “grande reflexão” e do seu resultado nas derradeiras ações dos homens.

Ou pelo menos, ao formar a tese a partir da hipótese, tenho de fazer as devidas ressalvas e anotar o escopo limitado da segunda.

Se for regra, FHC é claramente mais uma exceção à mesma.

Ainda quero crer que, como no ditado francês, seja a exceção (mais uma!) que confirma a regra.

Meu otimismo assim determina.

E por que FHC contradiz a minha hipótese?

Porque não vejo em FHC em geral – e nessa entrevista à Al Jazeera em particular – nenhum sinal dos frutos da tal reflexão.

Não vejo, por exemplo, sinais dessa minha afirmação:

[A] pessoa tende a tirar o foco de sua dimensão individual e a avaliar como a sua vida se encaixa na História. Ficaria menos egoísta – em sentido estrito e em sentido lato.

Pior: vejo o contrário.

FHC se apequena (mais) ao usar a plataforma de “ex-presidente com trânsito internacional” em um esforço – vão – de tentar mudar a narrativa de que “há um golpe em curo no Brasil” no exterior. Digo que o esforço é vão porque essa percepção está totalmente consolidada – sou testemunha privilegiada – nos círculos das Organizações Internacionais, dos governos e da academia, mas também da grande imprensa estrangeira.

FHC propõe-se o impossível. Tenta mudar a narrativa corrente fora do Brasil para aquela combinada por ele com os seus: o tal “este impeachment não é golpe”. Acrescido do não menos importante “as instituições estão funcionando”. Há um grande obstáculo, contudo, que FHC não chega nem perto de ultrapassar em suas declarações: a narrativa que promove é contra-fática.

Simples assim.

Evidentemente o jornalista faz o óbvio – ou o que deveria ser o óbvio – para alguém que exerce o seu ofício: questiona FHC toda vez que suas declarações se chocam, frontalmente, com fatos de conhecimento geral.

O resultado dessa confrontação já foi resumido por Kiko Nogueira:

O que se seguiu foi um embate em que um dos lados saiu irremediavelmente exposto em sua fragilidade de argumentos, nu com sua farsa — e não foi [o jornalista] Mehdi.

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Não quero ter razão, quero ser feliz

Ferreira Gullar – cuja militância anti-petista todos conhecemos – disse certa vez em uma FLIP frase que se tornou célebre.

É frase da qual muito:

As palavras às vezes servem para confundir as pessoas, mas servem também para esclarecer as questões – do contrário, viveríamos numa Babel. Elas são apenas um meio, o que importa é a disposição das pessoas, que sempre querem ter razão, sem considerar as razões do outro. Isso não dá certo nem no casamento. Você insiste em que está com a razão, briga e depois vai para o quarto, cheio de razão, mas sozinho, triste. Então, de que serve ter razão? De minha parte – disse eu – desisto, não quero ter razão, quero ser feliz.

Gosto tanto da citação que busco repetir como mantra no dia-a-dia. E usei, inclusive, como epígrafe em um trabalho acadêmico.

* * *

E FHC com isso (2)?

Para mim, parte do “ser feliz” é fazer a minha paz com aquela “grande reflexão”. E ver como positivo o saldo da minha existência neste plano. Se assim me for dado, evidentemente. Inclusive, buscando ainda o maior saldo possível. Mesmo que o tempo para aumenta-lo se torne inexoravelmente (cada vez mais) escasso.

Pelo menos essa é a tal da utopia. Aquela mesma do deserto das dunas, a que me referi acima. Ou seja, o ideal que foge de mim conforme ando, tal como miragem no deserto.

E que, no entanto, faz, ainda assim, eu andar para frente.

Para frente até o dia em que cair com a boca seca, quando finalmente me for dado descansar. Ali no deserto mesmo. E virar areia no sentido “concreto” (se estiver mesmo num deserto) e não mais figurado.

* * *

A entrevista

Após ouvir FHC, arrisco-me a dizer que no seu caso há apenas duas alternativas:

(i) Padece de uma grande falha ou viés cognitivo (como traduzo, livremente, cognitive bias) – talvez até agora desconhecido – e creia realmente que apoiar o golpe no Brasil contribui para aumentar o saldo da sua existência na grande História.

Digo “viés” e não “déficit” cognitivo porque FHC certamente não padece do último. FHC pode ser tudo menos estúpido. Goste-se dele ou não, não se pode negar que é inteligente.

Assim, resta-me a segunda alternativa, por incrível que pareça bastante pior:

(ii)
FHC é um ser mesquinho, vaidoso e apequenado, que coloca o seu legado – o narrado e não o real – acima do próprio país.

Aceita – quero crer com algum pesar! – sacrificar a democracia brasileira e os avanços dos últimos 30 anos – dos quais foi um dos protagonistas! – para ajudar a consolidar certa situação político-jurídica.

E que situação é essa?

– Ora, o Brasil do golpe!

O Brasil onde seria possível promover o revisionismo histórico por que FHC anseia. Revisionismo esse em cuja narrativa seu governo seria tratado com (muita) condescendência, fazendo-o crescer (extemporaneamente). Se não na realidade, ao menos no imaginário que visa a fabricar.

Ajuda ainda, nesse crescimento, derrubar os referenciais de onde se mira o seu governo, “lá no alto”. Ou seja, desconstruir no imaginário coletivo a imagem que existia do comparador: Lula e os governos do PT.

Sabem o que, inevitavelmente, a empreitada de FHC e seus associados me lembra?

Os trabalhos do “Ministério da ‘Verdade'”, do romance “1984”, de George Orwell.

Talvez, até mesmo, atreva-me a dizer que a expressão que inaugurou o newspeak, ou “novilíngua”, nesse Brasil orwelliano foi a tal “pausa democrática”. Essa foi a “expressão” com que o Ex-Min. Ayres Britto, do STF, definiu o golpe no Brasil.

Aliás, por onde anda Ayres Britto?

Será que sumiu para dedicar-se tardiamente àquela “grande reflexão”?

* * *

Tiro no pé: provoco a minha própria danação

Sim, atrevo-me a julgar: FHC é um ser mesquinho, vaidoso e apequenado. Definitivamente personagem diminuto na grande História.

Em o fazendo, acabo por incidir em ditame bíblico: como disse, atrevo-me a julgar FHC.

Dessa forma, terei de arcar com as consequências da narrativa judaico-cristã. Ou seja, conforme o ditame, assim como julgo, serei julgado.

Portanto, advertindo previamente pelo antigo Livro, aguardarei o julgamento supremo. Isto é, o verdadeiro. Não as atuais falsificações grosseiras do “Supremo” Tribunal Federal, em Brasília.

Não só aguardo o supremo julgamento como também o aceito desde já.

Mesmo porque o primeiro a me julgar serei eu mesmo, ainda em vida, se assim me for dado, naquela minha tal “grande reflexão”.

* * *

Nota (1):

Uma parte da mensagem na entrevista de FHC foi, “deliberadamente”, perdida por mim: não vi as imagens. Apenas ouvi o som, como se fora uma entrevista para o rádio.

Não vi as imagens porque não podia.

Não consigo.

Não desde que observei, em casa, alguém que tinha a seguinte limitação: virava o rosto quando algo muito constrangedor aparecia na TV.

Fiz o mesmo uma vez e nunca mais consegui voltar a ver a imagem de algo muito constrangedor. Isso porque apenas ouvir, em vez de ouvir + ver, alivia (um pouco) o desconforto – que em mim chega até a ser um tanto físico.

Aviso:

– “Meninos, não repitam isso em casa”.

Não virem nunca o rosto diante de algum vídeo constrangedor. A não ser que estejam dispostos a nunca mais conseguirem voltar atrás. Pelo menos foi isso que aconteceu comigo.

E foi assim que “assisti” à entrevista de FHC à Al Jazeera.

* * *

Nota (2):

Pergunto:

O FHC da fala truncada da entrevista é o tal que, em viagem às homenagens fúnebres a Nelson Mandela, zombou de um tal inglês ruim “inteligível apenas para Lula”?

Seriously?

Tenho que concluir que parte da minha conclusão acima resta (ainda mais) comprovada:

– Haja vaidade!

Nesse caso, bastante indevida.

* * *

Nota (3):

Essa não foi a primeira vez em que FHC entrou em apuros ao dar entrevistas a jornalistas britânicos respeitados.

Pergunto:

– Lembram-se da – também embaraçosa – entrevista ao programa Hard Talk, da BBC, em 2007?

Está disponível no link.

Virei, naquela oportunidade, a cara para diminuir o desconforto do constrangimento.

Como disse, repeti o gesto agora, diante das imagens produzidas pela Al Jazeera.

Concluo, das duas entrevistas, que FHC deveria evitar encontros com jornalistas britânicos!

Ou melhor: com jornalistas que pratiquem, efetivamente, jornalismo. Esse é o caso de Mehdi Hasan, o premiado jornalista britânico – e ainda radialista, escritor e comentarista político, com dois livros de sucesso publicados, que o entrevistou para a Al Jazeera.

Nota (4):

Aliás, Al Jazeera?

FHC e sua assessoria desconhecem a linha editorial da emissora do Catar e as análises (bastante) críticas a que se propõe?

Caso não desconheçam, estão realmente tão tomados pelo esforço de reescrever a História – de ontem e de hoje – que aceitam até mesmo descer à cova dos leões?

“Cova dos leões”?

Mais uma citação bíblica…

O inconsciente me trai.

Claramente essas narrativas e ditames bíblicos me vêm à mente quando penso e falo sobre a tal “grande reflexão” e sobre o “julgamento supremo”.

Cacoete da minha criação, certamente.

Como já disse por aqui, uma das coisas que notei como efeito secundário de escrever este blog foi justamente externar sentimentos e pensamentos (para exorcizá-los?).

Assim, perdoem-me caso tenham sido feitos reféns dessa minha busca interior. Desse meu soul searching

“A culpa é [sim] do FHC!”

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.