O Tempo e a Mecânica Quântica em Mim

Arte e Texto por Geuvar Oliveira*, para o Duplo Expresso

Diante dos nossos olhos tudo passa, muitas coisas são consumidas pelo tempo, sensações são sentidas, apreciadas, enquanto o tempo passa e depois de tudo, os próprios olhos se apagam e também são consumidos. O tempo é o maior de todos os adversários, mas é como se não existisse, contudo, suas ações são indiscutíveis. O tempo é como as ilusões criadas e sentidas pelo homem: o pôr do sol existe? Não. O sol não se põe. Na verdade, a terra faz o movimento de rotação, com isso dá à impressão que o sol se põe, ao mesmo tempo ela circula o sol a cerca de 108 000 km por hora, mas nem isso os homens percebem. Não percebem que estão andando em círculo em alta velocidade em torno da órbita do sol, parece estranho isso, não perceber! O homem é um espírito vestido numa roupa orgânica, mas tem fobia de espíritos desnudos de uma indumentária orgânica, muito controverso. Mas o tempo existe mesmo ou somos nós que passamos por ele e sumimos na linha do horizonte?

Certo vez, no alto dos meus 12 anos, minha mãe me mandou ir ao mercado comprar carne, morava em uma cidade ao Sul do Maranhão chamada Carolina. Aquela hora era justamente o momento que ia passar na TV meu desenho animado preferido, às 17h – O Homem Aranha. Era uma reprise do original estadunidense de 1960 ou 70, como não podia dizer não para ela, ligava a TV e ia correndo comprar a carne, era um pouco longe o mercado, uns 10 minutos se eu fosse correndo, todo dia tinha um desenho diferente e aos domingos passava os Superamigos, a atual Liga da Justiça. Voltava com a carne do jeito que ela havia recomendado, se costela, coxão ou outra. Entregava e ia para a frente da televisão, que ainda estava ligando, era a válvula e demorava a esquentar, então ficava esperando. Depois de sentar no mesmo lugar, tinha a impressão que o tempo não havia passado, era como se não tivesse ido ao mercado, pois estava diante da TV, esperando começar. Será que todas as vezes que a terra girou em torno do sol, ele ou ela mensurou ou apenas não pensam a respeito para não enlouquecerem e assim manter o equilíbrio para os humanos? Talvez tenhamos um “Vigia” (antigo personagem da Marvel), observando e colapsando a função de onda para que dê tudo certo para a Via Láctea.

Descobri recentemente que essa questão da física quântica já tem uma quantidade considerada de gente falando e estudando sobre o assunto, me interessei pelo assunto por uma questão muito simples e milenar, conheça a ti mesmo! Foi por acaso, estava fazendo uma pesquisa sobre ficção científica para uma HQ que estava desenvolvendo chamada Mugambi, em 2010, depois de realizar a pesquisa, não parei mais de estudar sobre o tema da física quântica e passei a procurar entender melhor, foi aí que descobri que existia uma boa quantidade de gente falando sobre o assunto, mas na internet, tudo é muito solto, como um enorme lençol de retalhos, então encontrei uma pessoa que já possuía um trabalho mais coeso, mais extenso e resolvi pedi informação.

O sr. Hélio Couto me recomendou alguns vídeos e livros de autores relacionados à teoria da Mecânica quântica. Depois disso, ele me apresentou um experimento que ele mesmo criou a partir de estudos e canalizações, os livros e os vídeos que ele me proporcionou, todo acesso era grátis, mas esse experimento para usar teria que pagar uma quantia em dinheiro, o nome é RH- Ressonância Harmônica. Antes de falar sobre isso e como eu usei, vou só explicar um pouco como eu entendo a Mecânica quântica. Não sei se já ouviram falar ou já tiveram contato, tem uma parte dos físicos que querem descobrir a existência de Deus a partir das teorias e experimentos da Física quântica, outros físicos não concordam e não aceitam esses procedimentos. Como vocês já devem ter percebido, estou do lado daqueles que pesquisam sobre a existência do nosso amigo todo-poderoso.

Como já leram em outros textos que publiquei, uma das formas de relacionar os conhecimentos adquiridos da Mecânica quântica é com a minha própria existência, por dois motivos, primeiro porque não sou um físico, nem desenvolvo estudos práticos a respeito, e segundo porque a Mecânica quântica tem como um dos principais alvos, o ser humano na sua mais profunda particularidade, assim acredito que estudando esse tema, estou tentando encontrar a minha própria origem na linha do espaço tempo e na mesma balada entender o universo.

Estudando os conceitos da física quântica encontrei um experimento mental de um físico chamado Erwin Schrödinger de 1935. Um gato é posto dentro de uma caixa, com veneno e um disparador, que seria uma partícula subatômica, para quebrar o frasco e matar o gato, como a caixa está fechada, não sabemos se o gato está morto ou vivo, portanto só saberemos se abrirmos a caixa e observarmos, daí a vida do gato está em nossas mãos, se abrirmos podemos encontrá-lo vivo ou morto. Se não abrirmos, ele estará dentro vivo e morto ao mesmo tempo. O que vai colapsar a morte ou a vida dele é a nossa observação. Esse experimento é o conceito da Mecânica quântica.

 

Dessa forma, trazendo para a luta do nosso dia a dia, a realidade existe por causa do observador, em muitos casos somos nós, eu e você. Nós colapsamos a nossa realidade. Darei dois exemplos para explicar o que é o colapso da função de onda na nossa realidade, exemplos simples baseados em leituras e vídeos assistidos:

Depois do golpe de 2016, algo imaginável, impeachment sem crime aconteceu, o chão de muitos brasileiros sumiu, muita gente perdeu empregos, carros, casas, o sossego. Eu fiquei arrasado e dali para frente nada mais tinha muita importância, a paciência estava sempre no limite, tudo soava como falso, enganação, parei de ver TV, nunca mais preguei os olhos em qualquer programação que fosse, até os jogos da seleção dançou legal.

Na internet, ficava procurando algum site que pudesse me passar alguma informação que não fosse falsa, sem encontrar… As caravanas do Lula ainda eram um alento, e nunca deixei de procurar por algo que fosse jornalístico de fato. Do outro lado (e literalmente do outro lado), Romulus Maia e Wellington Calasans tentavam passar essa informação que eu precisava. Um mandando artigos para o GGN e o outro para o Cafezinho, segundo informação deles mesmos, a priori.

Então eles tentavam se colocar na imprensa alternativa e eu buscava essa informação elaborada por eles, até que em 2018, os conheci já com a criação do Duplo Expresso, li um dos artigos do Romulus e gostei muito da forma como foi escrito. Parecia um filme, muito bem elaborado e com vários flashbacks. Muito interessante. Comecei a acompanhar, apresentei para alguns amigos, mas como era diferente, os caras fugiram a toda velocidade, “sai, eu prefiro o JN”, não falaram isso, mas eu fiquei imaginando. Comecei a colaborar com o site e o Romulus incentivou. O que aconteceu entre eu e o Duplo Expresso é o que se chama na Mecânica Quântica de COLAPSO DA FUNÇÃO DE ONDA. Enquanto não nos conhecíamos, vivíamos em um emaranhamento quântico, como o gato do Experimento de Erwin Schrödinger, existia e não existia, era partícula e onda ao mesmo tempo. Ao nos encontrarmos, a realidade foi criada.

 

Enquanto eu procurava por uma boa e verdadeira fonte de informação, criei uma correlação quântica com os criadores do Duplo Expresso (DE). Nesse caso, o site do DE está no lugar do gato, e quem colapsou a função de onda da informação que eu desejava foram os rapazes Romulus e Wellington. Eles são a partícula que dispara o veneno que mata o gato. Ou seja, que cria a realidade. Contudo, se eu não tivesse desejando uma boa informação, talvez eles não colapsassem a função de onda. Quando digo eu, estou representando todos os expressonautas que desejaram um veículo para ter a informação, então a correlação que criamos neles foi muito forte. Então a correlação quântica pode ser feita apenas em pessoas na forma psíquica, (psiquê) fenômenos ou processos mentais conscientes ou inconscientes de um indivíduo ou de um grupo de indivíduos.

Então quando se diz que na Mecânica quântica, a mente cria a realidade, não se está dando uma de Mandrake, mágica, existem contextos e esses contextos são caminhos “renderizados”, colapsados. Os caminhos e os desejos que tive para ter uma boa informação, junto com a ação dos coordenadores do DE é o que se chama de colapso da função de onda.

O segundo exemplo é mais rápido e parecido com o de cima. Vou me ater ao filme Matrix para isso. Neo passava horas e horas vasculhando a internet tentando entender o que era Matrix e ao mesmo tempo procurando Morpheus, ao mesmo tempo em que Morpheus do outro lado fazia a mesma coisa, procurava Neo. Ao encontrar Morpheus, Neo colapsou a função de onda da Matrix e passou a entender o que se passava no mundo de ilusão que ele vivia. Dessa forma, Neo e Morpheus tiveram uma correlação quântica. Em outra cena Morpheus diz, durante um treinamento de luta com Neo, que a mente torna real o que ele sente na Matrix, mesmo sendo uma ilusão, pois o corpo não vive sem a mente. Foi quando Neo sangrou ao receber um golpe.

A mente cria a realidade, podemos levar essa informação para outro cenário se direcionarmos nossa atenção para algumas vertentes problemáticas como o medo, a ansiedade, pessimismo, ciúme, inveja, complexo. Quem usa isso contra uma população inteira? A Globo! Se utiliza de seus recursos imagéticos e de sua retórica para amplificar essas vertentes citadas, nas pessoas. Não só a Globo, mas toda a rede de informação do país trabalha para colapsar a função de onda nos brasileiros, de acordo com os seus desejos mais particulares, ou seja, negativamente, quando na verdade deveria buscar uma saída para o país, buscam apenas a ruína.

 

Quando comecei uma nova pesquisa para o personagem, tive que desenhar o que dava, para não atrasar muito. Depois de fechar o roteiro, não consegui mais parar com a pesquisa sobre a mecânica quântica, já não era mais um estudo para os quadrinhos, mas a busca de conhecimento para o “eu” interior. Durante outras pesquisas na rede social, conheci um sr. chamado Hélio Couto, depois de entrar em contato, recebi algumas orientações e alguns títulos sobre vários assuntos relacionados à energia do ser, assuntos esotéricos, vídeos e palestras para assistir, autores de Física quântica. Li alguns livros, conheci alguns autores, entre eles um físico quântico chamado, Amit Goswami, cara incrível. Ele tem um livro chamado “A Física da Alma”, que eu sugiro. Assisti ao filme “Quem somos nós?”. Também sugiro demais!

Para quem acha que o autoconhecimento é fazer igual ao Batman – ir para um mosteiro no alto do pico mais alto ou jejuar 40 dias e 40 noites no deserto, lutando com o diabo –, não é bem assim, muitas pessoas levam tudo ao pé da letra, só precisamos direcionar nosso foco para o que realmente importa e faça sentido e bem para cada um, pois tanto o mosteiro, quanto o deserto são internos, a luta é interior. Assim como a Mecânica quântica é a busca em um mundo subatômico, nano, a nossa busca pelo autoconhecimento também é assim. O deserto de Jesus era interior, mesmo porque no caso dele, não tinha como encontrar no mundo exterior sujeito capaz de lhe ensinar algo, já que ele estava milhares de degraus à frente de seus contemporâneos e de nós também.

Quando conheci o Hélio Couto pela internet, eu fiquei superdesconfiado, parecendo cachorro cheirando sapo, pensando um monte de coisas e com razão, o discurso dele era muito novo para mim e já que não o conhecia e a internet, como todos sabem é um terreno movediço, não tinha como ser diferente. Mas fiquei curioso, assisti a todos os vídeos indicados e me foi apresentado uma tecnologia, inusitada, criada por ele chamada de Ressonância Harmônica, RH. Ao contrário dos vídeos grátis, a RH tinha que pagar, era um valor que não dispunha naquele momento. Imaginei que poderia ser mais um plano de charlatanismo, cara querendo se dar bem.

Naqueles dias, estava passando por um momento perrengue e não tinha a quantia sugerida. Aí pensei, não vou fazer porque estou sem dinheiro, no e-mail estava a seguinte proposta: ao pedir a RH, não pague até receber a encomenda, quando você receber, aí faça o depósito. Eu poderia pedir e não pagar ou ficar enrolando, mas como não é da minha índole, optei por não fazer, por não ter o dinheiro. Acho que passaram dias ou semanas, recebi uma ligação de alguém encomendando umas ilustrações, acertei o valor e quando fui fazer as contas da quantidade de ilustrações, o valor total dava o total da RH! O pensamento foi certo, essa só pode ser a grana da RH! Fiz as ilustrações, o cliente pagou e no mesmo dia pedi a RH. Passaram uns dias, e recebi um e-mail com o link. Vou explicar o que é! No site dele tem um vídeo falando sobre Ressonância Harmônica.

A RH consiste no seguinte: um tratamento por meio de ondas, a pessoa faz uns pedidos, o conteúdo sugerido pela própria pessoa é encaminhado por meio de ondas magnéticas, ondas escalares, a pessoa pode pedir por qualquer informação que exista, que segundo o autor, vem para sua mente por meio de ondas… Lembrei-me daquela cena do filme Matrix em que o operador estava passando para a mente do Neo informações de luta e de conhecimento bélico. Tá, parece absurdo? Filme de ficção? Mas espere mais um pouco, sei que muita gente é cética, não acredita e eu entendo perfeitamente, até pessoas que trabalharam ou estudaram com ele dizem não falar sobre o assunto, talvez por receio de alguma crítica ou sei lá o quê. Mas como eu sou da comunicação e das artes, é minha obrigação falar sobre e, se o mundo me atinge, não tenho nenhum problema de falar sobre, além do mais, não estou falando, apenas explicando o mínimo para contextualizar. Melhor mesmo é a pessoa ir assistir aos vídeos, as informações são mais completas e sem ruídos. Mas é próximo daquilo pelo qual passou Neo no filme, a diferença é que no filme é baseado no materialismo, partícula, e a RH não, apenas em Onda, conhecimento é inserido na sua mente por meio de ondas. Precisa-se fazer a inscrição no site para ter acesso aos vídeos. O link chegou pelo e-mail, deve-se abrir e deixar tocar, não precisa ficar perto, já que é uma onda magnética, diz a instrução. Ele diz que isso vai ser a medicina do futuro. E eu fiz isso, ativei e deixei, enquanto trabalhava no notebook.

No outro dia depois do almoço, acho que era domingo, eu mexia no note, mas deu um sono e fui para cama, só ficar, não ia dormir, beiradinha da cama, do lado que a minha esposa dorme, para não ter comprometimento com o sono, dei uma cochilada, ainda estava acordado, sabe aquela cochilada de fechar os olhos e abrir? De repente uma parede de muitos, muitos símbolos estava em frente ao meu rosto, eu sabia que estava apenas com os olhos fechados, tinha todo tipo de símbolos, parecia com letras japonesas, chinesas, símbolos egípcios, não dava para ver onde começava aquela lâmina de imagens e terminava, mas reconheci um único símbolo, da Torre Eiffel, parecia uma miniatura da torre, quando senti que estava querendo ir embora, apertei os olhos para continuar e tentar reconhecer mais imagens, olhava tudo rapidamente e pedia para continuar, mas foi sumindo e não adiantava ficar com os olhos fechados. Abri, o sono foi embora também e fiquei achando aquilo louco. Lembrei que, em um vídeo, o palestrante disse que a RH é inserida por meio de símbolos, daí fui procurar o vídeo para saber melhor, porque na primeira vez a gente assiste meio correndo ou fazendo mais de uma coisa. No vídeo o Hélio fala que depois que a pessoa adquire a RH muitas coisas acontecem, a mente expande, passa a enxergar e entender melhor as coisas, mas a pessoa precisa ajudar se desfazendo de velhos costumes também. Falou que outras pessoas passam a notar diferenças em quem usa a RH, pois bem, no meu local de trabalho, os colegas fizeram exatamente isso. “O Geuvar está diferente, tá assim…” cada um dizia uma coisa, mas eu não ousei dizer nada, fiquei só achando graça.

 

Realmente eu melhorei muito a questão do conhecimento, às vezes digo algo para alguém e me espanto: “Caraca! Eu disse isso? Eu sou muito safo, rsrs!” Pode parecer estranho e muita gente não acredita e sinceramente eu só fui atrás por causa do meu contexto, senão ia ficar difícil. Segundo a proposta, a RH transfere informação, qualquer informação para a sua mente, a pessoa é quem escolhe o que quer, amor, conhecimentos diversos, até o conhecimento de alguém que viveu, ou vive, por exemplo, do melhor jogador de futebol, do Einstein, do Tesla, porque todo conhecimento é energia e energia não se acaba. Não vou dizer tudo que pedi, mas uma das coisas foi amor e conhecimento. Contudo, a pessoa não pode pedir conhecimento e ficar na zona de conforto, precisa usar o que tem, senão não adianta. Por exemplo, eu mesmo pedi amor, queria melhorar o meu interior, mas aí quando o Bolsonaro ganhou eu fiquei meio agitado, nervoso, chateado e comecei a agir por impulso, quando percebi que estava me sabotando parei e passei a repensar as minhas atitudes, se uma das coisas que pedi foi amor, eu não posso ser assim, então procurei contornar a situação. Outra coisa é pedir o conhecimento do Pelé e na vida ser vendedor de sorveteiro, o que vai adiantar? Deve-se pedir aquilo o qual se tem interesse de usar.

Aquelas pessoas que estão muito envolvidas no mundo materialista podem nunca acreditar nessa ferramenta, precisamos abrir a mente, algumas dezenas de anos atrás, o celular, o computador, armas a laser, falar com ponto no ouvido, chip embaixo da pele eram objetos de ficção científica nos filmes para a população se divertir, cansei de ver drones nos desenhos do Jonny Quest, década de 60. Assistia à reprise nos anos 80, lógico. Hoje, essas coisas são realidade, gente dando voo em drones, tipo o Duende Verde, antagonista do Aranha. Aquele pessoal do passado que criava isso estava colapsando a função de onda desses objetos para hoje existir.

Recentemente, pedi mais uma RH, depois de alguns dias chegou o link no meu e-mail, chegou no começo do mês de março, abri e deixei rodar, tem som de cachoeira, mas eu sempre deixo no silencioso. Dessa vez, aconteceu diferente, não teve símbolos, mas eu senti tontura. Na primeira vez pensei, tô ficando velho mesmo! Achei que foi porque levantei bruscamente de algum lugar, mas ao longo da semana não parou, aí eu fiquei preocupado, já pensei: “É labirintite, vou procurar um médico!” Mesmo porque há pouco mais de um mês eu havia feito uma porção de exames, do ouvido, da garganta, olhos e não deu nada errado, então entendi que foi o efeito da RH, mas a tontura passou, foi apenas uma semana.

 

Na semana seguinte, aconteceram outras coisas, mas vai ficar na moita. Só lembrando que eu só dei o testemunho, porque é um texto informativo, não estou fazendo mijando na parede é apenas para ilustrar o que aconteceu comigo, sou uma cobaia de mim mesmo, ia ficar chato eu falar da RH e ficar só na teoria, se é para encontrar Zion, vamos lá.

Mas volto a afirmar, a fonte da felicidade, não é dinheiro, nem carro, nem casa, nem sexo! É o conhecimento, com ele se consegue qualquer coisa, além da pessoa ideal, a verdadeira felicidade, suponho que seja conhecer a nós mesmos, esse é o caminho. Qualquer tipo de conhecimento, informação, conteúdo, só alcançamos se tivermos dispostos a quebrar qualquer barreira, o preconceito é uma grande barreira a ser vencida e essa barreira nos deixa cegos, muitas vezes nossas oportunidades passam pela gente e não a vemos nem sentimos, porque estamos ocupados sendo estúpidos.

Eu trabalhei muitos anos em jornais impressos como ilustrador, onde fazia as tiras, charges e ilustrações. Cartunista pensa muito rápido e, às vezes, é confundido com gozador, comediante, sacana. Mas o cartunista é apenas um cara que faz graça com assuntos sérios. A mente é mais livre de amarras do que a de uma boa quantidade de gente, e às vezes os trabalhos saem mais sinceros, causando um certo constrangimento. Mas as pessoas são muito inseguras e se incomodam com tudo, eu também não fujo à regra, isso é falta de conhecimento. E saber onde realmente estamos é uma das buscas fundamentais, o mundo físico ou sensível nos causa muitos conflitos interno e externo, contudo, muitos estão mergulhados neste mundo material de uma forma incondicional, como acreditar que algo que está na sua frente não existe de fato, que é apenas uma projeção mental? Difícil, hein? Como acreditar que algo não existe, se tocamos nele? Por que estamos brigando mesmo? Pelo meu país, pelo meu povo, pelo meu partido? E se tudo isso não existir de fato, for apenas uma ilusão criada, assim como o pôr do sol? Escolhi essa frase atribuída a Albert Einstein: “A ciência sem religião é manca, e a religião sem a ciência é cega”. Tem essa ainda: “A realidade é meramente uma ilusão, embora muito persistente”.

Questionado por Neo se o sofá não era real, Morpheus redarguiu a Neo: “O que é real? Como se define real? Se você se refere ao que pode sentir, cheirar, provar e ver, então real são apenas sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro“. No filme Matrix tem muitas referências à Mecânica Quântica. Nós vivemos entre dois mundos próximos, mas a nossa grande maioria só enxerga um, que é este mundo físico, sensível, que vemos, saboreamos, tocamos com nossos instintos animalescos.

 

Antes de qualquer estudo devemos sempre nos observamos no mundo, como agimos, por que agimos, por que aconteceu desse jeito e não daquele outro jeito. Todos os questionamentos vão desembocar em um único alvo, nós mesmos, a Mecânica Quântica vai dizer que somos frutos das nossas escolhas, estou escrevendo este texto agora, porque escolhi estudar Letras, Artes? Ou por que minha essência está em questionar este paradigma da partícula, ou seja, materialista? O que é a Matrix? É apenas um filme para nos divertir e só, ou um aviso de abra os olhos? Você já se deu conta de que ela pode não ser uma teoria? Se analisarmos, tudo é feito de átomos, segundo a Física Quântica, da parede, ao alimento que comemos, tudo é átomo e as coisas só existem de fato, porque nós as colapsamos para interagirmos aqui nessa vida. Em A Matrix, tudo é feito de bytes. A questão é que o cinema estadunidense não dá nada de graça, ao mesmo tempo que ele aponta algo, destrói de imediato, com o único objetivo de confundir. Existem muitas verdades em A Matrix, mas para não ser levadas a sério, cria-se toda uma fantasia, no caso, as lutas, a ficção científica e as máquinas, isso acontece para que o filme seja aprovado pelos patrocinadores, aceito pelo público viciado na diversão apenas, ao mesmo tempo sabotar as informações que estão contidas no filme, só resta aos criadores esperar que quem assista a ele garimpe as informações contidas em níveis mais submersos, superando o entretenimento, ou como se diz na atualidade, diversionismo. O filme “Quem somos nós” é a verdadeira, A Matrix, só que sem as armas, lutas, máquinas, sem o mel que te faz saborear a Partícula e não te atentas para a Onda e por isso não teve o público do filme do Neo, porque o cinema sem parque de diversão não tem graça, o cinema sem pipoca e refri não tem graça, mas naquele exato momento que nos abaixamos para comer a pipoca ou tirar a atenção para tomar o refri, ou ainda estufar os olhos na cena de ação, pode ser o momento que deixamos passar o mais importante. Pode ser nesse exato momento que o garimpeiro deixa a pepita de ouro se perder na água suja e apenas se envenena com o mercúrio posto para separar o ouro da lama escura.

Sim, nós estamos numa Matrix, não exatamente igual àquela do Neo, contudo, essa também tem graves problemas se não entendermos o que viemos fazer aqui e nos deixarmos levar pelas doçuras ilusórias do materialismo efêmero.

Estamos aqui para termos experiências evolutivas e não criar armas e guerras com o conhecimento adquirido ao longo de muito tempo de estudos é nesse ponto que surge a Matrix, te engana para que a pessoa se desvie do objetivo principal, que é buscar o conhecimento, evoluir e ajudar os demais, no entanto, se perde em busca de prazeres individuais efêmeros, criando o ódio, o sofrimento dos semelhantes e evitando a harmonia. Com certeza iremos evoluir criando armas e matando uns aos outros, mas será uma evolução muito lenta e sofrível ao extremo. Quando os físicos descobriram o átomo, qual foi o seu principal projeto? A bomba atômica! Para jogar nas cabeças dos seus adversários. Viver com o pensamento neste paradigma tem dessas coisas, só se quer enxergar o que é palpável. É como uma pessoa que pede a Deus um namorado ou namorada, então começa a chover na horta dessa pessoa, mas como ela não está receptível, com a mente aberta fica sabotando a concretização da encomenda, com seu olhar partícula: aparece uma, não, essa é gorda, outra é magra, outra é preta, outra é bicuda, baixa, muito alta, branca demais, tem espinhas, é petista, essa é tucana demais, Deus me livre, bolsonete… e assim vai perdendo as oportunidades e a culpa é dos outros.

Antes que alguém diga que eu fumei maconha estragada, só quero dizer que nesta vida, meu principal projeto é o conhecimento, o despertar e para isso devo experienciar todo tipo de conhecimento, que não seja nocivo à minha saúde e integridade. Não adianta ir no caminho e não comer as frutas silvestres ou beber das águas nos riachos encontrados à margem da estrada, se der sede e fome. Porque aí, ao chegar no final vai perceber o quanto perdeu ao longo da jornada. Veja o caso do Bruce Lee, por que ele criou um estilo de luta inédito? Porque ele observou todos os estilos, aprendeu e então teve conhecimento suficiente para criar algo novo, esse é um dos principais motivos de viver, criar coisas novas ou ajudar a criar.

A Ressonância Harmônica tem a ver com a espiritualidade, não com Neo. Ao pedir amor, conhecimento, receberás mais capacidade de viver melhor nesta dimensão. Mas não podemos pedir melhorias sem tentarmos uma mudança íntima, rever nossas crenças, impostas por este paradigma, por exemplo, ele acredita que andar armado vai mantê-lo em segurança, então ele vai comprar uma 765. Isso realmente vai protege-lo? Não. Mas provavelmente ele crie uma correlação quântica com um assassino qualquer ou com outra pessoa que também está pensando em andar armada, isso vai fazer com que ele use a arma, já que é o desejo dele, aí ele pode matar ou morrer. Ele não se armando poderá morrer, todos morrem, mas não seria um dos responsáveis pela própria morte. É aquele exemplo do colapso da função de onda.

A mecânica quântica, não está apenas nos átomos, nessas ideias que parecem invisíveis, você já analisou como o celular funciona? E como ele foi criado? Se não estou enganado, todas essas bugigangas eletrônicas vieram a partir do surgimento da mecânica quântica. Segundo os físicos que fazem investigação para encontrar a realidade última, o vácuo quântico, ou seja Deus, acreditam que grande parte desses equipamentos eletrônicos, invenções incríveis vieram de dimensões superiores e que seres que vibram numa frequência maior que os seres daqui desta dimensão, onde habitamos, a terceira dimensão, estão o tempo todo nos apoiando para que possamos ter uma evolução mais rápida.

Muitos equipamentos dá a impressão que funcionam sozinhos, vejam o caso do celular, se assemelha a essa ideia de dimensões paralelas. Segundo os físicos, as dimensões existem todas no mesmo lugar como a sintonia de um rádio, todas as rádios vibram em um aparelho e a pessoa consegue mudar apenas mudando de estação, ou seja, procurando a vibração certa de cada uma das faixas. A ideia é que existe uma onda só, enorme e tudo está dentro dessa onda e essa onda maior é chamada de vácuo quântico, que está em todo lugar.

Temos o aplicativo WhatsApp no celular, a pessoa tem 300 amigos, manda uma mensagem para todos que estão registrados no aparelho. A mensagem chega rapidamente e cada um dos 300 recebe apenas a mensagem que lhe diz respeito. Claro, alguém vai dizer que é por causa dos critérios técnicos da sintonia, o número de cada um, da onda eletromagnética, etc, sim, mas não quero que seja analisado dessa forma, imagine como essas mensagens chegaram nos destinos, sem um cabo, imagine a pessoa em um trem bala falando ao celular ou em um avião a milhares de metros de altura e a 750 kmh, a energia que conduz a informação segue o avião ou o trem bala? Correndo atrás – puff-puff! – Ou a onda que conduz a informação está em todos os lugares, como um peixe no fundo do oceano que olha para todo lado e só o que ele vê é água? Então, nós somos aquele peixe e a onda condutora é a água.

Então quando o senhor Hélio Couto diz que achou um meio de passar informação por meio de ondas, porque eu duvidaria dele? Ao mesmo tempo que uso o celular que leva as informações para onde se deseja. Normalmente mando desenhos por meio de celular para clientes, recebo fotos também. Veja isso, Mugambi é uma HQ que produzi toda à mão, à guache, nanquim, sobre papel A3. Depois que terminei de desenhar tudo, 154 páginas, precisava enviar para a gráfica em Bauru – SP, digitalizei tudo no scanner, pedi o endereço eletrônico e mandei. O que eu fiz? Peguei algo que era físico, transformei em bytes, no caso do filme, A Matrix, mas pode ser entendido como ONDA, porque tudo é onda mesmo, mandei via e-mail para a gráfica, o pessoal da gráfica pegou a informação que enviei, organizou na forma de impressão e imprimiu por meio da máquina off-set, em papel couché, colou, cortou empacotou e mandou de volta no formato real, materializado, tipo aquele tele transporte do seriado Star Trek. Então o mesmo processo que eu usei para imprimir a HQ é parecido com o que o senhor Hélio Couto usa com a Ressonância Harmônica. Se os objetos criados pela mente humana fazem isso, porque a própria mente não pode fazer?

Todos os textos que faço, sempre coloco experiências minhas, porque é uma forma de torná-los mais humanos e verossímeis. Sei que muitos fizeram a RH, toda experiência e impacto causado por ela é único em cada indivíduo, mesmo que eu tenha contado o que aconteceu comigo, de como fui impactado.

Penso que a energia eletromagnética da onda atua em cada ser de acordo com o contexto e com a vibração de cada um. A vibração tem a ver com a nossa consciência e ela é muito especial. Podemos até ter feito o mesmo pedido, mas as nossas vibrações nunca serão iguais e, assim, imagino que os efeitos poderão ser diferentes também. Lembre-se do que Jesus disse: tenha bom ânimo, eu venci o mundo. Posso fazer uma leitura dessa frase dele, da seguinte maneira: eu venci a Matrix, mesmo ela me oferecendo delícias e, depois, tendo furado meus pés e pulsos e me torturado, eu venci a ilusão. Esteja sempre receptivo, sempre disposto a aprender, porque a informação e o conhecimento são poderes.

Empodere-se!


* Geuvar Oliveira é maranhense de Imperatriz, mas mora em Palmas – TO. Funcionário público, cartunista, quadrinista, escritor. Tem várias obras publicadas, entre as mais conhecidas estão: Mugambi (da qual está produzindo o último capítulo), Liga do Cerrado e Viagem ao Centro da Gramática. Formado em Letras e Arte Cênica, trabalhou em alguns jornais impressos do Tocantins como cartunista. Atualmente, publica suas charges nas redes sociais e aqui na Caixa de Pandora do Duplo Expresso, porque os jornais têm medo de fazê-lo.

 

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