Vamos cantar para “espantar os males” da política
Da Redação do Duplo Expresso,
Um dos editores do Duplo Expresso, Wellington Calasans, escreveu algumas letras que serão musicadas pelo comentarista desta página (regente musical), Leonardo Lobo, do quadro “Até um cego vê”.
É o que resta pela sua omissão
Será que você notou que a micareta acabou?
E as bandeiras? Ninguém ergue mais!
Notou que todos os slogans sumiram ao vento?
E agora? Para se indignar é preciso consentimento!
Será que você sente alegria
Ao perceber: perdemos a paz!
Terceirizaram a sua culpa?
Será sua indignação seletiva ou apenas fugaz?Como é que esquece? Como é que esquece?
Tudo tão duro, mas tão real
Terra arrasada, camarada!
Sem luta de verdade, não nasce nada não!Como é que esquece? Como é que esquece?
Tudo tão duro, mas tão real
Terra arrasada, camarada!
Sem luta de verdade, não nasce nada não!Você está preparado pra receber tudo calado?
Este é o preço: “Quem não ouve conselho, ouve: coitado”
É o que resta pela sua omissão
Fingiu lutar, mas agiu como um perfeito alienado
Agora é jurar amor pela pátria que resta
Como se estivesse num presídio, vida dura de condenado
Vai ter liberdade de assistir Faustão
E ainda dizer que está “antenado”Como é que esquece? Como é que esquece?
Tudo tão duro, mas tão real
Terra arrasada, camarada!
Sem luta de verdade, não nasce nada não!Como é que esquece? Como é que esquece?
Tudo tão duro, mas tão real
Terra arrasada, camarada!
Sem luta de verdade, não nasce nada não!Como é que esquece? Como é que esquece?
Tudo tão duro, mas tão realA liberdade de assistir Faustão
Como é que esquece? Como é que esquece?E ainda dizer que está “antenado”
Como é que esquece? Como é que esquece?É o que resta pela sua omissão
Como é que esquece? Como é que esquece?Tudo tão duro, mas tão real
(Wellington Calasans)
A música está registrada no Stim da Suécia e faz parte de um projeto cultural do DE para este ano, 2019.
O videoclip foi editado pelo próprio Wellington e – sob a supervisão do nosso também comentarista e editor Carlos Krebs – recebeu a pós-produção.
Agradecimentos também ao comentarista Sama, cineasta, que participou do debate sobre conceito estético e cedeu a imagem da bandeira do Brasil que traduz o que a letra tenta expressar.
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Atualização:
