Manipulação do relatório do Banco Mundial no Chile inaugura a nossa campanha contra a “Ghost News”

Por Wellington Calasans, para o Duplo Expresso

O que vai acontecer quando a Presidenta Bachelet do Chile pedir investigação do caso de manipulação dos relatórios praticada pelo Banco Mundial no seu país e que influenciou diretamente nos resultados das eleições? A resposta é velha conhecida: nada!

Enquanto os “moralistas sem moral” estão empenhados em definir, identificar e combater o que, eles mesmos, batizaram de “Fake News”, o que mais deve preocupar na atualidade é a notícia fantasma, aquela que ninguém vê e mesmo assim assusta. Como esta do Banco Mundial, hoje revelada, que inaugura a nossa vontade de caçar notícia fantasma.

É notícia em diversos países neste domingo (14) este crime do Banco Mundial contra o povo chileno. Bachelet chamou de “imoral” e promete exigir investigação. Isso não vai mudar os resultados das urnas e o Chile será governado por um presidente que dará ao Banco Mundial e aos abutres financeiros o que ainda resta da economia chilena.

Não é segredo para ninguém que uma nova e gigantesca crise econômica deverá estourar até 2020. Esta “Ghost News” é escondida porque o ataque aos países da América Latina (prefiro chamar de América do Sul, por orientação do imortal Moniz Bandeira) faz parte do plano de sobrevivência dos países ditos de primeiro mundo. Chile, Argentina, Brasil, Venezuela, Equador, etc. todos sob ataque.

O economista-chefe do Banco Mundial admitiu que o ranking da instituição foi adulterado por “motivações políticas”, segundo o que é divulgado na imprensa de todo o mundo. “O dano já ocorreu”, como afirmou em um comunicado o ministro da Economia chileno, Jorge Rodríguez Grossi. Confissão de um, lamento de outro e o povo segue a ser apenas um detalhe nas falsas democracias controladas pelo mercado vadio.

Este caso do Chile, que hoje é motivo de debate em todo o mundo, não é diferente de todos os outros casos de ataque que são escandalosamente escondidos ou distorcidos pela velha imprensa. A condenação de Lula por um apartamento penhorado pela justiça em nome de credor da OAS; perseguição à senadora e ex-presidenta argentina, Cristina Kirchner; traição do cooptado (por quem?) sucessor de Rafael Correa no Equador; o golpe sem crime em Dilma Rousseff; indústria da delação pela “panela da Lava Jato, etc.

Somente a união das forças nacionalistas dos países sob ataque na América do Sul impedirá que sejamos reduzidos à condição de colônias fornecedoras de matéria-prima. Não há como acreditar nas instituições criadas pelos piratas das nossas riquezas. Raposa no galinheiro é história conhecida de todos, assim como todas essas “Ghost News” que a imprensa de mercado insiste em esconder.

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Wellington Calasans

Jornalista, Radialista, Ativista Político, Sonha com um Brasil parecido com a Suécia e uma Suécia com o sol do Brasil, o sonho é livre.