#oDoleiro (S01E02 – PT): “#Banestado – crônica de um assalto a banco anunciado”

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#oDoleiro (S01E02 – ESP): “#Banestado – un atraco de un banco anunciado”

#oDoleiro (S01E02 – ENG): “#Banestado – an anticipated bank heist”

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#oDoleiro (S01E02 – PT): “#Banestado – crônica de um assalto a banco anunciado”

O maior caso de corrupção no Brasil ficou conhecido como o Escândalo do Banestado.

A história remonta a 1993 quando os três principais figurões do Ministério da Economia do Governo de Itamar Franco, chefiado por FHC, viajaram a Luxemburgo, um paraíso fiscal.

Era o paraíso dos chamados “ultra liberais”, filhotes dos Estados Unidos.

Você tem o direito de conhecer a verdade!

Pedro Malan, Pérsio Arida e Armínio Fraga, os futuros chefes do massacre do Brasil, imposto durante os governos de FHC, pertenciam à mesma escola que tinha massacrado o  povo argentino, o povo uruguaio e o povo chileno durante a sanguinária ditadura de Augusto Pinochet, no laboratório do que foi denominado “neoliberalismo”, que é o socialismo para os super ricos e o capitalismo selvagem e genocida para a maioria da população.

Num único final de semana, dobraram a dívida externa de US$ 65 bilhões para US$ 120 bilhões. Reconheceram até dívida que havia vencido, como os US$ 8 bilhões que tinham vencido em Nova Iorque.

Com esses títulos podres, durante os governos de FHC, foi entregue a metade do Brasil a troco de nada.

Assim foram entregues os bancos estaduais, as empresas públicas de telecomunicações, a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), a Vale do Rio Doce e partes importantes de outras grandes empresas, como a Petrobras, a Eletrobras e o Banco do Brasil.

Um dos casos mais escandalosos foi o da Vale do Rio Doce, a maior produtora de minério de ferro do mundo. O valor da venda foi de pouco mais de R$ 3 bilhões (mais ou menos o mesmo valor em dólares), ou o equivalente aproximado a 2% do valor de mercado. Ainda os compradores ganharam o estorno em impostos de R$ 640 milhões e o pagamento por ser feito pelos títulos podres da dívida pública, que não valiam nada.

Na telefonia e nos bancos públicos o governo brasileiro fez enormes investimentos antes de entregá-los aos abutres capitalistas a troco de nada.

Na Petrobras, 40% das ações foram entregues na Bolsa de Nova Iorque por US$ 7 bilhões ou menos de 10% do valor, mas o mais grave foi que a Petrobras passou a ficar sob jurisdição da Justiça dos Estados Unidos. O mesmo aconteceu com várias outras empresas públicas. As graves consequências estamos pagando agora.

Após a privatização de parte da Eletrobrás, as tarifas aumentaram 300% em dois anos.

Todas as tarifas públicas, que são impostas como se fossem impostos, dispararam até as nuvens.

Que lindo é ser um abutre capitalista empreendedor! Quem não gostaria de obter lucros gigantescos em atividades gansters! E ainda controlando os governos e os parlamentos para poder dizer o que é legal ou ilegal?

Era a imposição dos Estados Unidos a toda América Latina para seus grandes empresários se salvarem da crise. Foi usado para isso o chamado Consenso de Washington de 1989 que, dentre outras “maravilhas”, impôs que não haveria nada mais importante para as suas “colônias” que pagar a dívida pública ultra corrupta que eles mesmos inventaram de maneira um tanto, digamos, artificial.

Mesmo se a população for atingida por uma pandemia, o Coronavírus por exemplo, nada pode ser feito pelo estado antes de pagar os abutres capitalistas donos da dívida pública e do Brasil.

Há o mito de que as empresas privatizadas forneceriam um serviço melhor. Até pode ser considerando que se aplica extensivamente a política do sucatear para privatizar.

Na realidade, o custo social por ter entregue meio Brasil é gigantesco. Equivale a que toda a população brasileira ganhasse 30 salários mínimos mensais durante 500 anos.

Todas as grandes empresas nacionais e estrangeiras, os políticos, altos juízes, apresentadores de televisão participaram do esquema e receberam fartas propinas.

A movimentação das propinas foi realizada por meio de esquemas novos. Ao invés de serem usados os mecanismos dos doleiros por meio das chamadas operações do dólar a cabo, foram usadas operações oficiais por meio do Banestado, o então banco público do Estado do Paraná.

Um grande super doleiro institucionalizado.

As transferências eram realizadas a partir da Agência de Foz do Iguaçu, localizada na chamada Tríplice Fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai. Nesta localidade competem os agentes das potências estrangeiras, tais como a CIA, a DEA, o Mossad e outros. A eles se somam os narcotraficantes, os traficantes de armas, os contrabandistas e os doleiros, os oficiais e os concorrentes dos oficiais.

Uma parte do resultado da lavagem de dinheiro das operações ilícitas que alimenta os cofres dos Estados Unidos e Israel para as operações secretas tem essa origem.

As propinas relacionadas à participação na entrega de meio Brasil somaram US$ 179 bilhões, o equivalente a US$ 281 bilhões hoje.

Esses recursos foram transferidos para a Agência de Nova Iorque do Banestado. Dali, o dinheiro passou aos grandes bancos que os moveram principalmente a paraísos fiscais de onde voltaram ao Brasil como investimento estrangeiro.

Uma grande lavagem oficial de dinheiro realizada com a cumplicidade dos bancos norte-americanos, que intermediaram a operação e deixaram todo mundo de rabo preso.

Desde aquele momento em diante, passou a ser corrupção tudo o que estivesse contra os interesses dos Estados Unidos. E legal seria tudo o que beneficiasse os Estados Unidos. Um super mega doleiro internacional!

A crise de 2008 colocou uma pá de cal sobre o chamado “neoliberalismo” e seus mantras, como se agora fosse a vez da “democracia” em abstrato, que não existia mais comunismo e muito menos classe operária. Éramos todos empreendedores no mundo de Alice no país das maravilhas.

A crise não se fechou até hoje e se tornou tão crítica a partir de 2016 que o imperialismo vem para tomar a outra metade do Brasil que ainda não foi entregue e por métodos ainda mais ferozes.

É um Banestado 3.0 onde os doleiros tradicionais são substituídos pelo modelo colombiano do estado narco-paramilitar, com leis muito reacionárias inspiradas no Ato Patriótico do Governo de George Bush Jr., adicionado do paraíso chileno para os ricos e o Haiti para os pobres.

No próximo capítulo, apresentaremos informações detalhadas sobre a roubalheira dos envolvidos no maior caso de corrupção do Brasil, no Escândalo do Banestado.

Até com os recibos das transferências do dinheiro da corrupção para o exterior realizadas pelo super doleiro oficial.

Você irá se surpreender com as empresas e pessoas muito conhecidas que participaram. Toda a elite brasileira.

Você tem o direito de conhecer a verdade!

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Os que nos atacam:

Aqui, aqui, aqui e aqui, a ficha dos que nos atacam, na figura de Leonardo Attuch “Dantas Nahas”, levantada por, entre outros, Paulo Henrique Amorim — e estranhamente deletada de seu site após a sua morte.

DOSSIÊ LEONARDO ATTUCH – VOL. 1: SUPOSTO LARANJA DE DANIEL DANTAS, REFÉM DA JURISTOCRACIA “VIRA A CASACA” 180 GRAUS….

Posted by Romulus Maya on Tuesday, August 11, 2020

 

 

 

 

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O que temem:

FINALMENTE: baixe as CC5 do Banestado, depois de quase 30 anos!

#BanestadoLeaks: o escândalo de lavagem de dinheiro no Brasil dos infernos

#BANESTADOleaks: “a lista”, finalmente! ?

 

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Governo Dilma operando para os EUA (ver os respectivos fios no twitter):

 

 

 

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NÃO TEM IDEIA DO QUE FOI O ESCÂNDALO DO BANESTADO?
Eis resumão fornecido por Romulus Maya no distante mês de janeiro do Ano do Senhor de 2018, em seu antigo blog:

As contas “CC5” foram criadas em 1969 pelo Banco Central para permitir a estrangeiros não residentes a movimentação de dinheiro no Brasil. Essas contas também eram o caminho para multinacionais remeterem lucros e dividendos ou internar recursos para o financiamento de suas atividades. Por dispensarem autorização prévia do BACEN, as CC5 viraram o canal ideal para a evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A movimentação ilegal usando as CC5 somou 179 BILHÕES. De dólares! Ajustando pela inflação em dólar do período (1998-2020), o equivalente a 281 BILHÕES DE DÓLARES em valores atuais. De longe, o maior escândalo de evasão de divisas e lavagem de dinheiro de todos os tempos.

Uma vez estourado o escândalo Banestado, a operação abafa para encerrar de vez os trabalhos de investigação começou em 2001. Durante esse período, milhares de inquéritos foram abertos em todo o País. Contudo, nenhum político importante ou dirigente de grande empresa foi condenado de forma definitiva. A maioria das empresas envolvidas conseguiu negociar com a Receita Federal o pagamento de impostos devidos e, assim, encerrar os processos tributários e penais abertos contra si.

Em relação às empresas de mídia que usaram as contas CC5 para praticar evasão de divisas e lavagem de dinheiro, não se tratou apenas da Globo e dos Marinho. A quebra dos sigilos bancários revelou que o Grupo Abril fez uso frequente das contas CC5, tendo movimentado um total de 60 milhões de Reais. Já o Grupo SBT, do empresário Silvio Santos, movimentou 37,8 milhões de Reais segundo a investigação.

Se na esfera judicial o caso Banestado teve o seu fim escrito pelas mãos do juiz Sergio Moro, no Parlamento a apuração conduzida pela CPI do Banestado teve o mesmo destino. De maneira totalmente inabitual, essa Comissão Parlamentar encerrou os seus trabalhos sem sequer votar a minuta de relatório final!

Explica-se: o esquema das CC5 pegava de A a Z do sistema político, embora em proporções bastante diferentes. O maior implicado, evidentemente, era o PSDB. Afinal, desde 1994 o partido tomara conta da máquina federal bem como de várias máquinas estaduais relevantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Isso sem contar grandes municípios. No que tange ao PT, que acabara de chegar ao poder na esfera federal, o partido administrara até ali algumas prefeituras relevantes, como a de São Paulo, bem como os Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Acre. Portanto, embora com graus bastante diferentes de exposição ao escândalo das CC5, ambos, PSDB e PT, acabaram atuando no sentido de enterrar, o mais breve possível, os trabalhos da investigação.

O que se viu nessa CPI foi a tentativa de se proteger os cardeais de ambos os partidos, bem como de blindar aliados citados na investigação. Por fim, registre-se que o encerramento da apuração se deu em dezembro de 2004. Já no ano seguinte, em 2005, surge o “escândalo” seguinte, o caso do “Mensalão”. Na prática, em termos editoriais, tratou-se de uma tentativa bem-sucedida da Globo de fazer “subir a pauta”, sepultando de vez o interesse em se investigar as contas CC5. Afinal, como dito acima, esse sistema fora utilizado pelos próprios irmãos Marinho para retirar dinheiro “frio” do grupo, como caixa dois, do Brasil.

(artigo completo, atualizado, aqui)

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