Agora, toda quarta-feira é dia de Expressonauta virar Faísca 

Breve análise sobre os programas que radicalizaram, para cima!

Por Lou Amaral

Do outro lado da tela, já vivenciei várias edições do Duplo Expresso que me surpreenderam em belas manhãs. Apreensiva, acordava procurando as notícias do “plano físico“, da geopolítica, e me deparava com surpresas: “aulas” de sociologia, filosofia ou psicologia. Dias depois, um bate papo gostoso sobre antropologia e história da arte. Em meio à avalanche de notícias, um belo dia escutava uma longa e deliciosa aula de história do Brasil e terminávamos alguns programas com dicas de filmes, músicas e livros.

Como sempre acontece quando você acha sua tribo, nos viciamos rápido no Duplo Expresso. Não tinha como iniciar um dia se, pela manhã, não pegássemos uma caneca de café, sintonizando no programa. Um alento para quem queria ver sentido no distópico cenário político nacional e internacional. Um alento ouvir tantas pessoas, com diversos pontos de vista sobre tudo que cerca nossa realidade atual.

Neste programa do dia 29 de abril de 2020, em borrada quarentena, Romulus Maya teve um insight: nos convidou – pela primeira vez – a entrar no ar em nova egrégora espiritualista, todos ungidos no mesmo astral para falar deste outro “front” da guerra contra o Covid-19. Desta vez, eu estava do outro lado da tela, falando sobre esoterismo, apreensiva com as placas que identificavam os críticos e os ateus, no chat. Para nosso alívio, logo se formou um clima calmo e acolhedor.

Com a reação, ficou claro que nem só de geopolítica investigativa, que nos orienta, alimentamos a alma. Falar das questões espirituais, foi como sorver o licor, escondido no bombom. Trouxe novo frescor ao que já era bom.

Falamos de amor incondicional, de empatia pelas vítimas da pandemia, de nossas múltiplas faces da fé. Compartilhamos nossos pontos de vista até a cafeína do café da manhã de todos começar a fazer efeito. Os mais de 1300 convidados no chat ao vivo, no decorrer das quatro horas de programa, se deixaram levar.

Em meio a tudo que vivemos, sempre surpreende ver que fiéis, espiritualistas, “desconfiados” e ateus se unem num único propósito: ver novas saídas para diminuirmos os sofrimentos. Nossos e dos outros. Falamos de projetos sociais, sempre trazemos notícias das favelas e comunidades remotas.

O que a gente compreende, aos poucos, é que o silêncio de uma quarentena traz respostas sussurradas do Universo, da força criadora, de Deus! Mas também traz o grito de socorro de muitos. O silêncio das ruas vazias de carros e gente, emoldura o aconchego de nossos lares. Do outro lado, nos traz a dura imagem das casas de madeira nas favelas, pobres de paredes e conforto. No contraponto da negligência, no circo de horrores da maioria dos que detém poder, vem o contraste: a capacidade de reação das jovens lideranças de favela, que cansaram a língua pedindo ajuda ao Estado e provaram que se articulam com mais generosidade e rapidez do que a sociedade dita “organizada”.

Há sempre luz, contraposta à escuridão. Uma, não seria percebida sem a outra!

Muito além do que nos une num programa, este momento nos fez sentir vontade de estarmos mais perto uns dos outros. Nos traz um olhar mais doce para as pessoas simples que precisam de mãos amigas. Não mãos estendidas, mãos dadas! Mãos amigas.

Por isso o programa terminou com as notícias de Mariluce Mariá do FavelaArt, prestando contas das doações que viabilizaram as 3000 cestas básicas por mês para famílias cadastradas em seu projeto no Complexo do Alemão. Nas veias e vielas destas 14 favelas da Zona Norte, com mais de 450 mil moradores, uma verdadeira falange de voluntários convocados por Mariá e Cleber (seu marido) levam cesta básica, água e vitamina C a quem está em isolamento compulsório há tempos, a quem está isolado com crianças, a quem está doente.

E foi Mariá que falou a frase que une extremos nas eventuais relatividades da frase “Fica em casa”. Ela identificou, por exemplo, uma necessidade de falar para pais de família, que estão sendo convocados a trabalhar sem salário, que ficassem em casa, que receberiam comida. Sob ameaça de que, após a pandemia, seriam dispensados se não aceitassem a criminosa proposta de trabalho escravo, Mariá aconselhava: “fique em casa”, alforriando o escravo moderno.

 

Projeto FavelaArt atenta à famílias com crianças. A foto mostra algumas distribuições. Foto: @brunoitan

 

Feitas nas quadras abertas. A maioria é entregue em vielas de locais mais ermos.

No Santa Marta, o morro com cerca de 6 mil moradores em Botafogo, na Zona Sul do Rio, agiram rápido. Thiago Firmino fez uma vaquinha e comprou borrifadores e uma solução com diluição de água sanitária e quaternário de amônia de boa qualidade. Corrimões, escadarias e locais de aglomeração foram desinfetados com a solução. Junto com a ação, Thiago e equipe anotam questionários para avaliar estados de saúde. As notícias e dados, entretanto, são levadas em conta com cautela:

“Outras favelas querem testar esta técnica e vamos começar a contabilizar melhor os dados para que os profissionais que nos apoiam possam estudar o resultado.”

 

Thiago Firmino, do Santa Marta, numa experiência apoiada por profissionais da área sanitária.

 

A fala bem podia ser de um(a) Secretário(a) de Saúde mas é de um jovem ativista de favela carioca. Como não ajudar? Como não se engajar nessas batalhas? E para além das favelas, como não acreditar que esta força poderosa identificada como “amor incondicional à sua comunidade”, não pode ser usada por nós numa formação gigantesca de alta vibração?

É este o desafio. Se um enorme grupo de pessoas se une numa “crença flexibilizada” de que energia move as montanhas, numa percepção de consciência coletiva, o efeito será notadamente diferente do que vemos hoje. Por isso, esperamos que mais e mais pessoas escolham crenças positivas nos novos programas do Duplo Expresso sobre Religião e Espiritualidade e entrem na batalha com mais esta munição.

Como diz o kabbalista Yehuda Berg, “faça o teste drive”. Humaniza-se e use essa energia sutil, derivada do amor ao próximo, no seu micro cosmos para que se esparrame como vírus, com alta potência, no macro cosmos.

Lou Amaral é bacharelada em Artes pela PUC-Rio e pós graduada em Marketing pela UCP/RJ. Terapeuta de Alinhamento Energético, atua com mediunidade no atendimento com oráculos. É cofundadora do projeto esotérico, Ciência do Milagre, profissional premiada em comunicação e consultora de responsabilidade social. Possui dois livros de poesia publicados.

Faísca é o termo usado para as pessoas que compartilham experiências, junto ao projeto Ciência do Milagre de coautoria de Lou Amaral Judice (Instagram: @cienciadomilagre Site: www.cienciadomilagre.com)

PROJETOS:

1) Complexo do Alemão
FAVELA ART
Coordenadora: Mariluce Mariá de Souza
Tel.: 21 99933-6193
Email: favelaart@gmail.com
www.favelaart.com

Conta para Doação
Bradesco
Agência 2043
Conta-corrente 041246-5
Mariluce Maria de Souza
CPF: 116.758.407-41

VAKINHA ON LINE http://vaka.me/968893

2) FAVELA SANTA MARTA BOTAFOGO

Coordenador: Thiago Firmino

Telefone: (21) 99177-9459

Vaquinha: https://benfeitoria.com/santa-marta-contra-o-covid19-ehw?ref=benfeitoria-pesquisa-projetos

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