Venezuela humilha: observadores internacionais explicam eleição à prova de fraude

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso

 

O Duplo Expresso traz, direto de Caracas, o depoimento de dois ilustres representantes do corpo de observadores internacionais das eleições que se realizaram neste domingo na Venezuela: o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães e o jurista Luiz Moreira. Num espírito cosmopolita, ambos levam para além das nossas fronteiras o combate que vêm travando contra a onda golpista no Hemisfério. Desnecessário dizer que nossa honra em ter a ambos como comentaristas do Duplo Expresso, se possível fosse, ficaria ainda maior.

O relato sobre os aspectos técnicos envolvidos – à prova de fraude – são de matar brasileiro de inveja. Urnas eletrônicas com 100% de identificação biométrica. E que imprimem todos os votos nela depositados, para que cada eleitor possa verificar a correição do registro e então depositá-lo, também, em uma segunda urna, física. Ademais, cada urna imprime, ao final do dia, um relatório – i.e., ainda na Zona Eleitoral – indicando a votação que cada candidato/ partido obteve na mesma. Ou seja, há uma dupla contraprova física em cada Zona Eleitoral – (i) individual – as cédulas de cada eleitor depositadas na urna física; e (ii) coletiva – o relatório impresso da urna eletrônica – a dissuadir quem porventura planejasse defraudar a totalização dos votos “eletrônicos”, já no equivalente local aos “TREs” brasileiros. Caso isso fosse tentado, tal dupla impressão – de votos individuais e de relatórios coletivos – permitiria rápida verificação.

Enquanto isso, no Brasil…
Com diversos relatos de – lucrativas – fraudes na totalização de votos, principalmente para cargos proporcionais (vereadores e deputados estaduais e federais), não é à toa que a Justiça Eleitoral brasileira, apoiada por uma máfia transpartidária que se beneficia de tal esquema, vem seguidamente impedindo a impressão do voto. Vale registrar que, da última vez, Dilma Rousseff vetou Lei que determinava a impressão do voto, aconselhada por aquele que o Duplo Expresso chama de “Laranja Podre do PT”, José Eduardo Cardozo.

(Qual o interesse de Cardozo na matéria? Como será a mancha eleitoral das suas votações em eleições… proporcionais, hein?)

A entrevista com o Embaixador Samuel e com Luiz Moreira foi realizada por Caio Clímaco, novo correspondente do Duplo Expresso em Caracas. Lá, Caio já vinha cobrindo o pleito para o Diário Liberdade, jornal da Galícia dedicado a política internacional, com textos publicados em galego e em português. Note-se: tal veículo nos fora recomendado, anos atrás, pelo saudoso Professor Luiz Alberto Moniz Bandeira. Ou seja, com a melhor das referências.

Por fim, uma inconfidência: Luiz Moreira nos conta que o Embaixador Samuel é tratado como ídolo na Venezuela!

Bem, não poderia ser muito diferente: grande impulsionador da integração latino-americana e destacado pensador da luta – transcontinental – contra a hegemonia do Império, é certo que esse povo, que tanto sofre sob o flagelo e a cobiça estadunidenses, haveria de reconhecer a grande contribuição do Embaixador Samuel para a luta. Luta essa, aliás, que os venezuelanos partilham não apenas conosco, brasileiros, mas também com os demais povos “morenos” abaixo do Rio Grande.

¡Viva Venezuela!

¡Viva Latinoamérica!

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Para outras passagens da (nada!) “edificante” trajetória do “Laranja Podre do PT”, ver:

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Romulus Maya

Advogado internacionalista. 10 anos exilado do Brasil. Conta na SUÍÇA, sim, mas não numerada e sem numerário! Co-apresentador do @duploexpresso e blogueiro.